quinta-feira, 19 de abril de 2012

a mãe acha que é uma lady




- fia, cê tá emagrecendo, tá perdendo peitos.
- é mêmo? o último sutiã que eu comprei é tamanho 50, acho que ainda não há razão pra pânico.


*****


- por que cê nunca pegou o ***fulano***?
- não faz muito meu tipo. tá certo que o conjunto da obra poderia até funcionar em tempos de desespero, mas acho que eu me arrependeria 3 minutos depois.
- mas você e ele têm tanto em comum:



* pessoas lindas;
* bem vestidas;
* hipster;
* a mãe acha que é uma lady;
* é tudo bitch e viado;
* quer um homem pra chamar de seuOPA.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

#chatiada



Eu me pergunto se tem um número máximo de neurônios que o cerumano pode ter pra desempenhar com graça, alegria e desenvoltura a atividade de ir à cadjmia. Porque eu, pessoa extremamente inteligente e cheia de neurônios, odeio.

E não é porque agora eu estou chubby que eu odeio a academia e não é porque eu estou chubby que eu vou à academia. Tamos nessa desde sempre, desde quando eu pesava 48kg e um dia a profes me proibiu de entrar na aula porque gastava calorias demais e eu ia morrer. RISOS.

E também não é por causa da minha chubbyness que eu não aprecio o ambiente, porque na minha academia tem vários tipos de cerumanos.

As biscate

Tem em todas cadj, né? Aquela gente que financia a maluquice da “““““moda””””” fitness, com aquelas calças de estampas que fazem Chanel chorar limão, regatinha descombinando e total ausência de top, uma vez que silicone não despenca nem quica. Gente, por que pessoas com pouco ou nenhum problema de visão vestem aquelas calças? É pra aumentar o derriê? É pra atrair o olhar? Hoje, no globo repórter. Acho deselegante.

Talvez eu devesse me sentir intimidada pelas biscate, uma vez que aparentemente é delas o pipi coração dos moço munito, mas eu prefiro ser essa metam... COF essa pessoa básica, discreta e meio fofinha do que usar aquelas estampas pavorosas e ter aquele cabelo que mesmo num ponytail chega na busanfa, caquela progressiva castigando as pontinhas. Deusulivre.

As magra

Tem uma espécie muito bizarra na minha cadj, que é a das criaturas com desnutrição ou anorexia. A pessoa parece que vai desmontar ali no supino (nei sei o que é supino, tô chutando) de tão raquítica. Mas todas têm pochete. Tem uma, incrusível, que além da pochete metafórica, tem uma física. E eu rio loucamente cada vez que ela aparece pra correr naquele aparelho que não corre, sacoé? Aquele filho de bicicleta com esteira que deixa 10 entre 10 usuários com cara e movimento de retardado? Imagina com pochete.

Não sei se tenho dó dessas moça desesperadamente querendo músculos ou se tenho dó daquela pancinha miserável que não se vai. Sogorda mas não sou pançuda, fica aqui meu beijo.

As gorda

Se eu tivesse que escolher obrigatoriamente uma categoria, seria essa, porque né? Não sou biscat, não sou anoréxica, não usaria legging estampada (que a fia provavelmente compra com o nome de ‘leg’ no lojão da economia new ou na kas, não sei), não usaria pochete nem que me obrigassem. Só sobrou as gorda. Só que são umas gorda total new level of chubbyness. Nega sobe na esteira e anda mais devagar que eu quando tô no shopping, sabe? WHAT’S THE POINT, FIA? Ou senta na bicicletinha e fica assistindo malhação, porque obviamente, apesar da TV a cabo, é malhação que passa na minha cadjmia.

As chubby muito me dão força de vontade, porque é olhar pra elas e ver que eu estou pedalando a 30km/h e ficar pensando “melhor que isso eu tô”.

E tem eu.

A pessoa de alma magra e corpo fofo, com neurônios demais pra apreciar esse inferno repetitivo.

Aí você pensa: mas e os menine? Não compensa?

Hahahahahahahahahahaha não.

Porque tem

Os moleq

Quano foi que a lei mudou e dimenor pode passar a freqüentar a musculação? O que tem de pirralhinho lá, falando “ai, minha mãe tá preocupada com o tamanho que meu braço tá ficando” num tá escrito. Nego praticamente tem que deixar a chupeta (ops) no vestiário pra ir lá puxar ferro. Sinto pena dessa geração.

Os gordo

Que coisa chata é gordo em academia. Deveria existir uma academia só de gordo, com paredinha nos aparelhos. Não gosto de ver a cara sofrida da pessoa gorda na academia e não sobra mais o que ver. Me desanima.

Os velho

Meldels, como tem velho nessa cadj. Tem um que faz os exercícios com uma bermudinha de sarja e cinto de couro, é sensacional. Com aquelas perninhas magrinhas de vovô, é excelente.

