segunda-feira, 28 de setembro de 2015

amor é outra coisa

(esse post começou a ser escrito na quarta passada e vejam só vocês como tá fácil a vida - explicando pois DATAS SEM SENTIDO)

tomando no cu

Não foi a primeira vez que aconteceu, mas quando eu estava escrevendo o último post, eu ficava pensando "esse post tá com cara de que tô dando satisfação". Mas satisfação de quê? Satisfação pra quem?

Aí eu me dei conta que minha vida é baseada em me explicar pras pessoas o tempo todo. Minha dúvida é:

- isso acontece porque sou EU?
- isso acontece porque sou mulher?
- isso acontece porque não tenho o peso aprovado pela organização internacional das pessoas que acham que todo mundo deve usar 38 e pesar entre 50 e 55kg?

Realmente não sei.

Mas vejem só vocês.

Fiquei 40 dias sem ir pra academia, por motivos de quebrei o fiofó lá em agosto (cêis lembram, né?). Eu perguntei pro médico quanto era o mínimo possível de repouso e ele disse 30 dias. Eu falei que nem morta, ele falou que pelo menos 15 e depois meu corpo me mostraria se eu tava pronta pra voltar ou não.

Muito que bem, até semana passada eu não conseguia andar, porque uma perna não ia pra frente da outra. Correr era um ato de desespero e dor. Sentar é uma coisa que ainda me aflige e deitar de barriga pra cima é choro certo. Sim, ainda hoje. 

Semana passada eu precisei ir num profissional que usa maca e chorei pra deitar, chorei pra ficar deitada, chorei pra levantar.

Mas como eu sou brasileira, segunda eu voltei pra academia, expliquei pra todo mundo o que aconteceu e estou fazendo os movimentos que minha coluna permite (uns 80%, já tá bom).

Tinha ficado todo esse tempo sem usar as roupas da academia, de modos que foi botar o top e a calça de lycra pra sentir que tudo estava largo. Chegando na academia, vi que tive que mudar as posições de alguns aparelhos, porque eu estava ocupando menos espaço. Juntando isso ao fato de que minhas calças jeans estavam sobrando, concluí: perdi peso.

Atentem para o fato de que não disse que emagreci, porque não é o caso. Eu sei que o que eu perdi foi massa muscular. Mas foi bem incrível compreender que eu não sou uma pessoa ~que engorda~, meu peso é uma coisa bem estável (infelizmente, se eu pensar que queria que fosse menor; felizmente se pensar que não sobe nem se eu passar 40 dias sobre minha bunda, na frente da tv). 

Considerei parar de ir pra academia, só não paro por motivos de saúde.

Cheguei em casa e fui fazer piada no feici, né? Quem é meu amigo lá já conhece que não levo internet a sério. Escrevi "em 40 dias sem academia perdi: peso".

Nisso começa uma conversa entre meninas que sofrem do mesmo mal - ter a vida fiscalizada pela forma física - e todo mundo rindo e levando na brincadeira, quando (1) um homem (2) da educação física (3) que me conhece pouco, (4) mas sabe da minha rotina de exercícios, se mete na conversa. Eu escrevi que não entendia como entrei na academia 16 anos atrás com 49kg e todo esse tempo depois só tinha aumentado de peso. O que ele respondeu? "Podemos mudar isso".

Fiquei um pouco desconfiada, porque, uéééé, se dava pra mudar, dava pra ter me falado isso 3 anos atrás, quando me conheceu? Perguntei o que dava pra fazer e a resposta foi:

SÓ TER VONTADE QUE CONSEGUIMOS QUALQUER COISA.

Ai, mas vai pro raio que o parta?

Vamos analisar alguns erros nessa frase?

Primeiro ele dá a entender que eu não me esforço, que se eu quisesse, estaria magra. E com isso, ele dá a entender que não me exercito (o que ele SABE que não é verdade) ou que eu como demais? E, tudo bem, se eu estivesse falando que QUERO emagrecer e NÃO QUERO fazer dieta, podia até levar esse puxão de orelha. Mas eu tô quieta, sabendo da minha alimentação bonitinha, ninguém pergunta e sai supondo. Quero morrer de catapora.

Outra coisa é o "só ter vontade". É MEMO? Parece esse povo da meritocracia, que diz que todo mundo tem oportunidades iguais. CÊ SABE O QUE EU PASSEI? Sabe da minha vida? Não vem com  querer, meu amor. Não é assim não.

E, pra ficar só nisso, a intromissão, né? Pedi alguma coisa? Pedi opinião? Então guarda pra você, caceta.

*****

Menos de 24 horas depois, uma amiga postou (no facebook também) um texto que resumidamente era:

Toda vez que vejo meu pai, ele diz que engordei mesmo que meu peso não tenha mudado e não tenho mais vontade de encontrar com ele.


Acho que alguns de vocês podem se lembrar de um post em que eu dizia que não visito mais minha família pelo mesmo motivo. Ninguém aguenta essa fiscalização. Pois qual era o conteúdo dos (muitos) comentários dos amigos dessa menina pra ela? 

- conversa com ele;
- explica pra ele;
- é pro seu bem;
- é uma forma de amor;
- ACEITA.

PUTA QUE LOS PARMITO!!!!!!!!!!!!!

Empatia, cadê?

Não tem que explicar, não é amor, não é pro meu bem e eu aceito minha mão na sua cara.

*****

Esse não é exatamente um post sobre feminismo, porém

Sábado passado eu estava num grupo de pessoas e todas as meninas que não eram magras, estavam sentadas abraçadas numa almofada, numa blusa, numa bolsa. Todos os meninos gordos estavam orgulhosamente alisando suas barrigonas.

No fim, eu acho que tudo se resume a isso. Ninguém se importa - de verdade - com a forma física masculina. Eu nunca vi um homem falando "pego ninguém porque sou gordo". Já vi muito homem reclamando que não pega ninguém porque não tem carro ou porque tem um trabalho meio desmerecido pela sociedade, porque não tem trabalho, porque ainda mora com a mãe. Isso eu vejo. Mas homem sofrendo "sou gordo, ninguém me quer"? Jamais.

Outro dia passou um rapaz acima do peso por um grupo em que eu estava e alguém disse que era bonito e eu disse (de verdade e de sacanagem) DEUS ME LIVRE DE GORDO. As pessoas todas ficaram chocadíssimas e tive que ouvir lições de moral. Mas 10 minutos antes, todo mundo falava com pena de uma menina, cujo defeito era estar acima do peso.

