sexta-feira, 3 de agosto de 2012

psychiatric help – the doctor is in




Não sei o que é mais animado em ser uma pessoa com condições de saúde peculiares. Tem sempre os médicos estúpidos, que te chamam de hipocondríaca por pura preguiça de ir além de um exame de sangue e meia dúzia de perguntas padrão. Tenho vontade de carregar um cartãozinho, dizendo que seria super maneiro se fosse hipocondria, muito mais legal quando todos os problemas estão tudo num lugar só (o célebro) do que espalhados por todo esse corpinho mesopotâmico que eu carrego por aí.

Se médico -  que tem anos de faculdade pra aprender a compreender as mazelas do cerumano -  é assim, como podemos esperar sanidade mental dos amiguinhos, não é?

Melhores momentos:

- Amiga, sua imunidade é tão baixa, né? Que dó.

Então. Não.

Meu sistema imunológico é hiperativo. É SUPER poderoso. Minha imunidade é insanamente alta. Sérião, desculpa.
Sabe quando cê tosse? Espirra? Coça um olho? É o equivalente no meu corpo a duas semanas de crise alérgica. O que seu corpinho ignora, o meu transforma numa guerra. É bem simples, tem nada de baixo na minha imunidade, eu tenho sobrando, cê qué?
Aliás, se tem um povo pra quem eu queria dar imunidade, é o povo das 3 gripes por ano hahahahha. Que dó.

- Amiga, como cê tem gripe, né? É uma atrás da outra.

Pois é. Não.

O cerumano não pega tanta gripe, meus amô. Gripe é aquele troço que te impede de comer, respirar, levantar, pensar, viver. É aquele troço que faz você ficar na cama porque não tem alternativa, cada passo dói no seu âmago e você fica enjoado e cansado e destruído. Se você levantou da sua caminha, tomou um benegrip e foi pro trabalho, você está resfriado. Durou 3 dias? Resfriado. Voltou depois de uma semana? Resfriado. Nego MORRE de gripe, sacoé? VOCÊ.NÃO.ESTÁ.GRIPADO.

Nem eu.

Aliás, eu pego uma gripe a cada, sei lá, dois anos? Sou muito saudável, cê nem imagina.

- Amiga, cê já ouviu falar do tratamento x?

E em x, insira QUALQUER insanidade, porque olha, nego tem uma imaginação que vou te contar.

Esta semana está campeã. Só falta alguém vir me dizer que plantar bananeira super cura alergite. Outro dia veio uma sugerir auto hemoterapia e ó, a única coisa que eu pensei em fazer foi ligar pra vigilância sanitária e denunciar todo mundo.

“Entra no youtube e vê o vídeo do médico whatevs, ele cura câncer com água, ó, é impressionante, vê o que ele tem pra alergia”. HAHAHAHAHAHHA. Se eu ganhasse um real pra cada conselho desses, comprava a fábrica do allegra e parava de empobrecer na farmácia.




*****

Mais maneiro que as dicas milagrosas pra curar a minha pessoa, é a vibe “cê é tão estragada que entende de qualquer doença, faz uma consulta comigo aqui”.

Vdd.

Outro dia uma fia me veio com o exame de sangue, pra eu dar uma ~olhadinha~. Fora a gênia que INVENTOU um acontecimento que eu me recuso a narrar aqui pra fazer uma pergunta estapafúrdia, para a qual, obviamente, ela achou que eu teria a reposta.


Mas a maior magya foi a querida que veio com uma conversinha moooole sobre uma bobagem aleatória e, quando eu perdi a paciência e perguntei se tava doida, respondeu que era só um teste pra ver se eu ia dizer o mesmo que o médico dela disse (!). (Eu *acertei* a resposta ¬¬)


Sério, o próximo passo é fazer uma faculdade de medicina. Ou me internar de uma vez no pinel e me apresentar como Dráuzio Varella.


****


E o povo que somatiza? A peçoua tá lá tendo uma vida ótima. Aí eu falo com voz de traveco, dou uma tosse e três espirros e pelamordedeus, o cerumano tá imediatamente alérgico e/ou """""""gripado""""""".


Mr. Esquistossomose não me fala nem oi mais, porque pegou gripe minha (quando eu estava DE FATO gripada) no ano de milequinhentos e agora me vê alérgica, sai bebendo álcool gel. Diz que eu joguei a vida dele no vento e que ele viu a luz e foi adicionado pela morte no foicebook, apesar do sobrenome hit combo itália+polônia, aposto que o fio é mexicano porque HAJA DRAMA. O inverno chega e nem pra pegar a mesada em chocolate ele aparece mais.


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Amgs, sério: PAREM DE TENTAR ME CURAR, PFV. E parem de ser birutas também, se não for pedir muito. AH, muito importante: PELAMOR de qualquer coisa aqui que lhes seja muito cara, parem de me perguntar se eu melhorei. Vou sempre, SEMPRE, forevis and always toujours responder que: NÃO.


Brigada, beijo, bom fim de semana pra todo mundo.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

and the things we leave behind




Eu me mudei de casa.

Pela, sei lá, décima oitava vez na vida.

Acho muito engraçado quando a pessoa me diz que nunca se mudou ou diz que só se mudou quando casou. Não sei se tenho dó ou inveja.

Pelo menos desta vez, foram só alguns quarteirões. Mudar de estado é muita alegria só que ao contrário e fico muito contente que não tenha sido a história desta última mudança.

