quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

maridos 2018 - 01 poco de fé na humanidade

Num ano em que a pessoa (no caso, eu) confessou em voz alta em diferentes oportunidades que esse homem:


tira sua capacidade de concentração, eu realmente não sei muito o que fazer além de vos trazer a...

LISTA DE MARIDOS 2018!!111

Que melhor forma teríamos de ressuscitar esse blog, non?

(E, sim, é verdade. Eu não sei o que eu faria se Marmelo Odebréxi surgisse na minha frente, esse homem abala meu psicológico e eu sei que tá errado, but the heart wants what the heart wants *escreve cartinha pra cadeia*.)


Também foi o ano que eu vi um marido ao vivo pela primeira vez????


Josh Radnor a uns 3 metros da minha pessoa, cantando uns indie folk e eu desidratando de chorar porque comprei o ingresso errado e não tinha meet&greet. Inclusive esse shom merecia um post só pra ele, porque vou te contar.

AAAAAAAAAANYWAY, isso agora é passado e vamo nóis pra lista 2018 - exercício 2017.

Primeiramente eu quero dizer que vai ter spoiler e não é pouco das seguintes séries:

  • Liar
  • Jane the Virgin
  • Crazy ex-girlfriend
  • Salvation
  • Lucifer
  • Outlander


Pode considerar área de risco deste ponto pra baixo, não tem outros avisos. TEJEM ADVERTIDOS.

"Nossa, mas tem necessidade de spoiler?????"

Tem sim, por motivos que a avaliação este ano tem dois pesos: a beleza do jovem FEAT. a qualidade do personagem que ele interpreta. 

Nesta lista tem vários bofe que acabaram fazendo o requisito por motivos de personagem muito bem escrito. O que é bom e ruim. Bom, porque a gente tem fé no bom exemplo e ruim porque eu jamais encontrarei um homem assim no mundo real, de modos que estou oficialmente incapacitada para relacionamentos não-imaginários.

QUE SEJE.

Here we go.



Pelos critérios da lista deste ano, Ioan ficou de fora. O homem continua lindo? Sim. Mas não tem A MENOR condição de sobreviver ao personagem dele em Liar. Nunca na minha existência eu pensei que sentiria nojo desse indivíduo, mas aconteceu. Daqui a pouco já passa, mas pra esse ano, Ioan é só uma memória bonita em nossos corações.

(aquelas)

Então quem que fez o requisito, linda?

O top 7 no caso teve um empate no primeiro lugar, mas em sétimo temos:

Justin Baldoni



Como o amor nasceu: Justin quase que não faz o requisito. 



Jane the virgin foi a primeira série que eu vi no ano passado depois que saí do cativeiro. Como eu vi tudo numa tacada só, não demorou pra eu achar que Rafael era um baita dum homão. Eu DETESTO personagens banana e Michael, a outra vértice do triângulo, é um dos piores personagens que eu já vi na minha vida. Era impossível torcer por ele. 

I watch it for the plot

Nem tudo são flores

topete e gola alta e tons de marrom e essa barba sos SAI DAQUI

Massss, Rafael é um playboy rico e mimado, de modos que ao longo dos episódios fica difícil defender também. Chega um momento em que você desiste da briga #teammichael ou #teamrafael e você vira TEAM NINGUÉM. 


Quando a terceira temporada começou, dava vontade de EXPLODIR o Rafael e eu garrei implicância com seu intérprete, tireilho da lista e segui com minha listinha de seriados. Mas aíííí, me deparei-me com o seguinte vídeo

don't lose hope :´)

e Justin voltou aqui num glorioso último lugar.




Tem muitos minutos, mas vale a pena todos.

Então assim, no balanço de personagem bosta, ator gente boa, taí Justin na lista.



amorômetro: ♥


Scott Michael Foster

bonito ou branco?


Como o amor nasceu: Tava eu sofrendo com os crush de Rebecca Bunch como se ela própria fosse eu (a doença psiquiátrica é diferente e os boy não me amam tanto assim, não sei por que me iludo), chorano a ausência de Greg (aguarde), quando chega Nathaniel Plimpton III, com o nome mais idiota que existe, assim como sua personalidade e lá vai vaneça descendo o morro da vó salvelina dos crush nadavê.




Nem tudo são flores

mas que caraio é esse cabelo meu senhor dels


exato

Além de ter um nome idiota, o personagem do nosso amado Scott é meio bobalhão. O típico rico-branco-hétero autocentrado. MESMO ASSIM, quando a mulher que ele quer pegar começa a demonstrar que tá dando defeito (defeito sério memo, tipo internação hospitalar), ele tenta ajudar do jeito que pode, do jeito que sabe. Ela precisa de um tempo, ele dá. Ela tenta se matar, ele revira a história da própria família pra tentar entender melhor como é ter depressão e chegar ao fundo do poço, só pra apoiar essa mulher.


YOU GO, NATHANIEL!


Aí quando você conhece a família dele, você entende a razão de ele ser do jeito que é e perdoa Nathaniel das babaquices, porque ele tá sempre tentando melhorar.

E é por isso que ele é nosso sexto lugar na competiçón!


Sexto é quase primeiro!



quem sabe ano que vem, né? hihiihihihi






amorômetro: ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥



Santiago Cabrera



Como o amor nasceu: Eu tava lá inocentemente tentando zerar o catálogo sci-fi da netflix e Salvation apareceu na minha frente. Depois disso, alembrei que ele vinha a ser Isac Mendez (ou qualquer coisa do tipo) em Heroes e agora eu ligo a tv, ele tá lá sendo lindo com uma cara diferente.


Sobre o ator eu não sei nada além de que ele vem a ser Chileno e é muito bonitinho quando ele fala espanhol pelos cotovelos. Entrou na lista por interpretar Darius Tanz, um jovem inglês (ou criado na Inglaterra, tanto faz, o sotaquinho tá lá) que é um gênio e provavelmente vai salvar a Terra de uma colisão com um asteroide ou dar origem ao que conhecemos como a série The 100. Nunca se sabe. 