Teve um tempo que um calega meu de trabalho, muito idoso, fazia bicicleta no lado da minha. Aí eu fiquei doente e passei uns 2 meses sem ir. Aí ele veio até minha sala, pra me avisar que quem não vai à academia fica gordo e eu já tava uma bola. ADORO VELHO EM ACADEMIA. Só que não.

Só gatos

Hahahahaah só que não. Tem um. UM. Um *rapaz* bem afeiçoado no ambiente. Obviamente deve ter 1,70m de altura, porque bonito e *fortchinho*, tem que ter alguma coisa faltando. Ou sei lá, o que falta é neurônio, porque o menino é tão bem talhado que deve ser das pessoas que de fato apreciam o ambiente. O bom é que quando ele para na frente da minha bicicleta, eu pedalo mais rápido. Acho que meu cérebro acredita mesmo que dá pra alcançar e sai assim mandando estímulos *ui* pros músculos. Da última vez eu quase caí da bici.

Mas a maioria é mesmo de camarão, sabe? Nego passou na fila 8 vezes pra ser feio, aí vai lá compensar em músculos. Cada um sabe o nicho de mercado que quer atingir, né? As biscat chega tudo animadinha pra falar oi pros camarão, é uma cena bonita, deveria estar no animal planet.

*****

O que eu mais odeio na cadjmia é a vibe de que todos voltaram pra era das cavernas e ta tudo super ok. Aquela gritaria, aquela música maravilhosa, aquele cheirinho... Aquele vestiário estúpido sem janelas, em que as menine insistem em passar Rexona aroma de dor de cabeça até gastar o tubo. As pessoas nunca ouviram falar em roll-on? Em sem cheiro? Em amor ao próximo? Um dia eu vou começar meu dia de fúria pelo vestiário, vai vendo.

Aliás, o vestiário engloba todo o horror do ambiente. Acho incrível a existência essas pessoas que acreditam em banho comunitário, com todo mundo vendo suas banha e seus derriê. Tem uma tia que ultrapassa todos os limites. Ela faz pipi de porta aberta e aí sai cas calça arriada em direção à pia, pra lavar as mãozinhas. CAS.CALÇA.ARRIADA. Não contente, ela tira a roupa toda no meio do vestiário e sai espalhando pelo único banquinho do local. Coloca até o tênis em cima de onde a gente senta (sentava, né? Não encosto nem meus lixo lá mais), senta lá sem vestimenta (*gorfa*), cata shampoo, toalha e sabonete e vai.

Quase tenho vontade de me trocar no meio da escada mesmo, pra evitar esse pavor.

*****

Cêis ainda lembram que tinha UM rapaz bem afeiçoado no local? Pois então, em tudo que é aula que eu faço, ele é meu único assunto. Incluindo o fato de que ele deveria ser burro, porque né? E sempre que eu falava dele, tinha uma tia over interessada em saber quem era o menino. Temi pelo casamento dela, mas quiqui C A de fazer? Ontem finalmente mostrei quem era o moço pra tia. Qual não foi minha surprise quando ela disse “oi, Junior” e ele respondeu “oi, tia”?

Todas morre e pretende nunca mais voltar à academia.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

um príncipe em minha vida


Tem um sapo morando na minha varanda.

Odeio sapo.

É uma coisa meio bizarra pra pessoa moderna, moradoira de capital de estado e do centro urbano ter que conviver com um sapo.

Quano que eu moravo no interior, houve um trauma, sabe? Meu lar era na última rua antes da rodovia e entre meu lar e a rodovia tinha metros e metros de mato. Os sapinhos nasciam no mato e iam morar atrás da máquina de lavar roupa, daquelas jovens que têm o motor exposto. E eu tinha PA-VOR de explodir um sapo na hora dos afazeres domésticos. Eu tinha 12 anos e lavar roupa já era meu esporte caseiro favorito e todo dia era um tormento quando eu via todo mundo sentar contra o vento pegar a vassoura e cutucar um, dois, três, vinte e cinco sapinhos debaixo da máquina de lavar até o mato, de modos que eu pudesse ameliar em paz.

Odeio sapo.

Aí tem outro trauma que não é exatamente próprio, mas é. Sapo e cachorro não são amigos e eu tenho um cachorro. Que agora só passeia à noite sob supervisão constante, porque cachorro é tudo tapado e a primeira coisa que ele faz ao sair é cutucar o sapo com o nariz. Se fosse com a vassoura, poderiam até achar que fui eu que ensinei.

Olha, eu não sei exatamã o que o sapo faz com o cachorro, mas sei que o cão da minha tia, meu primo foi atacado ferozmente por um sapo e precisou ir pro hospital duas vezes por causa do veneno. E hoje em dia ele tem algumas sequelinhas que o médico diz que foram causadas por esse lindo encontro só que não. De modos que eu tenho PA-VOR que o sapo assassine meu cachorro.