Aliás, mudar de casa é sempre uma alegria só que não.

A única coisa boa é a faxina obrigatória, néam? Tipos que eu limpo meu armário periodicamente, mas, de alguma forma, lá dentro tinha uma quantidade infinita de tralhas que eu não lembrava ter guardado. Imagina que faz 10 anos apenasmente que eu me formei (idosa) e metade das coisas da faculdade ainda morava lá em algum lugar.

Perdi as contas de quantos daqueles sacos de bilhões de litros de lixo eu tirei. O incrível é que meu quarto novo, que é maior - e tem uma irmã a menos -, está MAIS CHEIO. Sério, dava pra chamar um físico pra fazer um estudo de caso ali.

*****

Eu não lembrava, mas houve um tempo na minha vã existência, em que eu escrevia sobre a vida em blocos.de.notas. Não do Windows, de papel. O mais sensacional é que não era em UM bloco. Tinha mais ou menos uns 400 blocos espalhados por tudo que era canto, com um pouco de TOO MUCH information, sabe? Sei lá quantas horas eu perdi da minha vida rasgando e colocando fogo em tanto absurdo. Se eu tivesse uma máquina do tempo, ia perguntar pro meu eu do passado QUIQUI CÊ TEM NA CABEÇA, FIA? Capaz de estar morando no pinel se alguém tivesse achado essa tralha. Bem naquelas vibe morri e alguém foi juntar as tralha e OMG que pessoa perturbada.

Ainda bem que pude poupar os familiares desse desgosto.

Felizmente não lembro também o que motivou aquela quantidade de escrevinhação bizarra, vamos orar.

(Agora eu só tenho blog, ó que saudável kkk)

*****

Em toda mudança eu me pergunto: por que somos tão bocós? Por exemplo, reencontrei meu ~radinho~, primeiro tocador de cd de mp3 que eu adquiri na vida, cujas caixa de som desistiram de viver, cujo leitor de cd tá locão e que nem rádio sintoniza mais, mas eu não consigo jogar fora. Enquanto a casa véia tá lá, esperando ganhar um dono novo, o som tá ligado na tomada, num cantinho do quarto. Tem nem onde enfiar esse troço inútil no meu quarto novo, mas eu não consigo dar embora (ADORO quem diz que dá embora as coisas? Onde esse povo aprende essas expressões?). Fica lá o som abraçado em meia dúzia de bichos de pelúcia, joguinhos de tabuleiro e caixas vazias de sapato.

É.SÓ.UM.PEDAÇO.DE.TRALHA.

Haja desapego.

*****

Falando em desapego, a *área* que mais sofre nessas limpas é a fashion kkk. Meldels, como eu tenho roupa. Deve dar pra vestir umas 3 famílias de tipos físicos variados (a pessoa que pesou entre 48 e 82 kg dá uma amplitude boa). Finalmente joguei fora aqueles jeans 36 em que nunca mais vou entrar e aqueles 48 que só comprei na hora do desespero (se é pra ser gorda, então eu vou ser enoooooooooooooooorme!). Ainda assim, o armário conta com mais de trinta calças que podem ser usadas tranquilamente, com a atual forma física. O mais impressionante é a indústria da moda ser capaz de me vestir do 40 ao 46, é mágico.

*****

Falando em roupas que se fueram, estamos agora celebrando os 10kg que deram adeus a este corpinho a que não pertenciam.

O engraçado é que 10kg foi exatamente o quanto meu peso aumentou em 2 meses, por causa dos remédios que eu estava tomando.

No começo, eu pensava “pqp, esse esforço todo só pra voltar pra onde já não tava bom”, mas não vou nem negar que estou muito mais delícia (kkk) que um ano atrás e usando roupas menores.

Pelo menos é uma coisa que eu joguei fora sem dor no coração heh.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

vivendo com toc imaginário


Pra evitar falar mais abobrinha que o normal, fui ler um site super científico e já não sei mais se é tão imaginário assim.

Ok, moving on.

Eu não sei se a medicina classifica isso como alguma coisa maligna, mas o caso é que eu preciso de um pouco de ordem na minha vida. Não é exatamã uma coisa enlouquecida (nem pergunte pra minha família), mas eu preciso de planos, programação, NORTE. Certo, norte é um pouco de exagero, considerando que não sei nem pra que lado é o meu quarto quando estou dentro da minha casa, mas deu pra entender.

De modos que minha vida normalmente é igual à programação do Discovery Home and Health: dias temáticos. E quinta, há anos, é o dia da beleza. Certo, beleza é um pouco de exagero, considerando que minhas fuça assimétrica assusta pessoas na rua, mas deu pra entender.

E aí praticamã toda quinta-feira eu vou ao salão. Não uma coisa mongol de ficar quatro horas lá, cada quinta é uma coisa e assim vamo ficando imaginariamente linda constantemente.

Teve uns tempos em que os pessoal resolveu se ver toda semana no exato mesmo xópem onde está meu salão favorito (Cê jura que eu sempre tenho que usar o mesmo profissional pro mesmo silviço e que se ele não tiver hora eu nem saio de casa? Cê jura que o cabeleireiro se mudou pra um salão que fica a 20km do meu lar e mesmo assim eu viajo só pra cortar com ele? Cê jura?), mas na sexta. Eu até tentava economizar os dias e ir ao salão na sexta, antes dos amigue, às vezes até ia. Mas ó... preferia ir na quinta.