Sabe?

Tem uma palavra que eu não falo. Essa palavra é um verbo e se alguém me diz no imperativo, eu simplesmente viro as costas e deixo essa pessoa falando sozinha. Eu não escrevo essa palavra, eu não conjugo esse verbo, eu não me relaciono com isso. Vou escrever aqui as letrinhas separadamente e o primeiro filho de chocadeira que vier escrever isso nos comentários será deletado feat. banido.

r

e
l


a
x

a
r

PUTAMERDA QUE PALAVRA HORRÍVEL.

Claro que eu já fui tentar descobrir o que estava errado com a minha cabeça, porque eu simplesmente não posso com essa palavra do inferno e as pessoas insistem em ficar pronunciando e conjugando E NO IMPERATIVO. Enfia aí esse desejo nos seus cus.

Bom, há boatos de que meu problema com essa palavra venha da época em que eu ouvia isso como adjetivo ligado à minha própria pessoa, enquanto menina do sexo feminino que não tinha muita paciência pra pentear o cabelo, usar saia, sandália, maquiagem, perfume, esmalte e essas coisas que se espera da boa moça. Porque eu gosto de sentar de qualquer jeito (perna aberta), falo palavrão, uso maquiagem 10 vezes no ano e meu cabelo aponta pra onde sentir vontade. Isso porque agora sou adulta e responsável COOOOOF, imagina quando tinha 10 anos e me obrigaram a botar sutiã.

E ai de quem resolve que não quer ser a menininha que a mãe sonhou, né?

Não uso salto nem pra ganhar dinheiro, não estico meu cabelo, não uso base, não vou no salão semanalmente, não pinto cabelo branco, não estou.nem.aí.

Mas, infelizmente, a sociedade não me deixa em paz.





Então eu acho que é por isso que a gente se explica.

Se eu tenho inveja de quem se aceita e se acha bonita sendo do jeito que é? Tenho muita. As pessoas assumem seus corpos, seus cabelos, suas alturas, seus narigões, seus joelhos tortos, suas preguiças e eu acho isso mágico.

Só que eu não evoluí esse tanto ainda na minha vida e não sou capaz.

Que pena.



segunda-feira, 21 de setembro de 2015

vanessa virginiensis

antes

Quando eu me mudei pra casa onde eu moro hoje, a coisa que eu mais detestei foi o banheiro. O espelho é grande demais e não tem como fugir dele, em lugar nenhum. Então imagina a alegria de tirar toda a roupa pra tomar banho e se deparar com a imagem de você mesma, todo dia, sem ter pra onde correr. Ver onde tem banha, onde a banha dobra, onde a pele é feia, onde não tem beleza (tudo)... Uma alegria.

Aí um dia eu resolvi encarar o bendito espelho, porque vou fazer o quê? Vou ficar mais magra e bonita, caso não olhe essa imagem assustadora que eu tenho hoje? Não. Então vamo olhar, né? Porque é o que sobra. 

Nesse mesmo dia, eu tinha postado no feicy uma foto de 10 anos atrás. Uma amiga que chegou bem depois disso comentou "miga, você tinha cachos no cabelo!" e foi aí que eu me dei conta de tudo que mudou nos últimos 10 anos.

*****

Uma vez eu tive que ir num psicólogo e ele me disse que meu problema é ser muito revoltada e assumiu que o ~motivo da revolta~ era justamente por eu ter perdido um rim. Fiquei olhando pra ele com cara de q, mas em casa eu refleti que eu realmente tenho uma revolta interior por não ser saudável. Mas o rim não tem nada a ver com isso, eu sempre fui muito revoltada por ser alérgica. Fora que foi por causa da alergia que eu tive uma metamorfose na minha vida.

E ela foi muito mais profunda do que eu conseguia perceber até semana passada.

*****

A pessoa alérgica é uma pessoa com cortisol no organismo. Se ela não está ingerindo, está produzindo. Se a pessoa é estressada... adivinha. CORTISOL. O que quer dizer que ali pelos 24 anos (10 anos atrás), eu tava que era puro cortisol. 

Além disso, eu não sabia o que era um remédio corticoide, o que ele fazia e os vários nomes sob os quais ele se disfarça. Teve um tempo da minha vida que eu achei que tava imune, só não tomar nada terminado em "sona" - dexametasona, prednisona, mometasona. Aí eu descobri que nomes inocentes como decadron escondem essa desgraça na sua composição. 

Como todo mundo sabe, num dia eu fui dormir com 50kg e no outro acordei com 84.

Esse é o efeito óbvio e cruel da cortisona.

Porque a sociedade médica-caga-regra em que a gente vive não tem dó ao dar o veredito de que você é gorda de relaxo, de preguiça, de encher a cara de doce.

Então tá.

Agora cê reflita aqui comigo que o ~engordamento~ por corticoide é mais um inchaço por retenção de líquido. Aí entra a informação de que eu tenho um rim solitário e, sei lá, de repente o amor no seu coração reaja e você pare de me chamar de gorda, porque eu tenho líquidos que não me pertencem e que não consigo expelir, de modos que NÃO.TEM.DIETA. que me emagreça. A não ser que eu fique sem comer, como fiquei por 14 meses entre 2012 e 2013, fazendo uma dieta de 500 calorias diárias. Aí emagrece sim, perde os músculos, perde a saúde e um pouquinho da inteligência, já que o cérebro precisa de energia pra funcionar adequadamente.

Mas isso todo mundo consegue ver claramente. Quem me conheceu em 84, 94, 04 ou 14: vaneça é gorda.

O que nem todo mundo consegue ver são outros detalhes.

Minha pele mudou.

A textura da minha pele mudou completamente nos últimos 10 anos. Uma das razões pra isso é a dermatite, que faz com que ela fique seca e áspera. Mas acontece uma pereba ocasional, que todo mundo curte apontar e chamar de espinha, mas não é (meu deus do céu, por que as pessoas comentam coisas que a gente pode ver no espelho e não perguntou pra ninguém????). É direto aparecendo uma pereba ou outra e alguém me falando "ih, tua cara tá virada numa erupção estranha". Tem umas que somem como vieram e tem outras que ficam por meses. Tipo uma no meu maxilar, que é causada por, SE PREPAREM, contato com cabelo. Eu vivo de cabelo preso, porque se eu solto e ele fica passando pelo osso do rosto, PÁ, pereba. Hoje mesmo minha mãe veio "AI MEU DEUS TEU OLHO" e eu achando que tava com alergia dentro do globo ocular (acontece e é horrível), mas era só uma dessas pelotas vermelhas que se materializam na minha cara de um minuto pro outro.