Odeio muito sapo.

Felizmente eu sou uma pessoa de alma boa, que jamais machucaria um bicho. De modos que se a pessoa leitora deste blog sugerir alguma forma de violência contra o sapo, sofrerá alguma maldição, já tô avisando. Mas que é muito deselegante o sapo ir morar no meu solar sem ser convidado, isso é.

Infelizmente eu sou uma pessoa fresquinha e não tenho condição emocional de enfiar o sapo numa caixa ou em qualquer recipiente não maligno pra soltar num lindo brejo cheio de moscas, onde ele seria feliz pra sempre. Não é possível que esse sapo não sinta solidão na minha varanda!

Sigo então odiando esse sapo dos infernos, que faz com que eu tenha que passear com o cachorro de vassoura em punho e com visão noturna ativada, porque nem pra ser colorido e super visível em pouca luz ele serve.

Tô aqui pensando se não seria o caso de dar uma beijoca nele e ver se de repente não é meu príncipe trabalhado no feitiço que tá por ali, olhando pra minha janela o dia todo, sofrendo em silêncio no meio das prantinha do quintal, esperando que eu veja nozolho dele que é só eu fazer a Tiana e seremos felizes para sempre.

quarta-feira, 21 de março de 2012

porque o mundo não para pra gente ficar chorando


- Vanessa?

- Oi.

- Como que eu mando isso aqui que eu tô escrevendo no Word por email?

- Salva em algum lugar que você se lembre, abre o email e me chama de novo.

...

- Pronto. Mas o gmail tá diferente, será que aquela menina de informática mexeu aqui e estragou meu computador?

- Não, o gmail às vezes muda mesmo.

- Onde eu vou?

- Clica em “novo” e procura onde tem “inserir anexo”.

- Tá. E agora?

- Vai lá e pega o arquivo onde você salvou.

- Onde eu salvei?

- Eu não sei! Você não lembra?

- Não tá onde eu salvei, será que aquela menina de informática mexeu aqui e estragou meu computador?

¬¬

- Vai lá e salva o arquivo de novo, mas vai em “salvar como”, e presta bem atenção onde você guardou. Aí me chama.

...

- Pronto. Abri o gmail, tenho certeza que aquela menina de informática mexeu aqui e estragou meu computador... Inserir anexo, pronto. Acheeeeeeeei o arquivo, nossa, deu certinho, pronto. E agora?

- Agora a barrinha azul vai terminar de carregar e é só isso.

- Só isso?

- Só.

*dois dhias depóóóóis*

- Vanessa, o fulano não recebeu meu email, será que aquela menina de informática mexeu aqui e estragou meu computador?

DAI-ME FORÇAS, SENHOR.

- Vamos lá de novo, passo a passo. Abre o gmail, anexa e me chama.

...

- Aí, ó! A barra azul carregou! Será que foi?

- Foi o que?

- O email!

- Mas você nem mandou ainda!

- Ah, tem que mandar? Colocar endereço e tudo? Você falou que depois que carregasse o azul já tava pronto e eu só fiz isso da outra vez.

FOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOM

Só dels sabe o que eu passo.

segunda-feira, 19 de março de 2012

pelo direito de ficar triste.


Eu tenho sorte. Minhas pessoas morrem pouco, morrem de velhas. É uma frase horrível, mas acho que a única coisa que consola a inevitabilidade da morte é pensar na vida de quem morreu. Se foi longa e feliz, ao menos no nosso ponto de vista, é mais fácil suportar a dor da perda. Pelo menos é assim comigo.

O pior da morte é sobreviver a ela. É ter que ir ao banheiro, tirar o lixo, trabalhar, comprar pão. Essas coisas estúpidas que temos que continuar fazendo porque o mundo não acabou e a vida não para. Acho um desrespeito da vida com quem perdeu alguém.

Minhas mortes anteriores foram espaçadas e em circunstâncias especiais, como quando meu avô paterno morreu no dia em que eu estava no hospital perdendo um rim. Sabe? Perdas em perspectiva. Perdas à distância. Perdas de um jeito que eu não sei explicar, mas mais simples de superar, por uma razão ou outra. Perdas que as pessoas compreendem.

Diferente de quando meu cachorro morreu de velho, mas de surpresa. Acordou bem, se sentiu mal, foi ao hospital e morreu. Tudo em menos de 12 horas. Eu, que nunca peço pra faltar ou sair mais cedo do trabalho, pedi pra ir ao crematório. Cinco anos atrás.

No ano passado, quando fui pedir pra faltar três dias pra ir a um congresso internacional, a resposta foi “é até um alívio que o motivo seja esse, vindo de alguém que falta pra funeral de cachorro”. Cinco. Anos. Depois.