Darius é lindo, rico, inteligente, arrogante e etc, mas eu gosto muito da maneira como ele se comporta com relação às mulheres. Ele dá o nome do amor da vida dele pro sistema operacional que ele cria. Mas eles não estão juntos, suas vidas tomaram rumos diferentes. Ele conhece outra mulher, fodona e poderosa, se apaixona, a mulher do passado volta e cê pensa "bom, mas é claro que agora ele vai querer retomar o passado de onde parou etc", mas nããããão, ele é honesto com as mulher tudo, diz pra mulher do passado que o timing passou e pra mulher do presente que respeita o momento dela e que tá disponível pra salvarem o planeta juntinhos.


Nem tudo são flores


Infelizmente, esse jovem É AS FUÇA de uma pessoa do mundo real que eu quero ralar na brita, então cada vez que eu olho pra ele e penso "ain, tão bonito", imediatamente eu fico com ódios que quero que o asteroide caia bem no meio da testa dele. Tenho culpa de ter nenhum equilíbrio mental? EU ACHO QUE NÃO.


De modos que é por esse motivo que santiago caiu tantas posiçãs na lista.


Em breve teremos mais temporadas de Salvation e nunca se sabe, né, kirido?





amorômetro: ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥



Dwayne Johnson



meu deus do céu, olha esse homem

sério, olha:

sos


Como o amor nasceu: Pra ser bem sincera, nasceu enquanto Maui, o semi-deus, cantava nas minhas orelhas a trilha sonora de Moana.

brigada mesmo kkkk

De qualquer forma, tem uma frase que eu digo desde que descobri que pessoas estão conectadas ao planeta pela irrevogável força da gravidade: o sonho da minha vida é um dia me pegar com um homem que me levante do chão usando unica e exclusivamente um braço só. Bom, acho que é visível que temos aqui um forte candidato. E ele ainda canta +_+



Lógico que Maui é um personagem ótimo, que eventualmente resolve fazer ~o bem~. E que uma das suas melhores características é não ser movido por nenhum interesse romântico, aleluia, oremos. Mas aqui acontece um caso de que parece que o ator é mais legal que os personagem tudo junto. De formas que mesmo com Maui e professor whatevs em Jumanji (nunca pensei que eu teria motivo pra ver Jumanji na minha vida, já que o primeiro filme foi um grande cocô mole), Dwayne está nesta listinha por ele mesmo enquanto cerumano.



Nem tudo são flores


Mentira! São sim! Eu não consigo achar defeito nesse homem, nem com essa brusinha de gola alta marrom, essa pochete e esse jeans errado. Nem nos tempos daquela lutinha nadavê. The Rock homão maravilhoso socor meldels acode.



Pra ser bem sincera, eu não achei que ele perderia o primeiro lugar este ano, viu? Mas tá aí, em quarto lugar...



Espero que você não fique chatyado comigo, pois ainda aguardando ser levantada do chão com um bracíneo só :)




amorômetro: ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥


Santino Fontana


Olha, eu sei que ele não é exatamente unanimidade em termos de beleza, mas vocês me dê licença pois apashonada, ok? E sempre pode ter outras vantagens~




Como o amor nasceu: Agora as historinhas ficam um pouco mais complexas, porém igualmente horríveis. Quando eu me libertei dos horrores da vida acadêmica, muita coisa tinha ficado mal resolvida na minha vida e eu estava exausta. Até porque em 3 anos todas as "férias" que eu tirei no trabalho foram pra poder passar mais horas por dia estudando. JÓIA. De modos que no segundo semestre de 2017, quando eu consegui 10 dias pra descansar, eu me instalei na frente de uma tela de televisão e por lá fiquei por 240 horas. Quando tava perto de zerar o catálogo assistível da netflix, surgiu Crazy Ex-girlfriend como opção, que eu só não ignorei pois meu BFF disse que era bom.

No começo nem parecia bom não, mas eu me apaixonei instantaneamente pelo Greg e ainda pensei "certeza que é uma participação de um episódio só, pra me convencer a continuar vendo e sumir". Não era.

Pra mim, Greg foi um dos melhores personagens masculinos do ano passado. Era um cara sem perspectiva em todos os aspectos da vida, que colocava sempre nos outros a culpa por não sair do lugar. Aí um dia ele acorda e começa a tomar as rédeas da vida na própria mão e a acertar as cagadas todas.

No processo, tinha Rebecca. Ele se apaixona por ela JUSTAMENTE porque ela não se apaixona por ele. Quando ele se dá conta que ele tem um problema que precisa de tratamento, ele eventualmente percebe que ela também. Mas ela ainda está em negação e ele respeita isso, respeita a si mesmo e se afasta, mesmo sabendo que ele ama aquela mulher. E ele faz isso de um jeito muito bem escrito, sabe? Eu não gosto nem de pensar, porque foi uma fase meio ruim na minha vida e eu projetei amor num personagem de ficção, então foram muitas horas choradas na frente da televisão.


Nem tudo são flores


O problema foi esse aí mesmo, o jovem simplesmente saiu da série e ficou aquela sensação de E MEU SHIP?????? E EU???? Fiquei muito bad vibes por alguns dias, inclusive eu nem queria mais ver a série AÍ VOCÊ SINTA O DESEQUILÍBRIO EMOCIONAL DA PESSOA. Eventualmente meu cérebro voltou a funcionar e cá estamos nós vivendo normalmente e colocando Santino num suave terceiro lugar.


Dá pra dizer que é o segundo lugar, se a gente considerar que os dois próximos estão empatados em primeiro, né?




Se não tivesse saído da série, poderia estar em primeiro lugar, mas nããããão, foi ser poliça numa série CHATÍSSIMA com j-lo, aí não tem quem consiga continuar, kirido!111

amorômetro: ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥


****

Então agora tem essa dificuldade aí do primeiro lugar. Há dias estou tentando balancear os critérios pra desempatar, mas eu.não.consigo.

De modos que a ordem de apresentação dos jovens será apenas a ordem em que eles entraram na minha vida, não tem nenhum na frente do outro, eles estão empatadíssimos em primeiro lugar. Neste ano a bigamia venceu, mores.

Fiquem agora com os meus maridos 2018:


Tom Ellis






Como o amor nasceu: desculpa vó, desculpa brasil, mas o negócio é que eu tô amano o anjo caído, sinto muito, MAMA I'M IN LOVE WITH A CRIMINAL AND THIS TYPE OF LOVE ISN'T RATIONAL IT'S PHYSICAL (pensando bem, até marmelo odebréxhi cabe nesses versinhos, NÃO, PÉRA).


