terça-feira, 7 de junho de 2016

não vamos falar de comida?

Oi, gente, cêis tão aí ainda?
2017 será um ano melhor, tenho certeza.

AAAAANYWAY, xô falar uma coisa aqui rapidinho:



Será se essa afirmação vem como um choque?
Ninguém se importa com o que raios você come ou deixa de comer.

A não ser que você não coma carne, aí a sociedade inteira acha que pode dar opinião na sua nutrição ou reclamar que você dá trabalho na hora de escolher restaurante, mas estou me adiantando.

Gente, sério. Assim como o sabonete que você escolhe pra lavar sua cara, o lençol que você usa pra cobrir sua cama, o supermercado onde você prefere fazer compra dizem respeito exclusivamente a você, assim também deve ser com o que você escolhe enfiar boca adentro.

Obviamente, como tudo na vida, é uma relação de causa e consequência. Você quer comer bobagem todo dia, isso terá um resultado específico na sua saúde (não necessariamente na sua imagem, veja só). Você almoça em restaurante e janta no delivery todo dia? Problema absolutamente seu. Você acha conveniente comer miojo, lasanha congelada, comida de micro-ondas, meu, cê faz o que você quiser, sabe? Desde que eu não tenha que escutar como você vive gripado (não vive), não faz cocô bonito e a vida é ruim no geral, eu nem ligo.

Da mesma forma que se você tiver algum problema na mente e resolver seguir uma dieta de homens das cavernas (eu não acho que conta se a caça vem fatiada na bandeja de isopor, os homens das cavernas não produziam esse lixo todo e TENHO PRA MIM que não tinha conservante e lâminas afiadas de precisão envolvidas no processo) sem VIVER como um homem das cavernas, desqualificando toda a experiência, eu também não vou estar interessada. Também não me importo se você só come o que a vegetação provê, se você só come coisa crua porque fogo é crime, se você não come proteína animal de nenhuma origem.

EU. NÃO. LIGO.

A não ser que você venha falar comigo estilo testemunha de jeová tem-cinco-minutinho-pra-ouvir-a-palavra-de-pierre-dukan. Aí eu vou te mandar pro raio que o parta.

Ou que cê dificulte minha vida quando eu quero comer uma pizza. Pizza é um evento raro na minha vida, quando eu tô com vontade de comer pizza eu quero pizza, não quero um "ah, mas não dá pra gente ir na churrascaria que tem coisa que todo mundo come???" porque eu não quero me relacionar com carnes em espeto nem comer arroz over cozido que você acha aceitável porque tá enchendo o rabo de carne. EU QUERO COMER PIZZA E VOU COMER PIZZA, porque eu sou uma mulher moderna que se alimenta de acordo com a época em que vive. 

(Favor não aproveitar esse momento pra correr pros comentários pra me dizer a razão de sua forma de alimentação ser a melhor do mundo mundial porque eu não perguntei.)

Mas, vaneça, por que você odeia tanto dieta????

FÁRIAS RAZÃO.

Quando você externaliza sua dieta sem necessidade, você dá às pessoas uma espécie de autorização pra falar do seu corpo. "Miga, magina, cê não precisa de dieta, cê tá linda". Ou "ai, que corajosa, força e você vai ver como tudo vai ficar melhor!". O ~tudo~ que vai ficar melhor é seu corpo, caso fique magro. A gente briga tanto pra parar o inferno do julgamento do corpo gordo, você PROPAGAR dieta perdura essa desgraça. Você fazer a dieta e tentar alcançar uma figura que te faça mais feliz eu acho é ótimo. Mas cada menina falando do dia a dia da dieta, dos quilos perdidos, de como ela venceu ao não comer uma coxinha, derrota em poucas frases a amiga que tá lá felizona sendo rechonchuda e comendo o que tem vontade. Só que você tira o DIREITO da amiga rechonchuda de ser feliz. "Se até fulana que era super pró gorda tá se acabando na paleo, daqui a pouco eu não tenho mais minhas sister aqui pra mostrar pro mundo que gordo é só uma forma e etc". Sabe?

*****

Eu tenho uma amiga que era não-magra. O que eu quero dizer com isso? Ela era aquele tipo de pessoa que não é composta de ossos aparentes e músculos. Tinha peitão, uma cintura menos fina, bumbum grande, perna grossa, rosto redondo. Mas tava longe, mas beeeeem longe, de ser gorda.