Os amigue se foi, minha irmã passou a trabalhar lá (no shops, não no salão) e eu coordenava os horário tudo pra poder passear com ela, ó que incrível. Na quinta.

Acontece que eu tô num período de transição (literal) na minha vida e não é toda quinta que eu vou ao salão. Mas é isso ou ficar em casa fazendo faxina e encaixotando coisas.

Deu pra entender o quadro, né?

*****

Tem o dia-da-aula-de-ioga. Que muito me alegrava e tal, mas eu vou perdendo a paciência com as coisas na vida e tenho que gastar muitas energias pra perseverar. Comecei a fazer outras coisas na cadjmia, pra dar uma animada (viu como eu tô diboua com mudança?), uma diversificada. Pois aí foram lá e trocaram a instrutora e eu quis colocar fogo naquela academia dos infernos.

Porque assim: o gênio da engenharia projetou uma sala que não é quadrada, não é retangular, não é oval. É uma aberração geométrica, toda torta. Precisei de uns 2 meses pra aceitar aquele ambiente torto na minha vida, mas achei um lugar onde eu pudesse estender meu tapetinho e ser feliz. Mas, como somente Sheldon Cooper me entenderia, tinhaque ser naquele lugar.

Aí, quando trocaram a profe, uma véia desocupada, que poderia ir em qualquer aula, das 7 da madrugada até as 4 da tarde, ia às 18, é claro, que é quando os jovens trabalhadores que fazem o Brasil andar podem ficar saudáveis. VÉIA ESTÚPIDA.

Quiqui a véia fazia? Esperava que eu me instalasse, esticasse o tapetinho, largasse a bolsa e empurrava tudo e colocava as coisas dela no lugar. Sensacional. A véia nem esticar o braço conseguia, tava fazendo o que lá? Até o dia que minha paciência acabou e eu taquei as coisas da véia longe, TÁ COM DÓ LEVA PRA SUA CASA. A véia não voltou, grazadeus, destrocaram a professora e tudo voltou à normalidade.

Aí passamos meses em 4 ou 5 alunos, todo mundo no seu lugarzinho de sempre, a gente podia até se atrasar que nossa vaguinha na sala estaria intacta. Amor em forma de aula.

Só que um dia chegou uma aluna nova e no meu primeiro ““““atraso”””” (porque eu tô lá na cadj umas duas horas antes dessa aula irritante começar, só tô fazendo outras aulas), a fia foi lá e pegou meu lugar.

Entrei na sala, vi meu lugar ocupado, respirei e pensei “bão, aviso que tenho compromisso e fui só falar oi, nem a pau que eu faço essa aula em outro lugar”. Foi só essa frase finalizar na minha cabeça e a profe chamou a fia pra sentar num outro pedaço, ali mais pertinho dela. A fia foi. Perguntou se tinha alguma razão.

- tem sim, a Vanessa tava ali pronta pra desmaiar só de ver alguém sentado no lugar dela.

Digamos que tomei consciência da gravidade da situação ali naquele momento. Houve boatos de que na semana em que eu faltei por motivo de doença, ninguém teve coragem de encostar o fiofó lá.

Mas não reclamo, não gosto de sentar em outro lugar, anyway.

*****

WHY, oh, God WHY essa pessoa está contando tudo isso?

Porque ontem era quinta-feira e eu não fui ao salão NEM estava empacotando caixas. Meu saco está realmente cheio da rotinha da cadjmia, da sala torta, de véias, de gente falando de partes da anatomia pelas quais não me interesso e de meditação. De modos que eu resolvi ir à academia em plena quinta feira, tentar uma coisa nova.

Avisei a família inteira (porque nego aqui surta se não souber sua localização exata no espaço-tempo), mas ninguém deu muita bola.

Meu irmão me ligou lá pelas 17h.

- Ô, cê não vai no salão hoje, né? Tô te esperando pro lanche.
- Mas fio, eu tô indo pra academia!
- VANESSA, HOJE É QUINTA.

Tipo, pânico na voz, sabe? Eu disse que sabia que dia era e que tinha avisado que ia tentar uma coisa nova. Erbãozinho ficou desconcertado.

Aí minha mãe ligou 17:10h.

- Cê vai passar na minha casa hoje?
- Vou, umas oitoemeia.
- Por que não agora?
- Porque eu tô indo pra academia.
- VANESSA, HOJE É QUINTA!

Pavor, medo, nervoso. HAHAHAHA babãe, eu avisei que ia, blábláblá, meldelsdocéu eu não acreditei que era verdade, a gente se vê depois, ok.

Aí eu fui pra academia, né? Felizmente não encontrei ninguém conhecido, nenhuma surpresa. Fiz quarenta e dez aulas emagrecedoras e saí de lá completamente destruída umas oitohora.

Fui pra casa de babã, adonde encontrei minha irmã.

- Cabei de fazer uma aula que cê ia amá.
- Aula de quê?
- De sh’bam, na cadjmia.
- Academia? Mas, VANESSA, HOJE É QUINTA.

GENTE, SÉRIO.

Pelo visto agora eu vou ter que parar de contar tijolinho por aí, senão nego vai me enfiar no pinel na primeira oportunidade. Se eu sumir vocês já sabem.
E agora, toda quinta, fica avisado: estarei gastando as banha na academia.




quarta-feira, 13 de junho de 2012

easy like Sunday morning



Hoje eu acordei meio escangalhada porque ontem passei pelo trauma de estar presente em uma sala em processo de pintamento por mais horas que o aceitável. E também porque não dormi na minha própria cama, mas isso não vem ao caso.