Não entendo quem quantifica a dor da perda. Não entendo quem compara. Não entendo quem não entende.

Vinte dias atrás, quando meu avô materno morreu, eu tive que ir a uma reunião de trabalho. Obviamente chateada – porque reuniões são atividades inúteis da humanidade e porque eu queria sofrer em paz – vi quando um conhecido da família avisou meu chefe a respeito. Porque eu nunca aviso, não gosto daquele desejo de pêsames vazio e não gosto de ninguém interferindo no meu processo de dor. Eu prefiro evitar assuntos tristes (e isso é problema meu).

Ao ouvir a notícia, ele veio desesperado “nossa, o que aconteceu com seu pai?”. E quando eu disse que foi meu avô, não meu pai, levei dois tapinhas no ombro, seguidos de “ahh, então não é nada”. Virou e foi embora.

Mas esse foi só o segundo lugar no ranking. Em primeiro lugar ficou a pessoa que ouviu a notícia por outros e não se conteve. “Seu avô morreu? Poxa, eu perdi minha ex-empregada também, a vida é uma coisa triste às vezes”.

Não é incrível a sensibilidade humana?

E eu sou uma manteiga derretida nesse mundo feito de gente com as ferraduras recém polidas. E eu choro porque é triste e eu choro porque as pessoas são idiotas e eu choro porque a louça precisa ser lavada, mesmo que seu coração doa.

A perda que eu sofri essa semana é do tipo que ninguém considera. A perda que eu sofri esta semana é a que eu mais temi em toda a minha vida. Foi aquela que tirou meu sono por antecipação, que me fez pensar duas vezes em um milhão de situações. Foi a que me fez mudar os planos incontáveis vezes, foi a que me impediu de sair de casa, de viajar, de viver despreocupada.

E eu morri um pouquinho quando percebi a inevitabilidade. Eu morri um pouquinho quando virei a general do plano de salvação. Eu morri um pouquinho quando disse quem faria o que, quando gritei, quando arremessei celulares e o que tivesse na minha frente. Eu morri quando peguei um taxi que andava a 2km por hora e morri quando eu cheguei tarde demais e quando eu tive que olhar pela última vez e dizer tchau. Eu, que nunca tenho coragem de dizer tchau.

Eu morri um pouquinho quando meu maior medo virou realidade.

Eu morri um pouquinho e todo mundo superou mais rápido que eu.

E amanhã é segunda-feira e eu tenho milhões de coisas estúpidas pra fazer nas segundas e eu vou deixar metade delas pra lá. Porque é muito injusto que a vida continue, quando meu coração está em pedacinhos.

São Francisco, segura minha mão. E segura a mão do meu amorzinho também.

(E, por favor, não deixa mais ninguém morrer neste ano, porque eu não agüento.)



quarta-feira, 7 de março de 2012

diário de uma magra acima do peso

parte I

Não sei nem por onde começar.

São 10 dias de controle alimentar e eu já quero morrer só um pouquinho e só voltar quando tiver acabado. Eu me transformei de pessoa normal (oh wait) em pessoa que só.pensa.em.comida. E quando chega a hora de comer, eu quero fazer qualquer coisa, menos isso.

Porque tem gente achando que eu estou tomando moderador de apetite and I wish, mas não estou. De modos que eu morro de fome o tempo todo, uma vez que não posso comer NADA do que eu realmente gosto. Mentira, posso comer abobrinha. Ontem considerei comer abobrinha no café da manhã. Veja só a situação da minha pessoa.

O que eu estou tomando é um regulador de metabolismo. Veja bem, não é acelerador, é REGULADOR. Porque meu metabolismo não está lento, ele está só ignorando algumas comidas. Podia conversar com meu sistema imunológico, que não ignora nada e aprender comofas. Ou, sei lá, meu sistema imunológico que poderia aprender a ignorar uma coisa ou outra. VOCÊS ESTÃO TRABALHANDO TROCADOS!

Assim, eu posso comer carboidratos, só não posso comer os que eu gosto, tipo batata. Tipo pão. Não sei que graça tem viver nesse mundo de comidas estúpidas, tipo carne.

Aliás, uma pequena lista de comidas cujo cheiro já não consigo mais sentir: frango, peixe, ovo, alface.

Eu me tornei uma pessoa que não gosta de falar. Sério, achei que nada fosse capaz, mas eu não quero mais falar, sobre nada, com ninguém. Meu humor está péssimo e eu sinto raiva das pessoas no restaurante e na rua, só porque elas estão comendo o que eu não posso ou porque elas não pesam mais de 60kg. Ou porque elas são gordas e nem ligam.

Aliás, a primeira coisa que se desenvolveu no meu eu foi a revolta. Eu nunca fumei, nunca bebi, nunca comi como se não houvesse amanhã, nunca descontei frustrações na geladeira. POR QUE EU TENHO QUE FICAR SEM COMIDA? Eu não fumo e tenho asma. Eu tenho asma e tenho que tomar remédio. Eu tomo remédio e tenho que ficar sem comer. Sabe? Revolta.

