quarta-feira, 13 de junho de 2012

easy like Sunday morning



Hoje eu acordei meio escangalhada porque ontem passei pelo trauma de estar presente em uma sala em processo de pintamento por mais horas que o aceitável. E também porque não dormi na minha própria cama, mas isso não vem ao caso.

O problema é que quando eu não durmo na minha própria cama eu acordo oitocentas vezes por noite, ao contrário de quando eu durmo na minha própria cama, em que eu acordo zero vez por noite. Somando a isso à quantidade indigna de pó que eu inalei do dia de ontem (heh), estou um bagaço.

******

Mas ainda foi melhor que na manhã anterior, quando acordei e não encontrei meu exemplar jumbo de quadrinhos do Pateta. O querido leitor não pode imaginar o tamanho do meu desespero ao enxergar a tralha toda sobre a mesa, menos o gibi de 400kg. Revirei tudo benloca pra achar meu gibizinho debaixo de um exemplar de Mundo Estranho, que tem na capa um homem grávido.

Porque coerência é o forte da pessoa, que entra na livraria pra comprar quadrinhos do Pateta, se depara com a *manchete* “como seria o mundo se os homens engravidassem” e ne.ces.ci.ta adquirir e fica muito decepcionada com o conteúdo da matéria de capa. E com a quantidade de folhas dedicada à matéria da capa. Pelo menos o Pateta nunca me decepciona.

*****

Mas a manhã de ontem ainda foi melhor que a anterior, quando acordei de um pesadelo em que uma pessoa querida passou a noite me chamando de... gorda.

Acontece que eu tenho esse problema (que não é só meu, mas pros outros eu nem ligo), que é ficar de mal da pessoa que brigou comigo no sonho. E nego me chamou de gorda. A lifetime of sofrimento (3 meses é quase uma vida), muitos números a menos na balança e nego vem me chamar de GORDA? Tudo isso porque não quis ceder aos seus encantos? Sonho não deveria supostamente aliviar a vida real, em vez de imitar a vida real?

Fico revoltada.

*****

Estou de volta no ambiente onde tintas e pós e ventos e sol estão acontecendo, meu cérebro derreteu e esqueci completamente qual era o propósito dessa historinha.

Provavelmente é só um auto lembrete de que só serei feliz quando não tiver mais que me relacionar emocionalmente com as manhãs.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Querido universo,

Obrigada por não me deixar dirigir sozinha de novo na longa rua das reflexões (é assim que chamaremos a Getúlio Vargas agora). 


Obrigada por alguém pra me avisar que o farol estava vermelho e por tagarelar tanto que eu nem tive como ouvir as músicas, depressivas ou não.


Um beijo,


Eu.


(life is good)

quarta-feira, 6 de junho de 2012

vou resolver tudo isso assim que tiver coragem e mais nenhum compromisso


just another lonely day 



Sou só eu, ou todo mundo vive a base de marcos? Marcos as in objetivos, não as in aquele seu ex que freqüentava balada country, obviamente.

Sabe aquelas mongolices tipo, tenho que fazer isso antes dos 20, antes dos 30 (depois dos 30 NON ECSISTE), antes das 17h, até sábado, até 2017, quando eu crescer? Sabe? Eu vivo assim.

Mas tem uns marcos mais bizarros, tipo “antes que fulano tenha um filho”, porque na minha cabeça é mais fácil um camelo passar no buraco de uma agulha que.

Quando eu era criança, lá pelos 9 anos, eu já sabia como seria meu futuro. Não sei se feliz ou infelizmente, eu acertei nos mínimos detalhes. Até o corte de cabelo. De modos que corri pro cabeleireiro e mandei tosar tudo. Não tá certo a pessoa seguir tanto padrão de previsibilidade assim na vida.

Outra coisa que eu sabia era que no quesito *amoroso*, a coisa ia andar num ritmo todo próprio, como é possível perceber pelo post anterior. Acreditar no amor nunca foi uma das minhas qualidades, mesmo na época em que a gente tá diboua assistindo toda sorte de filme com príncipe.

Mas eu me apoiava no fato de que tinha gente pior. *Fulano* NUNCA casará. E aí estava feito um marco: tenho que fazer isso até *fulano* arranjar parzinho. Que na minha mente, era a mesma coisa que dizer “daqui até o fim dos tempos tá tranqüilo”.

Acontece que um por um dos meus marcos está casando (Eu vou mudando de pessoa, quando o absurdo acontece). Tendo filho. Virando uma baleia. Eu vou perdendo as esperanças de realizar coisas na minha vida quando vejo que o improvável é possível pros outros e eu tô aqui todo dia na mesmice. Todo mundo vai pra frente, até nego pra quem eu não tinha a menor esperança e minha vida tá aí esse cocô.