Mas é isso aí, eu miapashonei por esse homem assistindo Lucifer, não tem como explicar de outra maneira.


Calmo.

Eu não sei se vocês sabem, mas eu fui criada pela inquisição. Ousseje, quando apareceu na locadora da internet o lançamento dessa série, inclusive como sugestão pra minha própria pessoa, eu esbravejei, questionei a sanidade da humanidade, chamei de mau gosto, fiz drama e proibi qualquer pessoa insana o suficiente pra assistir de comentar comigo ou perto de mim. Quem foi sabe. 

Aí um diiiia, minha irmã chegou em casa falando que tinha visto e gostado e eu UÉÉÉÉÉ, pois a inquisição que criou uma criou outra, mas já bem perto de não ter mais o que ver na tv, eu dei play.


E FODEO.

Cê questiona toda sua vida perguntando se é isso mesmo, se você tá lá torceno pro próprio demonho, inclusive bastante encantada pela sua pessoa. 


POIS É.

Nem tudo são flores




Depois de um tempo a coisa fica meio errada d+++ e cê vai por aí procurando no imdb provas de que não é só as vibe sedutora e olhos cheios de delineador (por que isso não é uma moda mundial, homens de delineador? vamo celebrar homens com olhinhos contornados, minha gente!) e vai assistir coisas que você tá adiando há anos, como por exemplo, Miranda.

Eu já era apahonada por Miranda Hart fazia muito tempo, não sei por que caraios não tinha parado pra ver a série direito e na ordem.

Aí, meu amigo. Lascou-se de vez. Gary é um homem maravilhoso e o estrago tava feito.


É muito fácil explicar a razão de Gary ser um personagem incrível: ele é obviamente apaixonado pela Miranda, uma mulher completamente fora dos padrões. Isso nunca entra em questão. Nada. A forma física, a falta de jeito, as merdas que ela fala, eles arrotam um na cara do outro, não tem a ~sedução convencional~ de comédias românticas. Gary é aquele personagem do homem que é bonito e não sabe disso, ele também é meio desajeitado, as coisas nem sempre dão muito certo pros dois, mas ele sempre trata Miranda muito bem. Inclusive quando ela parece encantada por outros homens. Ou quando ela cansa de esperar que Gary entenda o que tá acontecendo e segue a vida. Pra ser bem sincera, eu me apaixonei mais pela Miranda do que pelo Tom assistindo a essa série hahahahahahhaa.

mas de jeito nenhum


Mas o interessante mesmo é explicar como é que LUCIFER, o próprio capeta, é um personagem masculino admirável. 

Cê vê: ele conhece Chloe e se interessa por ela. Ele tá acostumado a ser correspondido, mas neste caso não é. Ele tenta de todas as formas seduzir a mulher e ela permanece dizendo não. Um dia, chatyada, ela chega bêbada na casa dele, vai tirando a roupa e manda um eloquente ~me coma~. O QUE ELE FAZ? Bom, ele percebe que é uma mulher vulnerável e fora do juízo perfeito e apenas abraça-lha enquanto ela dorme.

VÉIO, SE O PRÓPRIO CRAMUNHÃO CONSEGUE RESPEITAR UMA MULHER, SABE? Não pode ser assim tão difícil!!1111


Então esse home certamente vai ser meu marido este ano.

NÃO

VOMO

A GENTE VIVER FELIZ PRA SEMPRE

ENTÃO COLOCA ESSE ANEL NO MEU DEDO E VAMO SER FELIZ, MAILOVE!111

FECHÔ <3

amorômetro: ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥


Sam Heughan


Como o amor nasceu: Eu tava lá doente, né? Aí eu tava com muitas horas livres no dia, por motivos que era de casa pro trabalho, do trabalho pra casa. Eu tinha prometido pra mim mesma que não veria Oulander antes de ler os livros, mas febres são capazes de derreter neurônios e a gente sair apertando play primeiro e pensando depois.

Eu não sabia que tinha viagem no tempo, 



mas foi só descobrir pra saber que eu tava perdida pra sempre.


Deixa eu falar uma coisa pra vocês: eu não sabia muita coisa sobre a história (percebe-se), além de que vinha de um livro. E eu não sabia quem tinha escrito o livro. Mas antes do meio da primeira temporada a gente já vê claramente que Jamie é um personagem escrito por uma mulher, porque ele é, atenção,

O MELHOR PERSONAGEM MASCULINO QUE JÁ EXISTIU.



Inclusive arrependida de não ter lido antes o livro, já torrando a mesada na Amazon. 

Jamie e Claire se conhecem no século XVIII, no meio da guerra entre Escócia e Inglaterra. A mulher vinda de duzentos anos no futuro tem um comportamento obviamente incompatível com a época em que ela está. Mesmo assim, Jamie, que deve ter uns 21 anos quando ela chega, se adapta muito rapidamente a ela. Tudo que ela faz é questionável para aquela sociedade, mas ele sempre racionaliza e segue em frente. Um dos melhores episódios é quando eles casam obrigados e outro é quando ela conta pra ele que veio do futuro. As reações do Jamie são MUITO irreais, porque toda vez que você pensa "é agora que o comportamento primitivo masculino vai se manifestar", vem um stuplash bem no meio da sua cara e Jamie é o homem perfeito outra vez.

Até dói um pouco aqui tentar evitar os spoiler tudo, porque essa série abala meu psicológico.

Nem tudo são flores



É claro que eventualmente, acontecem momentos de PUTA QUE PARIU, HOMEM!!11, porque homem sempre será uma bosta até quando for ótimo. Mas o sentimento geral é de que, se eu for obrigada a me relacionar com o sexo oposto novamente um dia, que seja um homi tipo James Alexander Malcolm MacKenzie Fraser. De kilt. Se é pra cruzar um corredor em direção a um altar, que seja isso me esperando na outra ponta:






Então vamo casar, amor da minha vida?