E, mais uma vez, minha santa mãezinha prova que adquiriu lugar no céu só por ter que me carregar como fardo. Nunca vi tanta comida diferente com a mesma meia dúzia de ingrediente em casa. Até pizza ela deu um jeito de fazer, pra eu ficar menos reclamona.

10 dias done, 20 dias to go, dels meajude e todos torce pra que eu não morra antes de março acabar.

Ou ao contrário, dependendo do seu apreço pela minha pessoa.

(É muita derrota a pessoa ter que comer sem pão e batata, mas odiar carne e ter alergia a queijo hahahaha. DERROTA.)


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

PP da Farm



Eu fico 100 anos sem escrever e aí, meua mô, antes de acabar essa primeira frase aqui, já temo pelo tamanho deste post.

Vamos por partes.

Introdução: das coisas que absolutamente toda a humanidade risos sabe a meu respeito, mas não saberiam se eu tivesse escolha

* eu não como carne.

Aliás, essa é uma afirmação complexa e semi-falsa. Porque eu como frango e frango é carne. Porque eu como um peixe de nome impossível de lembrar, que só ecsiste em um restaurante em curitola. E se eu digo que como frango, eu quero dizer peito.de.frango.sem.osso e tenho que me deparar com asas, coxas e ossos. Porque se eu digo que como frango, as pessoas me oferecem presunto (oi?) e salsicha (q), porque nego acha que é tudamemacoisa.

Não como carne e ponto faz a mágica.

Por que eu preferiria que as pessoas não soubessem? Porque sua vida social morre 37% quando você não come carne. Você evita churrascos, porque sabe que vai morrer de fome, você não tem o que comer no almoço na casa do amiguinho e ninguém quer ser convidado pra se alimentar na sua casa. É maneiro.

Uma vez, eu fui na casa de uma pessoa, cujo almoço era arroz, feijão, maionese de batata, salada e bife. Coloquei no meu prato tudo, menos o bife. A família entrou em pânico, achando que era porque eu só comia carne fina, fizeram a serviçal ir até o açougue comprar filé minhom kkk urgentemente e foi muito difícil explicar que não era esse o problema. Aí, nego olha pro meu prato CHEIO e diz “cê num vai comer nada, então?”.

Olha, não é fáceo.

Mas já que as pessoas sabem que eu não como carne, é bom que saibam que é porque eu NÃO.GOSTO. pode passar seu pedaço de bife com nome que eu nunca saberei (mano, patinho? Alcatra? Costela? Mais fácil eu saber onde está a Chechênia num mapa que saber os pedaço do boi) debaixo do meu nariz fazendo hummmmmmmm o quanto você quiser. Se passar um pedaço de cocô, vou ter a mesma vontade de comer. SÉRIO.

Resumo: não como carne de vaca, de porco, de rã, de pato, de cabra, presunto, mortadela (ME DIZ COMO ALGUÉM COME ESSE TROÇO, PLS), salame, salsicha e tenho nojinho, eca, sai daqui.

* eu tenho alergia à tabela periódica inteira.

Até de água. Até de ar. Até da sua mãe quicando. Tenho alergia de tudo. Tomo remédio todos os dias da minha vida e tenho crise mesmo assim. É.um.in.fer.no. Mas tipo, seria muito mais simples se fosse um inferno particular, sabe? É meio irritante todas as pessoas me lembrando que eu vou morrer se tomar aquele copinho de leite, que eu vou morrer se for no parque, que eu vou morrer se a terra mantiver os movimentos de rotação e translação e whatevs.

Fora os momentos “cê tá com antialérgico na bolsa? Então toma que sua cara tá com 8 tons de vermelho e seu olho ta igual ao do corcunda de notre dame.”. Nossa, muito legal.

Eu sei que parece muita estupidez cos colega que só estão tentando ajudar, mas é que só quem passa pelas experiências de quase morte que sabe o quanto dói. Eu sei quando preciso tomar remédio, brigada.

* eu só tenho um rim

Por que cê vai tanto na casinha? Por que cê toma tanta água? Por que seu tornozelo tá com o dobro do tamanho normal? Por que cê não quer fazer essa aulinha super tranqüila de muay thai?

Porque eu só tenho um rim.

Eu adoraria que as pessoas não soubessem desse fato, juro. É um saco morrer de pavor que alguém machuque meu rim que sobrou, porque eu sou assim mesmo e acho que as pessoas são ruins. Também é chato não poder fazer a aulinha do Creiço de muay thai, tenho que confessar. Também é chato ter que carregar sal light pros lugares e ouvir as pessoas me perguntando se eu sou maluca a ponto de fazer dieta até com sal, sabe? VÃO ESTUDAR, MEUS AMOR? E outra: o tanto que eu vou ao banheiro não lhes diz respeito, MILARGA.