Essa menina tinha uma vibe meio própria e rolava um alto consumo de doce colorido, incluindo o pavoroso algodão doce. Tava feliz? Tava. Nunca vi ninguém enchendo o saco, a gente só julga um pouco mesmo é a capacidade de um cerumaninho de comer isso aí, mas segue em frente. Pois um dia essa menina escreveu um puta dum textão no facebook que parecia uma ode a um donut. Eu tava pronta pra dar uma gargalhada no final, quando ela finalizou maizomenos assim: "e aquele donut lindo e colorido estava na mão de uma gorda desleixada e foi nesse momento que eu percebi o quanto é horrível quando a gente se deixa levar pelo açúcar e blábláblábláblábláblá obrigada gorda desleixada por me mostrar o real sentido da vida".

Fiquei: perplecta :O

Miga do céu, como assim, cara???? Você viu uma pessoa na rua cuja história desconhece completamente e resolve dar esse close errado assim? Daí pra frente foi um festival de foto de academia, projeto verão, vida saudável, fat shaming e um desfazimento completo de amizade, porque eu não tenho estrutura.

Que eu fico feliz por a pessoa ter compreendido que açúcar não é o único alimento disponível na face da terra, eu fico. Que ela teria uma vida muito melhor só pelo fim da ingestão de algodão doce a gente sabe, mas o monstro que ela se tornou afastou as pessoas todas, porque a vida não é assim, kirida.

Parece que cada criatura que descobre o balanceamento alimentar vira um convertido religioso e sua missão na terra é importunar o cidadão de bem que ou sempre soube ou não tá interessado.

*****

Mais uma razão pra eu odiar dieta? Restrição alimentar. Só quem tem sabe a DESGRAÇA que é ser privado de comer por obrigação. E digo mais: tem quem não come porque não tem dinheiro pra comprar comida - acontece bem mais do que você pode imaginar.

Cê vê: teve uma fase na minha vida que o dinheiro era escasso mesmo. Em casa tinha meia dúzia de coisas: arroz, feijão, salsicha, ovo, leite, pão. E basicamente era isso aí. Agora eu imagino as linda vindo falar em dieta pra quem ingere 6 itens diferentes numa base de 6 dias da semana (e eu sou gravemente alérgica a salsicha, num é jóia? Essa eu sabia desde criança). 

Bom, deixando a pobreza de lado, eu já era alérgica e ainda não sabia. O meu tipo de alergia é aquele de saturação, em que a pessoa fica exposta ao que lhe faz mal, mas não descobre até que o sistema imunológico chegue num ponto que não consiga mais agir naturalmente quando a exposição acontece. Quando eu tinha uns 15 anos começaram a surgir os primeiros sintomas, juntamente com a fase em que eu sentia uma fome sem fim - a famigerada idade do buraco no estômago - e o que eu ingeria? Leite. Quanto? Quatro canecas diárias. Eu vivia no hospital, desmaiava na escola e tinha o que minha mãe chamava carinhosamente de "gripe eterna". Levou 4 anos até alguém dizer que aquilo era uma LONGA crise alérgica. 

Felizmente a gente descobriu isso numa época de vacas esbeltas porém não tão magras, porque deu pra ir substituindo gradativamente a alimentação. Mas, por exemplo, agora que sou rica, tinha ali na mesa da cozinha um camembert francês e eu fui comer bem bonita e tô agora aqui entupida até o olho, PORQUE NÃO PODE. Então cê não me venha dizer que eu não posso comer batata ou pão integral, porque eu já escuto um NÃO PODE interior uma base de 53 vezes por dia.

*****

Uns 4 anos atrás eu estava me sentindo muito mal. TUDO estava ruim. Minha alergologista me deu um remédio sem me explicar o que era - e eu não lia mais a bula, por que senão desenvolvia TODOS os efeitos colaterais. Ela me prescreveu corticoide aspirável, mesmo que eu tenha pedido um tratamento livre de cortisol. Tomei por 6 meses, sem saber o que era e... bom, fui parar no hospital. De lá, fui encaminhada para um endocrinologista, porque eu estava com vários órgãos viscerais debilitados pelo abuso de cortisol além da intoxicação devida ao acúmulo de 10 anos de remédios. Foi um arraso.