O formato do meu corpinho mudou.

Antes eu era uma táuba. Tem um episódio muito marcante da minha vida, aos 14 anos. Fomos todas as meninas pra casa de alguém que tinha piscina. Várias meninas na frente do espelho, comparando seus biquínis. Todas com menos de um metro e meio de altura, tronco pequeno, cinturinha e bundão. Eu, destoando da multidão, com a altura que eu tenho hoje (14 centímetros a mais que elas), magra como um graveto, sem curva nenhuma, a não ser os peitos imensos. Nem uma cinturinha pra contar a história, do ombro ao joelho na mesma largura. Além da maior perna que o cerumano já viu. (Eu não chego a 1,65 de altura e não é raro não encontrar calça que chegue até meu tornozelo).

Quando a banha veio chegando, fui ganhando bumbum, fui ganhando braço, fui ganhando coxa. Nos últimos 5 anos apareceu uma curva de cintura, o que é muito útil quando você está gorda e não usa roupas justas. Mas o mais triste foi mais ou menos um ano atrás que eu adquiri uma banhinha pançal nunca antes vista neste corpo. Eu sempre tive a barriga reta, mais protuberante logo abaixo dos peitos, ali onde tá cheio de costela e mais funda ali perto do botão da calça jeans. Não estou sabendo lidar com essa bola que surgiu pra baixo das costelas. E nem é bem uma bola, que eu tenho aquele músculo de jogador de futebol que faz uma flechinha pra dentro da calça, então a banha segue esse desenho, é lindíssimo e reconfortante. Primeira vez na vida que eu sento e vaza carne tipo topo de muffin, não consigo aceitar. Diz meu médico que isso é um sinal claro de abuso de corticoide (essa banha baixa na barriga) e eu tive que fazer uma deliciosa desintoxicação. Estou começando a melhorar, porém a banha ainda não deu sinais de que vai abandonar este corpo que não lhe pertence.

Todos os cabelos do meu corpo mudaram (que nojo).

Rola uns índio na família e a gente nasceu meio pelada. Parte boa: num tinha pelo na perna e no braço. Parte ruim: não tinha cílio também. Nem cabelo na cabeça.

Sério, eu passei a vida sem me preocupar se tava frio ou calor, era só botar uma saia, uma bermuda e sair saltitando pela vida. Aí nesse momento eu tenho que gastar milhões com depilação a laser, porque não suporto esse pesadelo de decidir a roupa com base na configuração da minha perna. A moça que faz esse serviço sempre ri da minha reclamação, porque ainda é muito menos pelo que o normal, mas eu não sou obrigada. E quando eu reclamo de pelo no braço geralmente levo um soco, porque só eu enxergo. MAS ANTES NÃO TINHA NENHUM.

(midesgupi a imagem mental)

Aí tem o cílio, né? Antes eu nem gastava com rímel, era jogar dinheiro fora. Hoje tenho curvex e 4 maybellines diferentes no estojinho. Meu cílio ainda é muito ralo e fino, precisa de muita ajuda pra aparecer, mas hoje já consigo um certo efeito de beleza na cara, caso faça um esforço. Só na parte de cima do olho, a de baixo eu já me conformei que não vai estar rolando.

E, por fim o cabelo.

Gente, o cabelo.

Antes eu juntava um rabo na cabeça e tinha que dar 48 voltas no elástico. Além de pouco, o cabelo era cacheado e cheio de frizz. Dez anos atrás o cachinho era um tóinóinóin violento, que não tinha secador com chapinha que esticasse. Não que eu quisesse, eu tava diboa com os cachinhos. Inclusive eu era a única habitante de Curitiba com aquele cabelo e incomodava todo mundo que convivia comigo.

Três anos atrás, no fundo do poço, meu cabelo estava L I S O. Cê não tá entendendo. Não é que estivesse assim, acalmado. Tava LISO. Escorrido. Permanecia fino, mas praticamente não tinha frizz e não fazia nem onda. Uma coisa de louco. Aí o que eu fiz? Isso mesmo, uma progressiva atrás da outra, porque nunca era liso suficiente.

meio

Hoje ele meique estabilizou. Tem ondinhas em dias normais, fica liso em dias super secos e não faz mais cachos. Também tenho o triplo de cabelo na cabeça e até hoje não acertei fazer um rabo decente, já que nunca sei quantas voltas dar no elástico, pra não ficar nem caindo, nem Elza Soares involuntária.

Hoje a vida oscila entre amor e ódio pela imagem no espelho, entre tristeza e frustração de horas de academia e uma vida de alimentação saudável não refletirem em uma imagem exterior aceitável socialmente e chati-ada com esse desperdício de genes bons.

Mas o que se há de fazer, né?

Um post pro blog, reclamando, obviamente.

E um conselho: quianças, nunca tomem corticóide. :)

fim

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

pá rabéns PÁPÁ pá rabéns



Que emossaum fazer 23 anos, gente! Especialmente pela décima segunda vez :D
É incrível, gente!

Eu sempre amei aniversário, porque é o dia de mim. É muito legal tem um dia de mim. Uma pena é que aparentemente o universo acha conveniente que mais pessoas nasçam neste dia e nos adjacentes, de modos que eu tenha que dividir o dia de mim com outras pessoas.

NÃO ACEITO.

Veje bem: minha mãe já me deu um ~tapa na cara~ me dando uma irmã na mesma semana do meu aniversário, com quem eu divido os aniversário tudo desde 1985. Não é um problema porque nós somos aquele tipo ridículo de irmãs que vive grudada e divide amigos, então tá ótimo. MAS OS OUTROS, GENTE? Affe, que saco que é dividir aniversário cozotro.

De modos que ali pelo ano de 2010, eu fui obrigada a reformular meu relacionamento com aniversários.

Porque veje bem: não era o dia de mim pra todo mundo e aí eu achei que não gostava mais de aniversário.

Foi um período triste, esse dos últimos 5 anos. Mas agora estamos bem novamente (oremos).