Então VEMK



(só não esquece que no caso é dona vaneça e seus dois marido etc)


MAS EU TIAMO!11 :)



Então é isso, Sam: você é o marido 2018 com quem eu andaria de mão dada na rua e alteraria o status do feicybuk!




amorômetro: ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥


Até ano que vem, amiguinhos!


quinta-feira, 5 de outubro de 2017

George

(enquanto eu tento corrigir minhas vibe, fiquem com esse textinho que postei no facebook)



Aqui perto tinha um restaurante chamado George's, de um homem coincidentemente chamado George, que também vinha a ser o cozinheiro do estabelecimento.
A primeira vez que eu fui comer lá, eu fiz o ritual de sempre: perguntei pro George - ainda sem saber que ele vinha a ser o próprio - se ali era possível comer sem carne e leite. George me disse que sim e imediatamente assumiu que eu era vegana. Uma conclusão que faz até bastante sentido, se a gente pensar bem.
Demorei mais de um mês pra voltar naquele restaurante, mas mal eu passei pela porta, antes que eu dissesse oi, George me recebeu de modo efusivo, já listando que parte do cardápio do dia eu podia comer sem medo. Ele não esqueceu.
Quanto mais eu ia lá, mais ele criava pratos diferentes e anunciava com orgulho que naquele dia tinha hambúrguer, estrogonofe ou vatapá cem por cento vegano, pra eu comer sem me preocupar. Depois de um tempo, tinha até sobremesa "segura" e eu nunca tive coragem de contar pra ele que eu não gostava de doce. Porque George parecia sempre muito feliz em agradar.
Eu tinha uma amiga, dessas que são consideradas muito bonitas pro padrão atual vigente de beleza. E era evidente que essa ~amiga~ gostava muito de passear comigo nos dias em que precisava melhorar sua auto-estima.
O único lugar aonde ela não gostava de ir comigo era no George's. Ela reclamava que se sentia invisível quando eu entrava lá (e parece que ela não estava acostumada com essa sensação que eu conheço muito bem). Ela dizia que ele devia ser apaixonado por mim, que essa era a única explicação. Mas não era. Como muitas pessoas que nasceram bonitas, essa menina não conhecia a dinâmica de ser gentil com uma pessoa e receber gentileza em retorno. George conhecia pouco, mas acho que era apaixonado pelo restaurante e pelas comidas e pelas pessoas todas que saíam de lá sorridentes, dizendo que estavam entupidas, porque a comida era boa demais.
E era mesmo.
E era um lugar tão feliz que você podia comer num quintalzinho cheio de florzinhas e árvores com frutas. E podia sentar num banquinho embaixo do limoeiro e roubar amoras na lateral do terreno. E as paredes eram cheias de quadrinhos com trocadilhos de nomes de filmes com vegetais. O quiabo veste prada. Edward mãos de cenoura. Kiwi Bill. E o coentro levou. Era campanha publicitária de um hortifruti, parece. Mas todo dia tinha alguém novo no bufê encarando as paredes e dando risada.
Mesmo quando o dia não estava muito grande coisa, a gente entrava no George's e a vibe já mudava. Até mensagem de pessoas imitando golfinhos eu recebi enquanto pensava na minha vida debaixo do limoeiro. E ri tão alto que achei que todo mundo viraria com olhares julgadores, mas não, todo mundo era feliz nas mesinhas do George's e não precisava olhar feio pra ninguém.
Faz mais ou menos um ano que ele morreu. O dono. E o restaurante também. George morreu de repente, eu ouvi dizer. Fecharam o restaurante e nunca mais abriram. O letreiro ainda está lá, com a promessa de comidinha caseira e ambiente feliz, num tom de laranja tão horroroso que fez com que eu levasse anos pra entrar. O que é uma pena. É uma pena que eu tenha demorado tanto pra ir, é uma pena que ele tenha morrido tão cedo, é uma pena que a porta esteja fechada pra sempre. O George era mesmo a alma do lugar e, quando ele se foi, o restaurante acabou também.
Tem dias que eu tenho saudade da pessoa que eu nem conhecia direito. Tem dias que eu tenho saudade da comida. Tem dias que a saudade é de sentar lá numa mesinha ou debaixo do limoeiro, de ser recebida pelo som suave de uma voz berrando com sotaque do centro-oeste que hoje a comida tá sem coentro e que tem batata frita, porque quem é que consegue sobreviver a uma segunda-feira com coentro e sem batata frita?
Tem dias que eu tenho saudade de acreditar que atravessei um portal pra uma cidade do interior, um quintal de casa de vó, no domingo, em que só o fato de você sentar ali por meia horinha podia fazer o mundo consertar sozinho quando você voltasse pra realidade.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

ik vind je aardig


(este não é um post triste)


Eu sempre fui uma criança tranquila. Mas eu nunca fui uma criança comum. E, talvez por não saberem exatamente como lidar comigo, os adultos estavam sempre me deixando de castigo.

Eu vivia de castigo.

Pelas mais variadas razões. Teve um ano, especificamente, muito ruim. Eu tinha 8 anos e meus pais estavam me criando numa religião que não era a católica. Eu nem sabia que era diferente de ir à igreja, porque todo mundo falava de Deus e tal, mas eu tava toda semana no equivalente à catequese. Só que eu fui passar um tempo na casa da minha vó, no interior. E como toda boa vovó de interior, a minha também era católica, apostólica, romana e tinha a necessidade de me mandar pros eventos da igreja enquanto eu estivesse por lá. Um dia, o padre falou alguma coisa sobre a bíblia que não era o que eu tinha aprendido nas minhas aulas de religião. Eu era uma criança. Eu tinha 8 anos. Eu não sabia lidar com desencontro de informações. Contestei que eu não tinha aprendido daquele jeito e o que o padre fez? Falou que existem interpretações para a bíblia e a que eu conhecia não era a mais adequada? Que ele acreditava que a dele era mais precisa, com base em sua experiência empírica? Que eu poderia dizer como eu aprendi e nós discutiríamos onde estavam as diferenças? 

HAAHHAHAHAHAHAH NÃO.

Ele me chacoalhou, gritando que eu deveria parar de falar besteira e me derrubou no chão.