O problema é que quando eu não durmo na minha própria cama eu acordo oitocentas vezes por noite, ao contrário de quando eu durmo na minha própria cama, em que eu acordo zero vez por noite. Somando a isso à quantidade indigna de pó que eu inalei do dia de ontem (heh), estou um bagaço.

******

Mas ainda foi melhor que na manhã anterior, quando acordei e não encontrei meu exemplar jumbo de quadrinhos do Pateta. O querido leitor não pode imaginar o tamanho do meu desespero ao enxergar a tralha toda sobre a mesa, menos o gibi de 400kg. Revirei tudo benloca pra achar meu gibizinho debaixo de um exemplar de Mundo Estranho, que tem na capa um homem grávido.

Porque coerência é o forte da pessoa, que entra na livraria pra comprar quadrinhos do Pateta, se depara com a *manchete* “como seria o mundo se os homens engravidassem” e ne.ces.ci.ta adquirir e fica muito decepcionada com o conteúdo da matéria de capa. E com a quantidade de folhas dedicada à matéria da capa. Pelo menos o Pateta nunca me decepciona.

*****

Mas a manhã de ontem ainda foi melhor que a anterior, quando acordei de um pesadelo em que uma pessoa querida passou a noite me chamando de... gorda.

Acontece que eu tenho esse problema (que não é só meu, mas pros outros eu nem ligo), que é ficar de mal da pessoa que brigou comigo no sonho. E nego me chamou de gorda. A lifetime of sofrimento (3 meses é quase uma vida), muitos números a menos na balança e nego vem me chamar de GORDA? Tudo isso porque não quis ceder aos seus encantos? Sonho não deveria supostamente aliviar a vida real, em vez de imitar a vida real?

Fico revoltada.

*****

Estou de volta no ambiente onde tintas e pós e ventos e sol estão acontecendo, meu cérebro derreteu e esqueci completamente qual era o propósito dessa historinha.

Provavelmente é só um auto lembrete de que só serei feliz quando não tiver mais que me relacionar emocionalmente com as manhãs.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Querido universo,

Obrigada por não me deixar dirigir sozinha de novo na longa rua das reflexões (é assim que chamaremos a Getúlio Vargas agora). 


Obrigada por alguém pra me avisar que o farol estava vermelho e por tagarelar tanto que eu nem tive como ouvir as músicas, depressivas ou não.


Um beijo,


Eu.


(life is good)

quarta-feira, 6 de junho de 2012

vou resolver tudo isso assim que tiver coragem e mais nenhum compromisso


just another lonely day 



Sou só eu, ou todo mundo vive a base de marcos? Marcos as in objetivos, não as in aquele seu ex que freqüentava balada country, obviamente.

Sabe aquelas mongolices tipo, tenho que fazer isso antes dos 20, antes dos 30 (depois dos 30 NON ECSISTE), antes das 17h, até sábado, até 2017, quando eu crescer? Sabe? Eu vivo assim.

Mas tem uns marcos mais bizarros, tipo “antes que fulano tenha um filho”, porque na minha cabeça é mais fácil um camelo passar no buraco de uma agulha que.

Quando eu era criança, lá pelos 9 anos, eu já sabia como seria meu futuro. Não sei se feliz ou infelizmente, eu acertei nos mínimos detalhes. Até o corte de cabelo. De modos que corri pro cabeleireiro e mandei tosar tudo. Não tá certo a pessoa seguir tanto padrão de previsibilidade assim na vida.

Outra coisa que eu sabia era que no quesito *amoroso*, a coisa ia andar num ritmo todo próprio, como é possível perceber pelo post anterior. Acreditar no amor nunca foi uma das minhas qualidades, mesmo na época em que a gente tá diboua assistindo toda sorte de filme com príncipe.

Mas eu me apoiava no fato de que tinha gente pior. *Fulano* NUNCA casará. E aí estava feito um marco: tenho que fazer isso até *fulano* arranjar parzinho. Que na minha mente, era a mesma coisa que dizer “daqui até o fim dos tempos tá tranqüilo”.

Acontece que um por um dos meus marcos está casando (Eu vou mudando de pessoa, quando o absurdo acontece). Tendo filho. Virando uma baleia. Eu vou perdendo as esperanças de realizar coisas na minha vida quando vejo que o improvável é possível pros outros e eu tô aqui todo dia na mesmice. Todo mundo vai pra frente, até nego pra quem eu não tinha a menor esperança e minha vida tá aí esse cocô.

*****

Não é todo dia que minha vida tá um cocô.

Sábado, por exemplo, começou um cocô. Odeio me atrasar, odeio perder compromissos, odeio deixar de ver quem eu queria muito ver. Mas aí o cosmos foi sendo legal e ajeitando tudo, de modos que mesmo perdendo mais alguns compromissos e com mais alguns atrasos, tudo se ajeitasse. E, sabe, de vez em quando é bom ver o esforço que as pessoas fazem pela sua presença. Acho muito bonitinho ver alguém movendo o céu e a terra por mim.

Por isso, no meio da madrugs de domingo, enquanto eu dirigia por aquela rua imensa, com o som nas alturas, berrando com Fernanda Takai que quando penso em nós dois, deixo tudo pra depois. Quando penso em nós três, fica pra outra vez e amaldiçoando mentalmente por 3 gerações o responsável por que eu perdesse um show do Pato Fu eu pensei: life is good.