Porque eu sempre soube o que queria pro meu aniversário, sabe? Um bolo azul de borboleta. Um bolo de cogumelo com docinhos de joaninhas. Uma festa surpresa (credo). Uma festa com quinhentas pessoas. A Disney (não aconteceu). Homem pizza (hahahaha). Viagens mil.

Aí eu fiquei adulta (mentira) e comecei a achar que a gente tem que se fazer feliz no dia do próprio aniversário, porque não adianta esperar isso dozotro, né? E comecei a fazer planos para minha próÓÓÒóÒópria alegria.

O ápice desse comprometimento interior foi em 2012, quando consegui juntar algumas merrecas para passar esse belíssimo dia em Londres. O fundo do poço foi no ano passado, que todo mundo esqueceu que tinha combinado de almoçar comigo e eu fiquei sozinha no restaurrã - PARABÉNS.

Este ano eu não sabia o que queria, porque a vida estava me atropelando com violência e não é que eu tenha esquecido o aniversário, mas é que tinha tanta coisa mais importante pra gastar sinapses, que eu simplesmente deixei isso pra lá.

Aí hoje ele chegou e eu estou em dúvida se queria passar o dia na cama vendo desenho, se queria passar o dia fazendo faxina, se queria estar na praia meditando, se queria estar no parque. 

O causo é que hoje é isso aí. Estou me arrumando pra almoçar no restaurante dos meus BFFs, com calor, porque é o primeiro aniversário com sol e calor da minha vida - o que eu ODEIO, mas estou tentando aceitar - já dei banho no cachorro, já comi um brownie e já tomei um antialérgico :P

Vamos ver se antes dos 20+20 eu me conformo que aniversário é só mais um dia.





HAHAHAHAHAHAHAHA JAMAIS.




Todo mundo me dando amor nos comentários AGORA.


terça-feira, 8 de setembro de 2015

burgue de bóbra



Tenho passado meus dias revezando entre estudar, tentar respirar e não obtendo sucesso, sofrer, sentir dor e cozinhar. Como provavelmente nada da minha rotina incrível interessa à população brasileira e não estou me obrigando a escrever, nem sei o que aconteceu de relevante na minha semana (mentira, sei sim, mas não posso estar contando kkk).

Então, por que não dividir com vocês 01 receita?

Vejem bem. Eu não sei cozinhar assim direito, sabe? Então não trabalhamos com medidas exatas. Mesmo quando estou tentando seguir uma receita, certinho, como manda o livro da vovó... Ainda assim sai de qualquer jeito. Atribuo a isso o fato de eu não ser capaz de fazer doces, porque o equilíbrio delicado da receita com açúcar não pode ser desbalanceado pela arte do NINGUÉM MANDA EM MIM, nem a receita.

Bom, dito isso, o burgue de bóbra segue a linha "maizomenos esse tanto" de ingredientes.

Pra começar, cada vez que eu vou comprar abóbora, eu pego uma ~no olho~. Às vezes eu compro já em cubinhos (hahaha, os revolucionário de feice chora), às vezes eu compro uma rodelona ainda com casca, tudo depende da disponibilidade no mercado. Miga, se der pra comprar descascado, compra. Ninguém merece soltar abóbora da casca.

Abóbora, no caso a moranga ou cabotiá. Pra ser bem sincera, eu curto mais a textura do burgue de cabotiá, mas eu vou na que estiver mais fácil.

Aí eu refogo a abóbora num monte de cebola, com muitos temperinhos, porque tem que ser suficiente pra temperar a mistura toda. Quanta abóbora? Uns 500g, maizomenos. Em quanta cebola te fizer feliz, eu geralmente uso uma grande, no mínimo. Sal, sazón, pimenta e só.

Quando estiver macia, eu pego aquele mixer, sabe? E bato a abóbora na panela mesmo, pra virar purê. 

Nesse purê, eu coloco aveia. Da última vez, coloquei quase todo o pacote, vamos dizer que um pouco mais que a metade. Meia xícara de gergelim, um ovo e aí vem um ~segredinho~, que não é necessário, mas dá um tchans: sabe aquela mistura pavorosa pra purê de batata, que vem pronta? Que faz um purê terrível? Pois ela é ótima pra fazer massas. Então eu vou jogando aquilo na massa até ela ficar bem firminha. Aí deixa descansar um pouco, porque a abóbora solta uma aguinha. Aí é só completar com farinha comum ou a farinha da sua preferência e TCHARAMMMM.

Eu curto 01 podrão intenso, então eu uso aquela farinha especial de empanar. Pra empanar, não pra dar a liga, claro.

AND, eu tenho forma de fazer burgue, o que facilita tudo. Mas dá pra fazer uma bolinha e cortar com um pote redondo do diâmetro da sua preferência. Coloco a farinha de empanar no prato e por cima da "bola" de massa, aperto o hambúrguer e é só.

Pego a frigideira mais plana que tiver, coloco óleo só pra cobrir o fundo e frito em fogo baixo, que é pra deixar firme até o meinho. Deixo ele quieto lá até dourar e só aí eu viro. Se ficar virando, o negócio desmancha, né, mores. Quando dourar os dois ladinhos, só tirar da frigideira. Da última vez, isso rendeu uns 12 hambúrgueres. Ousseje: 3 horas esquentando a barriga na frente do fogão.

De vez em quando eu congelo, mas eu nunca descongelei AHHAHAHAA. Eu sempre faço uma receita nova, pois meio burralda. 

Aí é só pegar o pão de burg, tacar uma maionese e completar com o que quiser.

Desta vez eu fiz um molho de tomate caseiro. Usei 4 tomates comuns (porque não tinha do italiano), refoguei em uma cebola grande, só com sal e aquela pitadinha esperta de açúcar pra tirar a acidez. Deixei refogar até não poder mais e amassei com amassador de purê, pra manter os pedacinhos, mas ficar meio pastoso. 

Daria pra ser cogumelo paris fresco refogado com shoyu ou cebola caramelizada (uma certa obsessão por cebola). Tudo fica bom.

Esse aí tem o pão, maionese, molho de tomate, alface americana, o burgue, muçarela (porque não tinha prato nem minas) e muitas pimentas, azeite e salzinho pra temperar a alface. Cobre com o outro pãozinho e TÁ PRONTO O BURGUE.

Sendo apenas vegetariano, dá pra tacar um zóião maravilhoso. Sendo vegano, tira a maionese e tira o queijo e substitui pelas várias opções disponíveis.