Todo mundo sabia que eu era a criança paulistana com educação duvidosa, ninguém interveio. Eu me recusei a permanecer naquele ambiente e fui embora pra casa, muito machucada. Chegando lá, contei o que tinha acontecido e quem ficou de castigo fui mesmo eu. "Porque você é impossível, Vanessa, nem o padre aguenta". 
Mas não foi só isso!

Eu tinha ido pra igreja com a minha vizinha, a criança modelo da casa da frente. Quando a mãe dela me viu entrando em casa, se perguntou por que raios a filha dela não tinha chegado junto. E em vez de ir cuidar da própria cria, foi até a casa da minha vó perguntar onde a menina estava. Expliquei que saí antes da igreja porque o padre me bateu. Então além do castigo por provocar o padre, eu fiquei de castigo por propagar o assunto e deixar a menina voltar desacompanhada pra casa.

*****

Outros castigos vieram.

Eu não entendia muito bem a relação de causa e efeito entre ir à piscina gelada no meio do verão e ficar doente. Então eu ficava de castigo só por pedir, por exemplo. Isso é pra todo mundo entender que eu não era uma criança bagunceira, arteira ou impossível - no sentido comum de criança impossível. Eu era psicologicamente impossível, então minha repreensão era sempre em forma de tortura psicológica também.

Mas nada como viver na inquisição.

*****

Naquele mesmo ano - lembrando que eu era uma criança que ainda não enchia duas mãos pra identificar a idade - eu recebi uma cartinha de um menino. É claro que a gente não pode controlar o fato de ser a parte RECEPTORA de uma carta, mas na mente problemática dos meus cuidadores, se uma menina é objeto de afeição de alguém é porque ela PERMITIU. 

No momento em que a carta foi entregue, fui interceptada pela pessoa que foi me buscar na escola, dizendo que queria saber o conteúdo do que estava escrito. Como eu disse, eu era uma criança muito tranquila e garanti que todo adulto responsável poderia ler, DEPOIS que eu lesse. Não fui atendida. O veredito era que eu só poderia ler se um adulto autorizasse. Eu não sabia o que estava escrito na carta, mas sabia que a) era "romântico" e b) era PRA MIM. Então, se eu não podia ler primeiro, ninguém leria. Comi a carta. Fiquei semanas de castigo depois desse momento.

*****

O transtorno com o padre foi só o primeiro de uma série, que passou pela carta comida e teve um grande rastro ao longo da minha vida. Cinco ou seis anos depois, eu vivia mais tempo no castigo que fora dele, eu já nem saberia dizer qual era o ~normal~. Na maior parte das vezes, por problema religioso mesmo. Mas qualquer coisa era motivo.

Normalmente eu não tava nem aí pras coisas que eu "perdia". Até o dia em que foi anunciada uma viagem de férias pra Europa, para a qual eu não fui convidada. A viagem era de motivação religiosa, englobando Portugal, Espanha e Marrocos. E se eu não era católica, então não tinha nada o que fazer lá.

Realmente, fazer uma viagem caçadores de missa não me interessava nem um pouco. Mas era a Europa e eram igrejas e eu AMO igrejas, até o dia de hoje - em que eu continuo sendo NEM UM POUCO CATÓLICA - eu adoro visitar igrejas em todas as cidades e países aonde vou. Alguns meses antes, tínhamos visitado Ouro Preto e as igrejas do aleijadinho, e eu tinha conseguido fazer o passeio ser bom mesmo ignorando as vibe de missa, de modos que eu fiquei profundamente chateada de ter sido deixada pra trás na viagem pra Europa. Pra ser bem sincera, eu sou TÃO TROUXA, que eu acreditei até o último minuto que alguém ia gritar PEGADINHAAAAaaaaAA e me mandar arrumar as malas.

Não aconteceu.

Fiquei um mês de babá de gato, com férias absolutamente sem graça na frente da televisão, bastante chateada.

Meus primos, que fizeram o requisito, voltaram da Espanha se recusando a falar português. Foram semanas falando um portunhol desgraçado, contando como o país era incrível e blá bla´blá bla´bla´bla´bla´b a´lb abláblábl´, adoraria enfiar essa viagem no cu? Além disso, como a maior parte da viagem aconteceu lá (na Espanha), todos os nossos presentes estavam escritos em espanhol.

Agora você veja: eu garrei ÓDIO dessa língua.

ÓDIO.

Eu já estava estudando inglês e italiano por conta própria fazia algum tempo e minha escola estava começando a oferecer aulas de espanhol. Eu sempre adorei aprender línguas diferentes, já estudei também francês, holandês, alemão, galês. Sempre tive facilidade pra compreender a língua que eu quisesse. Mas, naquele momento, deu-se um bloqueio TÃO GRANDE que eu fui incapaz de aprender uma palavra que fosse em espanhol. Claro que a gente entende uma coisa ou outra, porque é tudo muito familiar. Mas eu sempre fiz cara feia pra músicas, filmes, livros e qualquer tipo de texto em espanhol. Foi uma vida me recusando a me relacionar com essa língua. 

Acontece que foi só uns dois meses atrás que eu encontrei de onde vinha essa aversão. Minha família tinha viajado e eu resolvi mudar de quarto na minha casa. Eu estava sozinha e pude desmontar dois quartos inteiros com calma, passar as coisas de um lado pro outro com paciência, abrir todas as caixas que eu quisesse pra decidir o que ficava e o que ia pro lixo.

Aí encontrei esse quadrinho aí da baixa autoestima. E foi só nesse momento que se deu todo esse raciocínio, aquele famoso "ahhnnnnn". Foi também quando eu decidi que tá na hora de fazer a Elsa and let it go.

Mas uma birra de décadas não se vai assim com essa facilidade e sem esforço nenhum, não é mesmo?

Eu passei anos fazendo careta cada vez que alguma coisa em espanhol surgia na minha frente, então é um reflexo já enraizado no organismo. É muito difícil refrear a reação quando ela vem. A decisão de deixar o espanhol entrar (ryzas) é muito recente e ainda depende de muita concentração pra não sair reclamando sem motivo. Eu ainda gasto muita energia no processo.