*****

Não é todo dia que minha vida tá um cocô.

Sábado, por exemplo, começou um cocô. Odeio me atrasar, odeio perder compromissos, odeio deixar de ver quem eu queria muito ver. Mas aí o cosmos foi sendo legal e ajeitando tudo, de modos que mesmo perdendo mais alguns compromissos e com mais alguns atrasos, tudo se ajeitasse. E, sabe, de vez em quando é bom ver o esforço que as pessoas fazem pela sua presença. Acho muito bonitinho ver alguém movendo o céu e a terra por mim.

Por isso, no meio da madrugs de domingo, enquanto eu dirigia por aquela rua imensa, com o som nas alturas, berrando com Fernanda Takai que quando penso em nós dois, deixo tudo pra depois. Quando penso em nós três, fica pra outra vez e amaldiçoando mentalmente por 3 gerações o responsável por que eu perdesse um show do Pato Fu eu pensei: life is good.





Pato Fu me coloca numa vibe muito maneira de egoísmo que todo mundo entende, total queria tanto encontrar uma pessoa como eu a quem eu possa confessar alguma coisa sobre mim.

Eu estava genuinamente feliz com todos os aspectos da minha vida naquele momento.

Porque esse negózdi solidão é meio relativo. Eu realmente gosto de 98% das vezes em que estou sozinha, de momentos alimentícios e cinemísticos e viagísticos até qualquer coisa que você imaginar. Fico realmente feliz de ninguém depender ou interferir nos meus planos.

Mas tem horas que.

*****

Aí eu tava lá revirando alguns emails e pessoas e lugares e de repente todo mundo tinha mais o que fazer além de mim e eu estava presa com memórias de gente que já foi ou que já deveria ter ido. O pior foram os emails, sabe? Se eu tive a chance de ter amor na vida – da minha parte pros outros, não dos outros pra mim -, elas aconteceram com pessoas que foram de vez. E a conta estúpida de emails que eu me esqueci de limpar estava ali com mensagens “por favor, me ligue” ou “preciso muito falar com você” e números de celular que eu botei fogo pra não lembrar.

Agora sei de cabeça.

E aí Junior ficou noivo da maior cafuçua que já pisou na face da terra (por que as pessoas insistem em ficar noivas? Por que gente bonita fica noiva de gente feia?) e Mr. Esquistossomose ressurgiu das catacumbas onde estava se escondendo e Charlie Harper está em um relacionamento sério e HAHAHAHAHAHAH universo, vamo parar porque eu tinha coisas pra fazer antes de Charlie Harper ter um relacionamento sério?

Deprimi.

E hoje, dirigindo não tão tarde pela rua que ainda é muito comprida, no lugar de Fernanda Takai, no exato mesmo ponto, Ben Harper (hahaha a coincidência cósmica do sobrenome) cantava “It wouldn't have worked out any way and now it's just another lonely day” e eu pensei: a vida é um cocô.







Não há o que me faça achar o post completo que eu fiz na época em que descobri essa bela canção, em que eu dizia que parecia trilha de um daqueles momentos nos filmes em que a protagonista chegou no fundo do poço e pensa “meldels, quiqui eu faço agora” e tudo magicamente se resolve depois dali. Na primeira vez que ouvi, era bem essa a vibe e hoje era essa aí de novo.

Porque quando eu encontro emails “me liga, por favor” e Junior fica noivo e Mr. Esquistossomose aparece e Charlie Harper tem um relacionamento sério, fica todo bagunçado meu cronograma e é como se eu não tivesse cumprido minhas resoluções de ano novo e fosse tudo dar errado e ano que vem a essa altura eu estarei casando com um cara mais baixo do que eu, pesando 187kg, burro, pobre e que ouve pagode. Morando na Bahia. Na beira da praia. Vivendo de vender caranguejo. PAAAAAAAAAAAAARA!

DEUZULIVRE.

Não que alguma coisa dessas seja realmente possível, mas fica a pergunta: universo, quiqui eu faço agora?

*e tudo se resolve como mágica*

Não foi dessa vez
Mas pode ter certeza
Mal posso esperar
Pra fugir da tristeza

But i'd rather walk alone
Than chase you around
I'd rather fall myself
Than let you drag me down

Juntei passos, palavras
Não era bem o momento
Fingi não querer nada
Tem hora que não me agüento...

Yes indeed i'm alone again
And here comes emptiness crashing in
It's either love or hate
I can't find in between

quarta-feira, 30 de maio de 2012

das coisas que só acontecem com migo (kkk), mas provavelmente não.


(matano co zóio)

Eu lembro a primeira vez que adquiri um guarda-chuva de bolinhas. To.do.mun.do falou mal, disse que era feio, brega e coisa de vovó. Uns 3 meses depois, todos perguntavam onde eu comprei.