E é isso. Esse burgue é só amor. Eu chego a gostar mais que daquele de grão de bico. E ele fica saboroso porque vai pouca farinha e muitas aveias.

Eu recomendo.

NHAM.




terça-feira, 1 de setembro de 2015

it ain't over 'till it's over

Umidade do ar em 37%, eu e minha irmã na sala, cada uma abraçada na sua caixa de lenço. Eu com crise alérgica cavalar, ela com princípio de broncopneumonia, as duas abraçadas no umidificador pra manter a vida. Minha mãe começa a reclamar do quintal.

-... e tá uma bagunça! Preciso arrumar, preciso cortar a grama. Só não dá pra ser agora por razões óbvias.

Faço a filha sofrida e digo o tradicional midesgupi. Ela continua, como se não me ouvisse.

-... porque agora que os passarinhos fizeram ninho ali, dá dó de fazer esse barulho, né?

OUSSEJE.

Matar a filha alérgica tá de boa, mas ai de quem perturbar a paz do passarinho no ninho.


hashtag seca de setembro

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

bloglovin

Aparentemente, meu blog está no bloglovin e eu preciso de um post pra provar que ele é meu :P

Ainda sei nem pra que serve, mas se é meu, é meu. Heh.




Pra não dizer que não postei nada útil: que dó ver tanto post legal soterrado nessa loucura de agosto, não? Quem será que vai ter paciência pra achar o que presta aí no meio de 31 posts só de agosto D:




Follow my blog with Bloglovin



PS: migas que me citaram no BEDA ou que têm meu blog nos seus blogrolls, dá uma comentadinha aqui? Eu quero atualizar o meu com o amor todo que eu recebi neste mês (e antes dele, mas nunca notei).

blogday

Eu jurava que o blogday era uma coisa tipo "top 3 blogs que você mais gosta" ou só pra indicar os blogs que você mais gosta, mas tudo na vida tem regras. Eu não sei se esse post vai configurar blogday, mas é o que eu consigo fazer.

As regras:

Indicar 15 blogs, em 3 categorias

- 5 blogs que não saem do meu feed 
- 5 blogs que eu conheci no Rotaroots 
- 5 blogs para sair da rotina

Gente, eu juro que tento conhecer blogs pelo rotaroots, mas é muito difícil pra pessoas como eu. O ritmo de postagens lá é imenso, eu geralmente leio o assunto do tópico e 5 respostas e fim. Raramente pessoas fazendo autopromoção me motivam a entrar em seus blogs. É horrível, eu sei. Da mesma forma, raramente pessoas chegam aqui dizendo que me viram por lá. É a vida hahaha. Devo pular completamente essa categoria.

Os blogs que não saem do meu feed, sem zoeira, é porque eu não lembro de entrar neles automaticamente.  Os 3 blogs que eu tinha separado pra indicar aqui são daqueles em que eu sempre entro, porque gosto de verdade. Nos feeds estão esses blog de estilo, moda, sei lá, essa gente que ganha dinheiro postando, porque assim eu deixo juntar uma semana de post e, se nada me interessar, eu marco tudo como lido sem abrir :P

E não faço a menor ideia do que indicar em ~blogs pra sair da rotina~. Diz a explicação que é pra indicar blogs que não falem da mesma coisa que o meu. Considerando que só o meu fala de mim, qualquer blog é pra sair da rotina. Masssssss, eu não leio muito blogs que não sejam diarinho, ousseje. Lasquei-me.

Provavelmente vou manter a proposta original da minha própria mente e indicar quem eu gosto e ponto final.


Ninguém lê esta porcaria (x)



Acho que é um dos primeiros blogs que eu passei a acompanhar. Vocês podem acreditar que eu gosto muito do conteúdo, porque odeio fundo preto com letra branca, odeio esse topo dos porquinhos (eu vou tirar essa imagem daqui muito em breve, odeio tudo sobre a forma desse blog. No host anterior, quando comecei a escrever, milênios atrás, eu copiava a ideia da Fernanda de chamar as pessoas por apelidos que não fazem sentido, pra proteger a privacidade das histórias. Quando parei de escrever sobre minha vida, parei com isso também.

O que eu sei dela: praticamente nada. Mora no Rio, tinha uma cachorra (não sei se ainda vive), uma irmã e uma sobrinha, temos mais ou menos a mesma idade e nunca entendi se ela trabalha num hospital. Sempre me diverti com as histórias, tirei do blogroll porque ela tinha parado de escrever. Agora parece que tem até página no feici.



Vodca Barata (x)



Ivi sempre foi uma das minhas blogueiras favoritas. Ela sempre falou muito sobre a vida, os boy, as moda, a vó dela e feminismo, quando eu ainda não sabia que era feminista e até me incomodava. Foi com a Ivi que aprendi sobre transsexualidade e entendi que era uma coisa normal. Aprendi muita coisa com esse blog. Ela mudou radicalmente o tipo de postagens de uns tempos pra cá, deixaram de ser sobre a vida e passaram a ser mais sobre a arte dela. Se quiser saber mais sobre essa pessoa incrível, o nome é Adelaide Ivánova (maravilhoso já nascer com nome artístico). Ela escreve, fotografa, tem muita foto dela com frase motivacional pela internet - aí cê já sabe que as fotos são lindas.

Eu discuto muito com a Ivi na minha cabeça. De vez em quando eu não concordo com ela, mas o amor é o mesmo. Nas raras vezes que entrei em contato, por email ou por comentários, ela é sempre muito querida e atenciosa. Eu sinto um pouco de falta da fase diarinho, mas entendo a transformação que algumas pessoas passam. ainda assim, é um blog que vale muito a pena. É bom de ter nos feeds, porque ela atualiza pouquinho e sem regularidade. O flickr também vale a olhada.

Ivi mora na Alemanha, então muita coisa tem essa influência europeia de arte, é muito legal.


Improbabilidade Infinita (x)



Toda vez que eu leio esse blog, eu penso "é assim que eu seria, se eu fosse engraçada". Tenho uma certa inveja, pra ser sincera. Do jeito de escrever, não das histórias hahaha. Sei um total de vários nada sobre o autor. Sei que chama Ygor e tem cachorros. Não faz parte de nenhum dos meus círculos de blog ou de rede social, não tenho a menor ideia de como descobri esse blog, mas me divirto em quase todo post.