*****

Semana passada eu estava conversando uma conversa tão gostosinha, sabe? A minha guarda tava toda baixa. Num certo momento, falando sobre a vida e os planos, da boca daquela criatura tão bonita, sem que eu esperasse, sai uma frase inteira em espanhol. Os olhos, antes olhando o horizonte, grudaram nos meus. O corpo todo na minha direção. Faíscas. Se você me perguntar quais palavras foram ditas, eu não faço a menor ideia. Talvez fosse uma pergunta, querendo saber se eu falava espanhol também. Jamais saberei. Porque meu cérebro apenas

parou.

Antes que eu pudesse responder, eu reparei que eu não senti repulsa, eu não senti incômodo.

I fell in love.



terça-feira, 12 de setembro de 2017

3+1

Título alternativo: quatro séries maravilhosas que você deve ver imediatamente, sendo que uma é horrível e as outras não :P

Bom.

Vamos começar pela série horrível-bad-vibes-porém-importante.


THE HANDMAID'S TALE





Se você é terráqueo, você provavelmente ouviu alguém dizendo que você deveria ver The Handmaid's Tale. Mesmo eu, que ninguém manda em mim, fui lá ver qual era e não me arrependi. É ASSUSTADOR.

Na época em que ela estava passando, minha mãe me proibiu de falar a respeito, porque eu não tinha outro assunto. O problema é que a história é um futuro distópico, que não parece nem tão futuro nem tão distópico assim. A gente vê as coisas acontecendo e se pergunta se não poderia ser a gente, em cinco anos, cinco meses. 

Eu convido inclusive os boy a assistir com os olhos de uma mulher. Toda vez que estiver assistindo, pense que você estaria ali naquela sociedade num papel feminino. Não pensa que é sua mãe, sua irmã, sua vó, a mulher da sua vida. PENSA QUE É VOCÊ. Agora sente o pavor. 

Caso algum de vocês tenha estado debaixo de uma pedra (ou tido mais o que fazer) nos últimos meses, a série trata de um ~momento social~ em que as mulheres perderam absolutamente todos os seus direitos. E quando eu digo TODOS, eu digo que elas perderam até seus nomes. As mulheres "mais importantes" da sociedades são nomeadas de acordo com seus DONOS. Véio, tem noção do absurdo que é isso? Inclusive, tem gente que demora 8 episódios pra entender a ~sutileza~ da denominação das mulheres, o que é incompreensível.

Elas são divididas em categorias, é o sonho realizado do "pra comer ou pra casar", fora o "pra limpar a casa" e "pra manter as outras trôxa na linha". Tem mais categorias, mas aí resume bem a situêixon. As mulheres não são mulheres, elas são A PRÓPRIA CATEGORIA. É uma desgraça, gente. Uma desgraça.

O curioso, pra mim, é que é uma série em que quase o tempo todo tem só mulheres em cena, ou uma maioria de mulheres. Obviamente passa no Teste de Bechdel. É uma contradição que provavelmente foi proposital, não sei. Nunca li nada oficial sobre a série. Só sei que ela é baseada em um livro escrito há uns 30 (40?) anos e é surpreendentemente atual.

Eu acho bom quando mulheres assistem, porque vem aquele ÓDIO INTERIOR de deixar o patriarcado e a "religião" lascando a nossa vida e lembra que temos que manter a mente alerta O. TEMPO. TODO.

Homens o que tenho a ver eu mal vejo comentando. Eu não sei se é porque eles não assistem, não aguentam, pensam que "nem todo homem", acham que é frescura/delírio/exagero, ou se eles assistem com esse gostoso sentimento de que poderia ser com seus fiofó.

Só sei que se vocês não viram, deveriam ver.


AGOOOOOOOOOORA

Depois de ver essa desgraça e perder completamente a fé na humanidade, no amor e em tudo mais, recuperemlhos assistindo às 3 séries seguintes:

* SUPERSTORE

* JANE THE VIRGIN

* CRAZY EX GIRLFRIEND

Eu tinha começado a falar delas uma de cada vez, mas quando eu me perguntei aqui qual era a razão de eu ter me apaixonado TANTO por essas séries, eu percebi que (pra mim) todas têm uma coisa em comum: as protagonistas parecem gente como a gente. Em Superstore e Jane the Virgin, as mulheres - Amy e Jane - são latinas e não seguem aquele padrão loira-magra-alta. A Rebecca de Crazy ex-Girfriend ainda é ~branca de olho azul~, mas é uma mulher... normal. Na série ela se chama de gorda com uma certa frequência, mas é só uma mulher não-magra no meio de atrizes de hollywood. As três são pessoas com quem a gente consegue se relacionar muito facilmente. E o curioso, na minha opinião, é que o cara bonito-padrão (e praticamente todos os homens da série) se interessa por essa mulher, que é obviamente a mulher menos arrumada, com o psicológico mais perturbado, com a vida mais ordinária. 

Essas séries me fazem pensar que eu sou normal e que tá tudo bem com isso. E que não é por isso que eu sou MENOS, ou desinteressante ou sei lá se vocês estão acompanhando o raciocínio.

Vamos aos spoilers:



SUPERSTORE



É uma série que acontece dentro de um supermercado, umas vibe wal-mart. Eu comecei a assistir por motivos de America Ferrera (sdds Ugly Betty) e já tava fisgada no fim do primeiro episódio. É uma história sobre a vida, sei lá. A graça é que os personagens principais não são o que a gente costuma esperar de personagens principais: uma mulher latina, uma mulher ~grande~ e masculinizada (porém hétero), um cadeirante, um homem banana, um gay filipino, uma velhinha e por aí vai. É sobre essa coisa de criar uma família entre as pessoas que estão à nossa volta, sabe? Uma daquelas comedinhas de meia hora, mas que têm aquele tantinho de drama que deixa a coisa um pouco mais real. 

Por enquanto são só duas temporadas, mas este mês ela já volta pra terceira. 

Se você ainda não está convencido, imagine que acontecem vários episódios com o sonho de princesa pobre de todos nós: ficar preso em um supermercado por qualquer razão que seja.

É aquele tipo de série simprona, bobinha, que a gente vê pra passar o tempo e ser feliz. Então pode ir sem medo. E sem critério também, pois 120% biruta.


