quinta-feira, 10 de novembro de 2016

nobody likes a free bitch

Em tempos de terror eleições nos Estados Unidos, a gente é impactado pela realidade de que é mais grave ser mulher do que ser um cerumano desprezível, né?

Mas não é sobre política que vamos estar falando.

*****

Na minha faculdade tinha um menino muito mal diagramado. Naqueles tempos horríveis de escassez de fotografias digitais e Mbps, as pessoas se DESCREVIAM pros outros na internet. Um dia a gente tava no ~laboratório de informática~ e ele estava num chat, com uma menina.

- eu tenho o cabelo claro, meio ondulado, olhos azuis, sou alto e descendente de italianos, então você pode imaginar o tamanho do nariz rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

O que sua mente monta com essa descrição?





Qual vinha a ser a realidade da aparência do menino?




Sério, ele parecia TANTO com o Gonzo que é assustador. Qué dizê, ainda parece. De vez em quando eu vejolho pelas ruas da cidade e é isso aí.

Mas também não é sobre beleza e boys que vamos estar falando.

ENTÃO O QUE EU QUERO DIZER COM ISSO, MELDELS???? O que isso tem a ver com qualquer coisa?

Que tudo nesta vida é uma questão de perspectiva.

Desde que eu vi como Gonzo se descrevia que eu me dei conta de que a gente pode escolher partes da realidade - que sozinhas não CORRESPONDEM à realidade - e ainda alegar que não tá mentindo.

*****

Mães, né? Se você ouve minha mãe me descrevendo, nossa. Cê se pergunta como que ainda não fui canonizada, eleita presidente da república, homenageada com um busto de bronze, sabe?

Ain, mas a vaneça é muito responsável, com 12 anos já tava tomando conta dos irmãos e da casa. Nunca fez uma lição de casa na vida e só tirou nota 10. Nunca pegou uma recuperação, uma final, uma DP. Nunca ficou bêbada, nunca fumou nem cigarro. Come uma dieta balanceada, se exercita regularmente desde criança, quase não sai de casa, não usa decote. Passou em vários concursos, tem um ~bom emprego~, sabe cozinhar, administrar dinheiros, é independente wah wah wah wah wah w 

Vai por aí, mas a ideia é essa.

Minha mãe sempre esteve por dentro das política, de modos que sempre há eventos. Não era raro em alguns deles, no passado quando eu ainda era trouxa, ela me convidar pra um jantar inocente em que um rapaz convenientemente solteiro e bem sucedido se sentaria ao meu lado na mesa. Eles ouviam as palavras bonitas que minha mãe tinha a meu respeito e já achavam que tava ali uma boa oportunidade pra uma boa esposa. Ela tava mentindo? Não tava. Mas estava faltando com a verdade, já que boa esposa é um troço que eu JAMAIS tive vocação pra ser. Cansei de ver bons partidos correndo pras colinas depois de me conhecerem.

*****

Aí tem esse tio (num termo amplo da palavra tio, num é meu parente), que não tá num range de idade aceitável pra se candidatar a meu marido, mas cujos filhos (a maioria deles, pelo menos) estão. 

Ele ouviu a conversinha de mamai, pensou num de seus rebentos e concluiu que era uma boa ideia fazer o tinder da vida real e dar match em nós dois. Fez de sua vida uma missão de me convencer que eu e o jovem tínhamos muito em comum, gostávamos das mesmas coisas. Quando fomos pra Irlanda concomitantemente, o tio foi à loucura. NoOoOOOossa, mas vocês deveriam muito passear juntos lá, vocês vão se dar tããão bem!!111

Cê foi se encontrar com o desconhecido em terras estrangeiras? Nem eu.

Mas o tio tava focado na missão e, eventualmente, conseguiu que nós estivéssemos todos no mesmo ponto geográfico ao mesmo tempo.

Num vô mentí: se ele tivesse mostrado UMA foto do filho, não tinha precisado muita argumentação pra me convencer não. Porque julgando pelo pai, eu esperava 01 tribufu, mas o menino deve ter desenvolvido os genes da mãe e deu bem certo pra ele. 

MASSSSSSSSSS

Como a vida não tá aqui pra deixar nóis feliz assim de graça, o que ele tinha de lindo, tinha de bocó. Mel dels do cel, que pessoa chata. Não tinha como desenvolver um assunto com graça, porque a pessoa não tinha interessância nenhuma e não há beleza no mundo que segure isso.

Então num deu muito certo o plano do tio.

E ele num ficou contente não.

Por um tempo eu achei que o menino tava encalhado, sei lá. Não compreendia a vontade de juntar aquele infeliz comigo. Mas a gente sabe como é homem bonito acima da média, né? O infeliz vivia rodeado de mulher, se tem uma coisa que ele não tava, essa coisa é encalhado. Muito pelo contrário. ENTÃO O QUE CARAMELOS ACONTECIA?

O jovem era, como direi?, meio largado na vida enquanto pessoa. Infelizmente não poderei dividir com vocês as aspirações de vida&carreira desse jovem, porque é uma coisa tão bizarra que ele fica facilmente identificável. Mas vou te falar que pai nenhum tem interesse em se vangloriar pros amigos das conquistas daquele boy. Fora que frases como "detesto estudar" (argh) saem frequentemente daquela boquinha bem desenhadinha. O menino é (ou era, sei lá, faz tempo que não vejo) a personificação daquela música medonha "vagabundo confesso", sabe qual é? Deuzulivre.

De modos que chegou ao meu conhecimento por fontes seguras (hue) que o que o tio tava querendo memo é.............. BOTAR O MENINO NA LINHA. E como ele pretendia fazer isso? Arranjando a namorada mais bundona que o planeta terra poderia prover. Eu, no caso.

AHHAHAHAHAHAAHHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHHAHAHA

Pois olha.

~sad trombone~

Primeiro que veje aqui se tá escrito otária na minha testa. Eu sou bem bocó, mas até eu tenho limites. Depois que um dia eu tava conversando com o supracitado e ele me falou dos ~sonhos~ que tinha pra sua vida e eu falei SIGA SEUS SONHOS, KIRIDO (mas segue bem longe daqui, se for possível). Soube também recentemente que o burraldo contou pro pai dele de forma um pouco reformulada que fui eu que incentivei que ele largasse tudo - e fui culpadíssima por isso por meses. Além de tudo, era um banana, AIQ GLÓRIA!

Bom.

Num deu certo os arranjo, né? Parece inclusive que nem os sonhos do rapaz deram certo e outro dia eu descobri naonde que ele tá trabalhando pra pagar as contas da vida real e tive um acesso de riso. Não que seja um trabalho indigno nem nada, mas pra quem se achava tão bom nas merda que fazia, a ponto de largar tudo pra viver de sua arte, é um pouco engraçado sim.

Aaanyway. O pai do prometido ficou com relações estremecidas com a minha pessoa por um tempo, de vez em quando eu sou informada de um detalhe novo da história e vou compreendendo o que se passou na cabeça deles, já que quase tudo foi imaginário. Eu não vou gastar meu tempo me retratando de coisas que não fiz e por expectativas que colocaram em mim sem nem me avisar. Mas hoje em dia ele já tá me tratando quase normalmente, as coisas estão entrando nos eixos novamente.

MENOS

QUANDO

TEM 

HOMI

ENVOLVIDO

Eu tenho muitas amigas meninas. Muitas mesmo. Mas tenho muitos amigos meninos também, que aqui num tem preconceito. Neste momento da minha vida, alguns amigos que estão mais próximos de mim foram formados por cromossomos XY. É só uma fase, eu não sou o tipo de pessoa que prefere os homens nem nada. 

Pois se o tio me vê com as miga, a conversa flui, ele é simpático, a gente até ri.

Mas se o tio me vê com um boy, minha gente, é tenso.

No começo eu achei que fosse coisa da minha cabeça. "Não, kirida, cê tá viajando, é coincidência que ele foi rude neste momento". Mas depois da vigésima vez a gente tem que aceitar a realidade, né? Especialmente se você está conversando com seu amigo e ele PARA PRA DAR UMA BRONQUINHA. Com que direito??????

Aí outro dia eu tava passeando com um boy que esse tio não gosta. Mas cê veje, ele não tem nada a ver com a minha vida e eu passeio com quem eu quiser. Obviamente o tio não estava passando pela minha cabeça quando resolvi passear, mas eventualmente eu me lembrei desse detalhe. Como eu sabia que os dois se conheciam, achei que era válido avisar ao boy que evitasse falar que vinha se encontrando e conversando comigo frequentemente. 

MAS FOI EU ABRIR MINHA BOCONA PRA AVISAR, QUEM SURGE NO HORIZONTE???

Não tinha pra onde fugir, não tinha o que fazer além de agir naturalmente. Ao longe, o tio vinha me encarando com um olhar de reprovação. Inicialmente, achei que era por motivos de estar com esse boy especificamente. Não era. Foi só quando o menino abriu a boca pra cumprimentarlho que ele notou quem é que tava do meu lado, porque ele tava olhando exclusivamente pra mim até ali. 

Decidi que a situação tinha chegado no limite. Fui reclamar com mamai, que começou essa buesta ao me rifar como a pessoa mais maravilhosa do planeta. Mas, além da reclamação, ficava a dúvida: POR QUE É QUE ESSE TIO NÃO SUPERA E ME DEIXA VIVER? 