Depois foi a mesma coisa com os cardigans de coraçãozinho e as calças boca de sino. Sabe? Aquela coisa que alguém tem que ver no outro primeiro porque não tem coragem de fazer sozinho? Sofro muito por estar nei aí pra sociedade quando eu quero alguma coisa.

De modo algum estou me chamando de trendsetter, pelamor, não vamo viajar na maioneggs.

Mas o caso é que eu tenho um problema, que meu BFF chama de gordura. Tipo, que gordo é como se tivesse gravidade própria, sabe? Aí onde eu tô ozotro quer ir, o que eu quero todo mundo quer.

Cê vê. No maternal tinha Bárbara, que sempre gostou de rosa e resolveu que o giz vermelho era mais legal depois que eu disse que era mais legal. Na primeira série ninguém queria casar com André Luiz porque ele era japonesinho, mas eu casei (COF) e aí André Luiz conseguiu outras 9 esposas.

Aí na terceira série eu gostava do Cacá. Tinha conhecido o minicraque na segunda série e caído no amor depois de ler alguma historinha mongol que ele escreveu no caderno.

Cacá era lindo só que não: tinha um metro e vinte de altura, numa época em que as meninas já tão batendo um metro e meio. Tinha um zóinho minúsculo que acordado parece dormindo. Tinha uma cabeçorra daquelas que dá dó da mãe, se o parto foi normal. Sério, não dava pra entender como Cacá parava em pé. Aí ele tinha aquele cabelo denso, sabe? Quando a mãe dele não tinha 8 horas disponíveis pra mandar aparar aquela moita, a cabeça do menino ficava ainda maior. Todo mundo tinha medo da cabeça do Cacá, até eu entender que era o tamanho necessário pra caber o cérebro imenso dele. Aí todas queria o Cacá.

Hoje eu acho que alguém deveria ter me ajudado, porque a criança se apaixonar pelo cérebro e aceitar um cabeção aos 8 anos é uma coisa que não tá certa. Podia ter poupado a lifetime of sofrimento. Meninos com cabeção com cérebro grande são uns grande boboca, just sayin’.

Cacá, provavelmente consciente de sua incapacidade física de atrair mulheres, deve ter achado muito incrível aquele movimento de amor na sua direção. Passou a escrever historinhas mais mirabolantes e longas e a fazer concursos pras meninë concorrer a um parágrafo na história (!). Até tia Lívia ficou muito encantada, aposto que teria pedido o menino em casamento se ele tivesse altura pra andar na montanha russa do playcenter.

Mas quem deu bola para Carlos Eduardo mesmo foi a nossa personal Maria Joaquina. A pessoa com longos e sedosos cabelos loiros, acessórios cor de rosa complementando o uniforme azul e tiaras da pakalolo. Cacá deve ter percebido que aquilo era o equivalente a um jogador de futebol pegando uma mulher fruta e disse-me adeus. Maria Joaquina era minha BFF na época. RISOS.

Eu nem sofri. Não só por saber que coitado do Carlos Eduardo não ia agüentar Maria Joaquina por uma semana, mas porque eu gostava mesmo era do Rafael. Gente, não dá pra explicar os olho azul do Rafael. Acontece que Rafael ficou de recuperação em matemática e eu muito morri de medo de ter que sustentar um marido (risos) no futuro e achei que não era uma boa ideia prosseguir no romance. Sério, onde tava minha ajuda psiquiátrica infantil?

O engraçado é que minha família é amiga da família do Rafael até hoje. E ele virou comunista desses de shopping e tem uma barba do tamanho da do papai Noel, não teria dado certo mesmo.

Mas o que eu aprendi foi: mantenha seus interesses em segredo. Enquanto a vida do Cacá foi lusho, mulher e notas 10, Rafael só casou com uns 28 anos. Aposto que a mulher é feminista. Credo. Não deve ter UMA gilete naquela casa.

*****

Aí outro dia eu descobri o Creysso. Poxa, o Creysso tava lá no caminho de todo mundo, mas ninguém tinha reparado. Tinha gente freqüentando o lugar pelo dobro do tempo em que eu ia lá e nunca tinha olhado pro lado.

Até que numa noite de chuva, daquelas em que a única opção é esperar passar, eu fiquei com Creysso nas minhas vista, que era pra distrair um pouquinho.

Parou uma, parou duas, parou três.

- quiqui cê tá olhando aí?

Gente, eu precisei apontar. Ninguém ia achar o Creysso ali na multidão sem ajuda. Mas depois que eu mostrei, vishe. Era um tal de nega descobrir que tava amando que ó.

Eu sempre fui vítima de zóio furado e sempre acho que se as pessoas envolvidas preferiram isso a mim, melhor mesmo, dou um tiro os dois da vida e vou ser feliz.