A dieta que eu tive que fazer pra recuperar a saúde visceral foi DELICIOSA. Eu não podia comer nada que quebrasse em açúcar. NADA. De modos que eu não podia comer nem mesmo cenoura e a maioria dos vegetais carnudinhos. Poderia comer alguns laticínios, mas não podia por causa da alergia. Poderia comer algumas carnes (carne nem morta), mas não muita, porque eu tenho um rim só (pra vocês que não falam francês, dietas à base de proteína sobrecarregam até quem tem dois rins, são assassinas pra quem não tem). OUSSEJE: passei quase um ano vivendo de luz, alface, aipo e tomate, pra dar uma cor. 

GENTE, FOI ÓTIMO! Tipo, tem amigos que eu perdi nessa época que nunca recuperei. As pessoas não conseguiam compreender que eu ia MORRER se comesse os alimentos proibidos e me ligavam pra perguntar se eu não podia deixar de radicalismo e ir na pizzaria um dia só. Ou me chamavam pra comer em suas casas, prometendo seguir as instruções que eu mandava e... TACAVAM CREME DE LEITE E BACON NA MINHA COMIDA.

Eu perdi a conta de quanto eu chorei em casa e na casa alheia. Eu não fazia mais refeições acompanhada. Nenhuma, em nenhuma hipótese. Eu vomitei a alma um dia que tive que comer na rua e colocaram maisena num creme de brócolis, sendo que eu perguntei os ingredientes todos antes de comprar o prato. Uma vez, uma pessoa do meu convívio me seguiu até o restaurante sem que eu tivesse convidado. Sentou na minha mesa. Enquanto eu comia, olhou pro meu prato e falou "deve ser horrível ter que se contentar com essa comida, né?".

Era sim, HORRÍVEL.

Nunca vou esquecer a primeira vez que eu pude comer batata novamente depois dessa desgraça. E diante daquele prato de batata cozida eu jurei por mim mesma, por deus, por meus pais: nunca mais faria dieta, a não ser em caso de vida ou morte. E talvez nem assim.

Deve ser essa a principal razão de eu ter ÓDIO de quem faz dieta restritiva. Vai restringir o olho do seu cu :)

Como eu falei lá em cima, pessoas monorrim também meique saem de fábrica com algumas restrições. Eu faço drama quando se trata de feijão, mas é ótimo que eu não goste de feijão, porque eu não poderia comer com muita frequência. E tem uma coisa, uma coisinha só, que eu não posso comer em nenhuma hipótese pois morte instantânea. Eu não vou dizer que coisa é essa, porque todo mundo que descobre vira imbecil e começa a me mandar fotos ou levar na minha presença ou tenta me fazer comer sem que eu perceba (!!!!), então eu não digo mais o que é. Mas eu AMAVA essa coisa. Amava tanto que, no dia que descobriram que eu tinha um rim à beira da morte, eu comi OITO dessa coisa. Diz a lenda que foi a minha sorte, porque foi só porque a coisa induziu um grande piripaque, que me levou ao hospital, que salvou minha vida. Então assim, quando uma das suas coisas favoritas é banida da sua vida para todo o sempre, você aprende que não vai tirar alimentos da sua dieta voluntariamente, porque você não é obrigada.

(Se alguém souber e colocar o nominho nos comentários, verá seu comentariozinho SUMIIIIR.)

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Tipo.

Se alguém me fala que tá comendo menos pra tentar emagrecer, que tá comendo menos pão, que tá se exercitando mais, que tá focando em batata doce e ovo cozido, cara, eu acho super válido. Se você for comer na minha casa eu vou fazer uma comidinha dentro das suas expectativas e não vou ficar chateada se você comer pouco, não vou tentar te convencer a comer porcaria, não vou te oferecer comida, especialmente aquela que você gosta, mas te faz mal. Mas se você vier me dizer que está substituindo uma refeição por shake de sódio, que só come carne e folha, que só come as frutas que já caíram da árvore, por vontade própria, meu amigo, PROBLEMA SEU.