Eu jurava que era porque ele tinha alguma mágoa oblíqua por eu não ter querido o filhinho dele. Mas quando eu fiz essa pergunta em voz alta, minha mamai respondeu com palavras duras:

É que ninguém suporta uma mulher livre.






**************
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:)

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Heisenberg




Eu me relaciono A NÍVEL de proximidade mesmo com bem pouca gente. Intimamente assim, de ter e oferecer o número do celular, é com bem menos gente ainda. De modos que minha agenda do telefone é trabalhada em primeiros nomes e só. Sem nenhuma outra identificação, sem sobrenome, sem nada, porque eu sei quem é todo mundo, inclusive Gabriels, Rafaels, Felipes. Só tem um de cada, quando tem.

Outro dia eu fui anotar o telefone de um João e coloquei só isso na agenda. Ele estava olhando enquanto eu anotava e foi se intrometendo

- meu sobrenome é... [interrompi]
- dã, eu sei seu sobrenome.
- e não vai por não?
- não, você é o único João da agenda, não precisa.

Ele ficou surpreso, mas não ficaria se visse que eu realmente não tenho muita gente pra lembrar.





Só tem um nome que tá identificado no meu celular porque, mesmo numa agenda minúscula como a minha, tem 500. Só da minha casa tem inclusive dois.

E

ESSE

NOME

É

Guilherme.



Era só isso mesmo que eu queria dizer, obrigada pela atenção.


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:)

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

self love metaphysics



Aproveitando a descrição recente do lugar onde eu passei minha infância, vou continuar um post que tá no arquivo faz tempo.

O post da metafísica.

Inclusive esses dias eu tava me dando conta que levo as mais variadas voadoras possíveis. Outro dia uma pessoa que acredita em homeopatia e horóscopo veio me zoar por eu estar lendo um livro de metafísica e eu fiquei 


ué

A metafísica ainda tem uma chance de funcionar, né? COF.

HEH

Então aí tem esse livro, que eu ganhei faz uns 3 bilênios mais ou menos, mas ainda não estamos nessa parte da história.

Daí que eu cresci num lugar onde pouquíssima gente ia com a minha cara e eu tinha um total de zero namoradinhos. Os meninos pareciam ter PAVOR de encostar em mim, era uma coisa bem incrível mesmo. Mas quando eu era criança eu era bem brasileira e me declarava sem nenhum medo de ser feliz. Cê me pergunta quantos foras eu tomei e eu te respondo: TODOS.

Para fins didáticos, eu tentei encontrar um diarinho que eu tinha na época. Um dos meus melhores amiguinhos era o brad pitt da vez e, como todos os outros meninos, também gostava da mesma menina que TODO MUNDO gostava. Ele pediu pra escrever no meu diário e eu, toda esperançosa, deixei. Infelizmente não encontrei o caderinho, mas o conteúdo era o seguinte:

"Vanessinha, você é feia e chora muito". 

MAS.QUE.GOSTOSO!

O que foi que eu fiz ao ler isso?

Chorei.

Errado ele não tava, né?

Tinha esse outro crush, surfista, de cabelos louros, lisos, compridos e parafinados. Uma menina muito imbecil que morava lá também me escutou falando dele um dia. De modos que o objetivo da vida dela era me provar que ele não gostava de mim. Um dia, ele tava sentado num banquinho e ela me viu me aproximando. Começou a mexer no cabelo dele e perguntar quem mais ele deixaria mexer também. Ele falou que não sabia e ela foi perguntando nomes, enquanto ele dizia sim ou não. Falou o meu e ele "eu, hein, essa horrorosinha nem pensar!". 

Mil e duzentos anos depois, ele me adicionou no facebook e eu fiquei



Mandei mensagem imediatamente.

- quirido, cê sabe mesmo quem sou eu?
- sei, ué.
- e cê me adicionou por que razão?
- porque a gente é amigo de infância, ué.
- amigo?????!!;:!:!1:;!:!;1
- orra, vaneçinha, cê bebeu?
- mas e o episódio do ~hororozínea~?
- cê é burra memo, né? a gente sempre menospreza a pessoa que a gente gosta quando tem 12 anos.

AHHHHHHHH, MAS AGORA TÁ EXPLICADO.

Aí tinha esse outro menino (tudo no memo ano, porque a gente larga a barbie num dia e siapashona por 3 boy no outro) que eu capotei memo, sabe? Era muito amor. A lista de cagada juvenil por conta desse boy não tem fim. De pichar o muro do prédio dele e apagar com pasta de dente (sério) a brigar com rapazes 3 vezes maiores que eu (nem vale a pena a história), eu fiz muita burrada. Mas no fim, o que eu fazia MAIS era escrever lindas cartas coloridas e românticas, que eu deixava embaixo da porta dele. Pelamor, que ridícula. Aí eu escrevi uma lá que eu pensei AGORA VAI e fiquei tão esperançosa que dei plantão na porta do prédio pra esperar que ele se declarasse. Mas foi um rebosteio tão grande o momento do encontro que no fim ele gritava que nem encostou na carta e queimou pra não pegar minhas doença (feiúra).

VINTE ANOS DEPOOOoOoOOoOoOoIS, a gente já se relacionava nas rede social também (vai entender a razão de eu aceitar solicitações de amizade bizarras), tudo muito cordial. Um dia mencionei as benditas cartas coloridas e logo mandei mensagem pedindo perdão pelo vacilo, que eu nem queria treta, foi só uma lembrança mesmo. E ele:

- que vacilo seria esse?
- falar das cartas que cê queimou tudo, constrangedor e tal.
- eu não queimei não, sua troxa. eu guardei todas, eu amava aquelas cartas.

AHHHHHHHHHHHHH, AGORA EU ME ACALMEI.

Agora o estrago tá feito, né?

Pode ter sido isso? Pode. Pode ser essa a razão de eu ter crescido com autoestima negativa. Super pode. A primeira vez numa dessas festinhas americanas que eu dancei com um CERUMANO e não com uma vassoura, eu devia ter uns 11 anos e o menino estava claramente com dó. Ele era o único que tinha coragem, então eu ficava 120% chatyada se ele não estava numa festinha.

E era assim a vida no geral: as pessoas chamando de feia o tempo todo, mesmo que eu nunca tenha perguntado.

Infelizmente ainda é.


*****

Cê olha minhas fotos pelas internets de meldels e não tem aquela profusão de liiiindaaaaa, gaaaaata, maravilhosaaaaa que a gente vê por aí. Ou eu tenho péssimos amigos - péssimas amigas, que meninos nem comentam nem curtem minhas fotos - ou eu sou um tribufu além de toda a amizade que alguém pode me dedicar, né?

Eu vi um post na rede social feice que era, em resumo: a pessoa vai cortar o cabelo, diz que ela vai ficar linda. Se ela fala que vai deixar crescer, fala que é isso memo, seu cabelo é maravilhoso. E por aí vai. Sabe? Eu preciso DESSAS amigas. Eu SOU essa amiga. Às veiz a miga não tá linda? Às veiz não tá. Mas ela tá se sentindo ótima, também não tem nada de errado, só não é do seu gosto, sei lá. Acho importante esse apoio, sabe? A pessoa tem mais é que se sentir maravilhosa mesmo, tá corretíssima. 

Eu tenho umas amigas (e outras não tão amigas assim) que são bem mal diagramadas, sabe? Não sei se é gosto pessoal, falta de proporção áurea, preconceito personalístico (quando a pessoa é meio bocó e cê enxerga ela meio feia por causa disso), assimetria. Pode ser um monte de coisa. Mas a pessoa não agrada os olhos e tal. Passa um tempo, a fia descobre uma autoestima ~interior~ que não se sabe de onde veio e logo o universo tá todo acreditando, sabe?

Cê acha que elas tão erradas? Eu já achei! Pensava "mas como é que pode, né? essa pessoa se olha no espelho E SE AMA, pensa numa distorção visual!". Mas elas é que tão certas! Elas se acham e o mundo acha de volta também. Hoje em dia eu só invejo.

Porque olha, eu e meu espelho não nos falamos.

Inclusive hoje eu comprei um batom de péssima qualidade (e era Natura, cê veja) e fui testar na hora, não tinha espelho, usei a câmera frontal do celular, a claridade tava cegando tanto a mim quanto a lente, não vi direito o resultado. Meia hora depois, passei por uma base duns 20 espelhos, sempre pensando que eu tinha que ver a situação do batom e qual não foi minha surpresa ao me dar conta que não olhei meu reflexo nenhuma vez? Não olhei memo, nunca olho. Eu vivo descabelada porque o cabelo é mei bosta, mas também porque não vejo que saiu do lugar. 

Lembra uma vez que saiu uma nota de uma modelo famosa falando que se olhava só uma vez por dia no espelho? E o povo desatou a chamar de porca porque a gente escova os dentes pelo menos 3 vezes (idealmente). Eu me dei conta que escovo os dentíneos, verifico a situação bucal e IGNORO o resto da minha cara. Do tipo que eu não noto se tem uma coisa colada na testa, se o cabelo mudou de lado, se o olho tá todo borrado do rímel que eu passo pra prevenir que eu coce-lhos o dia todo. NÃO VEJO. É um treinamento avançado em me ignorar TÃO GRANDE, que eu já fui brigar com uma menina que tava me encarando no shopping e era só eu no espelho de uma coluna.