Mas, veja bem: Creysso era casado. E meio brutinho. Minhas vibe com ele era só ficar olhando mesmo. Ninguém perguntou, eu nunca disse, ué. E como ele é professor de lutinha, era aí mesmo que ia parar. Pra mim, né? As outras foram tudo lá ficar amiguinha das outras meninas da lutinha. Depois todas começaram a fazer as aulas do Creysso. E todo mundo me contando a linda amizade que nasceu e me mostrando todas as 34987534 fotos que tiraram juntos na câmera digital e a cor favorita do infeliz e a desenvoltura do rapaz ao dançar não sei onde e zzzZZzzZzZ couldn’t care less.

Aí o namorado *militar* de uma das fura zóio alegre começou a se irritar com a atenção que Creysso vinha ganhando. Perguntou assim, como quem não quer nada, o nome inteiro dele. A fia, muito esperta, passou a ficha. O namorado-com-acesso-privilegiado baixou a ficha de tão belo bruta montes e olha, vou nem enrolar pra dizer: assassino.

HAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAH

(Não tem graça, mas tem, desculpa.)

Agora as fia ficam lá com medinho de falar alguma coisa de atravessado pro bofe e, como mágica, o amor de uma por uma foi acabando.

Enquanto isso, eu fico tranqüila com a companhia de Xubior, o gatchinho bombado e sem cérebro, só pra mim.

Preciso nem falar que foi só eu começar a freqüentar a cadjmia e as nega tudo já tão chegando mais cedo pra roubar minha bicicleta com vista privilegiada pros pesinho de braço, né?

O que elas não sabem é que, enquanto tá todo mundo lá tentando achar meu novo objeto de interesse, eu tô mesmo é assistindo malhação.

(Malz aê, sociedade.)

quarta-feira, 23 de maio de 2012

sua ligação é muito importante pra nós



- Alô?
- Oi, vamo vê se você pode me ajudar.

(Lá vem bomba.)

- Qual é o endereço aí?
- Francisco H. dos Santos, sem número.
- Francisco o que?
- H dos Santos.
- Agá é o que? Um nome?
- Não, é uma letra abreviada.
- E como escreve isso?!

(Sério, universo? Sério? Isso é mesmo necessário?)

- Francisco AGÁPONTO dos Santos.
- Ponto?
- É.
-...
-...
- E.QUAL.É.O.NÚMERO?

*POF*

sexta-feira, 18 de maio de 2012

post reveal




Tenho impressão de que eu fui a penúltima pessoa no mundo a prestar atenção no post secret. Não da nem pra dizer *conhecer*, porque obviamente eu já tinha ouvido falar. Só nunca tinha visto a graça.

Aí recentemente eu me peguei com uns pensamentos aqui na minha cabeça, dentro do meu cérebro, enquanto pessoa e me dei conta de que tem algumas coisas que, ditas em voz alta, me fariam morrer sozinha.

De modos que eu fiz aqui um postal e mandei pro post secret.

Sei lá quanto tempo demora uma carta pra chegar nos estadozunido, sei lá se o tio vai achar relevante pra ser postada, mas nem adianta que jamais revelarei esse segredo.

Uma coisa eu posso dizer: realmente parece muito bocó o que me aflige quando vejo o desabafo de pessoas atormentadas, feridas, drogadas, abandonadas e birutas que tem lá. Inclusive eu acho aquele site super baixo astral. Mas só na hora em que eu saí da agência dos Correios, depois de passar um dia inteiro fazendo a “arte” (RISOS) do meu postal foi que eu entendi. O alívio que dá por pra fora. Foi tão incrível que fiquei uma semana sem nem pensar no assunto e só me dei conta hoje, quando vi os lápis de cor na gaveta. Recomendo a todos.

Fora a sensação poliânica de se alegrar com o próprio quintal, depois de ver o quintal alheio todo esburacado. Enquanto tem gente ali com problemas sérios, eu só tenho um problema na vida: me irritar com os outros. Não acho que meu problema valha menos por causa disso, mas é melhor que a ideia de, sei lá, querer morrer.

***

Chegar ao ponto de escrever pro post secret é um marco tão óbvio na minha vida que chega a ser engraçado. Eu guardo tanta coisa pra mim que dá até um pavorzinho de morrer e imaginar as pessoas revirando minhas coisas e pensando “má desde quando, minha gente?”. Ou então eu virando notícia e as galere comentando “sério que ela estava passando por isso e ninguém tava sabendo?”. Eu tinha um amigo que sempre me dizia que eu deveria escrever um diário. Que quando (veja bem, “quando”, nunca “se”) acontecesse alguma coisa comigo, as pessoas saberiam a razão. Hahaha.

Comprei diários, comprei cadernos, me apavorei com a ideia de alguém lendo isso e pof, não escrevi nenhuma linha até hoje.