Esse tipo de coisa me ofende pessoalmente, sabe? Eu sei que é problema mental, mas é meu e eu tô bem satisfeita com ele, então não tenho interesse em mudar. 

*****

Cêis leram o clássico da literatura que atende por ~50 tons de cinza~? Christian Grey fica bastante revoltado quando a pessoa lá pula refeições ou deixa comida no prato e eu sou muito igual a ele nesse aspecto. Tô na paz do meu lar e alguém fala que não vai almoçar porque tá chiliquento ou porque comeu demais no café da manhã, ou que não vai jantar porque comeu demais no almoço, meu, é pra me ver tendo um piti de proporções homéricas. EU SOU A LOUCA DAS COMIDA, COMPREENDEU?

Se organizar direitinho, todo mundo come 6 refeições saudáveis diárias.


*****

Eu tinha vários links de profissionais da área da alimentação explicando a razão de dietas restritivas não funcionarem, mas cadê, né? Não sei. mas fica aqui um tantinho de dica neste post, pra quem precisa da coisa do desenhado. Num mundo que te diz "nossa, que bonita" quando você emagrece, mesmo que seja porque uma doença está te definhando, faz um favorzinho pra nós e guarda sua dietinha eas decisões sobre seu corpinho pra você, miga.

Brigada, de coração.






*EDIT (antes de responder comentários):
Primeiramente fora Temer, a intenção desse post não era ofender ninguém. Era dizer que mesmo que você descubra uma dieta (as in forma de alimentação) que foi maravilhosa pra você, ela funciona exclusivamente pra você. Talvez não funcionasse nem pra sua irmã gêmea, que dirá pra coleguinha. Você é uma pessoa única, com hábitos exclusivos. Ninguém se move, vive e dorme como você. Eu, por exemplo, tomo todo santo dia uma colher de mel ao acordar. Qué dizê: é meio litro de água, mel, café da manhã. TODO DIA. Agora pensa se eu falo pra uma pessoa que não sabe ainda que é diabética que uma colher de mel de manhã é milagrosa! Não é. É pra mim, pra minha condição de vida. Uma colher diária de mel me economiza mais ou menos SEIS MESES de antialérgico diário. Isso quer dizer que fará o mesmo por outros alérgicos? NÃO. De modos que eu não virei a catequista do mel.

Inclusive, quando eu vou a um médico que quer me emagrecer (todos eles, mesmo que eu vá no oculista) e ele tira da gaveta uma dieta impressa, eu sorrio, aceno e vou embora. Nada que seja generalizado vai me servir. Quando eu fiquei doente e não pude comer açúcar, ninguém se lembrou de perguntar se eu praticava exercícios. Porque gorda, né? Gorda é sedentária. Só que eu sempre fui da maromba e, naquele tempo, fazia pilates, musculação, ioga e dança. Claro que eu desmaiei na academia com uma certa frequência e a dieta teve que ser reajustada pra que eu não morresse. Então é isso que eu digo: VOCÊ É ÚNICO. O que funciona pra você não funciona necessariamente pro amiguinho. Faz a tua e deixa cada um fazer o seu.

E, finalmente, forma física NÃO É MÉRITO. 

Bgos mil.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

crush, more like crash

Aconteceram umas coisas meio horríveis nesses dias que passei sem escrever, aqueles delicioso gatilho de ansiedade e HS (alta sensibilidade). Aí eu comecei uma meia dúzia de posts meio amargos, só que eles não estão condizendo com a realidade da minha condição psicológica, que vem a ser: extremamente sossegada.

01 pouco complexo até pra mim mesma.

Tipo outro dia que eu tive que ouvir críticas e ficar quieta. Num dia normal, eu teria ido pra casa chorar por 4 horas. Eu até fui pra casa, mas cheguei lá e fiz um ~trabalho mental~ de mudar o pensamento cada vez que o desespero de repassar o momento na cabeça vinha. Cê veje, não é que eu tentava evitar o pensamento, porque isso deixa a gente mais neuvosor ainda e o descontrole toma conta. O pensamento vinha e eu trocava ele por qualquer outro que fosse, tipo a lógica usada por esse maravilhoso site. Nunca fiz tanto sudoku na vida (e ó que eu faço sudoku pacaramba em dias normais). Assistia seriado, lavava louça, cozinhava. Se não vai dar pra estudar porque a mente tá em modo obsessão, eu que não vou perder esse tempo, não é mesmo, minha gente?