TÁ, MAS ISSO TEM O QUE A VER COM METAFÍSICA, KIRIDA?

I

Cêis sabe que eu não tenho um rim, né? Eu evito dizer qual dos dois que é porque acho que isso é muito íntimo do cidadão, as pessoas só precisam (?) saber que tem um só.

II

Estou há dias (uma vida?) sendo acometida por muitas dores e pelo que parece ser um boicote generalizado do meu organismo de mim para comigo mesma, dores essas que nada têm a ver com o item I.

III

Eu não sei muito (não sei é nada) sobre metafísica, mas esse livro vem passado pelas gerações da minha família e diz o que você está fazendo de ~errado~ quando cada parte do seu corpíneo sofre. Ainda que eu não saiba se metafísica é uma ciência válida ou não, eu posso dizer que esse livro ajudou com um problema bastante sério em outra época da minha vida, de modos que não custa nada tentar de novo.

IV

Tava eu passando o zóio no livro (pois índice horrível) pra achar a parte que realmente me importa, quando passei pela parte "rins" (não é o que eu tô procurando), que eu nunca tinha lido com calma, porque sempre tem coisas mais urgentes pra resolver. Vejo RINS e resolvo dar uma lidinha. "Correspondem à capacidade de amar e se relacionar".

Vejem, eu já tô rindo (de nervoso).

"A maneira como a pessoa se relaciona é determinante para sua felicidade afetiva; consequentemente, promove um bom funcionamento dos rins."

EITA
NÓIS

Chego na parte que fala do rim que eu não tenho (cada rim representa uma coisa diferente) e sobre esse rim específico o texto é o seguinte (as madame que forem ler vão saber que rim que é? Vão. Precisa vir aqui gritar bingo? Não.):
"Metafisicamente, refere-se à relação consigo mesmo. Manter a auto-consideração, uma boa auto-estima, o respeito e o amor próprio são atributos indispensáveis para a edificação de personalidade saudável, contribuindo também para a saúde do órgão."

AHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHAHAHAHAH̟̼̼̆͆̂́͐͆̽Ḁ̼̲͇̹̫͕̇͊̆Ḧ͓́Aͪ͐͗͒ͨ͑̋H̼̱͒A̫̼̦H͖̯ͅA͚ͯ̇H̖̭̭ͨA̳͈͕ͨͅH͍̻A̞̯̬̙̥ͭ̋̒̂ͦH͙̝̮͋ͭͧ̽ͅĂ̌H̟̼̼̆͆̂́͐͆̽Ḁ̼̲͇̹̫͕̇͊̆Ḧ͓́Aͪ͐͗͒ͨ͑̋H̼̱͒A̫̼̦H͖̯ͅA͚ͯ̇H̖̭̭ͨA̳͈͕ͨͅH͍̻A̞̯̬̙̥ͭ̋̒̂ͦH͙̝̮͋ͭͧ̽ͅĂ̌H̟̼̼̆͆̂́͐͆̽Ḁ̼̲͇̹̫͕̇͊̆Ḧ͓́Aͪ͐͗͒ͨ͑̋H̼̱͒A̫̼̦H͖̯ͅA͚ͯ̇H̖̭̭ͨA̳͈͕ͨͅH͍̻A̞̯̬̙̥ͭ̋̒̂ͦH͙̝̮͋ͭͧ̽ͅĂ̌H̟̼̼̆͆̂́͐͆̽Ḁ̼̲͇̹̫͕̇͊̆Ḧ͓́Aͪ͐͗͒ͨ͑̋H̼̱͒A̫̼̦H͖̯ͅA͚ͯ̇H̖̭̭ͨA̳͈͕ͨͅH͍̻A̞̯̬̙̥ͭ̋̒̂ͦH͙̝̮͋ͭͧ̽ͅĂ̌H̟̼̼̆͆̂́͐͆̽Ḁ̼̲͇̹̫͕̇͊̆Ḧ͓́Aͪ͐͗͒ͨ͑̋H̼̱͒A̫̼̦H͖̯ͅA͚ͯ̇H̖̭̭ͨA̳͈͕ͨͅH͍̻A̞̯̬̙̥ͭ̋̒̂ͦH͙̝̮͋ͭͧ̽ͅĂ̌H̟̼̼̆͆̂́͐͆̽Ḁ̼̲͇̹̫͕̇͊̆Ḧ͓́Aͪ͐͗͒ͨ͑̋H̼̱͒A̫̼̦H͖̯ͅA͚ͯ̇H̖̭̭ͨA̳͈͕ͨͅH͍̻A̞̯̬̙̥ͭ̋̒̂ͦH͙̝̮͋ͭͧ̽ͅĂ̌H̟̼̼̆͆̂́͐͆̽Ḁ̼̲͇̹̫͕̇͊̆Ḧ͓́Aͪ͐͗͒ͨ͑̋H̼̱͒A̫̼̦H͖̯ͅA͚ͯ̇H̖̭̭ͨA̳͈͕ͨͅH͍̻A̞̯̬̙̥ͭ̋̒̂ͦH͙̝̮͋ͭͧ̽ͅĂ̌H̟̼̼̆͆̂́͐͆̽Ḁ̼̲͇̹̫͕̇͊̆Ḧ͓́Aͪ͐͗͒ͨ͑̋H̼̱͒A̫̼̦H͖̯ͅA͚ͯ̇H̖̭̭ͨA̳͈͕ͨͅH͍̻A̞̯̬̙̥ͭ̋̒̂ͦH͙̝̮͋ͭͧ̽ͅĂ̌H̨̤͖̹̲̗͉̲̭̫̹͕̹̹̦͈̃̊ͪ͑ͩ̃̆͛͌͌̂͗͘A̓ͩͥͪ̈́ͧ͊̔͆̊͏̴̼̮̱͔̞̳͔͖̥͍͝H̨̛̳̰̹̮̠͓͍̩̘̻͍̜̝̦̩̟͖̤͒͆̃̉ͪ̔̆ͭ̒͊̓͒̈ͯĀ̴̶̦̩͈̖̩̬̰̥̙̮̮͓ͬ́ͪ̒ͮ̾͊ͅH̏̋ͦ̅̓̄́͜͟҉̖͎̘͖͓Ḁ̸̶̢̨͉̼̣̹̖̥̖̪̟̯̰̣̗̼͇͉̼ͥͪͫ̐͘Ĥ̴͕̻̱̘̜̝͚̜͈̼̻̹͚̻̜̬̠̒͗̚͢͠A̧̛̦̥̯̞̝̰̖͔͚͉̼̘͖͔͔̤͚͛ͮ̄̂ͣ͋̽͊̈́ͨ̀͗̔ͦ̚ͅH̴͎̤͈͇̻̬̦̲͚̭̘͍͍͒̊ͪͬ͊͢͠͝ͅĄ̵̯̦̪̥͚̱̮͉̣̃͌ͮ̇ͭ̒̐̓̿̅͗̚͟͠H͒ͭ̑̓̓ͮ̓ͯͩ̇ͤ͌ͭ̈́͞͏̴̲̠͎̬̤͉̩̖̼̫̖͉̤̪͉̤͉͝A̶̸̲̼͚̤͍̯͕̯̗ͧ̓͛̔ͧ͊̀ͅH̷̨̝̣̠̝̤̠͓̰̜̳͙͙̱̙̣̪̄̇ͬ̉̓ͧͦ̅͌͆̆́͠ͅȀ̵͚̳̞̞̠̻͙͕͖͖̞͇̪̭̟͎̲́̋ͭ͋ͩ̈́̈́͜͝H̨̤͖̹̲̗͉̲̭̫̹͕̹̹̦͈̃̊ͪ͑ͩ̃̆͛͌͌̂͗͘A̓ͩͥͪ̈́ͧ͊̔͆̊͏̴̼̮̱͔̞̳͔͖̥͍͝H̨̛̳̰̹̮̠͓͍̩̘̻͍̜̝̦̩̟͖̤͒͆̃̉ͪ̔̆ͭ̒͊̓͒̈ͯĀ̴̶̦̩͈̖̩̬̰̥̙̮̮͓ͬ́ͪ̒ͮ̾͊ͅH̏̋ͦ̅̓̄́͜͟҉̖͎̘͖͓Ḁ̸̶̢̨͉̼̣̹̖̥̖̪̟̯̰̣̗̼͇͉̼ͥͪͫ̐͘Ĥ̴͕̻̱̘̜̝͚̜͈̼̻̹͚̻̜̬̠̒͗̚͢͠A̧̛̦̥̯̞̝̰̖͔͚͉̼̘͖͔͔̤͚͛ͮ̄̂ͣ͋̽͊̈́ͨ̀͗̔ͦ̚ͅH̴͎̤͈͇̻̬̦̲͚̭̘͍͍͒̊ͪͬ͊͢͠͝ͅĄ̵̯̦̪̥͚̱̮͉̣̃͌ͮ̇ͭ̒̐̓̿̅͗̚͟͠H͒ͭ̑̓̓ͮ̓ͯͩ̇ͤ͌ͭ̈́͞͏̴̲̠͎̬̤͉̩̖̼̫̖͉̤̪͉̤͉͝A̶̸̲̼͚̤͍̯͕̯̗ͧ̓͛̔ͧ͊̀ͅH̷̨̝̣̠̝̤̠͓̰̜̳͙͙̱̙̣̪̄̇ͬ̉̓ͧͦ̅͌͆̆́͠ͅȀ̵͚̳̞̞̠̻͙͕͖͖̞͇̪̭̟͎̲́̋ͭ͋ͩ̈́̈́͜͝H̨̤͖̹̲̗͉̲̭̫̹͕̹̹̦͈̃̊ͪ͑ͩ̃̆͛͌͌̂͗͘A̓ͩͥͪ̈́ͧ͊̔͆̊͏̴̼̮̱͔̞̳͔͖̥͍͝H̨̛̳̰̹̮̠͓͍̩̘̻͍̜̝̦̩̟͖̤͒͆̃̉ͪ̔̆ͭ̒͊̓͒̈ͯĀ̴̶̦̩͈̖̩̬̰̥̙̮̮͓ͬ́ͪ̒ͮ̾͊ͅH̏̋ͦ̅̓̄́͜͟҉̖͎̘͖͓Ḁ̸̶̢̨͉̼̣̹̖̥̖̪̟̯̰̣̗̼͇͉̼ͥͪͫ̐͘Ĥ̴͕̻̱̘̜̝͚̜͈̼̻̹͚̻̜̬̠̒͗̚͢͠A̧̛̦̥̯̞̝̰̖͔͚͉̼̘͖͔͔̤͚͛ͮ̄̂ͣ͋̽͊̈́ͨ̀͗̔ͦ̚ͅH̴͎̤͈͇̻̬̦̲͚̭̘͍͍͒̊ͪͬ͊͢͠͝ͅĄ̵̯̦̪̥͚̱̮͉̣̃͌ͮ̇ͭ̒̐̓̿̅͗̚͟͠H͒ͭ̑̓̓ͮ̓ͯͩ̇ͤ͌ͭ̈́͞͏̴̲̠͎̬̤͉̩̖̼̫̖͉̤̪͉̤͉͝A̶̸̲̼͚̤͍̯͕̯̗ͧ̓͛̔ͧ͊̀ͅH̷̨̝̣̠̝̤̠͓̰̜̳͙͙̱̙̣̪̄̇ͬ̉̓ͧͦ̅͌͆̆́͠ͅȀ̵͚̳̞̞̠̻͙͕͖͖̞͇̪̭̟͎̲́̋ͭ͋ͩ̈́̈́͜͝H̨̤͖̹̲̗͉̲̭̫̹͕̹̹̦͈̃̊ͪ͑ͩ̃̆͛͌͌̂͗͘A̓ͩͥͪ̈́ͧ͊̔͆̊͏̴̼̮̱͔̞̳͔͖̥͍͝H̨̛̳̰̹̮̠͓͍̩̘̻͍̜̝̦̩̟͖̤͒͆̃̉ͪ̔̆ͭ̒͊̓͒̈ͯĀ̴̶̦̩͈̖̩̬̰̥̙̮̮͓ͬ́ͪ̒ͮ̾͊ͅH̏̋ͦ̅̓̄́͜͟҉̖͎̘͖͓Ḁ̸̶̢̨͉̼̣̹̖̥̖̪̟̯̰̣̗̼͇͉̼ͥͪͫ̐͘Ĥ̴͕̻̱̘̜̝͚̜͈̼̻̹͚̻̜̬̠̒͗̚͢͠A̧̛̦̥̯̞̝̰̖͔͚͉̼̘͖͔͔̤͚͛ͮ̄̂ͣ͋̽͊̈́ͨ̀͗̔ͦ̚ͅH̴͎̤͈͇̻̬̦̲͚̭̘͍͍͒̊ͪͬ͊͢͠͝ͅĄ̵̯̦̪̥͚̱̮͉̣̃͌ͮ̇ͭ̒̐̓̿̅͗̚͟͠H͒ͭ̑̓̓ͮ̓ͯͩ̇ͤ͌ͭ̈́͞͏̴̲̠͎̬̤͉̩̖̼̫̖͉̤̪͉̤͉͝A̶̸̲̼͚̤͍̯͕̯̗ͧ̓͛̔ͧ͊̀ͅH̷̨̝̣̠̝̤̠͓̰̜̳͙͙̱̙̣̪̄̇ͬ̉̓ͧͦ̅͌͆̆́͠ͅȀ̵͚̳̞̞̠̻͙͕͖͖̞͇̪̭̟͎̲́̋ͭ͋ͩ̈́̈́͜͝H̨̤͖̹̲̗͉̲̭̫̹͕̹̹̦͈̃̊ͪ͑ͩ̃̆͛͌͌̂͗͘A̓ͩͥͪ̈́ͧ͊̔͆̊͏̴̼̮̱͔̞̳͔͖̥͍͝H̨̛̳̰̹̮̠͓͍̩̘̻͍̜̝̦̩̟͖̤͒͆̃̉ͪ̔̆ͭ̒͊̓͒̈ͯĀ̴̶̦̩͈̖̩̬̰̥̙̮̮͓ͬ́ͪ̒ͮ̾͊ͅH̏̋ͦ̅̓̄́͜͟҉̖͎̘͖͓Ḁ̸̶̢̨͉̼̣̹̖̥̖̪̟̯̰̣̗̼͇͉̼ͥͪͫ̐͘Ĥ̴͕̻̱̘̜̝͚̜͈̼̻̹͚̻̜̬̠̒͗̚͢͠A̧̛̦̥̯̞̝̰̖͔͚͉̼̘͖͔͔̤͚͛ͮ̄̂ͣ͋̽͊̈́ͨ̀͗̔ͦ̚ͅH̴͎̤͈͇̻̬̦̲͚̭̘͍͍͒̊ͪͬ͊͢͠͝ͅĄ̵̯̦̪̥͚̱̮͉̣̃͌ͮ̇ͭ̒̐̓̿̅͗̚͟͠H͒ͭ̑̓̓ͮ̓ͯͩ̇ͤ͌ͭ̈́͞͏̴̲̠͎̬̤͉̩̖̼̫̖͉̤̪͉̤͉͝A̶̸̲̼͚̤͍̯͕̯̗ͧ̓͛̔ͧ͊̀ͅH̷̨̝̣̠̝̤̠͓̰̜̳͙͙̱̙̣̪̄̇ͬ̉̓ͧͦ̅͌͆̆́͠ͅȀ̵͚̳̞̞̠̻͙͕͖͖̞͇̪̭̟͎̲́̋ͭ͋ͩ̈́̈́͜͝H̨̤͖̹̲̗͉̲̭̫̹͕̹̹̦͈̃̊ͪ͑ͩ̃̆͛͌͌̂͗͘A̓ͩͥͪ̈́ͧ͊̔͆̊͏̴̼̮̱͔̞̳͔͖̥͍͝H̨̛̳̰̹̮̠͓͍̩̘̻͍̜̝̦̩̟͖̤͒͆̃̉ͪ̔̆ͭ̒͊̓͒̈ͯĀ̴̶̦̩͈̖̩̬̰̥̙̮̮͓ͬ́ͪ̒ͮ̾͊ͅH̏̋ͦ̅̓̄́͜͟҉̖͎̘͖͓Ḁ̸̶̢̨͉̼̣̹̖̥̖̪̟̯̰̣̗̼͇͉̼ͥͪͫ̐͘Ĥ̴͕̻̱̘̜̝͚̜͈̼̻̹͚̻̜̬̠̒͗̚͢͠A̧̛̦̥̯̞̝̰̖͔͚͉̼̘͖͔͔̤͚͛ͮ̄̂ͣ͋̽͊̈́ͨ̀͗̔ͦ̚ͅH̴͎̤͈͇̻̬̦̲͚̭̘͍͍͒̊ͪͬ͊͢͠͝ͅĄ̵̯̦̪̥͚̱̮͉̣̃͌ͮ̇ͭ̒̐̓̿̅͗̚͟͠H͒ͭ̑̓̓ͮ̓ͯͩ̇ͤ͌ͭ̈́͞͏̴̲̠͎̬̤͉̩̖̼̫̖͉̤̪͉̤͉͝A̶̸̲̼͚̤͍̯͕̯̗ͧ̓͛̔ͧ͊̀ͅH̷̨̝̣̠̝̤̠͓̰̜̳͙͙̱̙̣̪̄̇ͬ̉̓ͧͦ̅͌͆̆́͠ͅȀ̵͚̳̞̞̠̻͙͕͖͖̞͇̪̭̟͎̲́̋ͭ͋ͩ̈́̈́͜͝H̨̤͖̹̲̗͉̲̭̫̹͕̹̹̦͈̃̊ͪ͑ͩ̃̆͛͌͌̂͗͘A̓ͩͥͪ̈́ͧ͊̔͆̊͏̴̼̮̱͔̞̳͔͖̥͍͝H̨̛̳̰̹̮̠͓͍̩̘̻͍̜̝̦̩̟͖̤͒͆̃̉ͪ̔̆ͭ̒͊̓͒̈ͯĀ̴̶̦̩͈̖̩̬̰̥̙̮̮͓ͬ́ͪ̒ͮ̾͊ͅH̏̋ͦ̅̓̄́͜͟҉̖͎̘͖͓Ḁ̸̶̢̨͉̼̣̹̖̥̖̪̟̯̰̣̗̼͇͉̼ͥͪͫ̐͘Ĥ̴͕̻̱̘̜̝͚̜͈̼̻̹͚̻̜̬̠̒͗̚͢͠A̧̛̦̥̯̞̝̰̖͔͚͉̼̘͖͔͔̤͚͛ͮ̄̂ͣ͋̽͊̈́ͨ̀͗̔ͦ̚ͅH̴͎̤͈͇̻̬̦̲͚̭̘͍͍͒̊ͪͬ͊͢͠͝ͅĄ̵̯̦̪̥͚̱̮͉̣̃͌ͮ̇ͭ̒̐̓̿̅͗̚͟͠H͒ͭ̑̓̓ͮ̓ͯͩ̇ͤ͌ͭ̈́͞͏̴̲̠͎̬̤͉̩̖̼̫̖͉̤̪͉̤͉͝A̶̸̲̼͚̤͍̯͕̯̗ͧ̓͛̔ͧ͊̀ͅH̷̨̝̣̠̝̤̠͓̰̜̳͙͙̱̙̣̪̄̇ͬ̉̓ͧͦ̅͌͆̆́͠ͅȀ̵͚̳̞̞̠̻͙͕͖͖̞͇̪̭̟͎̲́̋ͭ͋ͩ̈́̈́͜͝





Estaria explicada aí a razão de eu não ter autoestima, gente? O órgão que regula issaê caput quando eu era criança e aí faz o que? Transfere o amor próprio pra onde? Tô revirando o livro pra ver em qual órgão eu posso guardar o amor por mim mesma e... NADA.