Aí tem o blog e a tagarelice, que fazem as pessoas acharem que sabem muito sobre a minha vida e é até bonitinho, porque aí elas falam das vidas delas e parece que é tudo muito normal. Mas toda vez que eu tento contar alguma coisa realmente importante ou séria, vem um “stop the drama, bitch” e aí fim. Porque depois que eu cremo um assunto, não tem como desenterrar. Então não pergunte :)

***

Aí eu tinha esse relacionamento amoroso. Sei lá, não é amoroso porque não tinha amor. Um relacionamento romântico sem romance, um friends with benefits. Quase na concepção de Sheldon Cooper, porque apesar de ninguém pagar plano de saúde pra ninguém, resgates em hospitais, farmácias e locais de bebedeira foram providenciados.

Esse relacionamento está na história recente da minha vida e, num primeiro momento, eu achei que tinha sido o mais bem sucedido. Primeiro porque eu não acredito nesses negózdi amor e forever and ever e ninguém me pediu isso, oremos. Segundo porque eu não acredito em um mais um dá um e eu pude manter minha individualidade, meus pensamentos e minhas decisões. Incrusível, a outra parte concordou com a minha maluquice (e especialidade) em manter o negócio em particular. Eu sou ninja na arte do hidden-date, a sociedade só descobre quando acabou (às vezes nem assim). E por último, como se tratava de um BFF, eu achava que estávamos imunes àquela dinâmica idiota de relacionamento “comum”, de ciuminhos e cobrancinhas e todo o inho que acaba com a alegria de uma boa companhia.

Acontece que eu estava enganada. A outra parte achou que era amor e eu achei que era cilada. Acabou.

A vantagem do relacionamento não amoroso é que ninguém chora quando acaba. É meio complicado readaptar pro modo amizade sem benefícios, mas depois de um tempo tudo se ajeita. E com a maravilha do relacionamento sem propaganda, ninguém te faz perguntas idiotas, tipo “ué, quiqui aconteceu com o fulano?” e tudo fica bem. E eu achei que seríamos amigos pela vida toda e um dia eu iria ao casamento dele, só pra rir e dizer SIFERRÔ.

Mas eu estava enganada de novo, porque nada é simples quando envolve amor, mesmo que não seja amor. O indivíduo um dia quis relembrar o passado, eu não achei boa ideia e aí ele fez a única coisa - a ÚNICA - que sabia que poderia me magoar.

E fim.

Vez em quando vem algum desavisado me dar notícias não requisitadas – mas como a pessoa adivinharia, não é? Raramente alguma coisa que importe. E, como eu acredito que era o elo entre esse indivíduo e a sociedade (sou muito importante), todos foram se esquecendo, até que um dia o nome nunca mais foi dito.

Eu tenho uma facilidade incrível em deletar pessoas do meu eu, mesmo que tenha sido a pessoa mais importante de um período da minha vida, mesmo que meu amor amizadístico tenha sido profundo, intenso e fruto de admiração. A pessoa simplesmente some.

Até esta madrugada, quando meu cérebro resolveu sonhar com isso. Aliás, no meu mundo de sonhos tão alucinantes em que eu sempre sei que estou dormindo, o de hoje fez questão de parecer bem real.

O cerumano se desculpou pela bobagem, eu aceitei, iniciamos um lindo namoro (que palavra baixo astral que é essa), com direito a mãozinha dada (hahaha quequéisso, cérebro) e apresentação pra família.

Até aí tudo bem, muito fácil psicologuear e entender. Mas o mais engraçado é que o sonho inteiro eu olhava pras fuça do infeliz e pensava “se eu nem gosto dele, se ele é capaz de dar uma facada no meu coração, POR QUE RAIOS eu estou fazendo isso?”.

Acordei antes de achar a resposta. Estou procurando até agora. Foi pior que pesadelo de casamento, em que eu nunca consigo entender a razão de cometer um ato de tamanha insanidade.

No meu cérebro acordado eu sei que não aconteceria um namorinho nem em um milhão de anos, mas eu acordei mesmo muito chateada em lembrar que alguém que eu gostava muito simplesmente estragou tudo, virou as costas e nunca olhou por cima do ombro pra ver a destruição. Não voltou até hoje pra pedir desculpas. E provavelmente nem se importa.

Mais uma história que ninguém nunca vai saber e com a qual eu tenho que lidar sozinha. Entender porque acabou é fácil, difícil é mergulhar nas coisas que me fizeram cair na conversinha mole e deixar tudo começar in the first place.

Amizade é o tipo mais cruel de amor que existe, vou te contar. Não vai existir um divórcio nesse mundo que doa tanto quando um amigo partido (infelizmente, não ao meio).

Acho que vou mandar mais um postal pro post secret.