Pato Fu me coloca numa vibe muito maneira de egoísmo que todo mundo entende, total queria tanto encontrar uma pessoa como eu a quem eu possa confessar alguma coisa sobre mim.

Eu estava genuinamente feliz com todos os aspectos da minha vida naquele momento.

Porque esse negózdi solidão é meio relativo. Eu realmente gosto de 98% das vezes em que estou sozinha, de momentos alimentícios e cinemísticos e viagísticos até qualquer coisa que você imaginar. Fico realmente feliz de ninguém depender ou interferir nos meus planos.

Mas tem horas que.

*****

Aí eu tava lá revirando alguns emails e pessoas e lugares e de repente todo mundo tinha mais o que fazer além de mim e eu estava presa com memórias de gente que já foi ou que já deveria ter ido. O pior foram os emails, sabe? Se eu tive a chance de ter amor na vida – da minha parte pros outros, não dos outros pra mim -, elas aconteceram com pessoas que foram de vez. E a conta estúpida de emails que eu me esqueci de limpar estava ali com mensagens “por favor, me ligue” ou “preciso muito falar com você” e números de celular que eu botei fogo pra não lembrar.

Agora sei de cabeça.

E aí Junior ficou noivo da maior cafuçua que já pisou na face da terra (por que as pessoas insistem em ficar noivas? Por que gente bonita fica noiva de gente feia?) e Mr. Esquistossomose ressurgiu das catacumbas onde estava se escondendo e Charlie Harper está em um relacionamento sério e HAHAHAHAHAHAH universo, vamo parar porque eu tinha coisas pra fazer antes de Charlie Harper ter um relacionamento sério?

Deprimi.

E hoje, dirigindo não tão tarde pela rua que ainda é muito comprida, no lugar de Fernanda Takai, no exato mesmo ponto, Ben Harper (hahaha a coincidência cósmica do sobrenome) cantava “It wouldn't have worked out any way and now it's just another lonely day” e eu pensei: a vida é um cocô.







Não há o que me faça achar o post completo que eu fiz na época em que descobri essa bela canção, em que eu dizia que parecia trilha de um daqueles momentos nos filmes em que a protagonista chegou no fundo do poço e pensa “meldels, quiqui eu faço agora” e tudo magicamente se resolve depois dali. Na primeira vez que ouvi, era bem essa a vibe e hoje era essa aí de novo.

Porque quando eu encontro emails “me liga, por favor” e Junior fica noivo e Mr. Esquistossomose aparece e Charlie Harper tem um relacionamento sério, fica todo bagunçado meu cronograma e é como se eu não tivesse cumprido minhas resoluções de ano novo e fosse tudo dar errado e ano que vem a essa altura eu estarei casando com um cara mais baixo do que eu, pesando 187kg, burro, pobre e que ouve pagode. Morando na Bahia. Na beira da praia. Vivendo de vender caranguejo. PAAAAAAAAAAAAARA!

DEUZULIVRE.

Não que alguma coisa dessas seja realmente possível, mas fica a pergunta: universo, quiqui eu faço agora?

*e tudo se resolve como mágica*

Não foi dessa vez
Mas pode ter certeza
Mal posso esperar
Pra fugir da tristeza

But i'd rather walk alone
Than chase you around
I'd rather fall myself
Than let you drag me down

Juntei passos, palavras
Não era bem o momento
Fingi não querer nada
Tem hora que não me agüento...

Yes indeed i'm alone again
And here comes emptiness crashing in
It's either love or hate
I can't find in between

quarta-feira, 30 de maio de 2012

das coisas que só acontecem com migo (kkk), mas provavelmente não.


(matano co zóio)

Eu lembro a primeira vez que adquiri um guarda-chuva de bolinhas. To.do.mun.do falou mal, disse que era feio, brega e coisa de vovó. Uns 3 meses depois, todos perguntavam onde eu comprei.

Depois foi a mesma coisa com os cardigans de coraçãozinho e as calças boca de sino. Sabe? Aquela coisa que alguém tem que ver no outro primeiro porque não tem coragem de fazer sozinho? Sofro muito por estar nei aí pra sociedade quando eu quero alguma coisa.

De modo algum estou me chamando de trendsetter, pelamor, não vamo viajar na maioneggs.

Mas o caso é que eu tenho um problema, que meu BFF chama de gordura. Tipo, que gordo é como se tivesse gravidade própria, sabe? Aí onde eu tô ozotro quer ir, o que eu quero todo mundo quer.

Cê vê. No maternal tinha Bárbara, que sempre gostou de rosa e resolveu que o giz vermelho era mais legal depois que eu disse que era mais legal. Na primeira série ninguém queria casar com André Luiz porque ele era japonesinho, mas eu casei (COF) e aí André Luiz conseguiu outras 9 esposas.

Aí na terceira série eu gostava do Cacá. Tinha conhecido o minicraque na segunda série e caído no amor depois de ler alguma historinha mongol que ele escreveu no caderno.