"Os problemas que afetam esse órgão metafisicamente estão relacionados com os conflitos internos provocados pelo sentimento de inadequação e pela auto-reprovação. Punir-se pela sua conduta no relacionamento, reprovando seu desempenho, e culpar-se por tudo aquilo que sai errado na convivência é altamente nocivo ao bem-estar, podendo também comprometer as funções desse órgão."

AH, MAS AGORA TÁ RESOLVIDO. Parei hoje mesmo com o instinto auto destrutivo, pode deixar. 

¬¬

Posso concluir na via contrária a mesma coisa? Faliu o órgão, faliu a capacidade de administrar conflito interno? Porque é o que parece.

E, finalmente: "por trás de qualquer problema renal existe uma pessoa com grande dificuldade para estabelecer vínculos afetivos."

Poxa, eu num tinha notado?


ENTÃO VOCÊS ME DÊ UM TEMPINHO PORQUE EU VIVO HÁ MAIS DE 25 ANOS SEM UM RIM, OK

A parte boa das notícias é que: "quando um rim precisa ser removido pela prática cirúrgica, o outro se expande pra suprir sua ausência" e isso nóis sabe que é verdade, pois milhões de cintilografias pra provar. O rim gigante é aquele responsável pelo amor ao próximo e isso é óbvio, já que, bom, eu sou a TRÔXA OFICIAL DO UNIVERSO e fico sem comer se tiver alguém passando fome. Eu tenho EXTRA TERNURA, um oferecimento de um rim super desenvolvido. "Uma pessoa consegue sobreviver bem somente com um rim". (Isso depende do que se entende por bem, mas isso é discussão pra outra hora.)

"Analogamente a isso, se em algum momento da vida nos encontramos sozinhos [todos], sem alguém para amar e nos relacionarmos, isso não representa que está tudo acabado."

UFA ¬¬


*****

Aí eu tava rolando as páginas pra chegar no rim e passei pelo que? Isso mesmo, pela hemorragia nasal. Mês passado eu tive uma que pensei que fosse morrer, porque eu nem senti começar. Meu nariz coçou, passei a mão e ela saiu tipo cena de guerra. Olhei no espelho e parecia que eu tinha levado um soco e NADA estancava a desgraça do sangue. 

"Metafisicamente, os constantes episódios de sangramento nasal estão relacionados com a falta de reconhecimento do próprio valor." (...) "A baixa auto-estima também é um traço marcante daqueles que são acometidos por essa hemorragia. Fazem tudo com muita perfeição para obter a consideração dos outros. Como isso raramente ocorre, sentem-se inferiorizados perante os demais."

C-C-C-C-C-C-COMBO BREAKER!!!!!!!!!!!!!

Eu nem vou me atrever a abrir o volume que eu tinha na cabeceira, que era o das condiçãs respiratórias, até porque tem uns 27 posts sobre isso no arquivo. Mas eu não duvido que eu descubra uma frase perdida lá dizendo que quem tem alergia não vai com a própria cara.

Mas é isso aí. 

Se tem gente que fala "eu sou nervoso, mas é que eu sou de peixes, né?". 
Se tem gente que fala "nossa, eu tô melhorando só com homeopatia".
Se tem gente que fala "é que minha personalidade ~é forte~".

Cêis não vão me recriminar se eu disser "isso é culpa da metafísica, da perca de um rim, do meu nariz sangrar, do meu sistema imunológico sem noção", né?

Eu só quero saber onde tá no livro a parte que explica eu ser desprovida de beleza, porque aí eu posso me justificar e parar de tentar reverter o quadro etc HAHAHHAHAHA PEGADINHA (NÃO)






**************
PS: O disqus está aí e tem gente achando que não dá mais pra comentar anônimo ou sem cadastro.

DÁ SIM!

Escreva seu comentário bem bonitinho. Aí tem "inicie sessão com" e "ou registre-se no disqus". Clique como se você fosse se registrar, na caixa onde está escrito "nome". Pode escolher o nome que quiser, pode escrever "anônimo", qualquer coisa. No campo email, qualquer coisa que tenha @, pode inventar a seu gosto "silasque@silasque.com", dá super certo. Ali no fim, marque a caixa "publicar sem iniciar sessão" e a flechinha. 

PRONTINHO.

A diferença é que, por padrão, esses comentários dependem de moderação até aparecerem. O que significa que eu preciso lembrar de olhar a página de administração do disqus. Mas todo mundo será publicado, inclusive se falar merda.

:)

domingo, 30 de outubro de 2016

crash

Quando você sente que o crush está afundando, aí você dá chance pra outras pessoas, mas todo mundo com quem você passa seu tempo só te lembra mais como ele é a pessoa mais legal do mundo e você nunca mais vai encontrar alguém igual.

É

AÍ

QUE

VOCÊ

TOMOU

NO 

CU


domingo, 23 de outubro de 2016

temporal dysplasia

Eu perdi a conta de quantos rascunhos eu tenho iniciados por uma pequena história que é a seguinte: eu cresci num condomínio em São Paulo, que tinha 256 apartamentos. É exatamente esse o número. Não eram vários prédios isolados, não era uma rua cheia de prédios, não eram condomínios adjacentes. Eram 16 prédios cercados por apenas uma grade, uma portaria, uma porrada de gente.

Ousseje: existem mais ou menos um trilhão de histórias envolvendo os primeiros 22 anos da minha vida até eu parar de conviver com as pessoas de lá. Meu pai ainda mora no mesmo lugar, eu sempre tô por lá, mas eu já não tenho muita paciência pra socialização e GRAÇAZADEUS muita gente já não mora mais ali.

No que diz respeito à vida social, minha infância foi uma GRANDES BOSTA.

Foram anos de bullying e de agressão pelos quais eu não tenho nenhum apreço. Agora imagina que cada apartamento tinha uma média de 2 crianças. QUINHENTOS mini idiotas confinados num ambiente cercado e uma grande trouxa pra servir de saco de pancada. Sérião, nenhum amor por esse passado. 

meu prédio era o da frechinha


Tô aqui confusa onde foi que eu expliquei a dinâmica do local, mas provavelmente foi num post que ainda é rascunho. 

Resumidamente: meus pais eram dos mais jovenzinhos entre os casais, e eu era a filha mais velha dos dois. Praticamente todas as outras famílias tinham dois filhos a essa altura, sendo o segundo da minha idade. Isso quer dizer que todos os meus amigos tinham pelo menos um irmão mais velho. Alguns tinham QUATRO irmãos mais velhos. Outros eram filhos de segundo casamento e os irmãos eram bem mais velhos. Tipo, quando eu tinha 5 anos, tinha toda uma geração que tinha 15 e outra que tinha 10. A vida dos mais novos era diretamente influenciada pela posição de seus irmãos mais velhos na sociedade. Se o irmão mais velho era o legalzão da galera, o irmão mais novo podia ser um abobalhado, mas seria tratado com o mesmo ~respeito~ do seu antecessor. Se uma pessoa fosse meio feinha, mas tivesse um irmão mais velho desejado, seria ela também tratada como se fosse linda. Alguém que jogasse bola muito mal, porém irmão de alguém que jogava muito bem, primeiro escolhido no time. Entendeu?

E tinha eu.

Não apenas eu não tinha irmãos mais velhos, como MEUS PAIS eram muito novos. Quando eu tinha 5, minha mãe tinha 22. Alguns desses infelizes tinham pais da idade dos meus avós. 

Enquanto eu era bem pequena, a vida era razoavelmente tranquila. Embora eu nunca tivesse um irmão pra interceder nos momentos de quebra pau - como todo mundo tinha - a vida até os 10 anos não chegava a ter fortes emoções. Mas daí pra frente foi só ladeira abaixo. Eu fui desconvidada de festas, excluída de brincadeiras, ameaçada (cheguei a passar uma semana sem sair de casa pra não apanhar), apanhei de fato, nunca tinha dupla pro truco, nunca era escolhida pra jogar vôlei na quadra e sofri todo tipo de hostilização. Sem um irmão mais velho pra te colocar dentro dos esquemas, naquela idade, você tinha mais era que ficar quieto e parecer invisível.