*este assunto acaba de ser cremado*

quinta-feira, 10 de maio de 2012

mas que falta de abuso ca família brasileira!

(Alovose que chegou aqui pelo """"""sucesso""""" desse post: desista de ler se você não entende humor por analfabetismo voluntário. Um beigo no corassaum.)



Gente, já pode embrulhar o mundo e tacar na lixeira que não tem mais jeito não.

Aqui no meu campus tem um menino deficiente visual. A gente pode chamar de cego? É ofensa? Eu não sei mais. Como diz meu BFF, and I quote, “Kátia Portadora de Baixa Visão ou Visão Subnormal [ela não faria sucesso com este nome em dois mil e politicamente correto]”.

Eu já namorei um moço cego, sabe? É uma coisa bem simples, ao contrário do que a sociedade pensa. Conviver com uma pessoa que não enxerga, I mean. Aliás, como todos os meus amigos já ouviram e já quiseram me bater por isso eu sempre digo: melhor que ele não via que eu era feia. Mas divago.

Então, tem esse menino cego aqui. Acho que todo mundo já viu esse menino. Não porque uma pessoa com necessidades especiais chame a atenção por si só, mas é que o menino tem um quilômetro de cabelos lisos, sedosos e brilhantes e uma vibe roqueirinho que é meio difícil não notar. Tinha também a bengala branca, super ok, mas hoje em dia ele tem o labrador guia mais fofo da galáxia e meique não tem quem não note um menino de cabelos esvoaçantes e um cachorro maravilhoso guiando seus passos por aí.

Eu, enquanto pessoa mongol e dog lover, morro de dó involuntário do cachorro, vivo lendo o blog do menino pra saber da parte em que ele tem vida normal de cão RISOS, senão fico nervosa. Mas acho ótimo que ele possa ter essa ajuda na vida.

OK, AINDA TÔ DIVAGANDO (devagar).

Acontece que tem dias em que o menino vem sem o cão. Acontece que o menino tem os amigos mais legais do universo, porque sempre tem um deles guiando, naquela vibe braço dado. Agora visualiza a cena: dois meninos inteiros vestidos de preto, cabelón, camisetas das bandas de rock mais barulhentas que todos já ouviu, de braços dados, andando pelas ruas, indo ao restaurante, ajudando escolher comida, resolver a vida em geral. Acho lindo. Sério.

Aí, ontionti eu tava no ponto de ônibus, sendo rica só que ao contrário, quando chegou uma outra habitante do campus com sua mamãe. As duas mantinham conversas bocós, mas né? 98% da humanidade é issaê. Num certo momento, passa o menino que não vê de braço dado com o menino que vê, bem normal, bem coisa de todo dia.

Quiqui a véia faz, você me pergunta?

Sai BRADANDO sobre o desrespeito com a família brasileira. Sério.

Não sei o que é mais mongol. Não sei se é em pleno ano de 2012 a pessoa achar necessário expressar opinião homofóbica ou não notar que não era uma posição romântica, mas sim, de guia.

"PRECISA andar de bracinho dado? Pelo menos não beijou na boca".

Por isso que eu digo: a maldade tá no zóio de quem vê. Nego fica tão preocupado em julgar o amiguinho, que vê coisa onde não tem.

Vamo tudo entrar num acordo e jogar no lixo essa humanidade, porque não tá prestando. É muito otimismo acreditar que o mundo acaba em dezembro, né não?

We can only hope.



quinta-feira, 19 de abril de 2012

a mãe acha que é uma lady




- fia, cê tá emagrecendo, tá perdendo peitos.
- é mêmo? o último sutiã que eu comprei é tamanho 50, acho que ainda não há razão pra pânico.


*****


- por que cê nunca pegou o ***fulano***?
- não faz muito meu tipo. tá certo que o conjunto da obra poderia até funcionar em tempos de desespero, mas acho que eu me arrependeria 3 minutos depois.
- mas você e ele têm tanto em comum:



* pessoas lindas;
* bem vestidas;
* hipster;
* a mãe acha que é uma lady;
* é tudo bitch e viado;
* quer um homem pra chamar de seuOPA.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

#chatiada



Eu me pergunto se tem um número máximo de neurônios que o cerumano pode ter pra desempenhar com graça, alegria e desenvoltura a atividade de ir à cadjmia. Porque eu, pessoa extremamente inteligente e cheia de neurônios, odeio.

E não é porque agora eu estou chubby que eu odeio a academia e não é porque eu estou chubby que eu vou à academia. Tamos nessa desde sempre, desde quando eu pesava 48kg e um dia a profes me proibiu de entrar na aula porque gastava calorias demais e eu ia morrer. RISOS.

E também não é por causa da minha chubbyness que eu não aprecio o ambiente, porque na minha academia tem vários tipos de cerumanos.