É bom botar nos feeds porque a produção também é baixíssima, mas vale à pena pra quem curte o estilo. Lá no blog tem link pra outras redes, tem página do blog no facebook (não sigo), mas parece ser uma pessoa engraçada no geral. No futuro, quando eu tiver tempo, devo olhar as outras redes também.


Satisfeita, Yolanda? (x)


Não tenho a mais remota ideia de como descobri esse blog, nem de absolutamente nada sobre a autora. Nem sei se o nome dela é realmente Yolanda, como é na minha cabeça. É um dos meus blogs favoritos pra diarinho, não sei como não está no meu blogroll (porque eu sou preguiçosa com o template, obviamente, e depois que mexi nas configurações do blogger, não sei como usar nem as funções mais básicas.

Como é possível notar, não sei recomendar coisas, não sei recomendar blogs. Eu leio porque é divertido e eu fico mais feliz quando tem post, esse é meu critério. Como todo blog bom (estabeleci isso agora), tem poucas postagens, bom pra botar nos feeds e esperaaaar. Mas vale a pena a espera.

Fiz uma coisa muito inteligente neste exato momento e procurei links pelo template. Yolanda se chama Clarissa e aparentemente escreve pro buzzfeed. Pro bem ou pro mal, cêis já sabem o que esperar.


E agora, Isadora? (x)


Curtindo muito a mini vibe de nomes com a tríade vocativo - pergunta - nome de mulher. Podia criar um meme de "como chamaria seu blog na tríade?". O meu seria "tá chorando de novo, Vaneça?". Hoje em dia Isa - íntima - é minha miga nas rede social e a gente tem um monte de migo em comum, então somos miga. O blog é cheio de links de redes sociais pra vocês conhecerem melhor. Eu gosto dos posts gente como a gente, só que um pouco diferente. Tipo, Isa viajou pra Cuba um tempo atrás, um lugar onde provavelmente jamais meus pezinhos encostarão. Gosto muito de ver esses lugares pelos olhos de pessoas que gostam deles, porque é um olhar de que eu sou incapaz. 

Ela mora em São Paulo, então é o tipo de blog que pode ter muita coisa legal, porque ela é das minhas de exposição e cultura. Não sei se é realidade ou imaginação, mas acho que ela trabalha com alguma coisa pra criança, tipo publicação pra crianças, sei lá de onde eu tirei isso. Então no blog dela sempre tem coisa bonitinha. 

Obviamente posta pouco, então já sabem: coloquem nos feeds.


Mulher, 25, procura (x)



Eu aaaacho que descobri esse blog no registro de visitas do meu. Pode ter certeza: se você me colocar no seu blogroll e houver um clique que seja pra cá, eu vou no seu visitar. Às vezes minha memória não é suficiente pra permanecer voltando, mas em algum momento eu vou colocar nos feeds ou no meu próprio blogroll e seremos amigos para sempre (aloca). Sei muito pouco sobre Fernanda, porque nossa linda amizade no feice é recente, mas já que ela não deixa rastros no blog, não sou eu que vou dedar. Só sei que o blog dela é BEM diferente do meu (ó eu cumprindo os requisito) e os posts são curtos e bons. Preciso dizer que posta pouco? Não preciso. Melhor estilo de diarinho que existe, porque é sempre engraçado. Até a foto do perfil da pessoa é sensacional. É um dos que eu mais dou F5, pensando POR QUE GENTE ASSIM NÃO FAZ BEDA? Porque blogs bons raramente fazem essas coisas, né, gente.

Pras minhas miga que tão no BEDA: eu disse raramente por causa de vocês. Se não fossem vocês, eu diria que nunca kkkkkkkk.


Te amo, porra (x)



O que falar da Patrícia, que considero tanto? A gente obviamente se conheceu no orkut, uns duzentos anos atrás. Hoje em dia é uma das minhas amigas mais próximas, que estava em tantas épocas diferentes presente na minha vida, que foi das poucas que ficaram do meu lado durante a grande desgraça de 2008 (sobre a qual não falamos) e que é uma das pessoas que estão lá na alegria e na tristeza. 

Não consigo nem explicar o tanto que aprendi com o blog dela. Porque as boas amigas sabem que não adianta ficar pentelhando na sua cabeça as ideologias em que vocês pensam de forma diferente. Mas no blog a gente escreve o que quiser, né? Sou sempre muito grata por ter tido a oportunidade de pensar, motivada por alguém que pensa muito diferente de mim e que sempre me respeitou, inclusive na minha ignorância.

Patrícia é uma das minhas pessoas favoritas no mundo. 

Imagino que não preciso promover esse blog, já que praticamente todo mundo chega aqui vindo de lá, já que ela tem um número expressivo de leitores. Fica aqui como ~homenagem~ mesmo. Ela tem escrito cada vez menos, eu entendo. Na linha de trabalho que a gente tem, às vezes fica inviável usar o blog pra falar do que vem na cabeça. Fora isso, se tem uma pessoa que tem stalker nesse mundo, essa pessoa é a Patrícia. Acendam velas pras pessoas deixarem ela em paz, aí quem sabe a gente não volta a ter um blog bem ativo, né?

Draminha (x)


É um pouco ridículo eu postar esse blog na minha listchinha, porque é difícil o dia em que eu não ouço "leio seu blog e o da Raquel". Não fosse ofender a outra pessoa, eu diria que é quase blog-irmão. 

Não tem muito o que falar. É um blog engraçado, mesmo quando fala de assuntos difíceis ou dias difíceis ou momentos difíceis. Tem link pra tudo quanto é rede social (me sinto meio bocó falando coisas que todo mundo está pensando DÃÃÃÃ, JÁ SEI) e vale muito a pena seguir em todas. 

Não lembro como conheci esse blog, por incrível que pareça, não foi indicação nem nada. Eu descobri o blog de alguma pessoa que era amiga dela, muito tempo atras. E cliquei nos links todos, porque o blog era engraçado. Inclusive, meu critério pra ler alguém por longos períodos é que a pessoa seja divertida e me faça ri, predominantemente. Que ela escreva e não filme é outro.