Hoje, especificamente, eu tava pensando nisso por motivos que uma das pessoas dessa época resolveu criar um grupo no whatsapp (também conhecido como MEU MAIOR PESADELO) formado por essas pessoas todas. CENTO E CINQUENTA indivíduos, dos quais eu só suporto 5? É tipo o inception do pesadelo. Cem pessoas insuportáveis num grupo que apita de segundo em segundo com mensagem. (A razão de eu não ter saído ainda não é de suas conta.) (Até o fechamento dessa edição, informo que JÁ SAÍMOS SIM DO GRUPO, não tinha condição.)

Aí eu tava lá realizando a façanha de ser ignorada pelas mesmas pessoas duzentos anos depois, quando uma das minhas únicas amigas dessa época começou a falar comigo no privado. Confessei que deixo ali pra ver as fotos, porque no começo achei que alguém ia falar "nossa, eu lembro de como a gente era imbecil com você, foi mal", pra não chatear a pessoa que criou o grupo e que provavelmente eu vou esperar uma madrugada silenciosa pra vazar bem linda. Ela me perguntou o motivo. Eu falei que odiei crescer lá, que as pessoas eram todas horrorosas e eu não entendo as "boas memórias" que eles dizem ter. Ela respondeu "você tem boas memórias SIM". Parei 10 minutos pra pensar e poder responder que ela tinha pirado de vez, até eu lembrar da fase II da minha vida lá, dos 16 aos 20. E da fase III, dos 20 em diante.

Então a infância foi uma bosta mole mesmo. Meus pais mantiveram a gente afastado de lá por uns anos, quando eu tinha quase 13, e voltaram poucos meses antes de eu fazer 16. Milagrosamente eu não era horrorosa nessa época, de modos que alguns meninos da minha idade repararam minha existência. Outros meninos tinham se mudado na minha ausência, então nem sabiam que eu tinha sido uma criança loser. Além dos 3 ou 4 amigos que eu sempre tive, eu finalmente fiz amizades naquele lugar. Saía de casa pra conversar na rua principal todo dia, feliz e contente, cheia de gente em volta, risada e, é claro, ~paqueríneas~. Num faço a MENOR ideia de quanta boquinha jovem beijei nessa época, eu diria talvez até que todas rererere. Mas por mais que eu me desse bem com a galera da minha idade, ao longo do tempo eu ia convivendo com um pessoal cada vez mais novo. Se eu comecei essa fase com uns amigos na casa dos 20, ela acabou com amigos entre 4 e 6 anos mais novos (quando eu tinha 20). Eu tive um casinho secreto com um menino TÃO mais novo que dá até vergonha colocar as idades aqui. Eu não sabia que ele era mais novo, nem o quanto. Mas era a pessoa com quem eu tinha o melhor relacionamento da época, no geral.

*****

No começo de uma copa cujo ano vou suprimir apenas para fins de mistério, eu fui visitar a casa da minha mãe ~no interior~ e encontrei um dos meninos que é personagem de muitos posts por aqui, devido ao relacionamento que jamais aconteceu por falta de timing (e que está na minha vida até hoje, pois pessoa mais legal do mundo). E, bom, a gente se viu, nada aconteceu, feijoada. Cheguei em São Paulo bem desanimada com a minha vida e parti diretamente pra uma festa junina. De vez em quando, em grandes acontecimentos, era que eu sentia a falta de sincronia com o pessoal do condomínio. Parecia que eu não conseguia exatamente me encaixar nas conversas logo de cara, então eu sempre ia pro cantinho da introspecção observar as pessoas todas, tipo uma piscina de água gelada, que cê fica ensaiando a hora de pular de bomba - que entrar aos pouquinhos não vai dar.

Tava eu lá no canto, estacionou um menino do meu lado e começamos a conversar sobre a festa, sobre a copa, sobre várias coisas. É como eu sempre digo: fico impressionada com pessoas que iniciam diálogos saídos do mais absoluto nada, com gente que não conhecem. E ele era tããããão bonito que eu realmente não achei conveniente interromper. Em algum momento ele foi preso naquelas bosta de cadeia de festa junina e eu segui na minha missão impossível de socializar.

Durante toda aquela noite, minha amiga (a mais antiga que eu tenho) dizia que tinha uma pessoa pra me apresentar, que tinha certeza que a gente se daria bem. Depois de conhecer o menino da cadeia, eu pedi pra que ela não apresentasse, que eu já tinha me interessado por alguém. Quando ele finalmente se libertou, voltou até mim e continuamos a conversar. Em seguida, minha amiga chegou e gritou "QUEM FOI QUE APRESENTOU VOCÊS DOIS??? EU QUERIA TER APRESENTADO!" e foi assim que a gente descobriu que todo mundo já estava tentando juntar a gente antes mesmo de a gente se conhecer. 

Vou dizer apenas que eles tavam bem certos em juntar os dois. Foram umas duas semanas de muita ~alegria~, até que no dia da final da copa, a gente tava com um baita dum povão amontoado no salão de festas pra assistir todo mundo junto. Logo antes de o jogo começar, ele falou:

- ah é, cê vem semana que vem? É meu aniversário!
- dou um jeito e venho sim.
(...)
- aniversário de quantos anos?
- CATORZE!

A cor desapareceu da minha cara, eu vi tudo preto. Eu tava pendurada nele tipo uma mochila e a força dos meus bracíneos desapareceu completamente. Eu tinha DEZESSETE e estava a dois meses de fazer 18.
  • щ(`Д´щ;)

Bom, já que a merda já estava feita, o acordo foi não contar pras nossas mamães esse pequeno detalhe. Eu me lembro do pavor que eu sentia cada vez que conversava com a mãe dele, porque eu já estava na faculdade e ele nem tinha entrado no ensino médio ainda, sabe? Felizmente todo mundo sobreviveu. O mais incrível é que eu nem consigo lembrar como o relacionamento terminou, porque foi muito suave a coisa toda, mantivemos a amizade e a gente ainda se fala de vez em quando até hoje. Deve ter durado uns dois anos, a gente era muito cabeça fresca pra ficar contando tempo e essas coisas. Cê vê, né? Provavelmente top 3 dos relacionamentos mais adultos que eu já tive e c e r t a s pessoas nem atingiram a maioridade durante o processo.

Quando eu fiz 20 anos, eu comecei a trabalhar. Os finais de semana de despreocupação no condomínio eram cada vez mais raros, mas a gente dava um jeito. Massss, eu acabei passando um tempo maior sem aparecer. Uns 6 meses, talvez. Num lugar com tanta gente, as coisas mudam MUITO nesse período de tempo. Muitos amigos mais velhos começaram a trabalhar, outros mais novos conheceram pessoas novas, gente se mudou pra lá, gente se mudou de lá... A ordem das coisas estava diferente outra vez. Enquanto eu estivesse lá, eu estaria na rua, de modos que o pessoal mais novo, da geração "posterior" à minha, era quem tinha tempo pra ficar fazendo vários nada na rua. Não demorou até que todo mundo com quem eu saía tivesse pelo menos 5 anos a menos que eu. Também não demorou pra eu conhecer outro menino que chamasse minha atenção. Só que tinha horas que eu não achava mais ele tão bonito nem tão legal. Era engraçado. Às vezes eu adorava passar um tempo com ele de tarde, de noite eu achava ele insuportável. Obviamente eram gêmeos e eu nem me dei conta até ver.os.dois.juntos. Minha inteligência me surpreende demais, cara. É incrível morar na minha cabeça.

Cêis tinham que estar lá pro momento em que eu ~compreendi~ que eram dois e canalizei meus esforços pro gêmeo correto. Logo a gente estava tendo um friends with benefits bastante vantajoso mesmo, vou ser sincera. Ninguém tava escondendo nada, mas também não tava fazendo propaganda. Só que um dia ele contou pra irmã, que já me conhecia havia um tempo e sabia quantos anos eu tinha. MAS É CLARO que ele era muito mais novo, né? Dava uns 3 anos e meio de diferença, se não me engano. O drama era ele nem ter feito 18 e eu já ter passado dos 20. Lembro de dizer pra ela "quando ele tiver 30, ninguém vai achar essa diferença assustadora!". Não que alguém achasse na época, porque não era visível, né? 

A gente nunca namorou, mas a gente passou um tempão tendo a preferência um do outro. Ousseje: se a gente estivesse na mesma cidade, estaríamos juntos. Por uns 4 ou 5 anos, eu estava sempre lá e a gente sempre dava um jeito de passar um tempo junto. Minhas idas foram ficando mais espaçadas ali por 2006, mas ele sempre era (e ainda é) o primeiro a saber quando estou a caminho. E eu tava certa (heh). Agora ninguém acha mais absurdo o tanto que ele é mais novo que eu.


  • ( ͡° ͜ʖ ͡°)

Eu não tenho muitos amigos do tempo da faculdade. Até tem umas 2 ou 3 pessoas com quem eu me dou bem, vejo de vez em quando, mas uma coisa bem pelo bem da social mesmo. No trabalho eu nunca cheguei a fazer amizaaAAaAAAAAaades. Nos últimos 5 anos eu conheci pessoas de quem eu gosto, com quem ocasionalmente almoço ou dou uma volta na cantina, mas são pessoas que não têm meu número de celular, por exemplo. Com quem não falo nos finais de semana. Ano passado foi a primeira vez que eu fiz uma amizade no ambiente de trabalho. Alguém que tem meu celular, com que eu falo no final de semana, de quem eu realmente gosto. Pergunta quantos anos mais novo.