As biscate

Tem em todas cadj, né? Aquela gente que financia a maluquice da “““““moda””””” fitness, com aquelas calças de estampas que fazem Chanel chorar limão, regatinha descombinando e total ausência de top, uma vez que silicone não despenca nem quica. Gente, por que pessoas com pouco ou nenhum problema de visão vestem aquelas calças? É pra aumentar o derriê? É pra atrair o olhar? Hoje, no globo repórter. Acho deselegante.

Talvez eu devesse me sentir intimidada pelas biscate, uma vez que aparentemente é delas o pipi coração dos moço munito, mas eu prefiro ser essa metam... COF essa pessoa básica, discreta e meio fofinha do que usar aquelas estampas pavorosas e ter aquele cabelo que mesmo num ponytail chega na busanfa, caquela progressiva castigando as pontinhas. Deusulivre.

As magra

Tem uma espécie muito bizarra na minha cadj, que é a das criaturas com desnutrição ou anorexia. A pessoa parece que vai desmontar ali no supino (nei sei o que é supino, tô chutando) de tão raquítica. Mas todas têm pochete. Tem uma, incrusível, que além da pochete metafórica, tem uma física. E eu rio loucamente cada vez que ela aparece pra correr naquele aparelho que não corre, sacoé? Aquele filho de bicicleta com esteira que deixa 10 entre 10 usuários com cara e movimento de retardado? Imagina com pochete.

Não sei se tenho dó dessas moça desesperadamente querendo músculos ou se tenho dó daquela pancinha miserável que não se vai. Sogorda mas não sou pançuda, fica aqui meu beijo.

As gorda

Se eu tivesse que escolher obrigatoriamente uma categoria, seria essa, porque né? Não sou biscat, não sou anoréxica, não usaria legging estampada (que a fia provavelmente compra com o nome de ‘leg’ no lojão da economia new ou na kas, não sei), não usaria pochete nem que me obrigassem. Só sobrou as gorda. Só que são umas gorda total new level of chubbyness. Nega sobe na esteira e anda mais devagar que eu quando tô no shopping, sabe? WHAT’S THE POINT, FIA? Ou senta na bicicletinha e fica assistindo malhação, porque obviamente, apesar da TV a cabo, é malhação que passa na minha cadjmia.

As chubby muito me dão força de vontade, porque é olhar pra elas e ver que eu estou pedalando a 30km/h e ficar pensando “melhor que isso eu tô”.

E tem eu.

A pessoa de alma magra e corpo fofo, com neurônios demais pra apreciar esse inferno repetitivo.

Aí você pensa: mas e os menine? Não compensa?

Hahahahahahahahahahaha não.

Porque tem

Os moleq

Quano foi que a lei mudou e dimenor pode passar a freqüentar a musculação? O que tem de pirralhinho lá, falando “ai, minha mãe tá preocupada com o tamanho que meu braço tá ficando” num tá escrito. Nego praticamente tem que deixar a chupeta (ops) no vestiário pra ir lá puxar ferro. Sinto pena dessa geração.

Os gordo

Que coisa chata é gordo em academia. Deveria existir uma academia só de gordo, com paredinha nos aparelhos. Não gosto de ver a cara sofrida da pessoa gorda na academia e não sobra mais o que ver. Me desanima.

Os velho

Meldels, como tem velho nessa cadj. Tem um que faz os exercícios com uma bermudinha de sarja e cinto de couro, é sensacional. Com aquelas perninhas magrinhas de vovô, é excelente.

Teve um tempo que um calega meu de trabalho, muito idoso, fazia bicicleta no lado da minha. Aí eu fiquei doente e passei uns 2 meses sem ir. Aí ele veio até minha sala, pra me avisar que quem não vai à academia fica gordo e eu já tava uma bola. ADORO VELHO EM ACADEMIA. Só que não.

Só gatos

Hahahahaah só que não. Tem um. UM. Um *rapaz* bem afeiçoado no ambiente. Obviamente deve ter 1,70m de altura, porque bonito e *fortchinho*, tem que ter alguma coisa faltando. Ou sei lá, o que falta é neurônio, porque o menino é tão bem talhado que deve ser das pessoas que de fato apreciam o ambiente. O bom é que quando ele para na frente da minha bicicleta, eu pedalo mais rápido. Acho que meu cérebro acredita mesmo que dá pra alcançar e sai assim mandando estímulos *ui* pros músculos. Da última vez eu quase caí da bici.

Mas a maioria é mesmo de camarão, sabe? Nego passou na fila 8 vezes pra ser feio, aí vai lá compensar em músculos. Cada um sabe o nicho de mercado que quer atingir, né? As biscat chega tudo animadinha pra falar oi pros camarão, é uma cena bonita, deveria estar no animal planet.