Cacá era lindo só que não: tinha um metro e vinte de altura, numa época em que as meninas já tão batendo um metro e meio. Tinha um zóinho minúsculo que acordado parece dormindo. Tinha uma cabeçorra daquelas que dá dó da mãe, se o parto foi normal. Sério, não dava pra entender como Cacá parava em pé. Aí ele tinha aquele cabelo denso, sabe? Quando a mãe dele não tinha 8 horas disponíveis pra mandar aparar aquela moita, a cabeça do menino ficava ainda maior. Todo mundo tinha medo da cabeça do Cacá, até eu entender que era o tamanho necessário pra caber o cérebro imenso dele. Aí todas queria o Cacá.

Hoje eu acho que alguém deveria ter me ajudado, porque a criança se apaixonar pelo cérebro e aceitar um cabeção aos 8 anos é uma coisa que não tá certa. Podia ter poupado a lifetime of sofrimento. Meninos com cabeção com cérebro grande são uns grande boboca, just sayin’.

Cacá, provavelmente consciente de sua incapacidade física de atrair mulheres, deve ter achado muito incrível aquele movimento de amor na sua direção. Passou a escrever historinhas mais mirabolantes e longas e a fazer concursos pras meninë concorrer a um parágrafo na história (!). Até tia Lívia ficou muito encantada, aposto que teria pedido o menino em casamento se ele tivesse altura pra andar na montanha russa do playcenter.

Mas quem deu bola para Carlos Eduardo mesmo foi a nossa personal Maria Joaquina. A pessoa com longos e sedosos cabelos loiros, acessórios cor de rosa complementando o uniforme azul e tiaras da pakalolo. Cacá deve ter percebido que aquilo era o equivalente a um jogador de futebol pegando uma mulher fruta e disse-me adeus. Maria Joaquina era minha BFF na época. RISOS.

Eu nem sofri. Não só por saber que coitado do Carlos Eduardo não ia agüentar Maria Joaquina por uma semana, mas porque eu gostava mesmo era do Rafael. Gente, não dá pra explicar os olho azul do Rafael. Acontece que Rafael ficou de recuperação em matemática e eu muito morri de medo de ter que sustentar um marido (risos) no futuro e achei que não era uma boa ideia prosseguir no romance. Sério, onde tava minha ajuda psiquiátrica infantil?

O engraçado é que minha família é amiga da família do Rafael até hoje. E ele virou comunista desses de shopping e tem uma barba do tamanho da do papai Noel, não teria dado certo mesmo.

Mas o que eu aprendi foi: mantenha seus interesses em segredo. Enquanto a vida do Cacá foi lusho, mulher e notas 10, Rafael só casou com uns 28 anos. Aposto que a mulher é feminista. Credo. Não deve ter UMA gilete naquela casa.

*****

Aí outro dia eu descobri o Creysso. Poxa, o Creysso tava lá no caminho de todo mundo, mas ninguém tinha reparado. Tinha gente freqüentando o lugar pelo dobro do tempo em que eu ia lá e nunca tinha olhado pro lado.

Até que numa noite de chuva, daquelas em que a única opção é esperar passar, eu fiquei com Creysso nas minhas vista, que era pra distrair um pouquinho.

Parou uma, parou duas, parou três.

- quiqui cê tá olhando aí?

Gente, eu precisei apontar. Ninguém ia achar o Creysso ali na multidão sem ajuda. Mas depois que eu mostrei, vishe. Era um tal de nega descobrir que tava amando que ó.

Eu sempre fui vítima de zóio furado e sempre acho que se as pessoas envolvidas preferiram isso a mim, melhor mesmo, dou um tiro os dois da vida e vou ser feliz.

Mas, veja bem: Creysso era casado. E meio brutinho. Minhas vibe com ele era só ficar olhando mesmo. Ninguém perguntou, eu nunca disse, ué. E como ele é professor de lutinha, era aí mesmo que ia parar. Pra mim, né? As outras foram tudo lá ficar amiguinha das outras meninas da lutinha. Depois todas começaram a fazer as aulas do Creysso. E todo mundo me contando a linda amizade que nasceu e me mostrando todas as 34987534 fotos que tiraram juntos na câmera digital e a cor favorita do infeliz e a desenvoltura do rapaz ao dançar não sei onde e zzzZZzzZzZ couldn’t care less.

Aí o namorado *militar* de uma das fura zóio alegre começou a se irritar com a atenção que Creysso vinha ganhando. Perguntou assim, como quem não quer nada, o nome inteiro dele. A fia, muito esperta, passou a ficha. O namorado-com-acesso-privilegiado baixou a ficha de tão belo bruta montes e olha, vou nem enrolar pra dizer: assassino.

HAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAH

(Não tem graça, mas tem, desculpa.)

Agora as fia ficam lá com medinho de falar alguma coisa de atravessado pro bofe e, como mágica, o amor de uma por uma foi acabando.

Enquanto isso, eu fico tranqüila com a companhia de Xubior, o gatchinho bombado e sem cérebro, só pra mim.

Preciso nem falar que foi só eu começar a freqüentar a cadjmia e as nega tudo já tão chegando mais cedo pra roubar minha bicicleta com vista privilegiada pros pesinho de braço, né?

O que elas não sabem é que, enquanto tá todo mundo lá tentando achar meu novo objeto de interesse, eu tô mesmo é assistindo malhação.

(Malz aê, sociedade.)

quarta-feira, 23 de maio de 2012

sua ligação é muito importante pra nós



- Alô?
- Oi, vamo vê se você pode me ajudar.

(Lá vem bomba.)

- Qual é o endereço aí?
- Francisco H. dos Santos, sem número.
- Francisco o que?
- H dos Santos.
- Agá é o que? Um nome?
- Não, é uma letra abreviada.
- E como escreve isso?!