Pergunta não, que não é dele que eu tô falando hoje.

Também ano passado eu entrei no mestrado. Entrei de vez, i mean, que eu tô sofrendo essa desgraça desde 2014. Mas quando eu passei a aluna regular, um dos meus primeiros pensamentos foi "eu PRECISO conhecer essas pessoas". Todo mundo sabe que é impossível passar por essa experiência acadêmica isoladamente, então era questão de sobrevivência. Pois o milagre aconteceu e hoje eu posso dizer que mais que conhecer, eu fiz amigos. E é uma sensação muito estranha de pertencimento, sabe? Quando tem uma festa ou a gente sai junto, eu não sinto como se eu fosse um anexo. Estou lá porque eu faço parte mesmo. 

Sexta, quando estávamos todos comendo e rindo em um lanche da tarde que a gente faz frequentemente, eu percebi que não fico questionando minha existência e minha "posição social" no grupo. E eles são, é claro, muitos anos mais novos que eu. Uma média de 8 anos mais novos. Na maioria dos dias eu não lembro disso.

Ontem eu estava em uma festa com pessoas que eu conheço há mais de 15 anos. Inevitavelmente, toda festa atinge aquele ponto saudosista, em que todo mundo começa a lembrar do começo da amizade e coisa e tal. Essas pessoas faziam MUITAS viagens juntas e em algum momento alguém falou que não se lembrava de mim em nenhuma. "Ah, é que eu já trabalhava, então ficava quase impossível pedir pra passar a semana fora, eu nem tentava". E todo o resto podia por que? Porque ainda estava na escola. Agora é até engraçado porque todo mundo leva uma vida bem adulta, praticamente todos casados ou em vias de, quase todo mundo com filho, aquela coisa que se espera das pessoas numa certa altura da vida. E eu era a única que ainda tinha que voltar cedo pra casa pra estudar, porque tenho trabalho escolar pra entregar a semana inteira.


  • ( ̄^ ̄)凸

Aí eu fico pensando às vezes que eu sempre tô no tempo errado, sabe? Não que eu ache que a gente tá condenado a viver com pessoas que nasceram no mesmo ano que a gente, com um desvio padrão de uns 2 anos que vai aumentando quanto mais velho a gente fica. 

Mas também não sei o que é apropriado, se é que a gente pode usar essa palavra pro geral das relações humanas. Até porque minhas pessoas favoritas hoje em dia nasceram uma média de DEZ ANOS depois de mim. De 10 pra mais. E eu fico questionando minha sanidade mental e o significado disso. 

Eu tenho vários amigos da minha idade, é claro. Pessoas com quem eu me dou muito bem, com quem eu falo todo dia. Mas eu tenho bem mais amigos que estão na mesma fase da vida que eu, só que eles nasceram quando eu já tinha passado da oitava série. Ao mesmo tempo que não significa nada, é estranho, não é?

Sei que o preconceito está 120% dentro da minha cabeça, mas são questãs.

******

Timehop me lembrou esses dias o último relacionamento ~razoavelmente sério~ que eu tive e confesso que nem eu mema lembrava, valeo, tecnologia. Acho que são 6 anos de diferença entre mim e ele, eu mais velha. Lembrei dele me infernizando demais no meu aniversário e o tempo todo, na verdade. Aí eu fui fazer uma retrospectiva dos meus relacionamentos sem seriedade nenhuma e o mais recente foi com um jovem 8 anos mais novo (tem algum registro por aí de eu falando pra ele que estava na segunda série e ele falando "foi no ano que eu nasci"). E agora tem esse crush que parece até uma música dos Smiths, porque tem uma luz que nunca apaga e todo mundo já sabe que quando ele nasceu eu já não tinha mais idade pra ver tv colosso, se é que vocês me entendem. 

Bom.

Ainda no ano passado eu conheci um rapás (conheci um trilhão de pessoas em 2015), tem histórias sobre ele por aqui também, mas jamais direi quais. Conheci, vi algumas vezes, esqueci que existia. Outro dia encontrei com ele casualmente, fui simpática, segui minha vida, etc. Uns 2 meses atrás ele me adicionou no facebook, sem razão aparente. Um mês atrás apareceu casualmente e na última semana mandou mensagem, apareceu, rimos, foi embora, mandou mensagem de novo, deixou a deixa pra encontrar de novo.

Eu ainda não sei o que esse cerumano quer comigo. Pode parecer óbvio, mas eu já aprendi que nunca é. Como eu tenho essa necessidade estúpida de saber quantos anos todo mundo tem o tempo todo, fui lá averiguar a data de nascimento.

No post que eu falei dele no ano passado, chutei que tinha uns 3 anos a menos do que eu. 


TEM DEZ.

  • (๑•﹏•)⋆* ⁑⋆*






terça-feira, 18 de outubro de 2016

informe

PS: O disqus está aí e tem gente achando que não dá mais pra comentar anônimo.

DÁ SIM!

Leia mais no post: INFORME de 18/10

Escreva seu comentário bem bonitinho. Aí tem "inicie sessão com" e "ou registre-se no disqus". Clique como se você fosse se registrar, na caixa onde está escrito "nome". Pode escolher o nome que quiser, pode escrever "anônimo", qualquer coisa. No campo email, qualquer coisa que tenha @, pode inventar a seu gosto "silasque@silasque.com", dá super certo. Ali no fim, marque a caixa "publicar sem iniciar sessão" e a flechinha. 

PRONTINHO.

A diferença é que, por padrão, esses comentários dependem de moderação até aparecerem. O que significa que eu preciso lembrar de olhar a página de administração do disqus. Mas todo mundo será publicado, inclusive se falar merda.

:)


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Estou há dias tentando colocar um sisteminha de comentários melhor aqui, mas falhando miseravelmente. Não que vocês sejam muito comentadoires, né? A maioria me manda email, mensagem no facebook, no whatsapp... mas eu gosto da ideia de caixa de comentários aqui e a do blogspot não está me satisfazendo.

Pra fazer um teste com o disqus, eu tenho que remover o sistema do blogger e pode ser que fique uns dias sem. Provavelmente ninguém vai notar, mas se alguém precisar desesperadamente se comunicar comigo e não souber como, tem a página do blog e o curious cat, onde dá pra ir anônimo.

É só isso memo. Vamos torcer :P

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

danço eu, dança você

Eu admiro o cerumano.

Não todos, não o tempo todo, mas de vez em quando eu fico realmente encantada com a capacidade que as pessoas têm de fazer coisas que eu não sei como.

No caso, eu tô falando de se relacionar amorosamente com o próximo.

Tipo, tem esse cara. 

Eu via o indivíduo frequentemente num lugar aonde eu vou quase todo dia misteryoza e não era raro verlho olhando pra minha cara F U R T I V A M E N T E. Eu sou meio devagar do tipo


mas o moço era tão insistente em me encarar que eu não pude deixar de reparar. Agora você veja só a insistência. Como é meio difícil ignorar quando alguém tá INSISTENTE na ~paquera~, então eu reparei memo na pessoa e tal. Eu tava bem de boas, 0% interessada, apenas intrigada como que uma pessoa se interessa por mim. Sério, eu queria sempre poder dizer "brigada pelo interesse, vou guardar seu currículo aqui caso abra uma vaga na sua área, mas me explica pelamor dedels o que te causou isso aí?". Quem sabe um dia. 

O que eu acho engraçado é ver a pessoa se aproximando de forma estratégica até mandar aquele "oi" corajosíssimo, que pode ser respondido com uma bela rolada de olho. Mas eu sou educada demais e respondi o cumprimento. Lasquei-me. Claro que no dia seguinte a pessoa já sabia 308 coisas da minha vida (sempre surpresa com o stalk) e veio puxando assunto e eventualmente surgindo em outros lugares que descobriu que eu frequentava e eu sempre fico 120% admirada: COMO CONSEGUE?

Claro que uma das minhas respostas é que eu sou legal +QD+. Eu não tenho instalado o driver do fora, eu sou sempre muito gente boa pra pessoa não desanimar com a vida em geral. Também não é porque eu não tô interessada que eu tenho que ser rude - desde que a pessoa não ultrapasse meus limites, obviamente. 

Mas cê vê: vaneçinha pas e amor 2016 tem feito amigos nos mais variados lugares, sendo um deles aquele em que costuma encontrar o moço em questã. Então no começo ele me cumprimentava com um aceno, depois começou a passar por mim e falar oi, depois começou a dar uns tchauzinho de longe. Mas agora que a turma 2016 tá cheia de gente & intrigas, quando eu tô por ali tem sempre alguém conversando comigo. Eu tenho uma resting bitch face que desaparece completamente quando eu vejo alguém de quem eu gosto, então eu vi que ele ficava olhando intrigado minha cara ir de


pra




cada vez que alguém vem falar comigo.

QUIQUI ELE FEIZ ONTI, NO CASO? Isso memo, atravessou o ambiente e veio conversar comigo.

Alguém poderia me explicar como a pessoa inicia um assunto saído do ÉTER com uma pessoa 98% desconhecida, não fica vermelho no processo e mantém a respiração sob controle?