* eu freqüento academia

É mêmo, é? Sabe que não parece? Sei. Mas eu vou, mesmo odiando. Desde a parte cheia de bocó, achando que vai ser o novo Rambo, até a parte cheia de véia combatendo artrose. Tem coisa pra fazer, lá estarei eu. Mesmo nas férias. Mesmo na chuva. Mesmo no calor.

*****

Ok, vocês que ainda não sabiam dissos, precisavam saber pra entender a história que vem a seguir.

A incrível história de como eu virei uma baleia e de como todas as pessoas do mundo julgam gordo pqp vcs

Eu nasci numa família magrelinha, cheia de gente magrelinha, que continua magrelinha e esquelética até os dias atuais.

Eu nasci magrelinha e permaneci magrelinha até pouco tempo atrás, mas nos dias atuais eu sou uma balofinha.

Acompanhe a timeline.



1986
nossa quanto dente, mas tá magra, que é o que importa.

1989
usar marrom pode, ser gorda não pode.

1990
estudar com criança rica pode, ser gorda não pode.

1995
mostrar a língua pode, ser gorda não pode.

1997
fazer arte escondida pode, ser gorda não pode.

2000
usar roupa brega, ser gorda não pode.

2000
tirar foto medonha com mavica de disquete, ser gorda não pode.

2001
cabelón de menina pastora pode, ser gorda não pode.

2002
cara de bunda no aniversário pode, ser gorda não pode.

2003
cara de peixe morto, pantalona e piriguetismo pode, ser gorda não pode.

2005
ser feia pode, ser gorda não pode.


2005
cê num tem noção o gatinho que tava do meu lado direito, mas ser gorda não pode.

*****ALOR, CORTIZONA!*****

2006
cosplay de rebelde pode, ser gorda não pode.

2007
vestir de caipira pode, ser gorda não pode.

2008
cabelo com frizz pode, ser gorda não pode.

2009
de gatinha no matsuri pode, ser gorda não pode.

2011
foto bocó no espelho pode, ser gorda não pode.

2011
foto bocó no espelho pode, ser gorda não pode. [2]

2011
gordo quica mais alto

2011
foto com o tonho pode, ser gorda não pode

2012
fazer palhaçada nas americanas pode, ser gorda não pode


Agora, a controvérsia: FOI SIM culpa de um remédio, mas né? Mais fácil culpar o gordo. Chama de folgada, chama de comilona, diz que é tireóide, diz que é o rim, diz que é a vó, mas magina, o remédio é magia, jamais estragaria a pessoa.

Eu me entupo de corticóide praticamente todos os dias da minha vida e todos sabe que essa porcaria estraga a pessoa, né? De modos que eu fui procurar todos os médicos do catálogo pra ver se tinha algo de errado com a minha tireóide, com o meu rim, com o meu baço, com o meu joelho esquerdo, com o meu olho direito, com o meu umbigo. E num tinha. Tava tudo certo com a minha pessa. ““““““Certo”””””.

Então, na incrível saga de ir a todos os médicos do catálogo, o que se deu foi o seguinte.

Alergologista

Meu, cês não sabem quantas vezes a secretária dessa senhora me corrigiu por dizer alergista. Ela própria se chama de alergista. Mas eu nunca mais falarei alergista enquanto eu viver.

Eu entrei no consultório dessa senhora pela primeira vez em 2008 e pesava uns 15kg a menos do que eu peso hoje. Aí, por diversão, ela me fez subir na balança no final do ano passado. Eu quase caí de cima dela e morri na queda devido ao meu pesinho. Ela veio dizendo que não era nem pra eu começar a culpar o remedinho milagroso (só que ao contrário), de modos que eu tinha que achar o problema, que era meu e não do remédio.

Pensei em me atirar na frente do biarticulado, mas minha mãe me salvou. Entrei na padaria e comprei 6 pães de laranja e não comi nenhum, porque eu tava gorda.

Nefrologista

Ninguém é mais importante nessa vida que a pessoa que cuida do meu solitário rim. No mundo médico, qué dizê. Só que eu tinha birra com os médicos anteriores e escolhi um totalmente novo no meu catálogo. E eu sou muito inteligente, fiz os exames todos ANTES de ir lá, porque, sério, eu sou muito inteligente.

Chegando lá, eu explico a novela toda, entrego uma meia dúzia de exames véios pra ele compreender o previously, na minha vida e tá, começamo a conversar sobre o hoje e sobre o ELEFANTE na sala. Elefante esse sendo a minha própria pessoa (é pra dar ênfase).

- ok, a senhora não está contente com o peso, mas ele não é culpa do seu rim. Vamo falá a verdade: cê desconta tudo na comida?