Aí eu abria aqui o editor de texto e tudo o que eu tenho pra escrever é sobre bad vibes e acontecimentos ruins que desestabilizam essa maravilhosa calma que estou sentindo dentro do meu coração por alguma razão que desconhecemos. Achei melhor deixe.

E tem uma coisa: cêis lembram uns posts aí pra trás quando eu falei de aulas que obrigam a gente a fazer plano de vida, ler sobre metafísica, física quântica, esses troço? Então, eu tô lendo bem lentamente dois livros - num adianta pedir nome ainda porque eu só vou falar depois que o post sobre isso estiver escrito, segurem suas marimba - e um deles diz que você é as vibe que você emana, de modos que eu tentei aí fazer um teste de amor próprio, de me tratar bem e evitar pensamentos auto depreciativos e vai ver até é isso, né?

O interessante é que quando você é obrigado a gostar de você mesmo até em pensamento, parece que acontece toda uma revolução externa e as pessoas passam a... TE ~PAQUERAR~. A gente usa essa palavra em 2016 ainda? Como expressar pessoas seduzentes em vários graus para com a sua pessoa nos dias de hoje? Vou usar essa memo.

Tipo, algumas pessoas sabem que eu estou em situação de crush faz um tempo, mas o que as pessoas não sabem é que eu tenho um corazón de mãe e tenho mais 38 crushes. HEH. Se ninguém put a ring on it, eu posso namorar na minha mente QUANTAS PEÇOA EU ACHAR CONVENIENTE, ninguém pode me impedir e só dels pode me julgar.

Semana passada teve um dia difícil em que eles tudo resolveram aparecer e vários desdobramentos aconteceram. 

Por exemplo: tem o moço que eu tenho certeza que se reprime pela minha forma física. Não julgo (não julguem também, a vida é assim), ele é da ~área fitness~ e eu imagino o conflito na mente. O engraçado é que ele SEMPRE me chama de vaneçinha (ouimmmm) e, quando eu vou falar com ele, ele dá um jeito de encostar na minha pessoa e ficar com a mãozínea ali até eu sair de perto. No dia em questã ele segurou minha mão e nunca mais soltou, enquanto eu falava o que tinha pra falar. Mas sabe quando a pessoa se-gu-ra sua mão e vai se aproximando da sua própria pessoa e você fica toda CALMA CARA NÃO VAMOS NOS PRECIPITAR e praticamente sai correndo quando acaba o assunto? Achei que ele ia recobrar os sentidos e ser um pouco rude, naquele jogo do aproxima-afasta que a revista capricho ensinou pra todos nós. Mas ontem, quando foi falar comigo e eu estava num lugar pequeno e de costas pra porta, ele entrou e segurou meu braço de um jeito, MEUZAMIGO, eu quase desmaiei antes de ver quem era. "Vanessinha, eu não esqueci de fazer o que você me pediu, é que não deu tempo ainda, tá?". E eu encurralada no fundinho da sala, pensando apenas ME AJUDA DELS. A pessoa olhando no fundo dos meus olho e tudo. Segurando meu braço OZADAMENTE.

- mas, fia, por que você não faz nada???

1 - ele não é o crush number one.
2 - ele tem namorada agora, porque homem é assim tudo meio defeituoso mesmo.

- mas será então que ele não trata outras meninas assim?

Olha, eu nunca vi. Vejo ele interagindo com bastante gente, sempre muito simpático, porém sem as mãozinha. Ontem quando ele veio falar com a minha pessoa numa distância insegura novamente, eu vi uma menina que meique se atira pros lados dele olhando com odinho na minha direção, o que confirma que eu num tô vendo coisas não.


*****

Aí tinha um cara na academia bastante não bonito que usava uma camiseta com os dizeres "fuck lab safety, I want superpowers" e eu achava muito ~atraente~. Não o cara em si, mas o cara com essa camiseta e seus músculos de camarão bem desenhados por sob a roupa. Olhar não ofende, então eu olhava memo. Um dia eu tava trabalhando bem contente, adentra um cerumano pela porta e era quem? Ele mesmo, em toda sua feiura. Aqueles 5 segundos de constrangimento de ambas as duas partes, ele resolveu o que tinha que resolver e não falou nem adeus quando foi embora. Dois dias depois ele tava o que? Isso mesmo, puxando conversa na academia. 