Porque uma vez eu vi o crush numa festa. Eu e ele somo bff (na minha mente, pelo menos). A gente NUNCA ficou sem assunto na vida. Mas eu não conseguia ir até ele pra conversar porque eu sou extremamente bundona e tal e foi mó climão, porque COMO cê é amiga de alguém e não se aproxima pra conversar? Eu sou essa pessoa. Nem se num fosse crush, gente. Eu tô sempre parada num canto pra não incomodar. Se ninguém vem falar comigo, eu fico lá. Precisa nem regar que eu bebo água sozinha, melhor que samambaia.

Mas Anfilóquio (esse é o nome dele na minha cabeça) veio bem tranquilo na minha direção, estacionou na minha frente e ficou ali falando de coisa nenhuma enquanto eu estava embasbacada demais pra reagir. Quando eu vi fiquei 20 minutos lá dando conversinha. QUI QUI ELE FEIZ HOGY, NO CASO? Isso memo, já materializou na minha frente não uma, mas DUAS vezes (até agora e já mandou um ~te vejo de noite~, mas não vai ver não hehehe). Já forçando a clássica piada interna. Eu tô maravilhada. Não com o Anfilóquio em si, que permanece não fazendo nem um pouco meu tipo, continua tendo um total de nenhuma chance, mas a suavidade do movimento é uma coisa a ser estudada. Jogou até um verdíssimo sobre a festa da um conhecido em comum que vai acontecer em algum momento neste fim de semana, mas eu dei aquela freada que fez até barulho porque aí já era demais, não me convida pra festa não que eu perco a educação.

*****

Em notícia semi-relacionada tem a moça do avon (nem perguntem). Eu tava trabalhando e a moça do avon surgiu numa hora que eu tava 120% ocupada, atendendo uma fila de umas 8 pessoas. Um dos aleatórios presentes achou conveniente começar o seguinte diálogo:

- xi, acho que hoje você não almoça. 
- na hora não, almoço quando terminar de atender a última pessoa da fila. 
- mas aí vai ter passado muito de meio dia.
- e?
- você vai fechar a sala?
- tá aberta agora quando eu deveria estar almoçando, não tá? então eu fecho e almoço.
- eu acho um absurdo.
- você pode ficar aqui atendendo enquanto eu vou almoçar. Ou poderia ter ficado lá fora esperando se eu tivesse saído no horário e perdido o prazo, que terminaria antes de eu voltar, ué. 
- é, rererere.

Mas que delícia o funcionalismo público, o brasileiro™ gosta de reclamar até quando a situação tá favorável, pelamor. Bom, moça do avon presenciou esse diálogo maravilhoso e eu via a cara dela ficando mais sorridente a cada resposta minha. Quando chegou a vez dela de falar comigo, a primeira coisa que ela perguntou foi que horas eu ia almoçar. "Quando der", eu respondi e dei uma risadinha. A menina olhava pra mim de um jeito bastante desconfortante, se vocês querem saber. E começou a mexer em tudo na minha mesa e fazer pergunta e puxar assunto e eu não podia simplesmente mandar catar coquinhos, porque tinha que atender a indivídua enquanto ela claramente estava tentando mandar uma sedução. Felizmente a fila continuava, então não tinha desculpa pra menina continuar na minha sala quando acabei de falar com ela.

Contudo, dois dias depois, lá estava ela na porta da sala, perguntando se eu consegui almoçar no outro dia. Vou ser bem sincera, não lembrava quem ela era e não sabia do que ela tava falando. Levou uns bons 2 minutos pra eu reconectar a mente e pensar MELDELS MIN AJUDE. Ela ainda insistiu nesse negózdi almoço e eu insinuei que é bem normal eu almoçar em horários ~diferenciados~ e nunca se sabe quando estarei me alimentando. 

Cê pensa que ela desistiu? 

Já voltou mais meia dúzia de vezes, cada hora com uma desculpa diferente. Já pediu meu telefone, já mandou mensagem no uáts. Eu já fingi que não vi. Eu não sei dar fora, eu não sei ser rude. Qué dizê, claro que sei, né? Só acho que não tem necessidade. Mas o problema é que eu vou de ursinho carinhoso a coração gelado em 5 segundos e ninguém merece, né? Mas já estamos há 24 horas sem interações não solicitadas, AGORA VAI.

*****

Eu posso não estar interessada nas pessoas na maior parte do tempo, mas eu não consigo evitar me maravilhar. A coragem delas de irem atrás do que querem é uma coisa que chega a parecer mágica.

Porque assim, o inconveniente de ter me tornado uma pessoa com uns 10% de sanidade mental (uma evolução pra quem não tinha nenhuma), foi que eu descobri o ~prazer da companhia alheia~. Inconveniente, kirida? Isso mesmo. Porque eu sempre fui autossuficiente com as 97 vozes da minha cabeça e tal. Mas agora eu aprecio a companhia das pessoas mais que em pequenas doses. PIOR, parece que eu sinto falta quando não tem? Eu realmente não estou sabendo como lhe dar. Eu sempre fui meio grudenta quando se trata de pessoas que eu gosto, mas era só quando elas estavam na minha frente. Agora eu penso nas pessoas quando estou em casa, por exemplo. Eu tô vendo um filme e penso "putz, a pessoa x ia gostar disso". Eu tô na rua e vejo alguma coisa e já acho que outra pessoa ia gostar daquilo. Eu tô na rede social feicer e vejo outra coisa e PÁ, alguém ia gostar daquilo.

E tem as vezes que eu vou na padaria, no quintal, na cozinha, no trabalho, na academia, na internet e até mesmo no meu próprio sonho e sinto falta de uma única e específica pessoa, porque tudo que eu vejo é pra ele que eu quero mostrar ou contar ou falar a respeito.

Aí que dificulta a vida.

A pessoa tá presa no mesmo quilômetro quadrado que eu? Tá.
Tá interessada? Provavelmente não.
Eu consigo seguir em frente e olhar para o lado? De jeito nenhum.

Aí eu sinto um negócio que era pra mim um desconhecido: solidão.

Eu sempre vivi sozinha. Ter umas vibe mental muito diferente da população em geral te garante solidão onde quer que você esteja, até mesmo na estação da Luz, às seis da tarde. E eu digo isso com conhecimento de causa, porque eu era a mestre em esquecer da vida no museu da língua portuguesa e ter que pegar metrô lotado pra voltar pra casa. Uma vez ainda deu preguiça de dar a volta pra entrada do metrô e eu fui de trem mesmo, já que em algum momento eu teria que pegar a linha esmeralda. Fui parar num lugar chamado presidente altino (ou algo assim), em que pessoas entraram LITERALMENTE com galinhas pra colocar no bagageiro. Se cabem 100 pessoas num vagão, naquele dia tinham 300. E eu lembro de ter estado solitária naquele trem, assim como estava solitária num trem no meio do País de Gales em que só tinha mesmo eu e um clone do Ed Sheeran no vagão. Eu já estive solitária no meio da 25 de Março em véspera de natal e de madrugada na rua da minha casa. Eu já estive solitária no show do Roberto Carlos na virada cultural e na praça de alimentação vazia, quando um tiozinho aleatório tocava um piano. Eu já estive solitária na minha própria festa de aniversário, na cama do namorado enquanto ele dormia, no sábado de tarde enquanto 3 pessoas conversavam animadamente comigo sobre assuntos superficiais e eu precisava desabafar.

Sabe?

Mas a solidão sempre foi uma coisa bem normal de sentir. Vou além: era tão normal que eu nem sentia. Era o padrão da minha existência. 

Só que agora parece que a vida tá entrando num daqueles momentos de grandes mudanças e eu fiquei meio sentimental. Nunca fui tão distante da minha família expandida.;De vez em quando eu me pergunto se um dia a gente vai ficar tanto tempo sem se falar que eu vou esquecer completamente que eles existem. Meus irmãos vão sair de casa daqui até o fim do ano. (Olar stalkers dos meus irmãos que chegam aqui, favor guardarem essa informação pra vocês que ninguém tá interessado nas suas opinião a respeito, flw vlw). Meus amigos de outras cidades permanecem morando em outras cidades, permanecem fazendo parzinho e se distanciando emocionalmente de mim tanto quanto estão distantes geograficamente. Meus amigos desta cidade estão cada vez trabalhando mais, em horários mais incompatíveis com os meus. Meus amigos do mestrado estão cada um com a sua pesquisa. Parece muita gente, mas não dá 20 pessoas essa soma (mentira). Gente que tem mais o que fazer e que eu nunca quero incomodar.

E eu me sinto sozinha. Mas não aquele sozinho bom, da minha companhia divertida. Um sozinho que pesa, de não ter a OPÇÃO de dividir se eu quiser.

O desconforto é culpa desse pesinho físico no peito que insiste em dificultar que eu respire e não tem atividade no mundo que faça passar.

*****

Tem dias que eu sento num tronquinho que tem ali no lugar onde eu aprecio o ocaso e fico pensando que eu queria ser como essas pessoas que são insistentes comigo e insistir com os outros também. 

Porque se tem uma saudade ridícula, é essa que você sente da pessoa que você sabe que tá logo ali. Oito prédios pra lá durante o dia. Três quadras pra lá durante a noite. Quatro toques na tela do celular o dia inteiro. E mesmo assim, você não fala nada que é pra não incomodar.




we're just two lost souls swimming in a fishbowl
year after year