(Sério, universo? Sério? Isso é mesmo necessário?)

- Francisco AGÁPONTO dos Santos.
- Ponto?
- É.
-...
-...
- E.QUAL.É.O.NÚMERO?

*POF*

sexta-feira, 18 de maio de 2012

post reveal




Tenho impressão de que eu fui a penúltima pessoa no mundo a prestar atenção no post secret. Não da nem pra dizer *conhecer*, porque obviamente eu já tinha ouvido falar. Só nunca tinha visto a graça.

Aí recentemente eu me peguei com uns pensamentos aqui na minha cabeça, dentro do meu cérebro, enquanto pessoa e me dei conta de que tem algumas coisas que, ditas em voz alta, me fariam morrer sozinha.

De modos que eu fiz aqui um postal e mandei pro post secret.

Sei lá quanto tempo demora uma carta pra chegar nos estadozunido, sei lá se o tio vai achar relevante pra ser postada, mas nem adianta que jamais revelarei esse segredo.

Uma coisa eu posso dizer: realmente parece muito bocó o que me aflige quando vejo o desabafo de pessoas atormentadas, feridas, drogadas, abandonadas e birutas que tem lá. Inclusive eu acho aquele site super baixo astral. Mas só na hora em que eu saí da agência dos Correios, depois de passar um dia inteiro fazendo a “arte” (RISOS) do meu postal foi que eu entendi. O alívio que dá por pra fora. Foi tão incrível que fiquei uma semana sem nem pensar no assunto e só me dei conta hoje, quando vi os lápis de cor na gaveta. Recomendo a todos.

Fora a sensação poliânica de se alegrar com o próprio quintal, depois de ver o quintal alheio todo esburacado. Enquanto tem gente ali com problemas sérios, eu só tenho um problema na vida: me irritar com os outros. Não acho que meu problema valha menos por causa disso, mas é melhor que a ideia de, sei lá, querer morrer.

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Chegar ao ponto de escrever pro post secret é um marco tão óbvio na minha vida que chega a ser engraçado. Eu guardo tanta coisa pra mim que dá até um pavorzinho de morrer e imaginar as pessoas revirando minhas coisas e pensando “má desde quando, minha gente?”. Ou então eu virando notícia e as galere comentando “sério que ela estava passando por isso e ninguém tava sabendo?”. Eu tinha um amigo que sempre me dizia que eu deveria escrever um diário. Que quando (veja bem, “quando”, nunca “se”) acontecesse alguma coisa comigo, as pessoas saberiam a razão. Hahaha.

Comprei diários, comprei cadernos, me apavorei com a ideia de alguém lendo isso e pof, não escrevi nenhuma linha até hoje.

Aí tem o blog e a tagarelice, que fazem as pessoas acharem que sabem muito sobre a minha vida e é até bonitinho, porque aí elas falam das vidas delas e parece que é tudo muito normal. Mas toda vez que eu tento contar alguma coisa realmente importante ou séria, vem um “stop the drama, bitch” e aí fim. Porque depois que eu cremo um assunto, não tem como desenterrar. Então não pergunte :)

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Aí eu tinha esse relacionamento amoroso. Sei lá, não é amoroso porque não tinha amor. Um relacionamento romântico sem romance, um friends with benefits. Quase na concepção de Sheldon Cooper, porque apesar de ninguém pagar plano de saúde pra ninguém, resgates em hospitais, farmácias e locais de bebedeira foram providenciados.

Esse relacionamento está na história recente da minha vida e, num primeiro momento, eu achei que tinha sido o mais bem sucedido. Primeiro porque eu não acredito nesses negózdi amor e forever and ever e ninguém me pediu isso, oremos. Segundo porque eu não acredito em um mais um dá um e eu pude manter minha individualidade, meus pensamentos e minhas decisões. Incrusível, a outra parte concordou com a minha maluquice (e especialidade) em manter o negócio em particular. Eu sou ninja na arte do hidden-date, a sociedade só descobre quando acabou (às vezes nem assim). E por último, como se tratava de um BFF, eu achava que estávamos imunes àquela dinâmica idiota de relacionamento “comum”, de ciuminhos e cobrancinhas e todo o inho que acaba com a alegria de uma boa companhia.

Acontece que eu estava enganada. A outra parte achou que era amor e eu achei que era cilada. Acabou.

A vantagem do relacionamento não amoroso é que ninguém chora quando acaba. É meio complicado readaptar pro modo amizade sem benefícios, mas depois de um tempo tudo se ajeita. E com a maravilha do relacionamento sem propaganda, ninguém te faz perguntas idiotas, tipo “ué, quiqui aconteceu com o fulano?” e tudo fica bem. E eu achei que seríamos amigos pela vida toda e um dia eu iria ao casamento dele, só pra rir e dizer SIFERRÔ.

Mas eu estava enganada de novo, porque nada é simples quando envolve amor, mesmo que não seja amor. O indivíduo um dia quis relembrar o passado, eu não achei boa ideia e aí ele fez a única coisa - a ÚNICA - que sabia que poderia me magoar.

E fim.

Vez em quando vem algum desavisado me dar notícias não requisitadas – mas como a pessoa adivinharia, não é? Raramente alguma coisa que importe. E, como eu acredito que era o elo entre esse indivíduo e a sociedade (sou muito importante), todos foram se esquecendo, até que um dia o nome nunca mais foi dito.