JANE THE VIRGIN



Eu lia sempre a sinopse e pensava que não tinha como ser boa. Uma jovem de vinte e tantos anos, literalmente virgem, que de repente surgia grávida. Toda puxada pra uma vibe novelón mexicano, com falas mescladas de inglês e espanhol, língua que eu detestava até uns 4 dias atrás kkkk. De novo, uma série que pega a gente já no primeiro episódio, composta de personagens ~visualmente~ normais, de dramas do dia a dia. Nós, enquanto latinos, conseguimos uma certa identificação com a ideia de morar com a mãe e a vó, de ver a religião das véia tendo um baita impacto na nossa vida, de ter que trabalhar pra pagar a faculdade, essas coisas todas que todo latino já passou na vida e não vê exatamente contempladas em seriados americanos. 

Os personagens são maravilhosos (quase todos, já que eu O D E I O o Michael) e eu adoro o fato de que a gente odeia a pessoa por 5 episódios, depois ama, depois odeia, depois ama odiar e assim vamos. 

Fora que tem o melhor personagem do mundo, ROGELIO DE LA VEGA, um ator real oficial de novelas mexicanas (em A Feia Mais Bela ele era o personagem principal) e é maravilhouser assistir entrevistas com ele em português, porque o homi é poliglota e fala nossa amada linguinha fluentemente. Coisa mais fofa do mundo. Não tem como não amar.

Obviamente outra série biruta, as pessoas DELIRAM, é maravilhosa. Até o narrador causa amor no cerumano. Pode ver sem medo de ser feliz.



CRAZY EX-GIRLFRIEND



Essa série, gente. Essa série desgraçou demais minha cabeça. Mas de um jeito bom, viu? Nos primeiros dias depois que eu dei o pé nos ~estudos~, eu tava cansada. Não, eu tava EXAUSTA, mais que Luciana Gimenez. Foi no fim de julho, eu tava de "férias", então acordava cedo (y), resolvia problemas e, quando chegava umas 15h, eu tava imprestável. Aí eu desmontava na frente da tv e deixava essa série passando. Escolhi porque um amigo meu disse que era ótima APESAR DE SER MUSICAL. Eu odeio musical, eu só não queria deixarlho triste por nem tentar assistir. Mas botei lá, achei o primeiro episódio MUITO CHATO, porém o controle remoto tava longe e a netflix vai passando sem parar, né? Eu tava acoplada ao sofá e apenas deixei continuar. Quando eu vi, tava absolutamente pega pela história da mulher que não lida muito bem com relacionamentos, só faz merda, tem sérios problemas de timing e pra perceber o que tá DEBAIXO DO NARIZINHO. A criatura que fica apegada ao namoradinho de quando tinha 15 anos e não consegue superar, faz umas coisa idiota aí pra tentar ressuscitar relacionamento morto e não cansa de passar vergonha em geral.


Guardadas as proporções entre ficção e realidade, eu vi muito de mim na Rebecca, sabe? Imaturidade emocional, vontade de agradar todo mundo a qualquer custo, problemas psicológicos MIU, as amizades que não fazem nenhum sentido, a girl squad que de repente se forma do nada.

E os boy, né?

Rebecca julgando os boy por critérios socialmente """adequados""" e perdendo pessoas maravilhosas em sua vida, só por ser meio babaca.

E existe alguém mais babaca que eu?

- não.

E, o mais incrível, foi que acabei o binge watch num dia, menos de uma semana depois minha vida deu uma virada nos eventos que tamo aqui hoje tentando ser menos babaca e aproveitar as gente bonita que deus manda no nosso caminho.

*****

É isso. Eu gosto de série assim: que não tem muita pretensão de mudar o mundo, mas que acaba falando com a gente num nível pessoal e fazendo a gente pensar.

E pra quem é mulher e acha que falta entretenimento que respeite a gente como cerumano, eu acho que tudo isso aí é um bom começo.

HAPPY WATCHING!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

me chama que eu vô




O ato ou efeito de pós graduar foi como uma grande TPM. Tudo estava horrível o tempo todo, eu estava mal humorada, não queria ver ninguém, tudo doía. E eu engatei o doutorado no mestrado e foi uma desgraça. Porque, exatamente como na TPM, eu não escolhi as condições e não aceitei os termos do serviço. A coisa foi imposta. E quando a TPM acaba, o que vem? UMA COISA PIOR QUE A PRÓPRIA TPM, se é que vocês querem saber? É como se a gente tivesse que lidar com uma cena de crime violento todo dia. E essa é a melhor analogia pra explicar o que foram os últimos meses.


*****

Sabe big brother? O programa? Que em duas semanas as pessoas estão jurando amor eterno e formando alianças e relacionamentos e você grita com a tv, VOCÊS SE CONHECERAM ONTEM, SEUS ARROMBADO, e tal? Pós-graduar é mais ou menos assim. Você não tem vida além da sua pesquisa e fica praticamente condenado a conviver com aquelas mesmas 23 pessoas enquanto durar o evento. Pior se você participa de um grupo de pesquisa. Ele é ainda menor e mais grudento, cê cria uma espécie de síndrome de estocolmo com o seu orientador, seu universo se restringe àquele assunto e àquelas pessoas e todo o resto do mundo, que tem mais que dois interesses diferentes, passa a te achar um grande ESTORVO. Você perde a conexão com o mundo e só se relaciona com o exterior pelos olhos do Thiago Bial. 

E você meique perde amigos, né?

PERDEEEEER, perdeeeeer, assim perdido, não perde. Mas ninguém te chama nem pra ir na padaria mais, porque você não pode, porque você tem prazo, porque você tem uma lista de 283 exercícios de cálculo pra entregar na semana que vem. Até porque se você vai, adivinha qual é seu único assunto?????????? Porque esse desespero se enrosca no seu DNA e você não é mais você, você é o mestrando, doutorando, estudante, a entidade superior privilegiada que sabe coisas como qualis de periódicos, melhores formas de usar o sci-hub e quais são seus amigos com quem você pode trocar pdf aberto de artigos pagos.

GRANDES BOSTA, if u know wat i mean.

E você vê que seus concorrentes (porque ninguém é amigo de ninguém nesse mundo desgraçado) estão indo no confessionário apelar pro BRAZIU que são os mais estudiosos, os mais bolsistas, os mais média A, fodão, doutor PhD. E não te convidam pra fazer lanchinho na cantina como se você fosse do grupo que não tem estaleca pra comprar feijão e ainda votam em você por falta de afinidade, enquanto pedem pra por nome no seu artigo.