- não.

- vai dizê que não tem aquele momentinho que cê come a caixa de especialidades Nestlé inteira?

- não.

- cê assalta geladeira?

- não.

- fia, comé que cê qué que eu acredite nisso?

Aí eu peguei os exames recentes e dei na mãozinha dele. O zóio do médico brilhou e ele disse:

- agora sim eu acredito... ninguém que come errado tem essas lindas taxa de HDL, LDL, açúcar e blábláblábláblá.

Gente, eu num tinha motivo pra mentir, né? Mas médico é essa raça infeliz que acha que é o House, então a gente deixa eles serem felizes.

- minha filha, cê tem asma? Rinite severa? Ssascoisa?

- tenho.

- cê toma corticóide?

- tomo.

- pois então pode procurar um endocrinologista, que é esse aí seu problema.

Cê pode notar que eu não falei nada, né? Ele que disse. E eu acreditei porque, veja bem, O SANGUE NÃO MENTE. Se não tem nada errado comigo, alguma coisa tá errada. De modos que eu fui em frente.

Quiqui eu pensei? “Como diminuir o consumo de corticóide?”. Quiqui eu respondi? “Que tal acupuntura?”. Já tinha funcionado uma vez, não custava ir de novo.

Mas o Sr. Miyagi, meu médico anterior, desapareceu do mapa. Fui obrigada a ir a um médico totalmente novo.

Acupunturista

- oi, eu quero tomar menos remédio pra alergia, então vim aqui fazer acupuntura, porque minha rin...

Ele interrompe.

- alergia não é seu problema.

- ah, não?

- não, primeiro você tem que emagrecer.

Q

- aposto que você está em negação sobre seu peso.

Q

- aposto que a senhora é uma comilona preguiçosa que acha que vai emagrecer por mágica.

QQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQQ

Sério, gente, foi bem assim. Eu percebi nessa hora que tava com a boca aberta de incredulidade. O lindo médico interpretou aquilo como cara de quem está caindo na real e continuou:

- aposto que você não resiste a um churrasco... aquela carne com gordurinha. Aposto que enche a cara de salame, de mortadela, de provolone. Tenho certeza que você toma 28 cafezinhos por dia, cheios de açúcar e que você curte uma azeitoninha.

*PAUSA*

Não contei não? Provolone é só uma das 23098457 coisas que eu tenho alergia e NUNCA como. Fora que eu não tomo café. Nunca. E azeitona é lixo, não é comida, não ingiro esse atentado da natureza contra a humanidade.

Então imagina aí a minha cara enquanto ele ia falando.

Não contente, ele começou a atacar meu estilo de vida. Mas ó, cês tão reparando que eu não tive tempo de terminar uma frase antes de ele atirar isso tudo?

- minha filha, ficar sentada o dia inteiro no sofá não leva ninguém a lugar nenhum. Você precisa fazer exercícios!

- sério? Quiqui cê sugere?

- caminhada, lógico.

- é memo? Onde?

- no parque, lógico.

- e o que eu faço com a alergia mais forte que eu tenho, que é de mato?

*ops*

- é... no parque você não pode. Na rua, então?

- e o que eu faço com a minha asma brigando com os escapamentos?

- é... na rua também não dá. Então vai pra academia, ué.

- eu já vou. A semana inteira.

- você não tem cara de quem vai pra academia.

PELAMORDEDEUS, ALGUÉM ME REPONDE PORQUE EU NÃO SAÍ DE LÁ NESTE MOMENTO?

Só que aí eu falei que ia pra academia. E falei todo o resto que já contei aqui antes. Não como carne, não como mortadela, não como provolone, faço exercícios e adoro alface, sabe? E aí ele me respondeu singelamente que eu tenho problemas de negação, que uma pessoa não chega no *meu tamanho* comendo adequadamente e se exercitando regularmente. Começou a gritar que eu precisava de um psiquiatra. Hahahaha.

A gente poderia dividir um, eu acho.

Só sei que saí de lá revoltada, porque nem meus exames ele quis ver (!). Tive um ataque histérico com a minha pobre e santa mãezinha, que me esperava fora do consultório.

Eu não quero ser gorda, eu não sou gorda. Alguma coisa me estragou e agora o que todo mundo vê é uma pessoa com muitos quilos. Ninguém lembra que eu sou engraçada, bonita (aham), inteligente e as outras 3 qualidades imaginárias que eu tenho. Todo mundo só vê a gorda. Ah... era tão bonitinha uns anos atrás, pena que relaxou. Nossa, tão legal ela, né? Pena que não se cuida. Poxa, se comesse só um pouquinho menos, poderia ficar tão melhor...

VÃO PRO RAIO QUE OS PARTA.