Eu tenho uma facilidade incrível em deletar pessoas do meu eu, mesmo que tenha sido a pessoa mais importante de um período da minha vida, mesmo que meu amor amizadístico tenha sido profundo, intenso e fruto de admiração. A pessoa simplesmente some.

Até esta madrugada, quando meu cérebro resolveu sonhar com isso. Aliás, no meu mundo de sonhos tão alucinantes em que eu sempre sei que estou dormindo, o de hoje fez questão de parecer bem real.

O cerumano se desculpou pela bobagem, eu aceitei, iniciamos um lindo namoro (que palavra baixo astral que é essa), com direito a mãozinha dada (hahaha quequéisso, cérebro) e apresentação pra família.

Até aí tudo bem, muito fácil psicologuear e entender. Mas o mais engraçado é que o sonho inteiro eu olhava pras fuça do infeliz e pensava “se eu nem gosto dele, se ele é capaz de dar uma facada no meu coração, POR QUE RAIOS eu estou fazendo isso?”.

Acordei antes de achar a resposta. Estou procurando até agora. Foi pior que pesadelo de casamento, em que eu nunca consigo entender a razão de cometer um ato de tamanha insanidade.

No meu cérebro acordado eu sei que não aconteceria um namorinho nem em um milhão de anos, mas eu acordei mesmo muito chateada em lembrar que alguém que eu gostava muito simplesmente estragou tudo, virou as costas e nunca olhou por cima do ombro pra ver a destruição. Não voltou até hoje pra pedir desculpas. E provavelmente nem se importa.

Mais uma história que ninguém nunca vai saber e com a qual eu tenho que lidar sozinha. Entender porque acabou é fácil, difícil é mergulhar nas coisas que me fizeram cair na conversinha mole e deixar tudo começar in the first place.

Amizade é o tipo mais cruel de amor que existe, vou te contar. Não vai existir um divórcio nesse mundo que doa tanto quando um amigo partido (infelizmente, não ao meio).

Acho que vou mandar mais um postal pro post secret.


*este assunto acaba de ser cremado*

quinta-feira, 10 de maio de 2012

mas que falta de abuso ca família brasileira!

(Alovose que chegou aqui pelo """"""sucesso""""" desse post: desista de ler se você não entende humor por analfabetismo voluntário. Um beigo no corassaum.)



Gente, já pode embrulhar o mundo e tacar na lixeira que não tem mais jeito não.

Aqui no meu campus tem um menino deficiente visual. A gente pode chamar de cego? É ofensa? Eu não sei mais. Como diz meu BFF, and I quote, “Kátia Portadora de Baixa Visão ou Visão Subnormal [ela não faria sucesso com este nome em dois mil e politicamente correto]”.

Eu já namorei um moço cego, sabe? É uma coisa bem simples, ao contrário do que a sociedade pensa. Conviver com uma pessoa que não enxerga, I mean. Aliás, como todos os meus amigos já ouviram e já quiseram me bater por isso eu sempre digo: melhor que ele não via que eu era feia. Mas divago.

Então, tem esse menino cego aqui. Acho que todo mundo já viu esse menino. Não porque uma pessoa com necessidades especiais chame a atenção por si só, mas é que o menino tem um quilômetro de cabelos lisos, sedosos e brilhantes e uma vibe roqueirinho que é meio difícil não notar. Tinha também a bengala branca, super ok, mas hoje em dia ele tem o labrador guia mais fofo da galáxia e meique não tem quem não note um menino de cabelos esvoaçantes e um cachorro maravilhoso guiando seus passos por aí.

Eu, enquanto pessoa mongol e dog lover, morro de dó involuntário do cachorro, vivo lendo o blog do menino pra saber da parte em que ele tem vida normal de cão RISOS, senão fico nervosa. Mas acho ótimo que ele possa ter essa ajuda na vida.

OK, AINDA TÔ DIVAGANDO (devagar).

Acontece que tem dias em que o menino vem sem o cão. Acontece que o menino tem os amigos mais legais do universo, porque sempre tem um deles guiando, naquela vibe braço dado. Agora visualiza a cena: dois meninos inteiros vestidos de preto, cabelón, camisetas das bandas de rock mais barulhentas que todos já ouviu, de braços dados, andando pelas ruas, indo ao restaurante, ajudando escolher comida, resolver a vida em geral. Acho lindo. Sério.

Aí, ontionti eu tava no ponto de ônibus, sendo rica só que ao contrário, quando chegou uma outra habitante do campus com sua mamãe. As duas mantinham conversas bocós, mas né? 98% da humanidade é issaê. Num certo momento, passa o menino que não vê de braço dado com o menino que vê, bem normal, bem coisa de todo dia.

Quiqui a véia faz, você me pergunta?

Sai BRADANDO sobre o desrespeito com a família brasileira. Sério.

Não sei o que é mais mongol. Não sei se é em pleno ano de 2012 a pessoa achar necessário expressar opinião homofóbica ou não notar que não era uma posição romântica, mas sim, de guia.

"PRECISA andar de bracinho dado? Pelo menos não beijou na boca".

Por isso que eu digo: a maldade tá no zóio de quem vê. Nego fica tão preocupado em julgar o amiguinho, que vê coisa onde não tem.

Vamo tudo entrar num acordo e jogar no lixo essa humanidade, porque não tá prestando. É muito otimismo acreditar que o mundo acaba em dezembro, né não?

We can only hope.