ENFIA NO CU.

Aí eu cansei, né? Como a gente faz com qualquer relacionamento falido, eu pedi um tempo e eu e o doutorado não estamos nos falando há algumas semanas e eu já tenho uns projeto novo aí. HEH.

*****

Em notícia não relacionada, minha vida sentimental - que já não tava grandes coisa desde o pior ano que já existiu (2013) - deu aquela naufragada pós vida acadêmica. Se você já tem um relacionamento quando ela começa, você acaba casando. Primeiro porque a outra pessoa realmente tem que amar o acadêmico pós graduando. Segundo porque a única forma de você conviver com um indivíduo enquanto você estuda, é se ele estiver na sua casa enquanto você se alimenta ou no momento que você tenta lembrar que dia é hoje e se você pode dormir. (Um pós-graduando médio dorme uma vez a cada 3 dias.) Então é mais prático casar, né? 

Agoooora, se você NÃO TEM um relacionamento, pode esquecer que ele vá surgir nesse período.

Cê mei que acredita que pode acabar acontecendo com um coleguinha de turma (vários quase aqui), mas você não deixa continuar por motivos que VAI QUE CÊ TEM QUE FAZER TRABALHO EM DUPLA no futuro e esse negócio naufraga? Melhor não. Cê mei que acaba se envolvendo com o filho do orientador porque cê passa mais tempo com esse desgraçado que com seus pensamentos. E dá pra piorar essa equação aí, mas eu não vou, por motivos que eu sei bem quem tá de zóio nesse blog. 

Eu, que inclusive TRABALHO dentro da mesma maledita universidade, não tinha muita opção. O mais perto que eu cheguei de um boy na minha vida, era outro estudante da instituição. A gente tem uma bola de ferro imaginária nos nossos pezinhos, a gente esquece que existe vida além daqueles muros.

*****

O causo é que faz umas 6 semanas que eu fiz a Kimmy Schmidt e encontrei a saída do cativeiro com o uso da minha própria força de vontade.

Nos primeiros dias, eu não conseguia nem CONCATENAR os pensamentos. Eu esquecia coisas, eu não sabia que dia era, não sabia as horas, era como se tivesse voltado de um coma. Eu não sabia mais me comunicar com as pessoas de modo efetivo, eu não tinha assunto, eu não sabia onde ir, o que comer, nada.

Pra agravar ainda mais a situação, minha família foi passar um mês fora do braziu e eu fiquei sozinha em casa uns 20 dias. Aproveitei e tirei férias, que foi pra não ter que me prender nem a relógio. Eu NUNCA assisti tanta televisão na minha vida (inclusive já no rascunho um post de séries que vocês devem assistir pra breve). Cozinhei 500 tipos de comida, refiz laços com meus animais de estimação, fiquei parada 20 minutos num cruzamento apenas apreciando o movimento das pessoas, andei de ônibus só pra ficar olhando paisagens, fui em restaurantes que eu nunca tinha ido, comi coisas que eu nunca tinha comido, fiquei sem ir pra academia PELA PRIMEIRA VEZ EM VINTE ANOS, pratiquei o ócio injustificado, sem precisar dar desculpas nem pra mim mesma.

ME

LIBERTEI

Não durou muito, né? Pois o cidadão comum proletário logo tem que lembrar que é dia de pagar o cartão, comprar papel higiênico, tirar o lixo, varrer as frozinha cor de rosa da cerejeira do quintal. Mas foi um bom começo pra voltar à vida.

Aí, mais recentemente, eu passei a SAIR DE CASA SOCIALMENTE, como eu não fazia desde o fatídico ano de 2010, em que minha cama não me viu nenhuma única noite de sábado. Claro que agora eu não viro mais a noite e ocasionalmente eu acho que tô indo num shom e acabo num culto evangélico (não perguntem), mas depois nóis vai pro bar e enche a cara de mojito lemonade (igual mojito, só que sem o álcool HAHAHAHAHAH - ainda que nóis realmente não seje crente nem nada), porque nosso irmão é o barman e facilita bastante a vida. 

O curioso é que, tanto pela minha personalidade, quanto pela espiral do horror em que eu tava presa e não tava enxergando, eu tava levando aquela vibe tóxica pra minha vida ~amorosa~ (e veje que eu uso o termo aqui de maneira bem ampla). Eu tava o tempo todo em volta de gente do passado, que já deveria ter ido pra luz, perto de gente que não me fazia bem, de gente que não era certa pra mim. E eu não tava vendo, tava achando super ok e tendo aquela dificuldade de compreender por que tudo tava tão errado.

Porém agora, vivendo há aproximadamente um mês em liberdade, parece que eu abri meus olhinhos e enxerguei um cerumaninho que tá aí faz tempo sendo lindo BEM NA MINHA CARA e eu nunca tinha reparado. Inclusive, num dos dias em que a pessoa tava cantando evidências a 3 metros dos meus ouvido, eu tava emburrada porque tinha que ir terminar uma lista de exercícios de álgebra e não apreciei como deveria a beleza e o conjunto da obra que o universo posicionou no meu raio de alcance. Iemanjá poderia ter levado embora, mas parece que tá me dando 01 segunda chance, ainda não tô bem certa.

Ainda bem que existem passeios não programados em sábados à noite, que agora se transformam nos abracinhos mais gostosos que já abracei e que só soltei porque fui obrigada, porém planos de abraçar de novo etc.

Então tamo aí há 3 dias com Sidney Magal tocando na rádio mental e não é nem por motivos de seu filho de excelente genética, apesar de talvez ter a ver com alguém de genética até mesmo melhor.

HEH

É isso, bitches. I'm back by popular demand.

:*



quinta-feira, 4 de maio de 2017

como ser vaneça negão

Enquanto eu não consigo organizar minhas ideias em forma de post, toma aí um vídeo motivado por uma briga que eu tive uns dias atrás, em que a pessoa me acusou de causar inveja nos outros HAHAHAHAHAHA.







Orando pela programação normal pra breve :P