Bom, Raquel agora trabalha em livraria, então sempre tem um post sobre o delírio social da pessoa frequentadora de shopping, não tem erro. Além disso, ela é culta e sempre posta resumos ou notas pra filmes e livros realmente edificantes, não as bobagens que eu posto aqui. Eu nunca tenho paciência pra ver esses filmes ou ler esses livros, mas recomendo pra pessoas que sejam inteligentes (o que não é meu caso). É um blog que sempre tem atualização, acho que agora tá num esquema semanal. O que é muito bom, porque você sabe que sua dose de entretenimento está garantida por um certo período de tempo. E os posts são grandes, só que bons, o que eu tento muito fazer e raramente consigo.


*****

Então é isso, agora vocês conhecem meus blogs favoritos.

Vai ter miga chateada porque não fez a lista? Vai. Mas não tinha critério nenhum pra escolha, além de ser blog que me prende e me faz feliz 100% das vezes. Também gosto muito de todo mundo que tá no blogroll aqui do ladinho e estou aprendendo a gostar de muita gente que linca aqui, que me adicionou na grande onda de adicionamentos no facebook, que eu tenho colocado nos feeds pra ler quando sobra um tempinho.

Eu devo ter uns 200 blogs no gerenciador de feeds, eu só paro mesmo pra ler quando eu gosto. 

Se eu leio seu blog, mesmo que ele não tenha aparecido aqui, ele está entre os meus favoritos :) 

Se você veio aqui pela dica de blogs, tem 8 pra você escolher.

E é isso. Cabou-se o BEDA. OBRIGADA, DEUS.

Inclusivemente, só ele sabe quando eu volto.

Bgos miu em todos e até a próxima.



domingo, 30 de agosto de 2015

o que eu aprendi com o BEDA



20 dias mais ou menos alimentando este post com lágrimas.

Mas se ele está no ar, significa que hoje é dia trinta e a faixa da vitória já é visível. Estou fazendo muita força pra não comemorar antes da chegada, berrando EU CONSEGUIIIIiIiiiiiI, porque é a única vontade que eu tenho. Nem eu acreditei em mim.

Meta post conta? Vai ter que contar. Heh.


A primeira coisa que eu entendi é que eu realmente nasci pra escrever. Dá um pouco de pavor essa "obrigação", mas a facilidade de dar conta da tarefa é muito maior que, por exemplo, terminar meus exercícios de engenharia da qualidade. Considerando que eu PRECISO entregar trabalhos no prazo, cheguei até a deixar seriados atrasados, só pra escrever. Magina se fosse pra ganhar dinheiro, que incrível? Consigo nem visualizar.

De modos que eu virei a maníaca do post. O dia inteiro pensando "humm, será que escrevo sobre isso?". Até que em algum momento, PÁ, vinha a ideia. Isso lá pelo décimo dia, né? Que a primeira semana funcionou forte com a planilha. Se não fosse ela, não sei o que teria acontecido. Com a ideia maizomenos decidida, eu abro o rascunho e saio escrevendo. O que presta eu posto, o que não presta eu deleto. Neste momento tem 29 rascunhos e eu acho que nada presta, mas vamos ver durante a seca de setembro :P

Chega um momento que todo pensamento vira post. Qualquer coisa. Tô indignada com o preço da alface, post. Alguém chama de feia na rua, post. Escuto uma asneira, post. Caio e quebro o fiofó, post. Sério. Se tava ruim o que vocês leram, agradeçam ao que vocês não leram. Se tem 29 rascunhos, é porque a outra metade eu deletei num surto de auto crítica.

Mas como eu disse no começo: não acredito que ninguém consegue se manter interessante em postagens diárias. Eu vejo esses blogs de estilo com até 2 posts por dia e metade deles eu marco como lidos sem nem abrir. Ninguém precisa de 38 swatches de batom ou esmalte na mesma semana. Ninguém se importa com qual é seu corretivo favorito e eu acho, do fundo do meu coração, que ninguém está nem aí pros "links legais da semana", que todo mundo já viu a semana toda em qualquer rede social e não aguenta mais ver na frente. Da mesma forma, acho que ninguém precisa saber tanto da minha vida, do que eu leio, do que eu assisto, do que eu acho sobre todas as coisas do universo. E eu acho que a consequência de postar um monte de chatice é ver as pessoas perdendo o interesse. É bem engraçado, porque dá pra ver pelo número de acessos, número de comentários e conteúdo dos comentários os dias em que os sacos de vocês estavam mais cheios que o meu.

Outra coisa que aconteceu foi que eu diminuí consideravelmente a minha produção de bobagem no facebook, principalmente. Eu tinha essa sensação de que escreveria muito mais no blog se publicasse aqui, em vez de lá, posts com mais de 2 parágrafos. Mas aqui eu nunca consigo escrever tão ~resumido~, de modos que acaba indo pra lá todo raciocínio menos elaborado. E é automático: se eu copio de lá pra cá, postando ou não postando (lá), eu tenho que complementar pra postar aqui e o negócio multiplica. 

Imagino que meus migo de feice tenham estranhado a diminuição de bobagem em suas timelines ou, sei lá, ficaram tão felizes que só sentem aquela sensação de alívio quando um barulho chato para, sem se dar conta exatamente do que foi que aconteceu.

E, finalmente, como eu tinha começado a aprender nos tempos de blogueira Capricho, a disciplina faz a mente borbulhar. Saber que tenho que escrever, mesmo que seja uma obrigação que eu mesma criei, faz com que meu cérebro mantenha um alarme interno avisando o dia todo que tem que pensar tem que pensar tem que pensar. O que é engraçado é que depois de uns dias, eu já estava 4 ou 5 dias na frente, mas ainda me cobrando escrever. Então fui escrevendo os posts das "extremidades", das segundas e quartas da depressão - em que eu mal tenho tempo de comer e tomar banho, imagina sentar e escrever calmamente.

Logo eu ultrapassei minha planilha e algumas coisas ficaram pra trás. Tem um dia lá que o nome do post é "grosseria gratuita" e eu não faço a mais remota ideia do que estava planejando escrever. Era autobiográfico, provavelmente, mas nada do que eu faça me ajuda a lembrar. Tem o post das moda, motivado por uma blusa de coruja da discórdia, que acabou ficando de lado. Esse eu ainda penso em escrever, só não sei se aqui ou se volto o ~blog de moda fracassado~ pra escrever lá. Decisions, decisions. 

Ficou pra trás também o post do conteúdo da bolsa, um negócio que eu amava fazer em 2009. Só que meu scanner não tava comportando minha necessidade de idiotice e o do trabalho nunca ficou sem supervisão por tempo suficiente pra completar essa tarefa super boba. Vamo vê se eu consigo fazer isso nos próximos capítulos. É um tipo de post ruim demais, mas eu adoro HAHAHAHHA.