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O que eu mais odeio na cadjmia é a vibe de que todos voltaram pra era das cavernas e ta tudo super ok. Aquela gritaria, aquela música maravilhosa, aquele cheirinho... Aquele vestiário estúpido sem janelas, em que as menine insistem em passar Rexona aroma de dor de cabeça até gastar o tubo. As pessoas nunca ouviram falar em roll-on? Em sem cheiro? Em amor ao próximo? Um dia eu vou começar meu dia de fúria pelo vestiário, vai vendo.

Aliás, o vestiário engloba todo o horror do ambiente. Acho incrível a existência essas pessoas que acreditam em banho comunitário, com todo mundo vendo suas banha e seus derriê. Tem uma tia que ultrapassa todos os limites. Ela faz pipi de porta aberta e aí sai cas calça arriada em direção à pia, pra lavar as mãozinhas. CAS.CALÇA.ARRIADA. Não contente, ela tira a roupa toda no meio do vestiário e sai espalhando pelo único banquinho do local. Coloca até o tênis em cima de onde a gente senta (sentava, né? Não encosto nem meus lixo lá mais), senta lá sem vestimenta (*gorfa*), cata shampoo, toalha e sabonete e vai.

Quase tenho vontade de me trocar no meio da escada mesmo, pra evitar esse pavor.

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Cêis ainda lembram que tinha UM rapaz bem afeiçoado no local? Pois então, em tudo que é aula que eu faço, ele é meu único assunto. Incluindo o fato de que ele deveria ser burro, porque né? E sempre que eu falava dele, tinha uma tia over interessada em saber quem era o menino. Temi pelo casamento dela, mas quiqui C A de fazer? Ontem finalmente mostrei quem era o moço pra tia. Qual não foi minha surprise quando ela disse “oi, Junior” e ele respondeu “oi, tia”?

Todas morre e pretende nunca mais voltar à academia.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

um príncipe em minha vida


Tem um sapo morando na minha varanda.

Odeio sapo.

É uma coisa meio bizarra pra pessoa moderna, moradoira de capital de estado e do centro urbano ter que conviver com um sapo.

Quano que eu moravo no interior, houve um trauma, sabe? Meu lar era na última rua antes da rodovia e entre meu lar e a rodovia tinha metros e metros de mato. Os sapinhos nasciam no mato e iam morar atrás da máquina de lavar roupa, daquelas jovens que têm o motor exposto. E eu tinha PA-VOR de explodir um sapo na hora dos afazeres domésticos. Eu tinha 12 anos e lavar roupa já era meu esporte caseiro favorito e todo dia era um tormento quando eu via todo mundo sentar contra o vento pegar a vassoura e cutucar um, dois, três, vinte e cinco sapinhos debaixo da máquina de lavar até o mato, de modos que eu pudesse ameliar em paz.

Odeio sapo.

Aí tem outro trauma que não é exatamente próprio, mas é. Sapo e cachorro não são amigos e eu tenho um cachorro. Que agora só passeia à noite sob supervisão constante, porque cachorro é tudo tapado e a primeira coisa que ele faz ao sair é cutucar o sapo com o nariz. Se fosse com a vassoura, poderiam até achar que fui eu que ensinei.

Olha, eu não sei exatamã o que o sapo faz com o cachorro, mas sei que o cão da minha tia, meu primo foi atacado ferozmente por um sapo e precisou ir pro hospital duas vezes por causa do veneno. E hoje em dia ele tem algumas sequelinhas que o médico diz que foram causadas por esse lindo encontro só que não. De modos que eu tenho PA-VOR que o sapo assassine meu cachorro.

Odeio muito sapo.

Felizmente eu sou uma pessoa de alma boa, que jamais machucaria um bicho. De modos que se a pessoa leitora deste blog sugerir alguma forma de violência contra o sapo, sofrerá alguma maldição, já tô avisando. Mas que é muito deselegante o sapo ir morar no meu solar sem ser convidado, isso é.

Infelizmente eu sou uma pessoa fresquinha e não tenho condição emocional de enfiar o sapo numa caixa ou em qualquer recipiente não maligno pra soltar num lindo brejo cheio de moscas, onde ele seria feliz pra sempre. Não é possível que esse sapo não sinta solidão na minha varanda!

Sigo então odiando esse sapo dos infernos, que faz com que eu tenha que passear com o cachorro de vassoura em punho e com visão noturna ativada, porque nem pra ser colorido e super visível em pouca luz ele serve.

Tô aqui pensando se não seria o caso de dar uma beijoca nele e ver se de repente não é meu príncipe trabalhado no feitiço que tá por ali, olhando pra minha janela o dia todo, sofrendo em silêncio no meio das prantinha do quintal, esperando que eu veja nozolho dele que é só eu fazer a Tiana e seremos felizes para sempre.