Não teve um só dia desde que o ponteiro da balança começou a subir que eu não tenha comido um disso a menos, um daquilo mais light, trocado água por água destilada. Sabe? Eu já quase morri (literalmente, desta vez) por causa de um tratamento pra emagrecer. Já fui em tudo que é médico que existe. Já fiquei sem comer, já comi só aipo, NÃO.A.DI.AN.TA.

Aí eu saí desse médico e comi um donut, porque pelamor, eu merecia.

E fui passear no shopping, porque é a única coisa que acalma a mulher moderna e não envolve tarja preta.

Aí eu entrei na Farm e olha, eu entrei com o coração em pedaços, pra comprar um presente pra minha irmã magra, já sabendo o que as araras daquela loja fariam com a minha pessoa sofrida pela obesidade. Qué dizê, eu já comprei na Farm, tenho fárias roupa de lá que me servem, mas tava duvidando caber em qualquer coisa lá nos dias de hoje.

Mas o pior aconteceu. Eu me encantei por uma camiseta verde bandeira que eu queria há tempos. Olhei no cabide e OBVIAMENTE era uma camiseta PP. Peguei meu par de olhos tristes e lacrimejantes e supliquei à vendedora por uma G.

- não tem mais, prova essa da arara.

- moça, é PP. De Pequeno Pracaramba. Olha pra mim!

- tô olhando. Prova que serve.

- vou é transformar essa blusa em tenda de circo.

- vai com fé, que vai caber.

Mais pra poder descontar a raiva na vendedora que por qualquer outro motivo, entrei com a blusa no provador. E serviu.

Não me pergunta que lei da física que morreu naquele momento, mas serviu.

Mas assim, SERVIU, cê não tá entendendo. Não apertou nos peitos, na barriga, não ficou curta. Serviu direitinho, como se tivesse sido feita sob medida.

Comprei, né? E saí da loja saltitando.

Não porque eu seja idiota a ponto de acreditar que eu esteja uma menina PP (porque eu não SOU gorda), óbvio que não. Mas porque eu me dei conta que eu não sou o hipopótamo que tem muita gente querendo me fazer acreditar que eu sou. Se eu ainda caibo nas roupas que vendem no shopping, ainda há esperança. E eu caibo NA FARM, MEU AMOR. Tudo vai dar certo.

Ainda comprei mais um casaco, só porque era M. Na Farm também. É ô num é incrível?

Tudo bem que dois dias depois eu comprei uma calça de maternidade na Renner, só porque era linda e perfeita e eu não tenho culpa se enfiaram aquele paninho de amassar barriga lá, mas num tô fugindo da realidade hahahaha.

2012
camiseta PP pode, ser gorda não pode


Fim.

METCHIRAAAAA

Endocrinologista

Porque eu sou brasileira. Mal entrei no consultório e nego já veio perguntando que remédio que eu queria. Deveria ter respondido “bucetramina”, como uma coleguinha confusa fez uma vez. Depois foi enveredando pelo mesmo caminho do acupunturista e eu fiz ALOCA. Catei os exames na bolsa, joguei na cara dele e disse pra ler primeiro e falar depois. Perguntar primeiro e diagnosticar depois. Se era pra chamar de comilona folgada, eu tinha mais o que fazer.

Ele leu e pediu desculpas. “É verdade, esses exames confirmam que você come direitinho. Você faz exercício também?”. Tcharam, mágica. Expliquei tudo, contei quase tudo. Omiti a parte da alergia e dos remédios, porque não queria ouvir a abobrinha toda. Aí ele perguntou se eu por acaso não vinha a usar bombinha pra asma. Eu expliquei. E ele “olha, tem uma alteração aqui nos seus exames que aposto que ninguém notou antes, porque é muito pequena” e me mostrou. “Isso, pra quem não tem histórico na família, é culpa de remédios, quase sempre de asma”.


Só que.

Só que o remédio estragou uma coisa meio séria, de modos que eu vou ter que revezar grupos alimentares e tomar VINTE MIL comprimidos por dia, pra poder fazer outro exame, pra tudo voltar ao normal (oremos). Acontece que eu não posso comer batata por uns tempos e meu, tira meu ventilador, mas não tira minha batata, sabe? É muito sofrido. Aí ele estava lá me explicando como, quando e o que eu tinha que comer, quando fez uma carinha super alegre e soltou

- mas olha, carne cê pode comer à vontade :D

*CATAPLOF*

Se eu não morrer de alergia, nem de falta de batata, nem de efeito colateral de remédio, a gente se vê em abril. Se minha vida social já era ruim antes, imagina agora que nem batata frita e pizza eu posso comer.

Vou ali chorar no cantinho e já volto. Mas não tão rápido, que é pra dar tempo de vocês lerem esse pequeno livro que eu escrevi.

Bgos miu e nunca usem remédio pra asma!

PS: Isso porque era só pra ser um email pra Patrícia e pro Guilherme.