Não aconteceu o post dos meus aplicativos favoritos do celular, da minha fixação por nomes irlandeses, do manifesto da amizade (que está no rascunho há uns dois anos), o post da surdez (nem perguntem), os memes do rotaroots que eu tinha planejado postar, tipo os 5 esportes que eu publicaria, um post sobre animais de estimação e mais alguns tão bobos que tenho até vergonha de falar. 

Agora, eu me pergunto: DE ONDE SAIU TANTA IDEIA?

Só dels sabe.

Se farei alguma coisa assim de novo? Provavelmente não. A não ser que algum dia no futuro eu passe a ganhar dinheiros correspondentes às minhas ambições e não tenha mais que ficar estudando e produzindo trabalhos acadêmicos sem fim.

E pra todos vocês que não apenas aguentaram, mas chegaram até mesmo a comentar, meu muito obrigada por me aturarem neste mês.

:´)




sábado, 29 de agosto de 2015

respondendo às perguntas

que ninguém fez

¯\_(ツ)_/¯





*****

Antes de começar, xô colocar aqui uma explicação. (Este post estava programado, assim como a explicação, massss eu vi uma flechada voando pela internet e me perguntei se era indireta. Se era, taí.)

Quando eu digo pra vocês não virem me contrariar em tópicos de discórdia, eu não quero dizer que não pode comentar ninguém que tenha opinião contrária. Eu tava lendo comentários e pensando "quanta gente sensata, que lindo esse mundo que todo mundo concorda comigo" e me deu esse estalo que o povo da opinião contrária simplesmente se calou.

Pode discordar sim. O que não pode é ofender ou tentar convencer.

Exemplo?

Outro dia fiz um post que se baseava no fato de eu não gostar de barba. Em vez de a pessoa comentar o


CORRETO

a) nossa, fia, que coisa, tem gosto pra tudo. amo home de barba, podemo ser amiga, uma não rouba o home da outra.

ela comentou o 


ERRADO

b) você está doente e precisa se tratar. você é feia e não tem moral pra julgar beleza masculina.

PELAMOR, NÉ?

Vocês conseguem perceber a diferença, não conseguem?

****

Na minha planilha, hoje é dia de responder perguntas, que eu pedi pra vocês fazerem muitos dias atrás. Cêis não fizeram e eu não posso fazer nada, plano é plano.

Qué dizê: houve UMA pergunta, da Renata:

se eu tenho microondas. 

Tenho. Não apenas tenho como ele foi protagonista de uma das histórias mais imbecis que eu já escrevi aqui. Mas eu não usolho, porque detesto qualquer coisa feita nesse aparelho estúpido, incluindo água quente.

A exceção é aquela pipoca Yoki que vem com um caramelinho? Única ocasião em que uso esse eletrodoméstico horrível :P

Mas em relação ao banho, eu normalmente esquento duas chaleiras pro banho de caneca vintage. Nem eu tenho uma coisa tão grande pra enfiar no microondas, nem a água dura tanto tempo quente. Eu tomaria banho gelado, mas não tomaria banho com água de microondas hhahaha.



FIM

































MIDIRA

Catei umas perguntas perdidas pelos posts afora, mas nem foram muitas, não se animem. A maioria já respondi nos comentários mesmo, mas vai que os perguntadores não viram, né?


como eu faço PTS

Aquela menor, tipo carne moída, eu vejo se já vem caramelizado ou não. Caso não venha, eu frito a soja um pouco até dourar, aí jogo a cebola e deixo tudo dourar junto. Se for caramelizada, douro a cebola primeiro e termino de dourar tudo junto. Ah, é: com o tempero. Seja sal, seja aqueles troço tipo meu arroz, caldo knorr, já misturo ali. Aí vou colocando água de pouco em pouco, até ficar com textura de mastigar sem estar crocante. Normalmente taco ovo (cru mesmo, pra cozinhar na ~refogagem~), tomate, milho, cebolinha, creme de leite ou tudo isso junto. Depende do humor no dia. Tanto o sabor quanto a textura ficam melhores se não hidratar antes. Mas muuuuuuuito melhores.

Com exceção de bife, eu faço assim. O bife eu "hidrato" no limão com sal, como se fosse carne mesmo. Uns 10 minutos antes de fritar. Só coloco água se ele continuar crocante mesmo depois de fazer como um bife comum.

onde está o ask

Taqui ó. Tá esquecido, eu sei, mas eu só lembro dele quando alguém manda pergunta e eu recebo email. Dá pra criar um esquema semanal pra ele, eu acho. Caso alguém ainda queira usar, néam?
se tenho doença reumática

Tenho não. Tenho uma imitação de febre reumática, mas é imitação chinesa, paraguaia, sabe? Não funciona direito e não é nem perto da original. De tempos em tempos rola uma benzetacil marota pra acalmar as coisas, mas no geral, a cada crise alérgica forte, é como se eu tivesse uma crise suave dos negócio reumático. Se é que dá pra chamar de suave essa disgrama. Hoje mesmo, apesar do problema na coluna, eu tava andando até que bem, mas logo veio um tiro no meu quadril e fuén.

por que odeio personare

Porque ele é trabalhado nas bad vibes. Não tem uma previsão boa, nada nunca vai acontecer na vida de ninguém, nem no tarô do dia. Pode reparar em pessoas que escrevem sobre o personare: tudo sofrida. Eu normalmente não acompanho astrologia de forma nenhuma, mas depois da palhaçada de passar um mês vivendo em função do tarô do dia como forma de experimento e palhaçada, eu percebi que fiquei mais amarga que quando tomei fluoxetina sem saber que era alérgica. Fui caçar esses arquivos no blog antigo e, Ó QUE MANEIRO: o blogger.br deletou sem avisar :)

se compro livro porque a capa é bonita

VERY MUCH. Vou olhar rapidamente aqui na estante só até onde o olho alcança (por motivo de limitação física de movimentos mesmo) e fazer uma lista rápida: cadê você, bernadete; projeto rosie; a lista de brett, o céu vai ter que esperar, twittando o amor. Sério.


*****

E é isso mesmo por hoje HAHAHAHAHAHAHHA.

Vamo ver se melhora da próxma :P