Nos primeiros dias eu pensei "magiiina, tá só sendo educado, descobriu que é colega e tal". Mas depois do décimo primeiro assunto irrelevante sobre o qual ele veio falar, eu acabei acreditando que era uma sedução bem precária aquilo que tava rolando. Chance de miapashonar? Zero. Mas no caso assim de crise no governo, vacas magras, suspensão de benefícios ao cidadão, não vou negar que dava pra tacar uma bandeira na cara e aomenagiar o país, sabe? [/pedreira]

Só que recentemente eu acho que deram conselhos capricho pra esse rapaz, porque ele começou a me ignorar. TIPO AÇIM: se você mal me conhece, eu só lembro seu nome porque ele é desgraçadamente horrível, te vejo pouco e a conversa não rende, migo, ignorar não é a melhor estratégia. Tá certo que comigo ignorar nunca é uma boa estratégia (com alguém é?), mas tá na hora errada, compreende? E aquele esforço de passar na sua frente, pra você ver que tá sendo ignorada, dá 01 pouco de tristeza isso. Eu comentei com uma amiga e a gente agora ri muito com o esforço que ele faz pra me tratar mal, porém continuar me seguindo por aí. Engraçado foi o dia em que eu tava falando com o rapaz anterior lá de cima e eles estavam um do lado do outro (curto muito quando personagens de núcleos diferentes da minha vida colidem) e ele achou que era na direção dele que eu tava indo e fez uma cara muito chatiada quando não era. Ontem ele também voltou a me cumprimentar com educação, acho que deu a contagem de dias de ignoramento, vamos aguardar.

*****

Tem também o rapaz que fazia muita questão de parecer disputadíssimo pelas molieres mais velhas. Eu tava JURANDO que ele queria me dizer que eu não tinha nem chance, que ele curtia senhouras na faixa dos 40+. Pois esses dias ele veio me dizer que nasceu em 1990, então a véia, no caso, era EU. Desmontou a empáfia que estava carregando por meses, falou comigo de forma educada e simpática e eu quase considerei moverlho posições acima na lista de gente que eu pegaria se tivesse tempo, de tão boas as vibe que a conversa teve. Porque assim, o assunto que ele tinha pra tratar com a minha pessoa era coisa de 5 minutinhos. Ficou 50.

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E tem o moço que eu chamarei de happ'n, pelo simples fato de que não sei o nome dele e cogito instalar esse aplicativo no meu celular cada vez que eu vejo-lho. Olha a situação: o indivíduo almoça no mesmo shopping que eu há uns 3 anos. Eu acho ele lindo e, se ele estiver lá, meu olho será atraído na direção dele. Nem eu vou lá todo dia, nem ele, de modos que a gente se vê umas duas ou três vezes por semana. Eu já tentei ler o crachá que ele usava, já tentei escutar o nome quando ele fala com os amigos, já tentei de um tudo pra tentar descobrir alguma informação que possa ajudar com um início de contato civilizado. Não é triste que a gente veja a pessoa com certa frequência por ANOS e não possa ir lá falar "oi, tudo bem? meu nome é vaneça e eu queria saber se você quer tomar um café"? Eu acho. 

Mas eu levava bem até esse ~relacionamento~, até semana passada. Sentei na única mesa disponível e só depois reparei que ele estava na mesa ao lado. Em vez de continuar conversando com seu amiguinho normalmente, ele virou o corpo todo na minha direção. Tronco, braços, pernas e pés. De acordo com as leis da linguagem corporal e não verbal, ele estava muito interessadíssimo na minha pessoa. Além disso, ele passou a falar mais alto e olhar pra mim enquanto contava a história. SE ISSO NÃO É AMOR, NÃO SEI MAIS O QUE É. Confesso que fiquei meio biruta com esse ocorrido e chegou bem perto de eu ir me apresentar, mas eu sou eu, né? Agora as pessoas querem ficar almoçando comigo pra ver se o bofe é bonito mesmo (até agora, 100% de aprovação) e criar estratégias de aproximação. Tudo muito adulto.

*****

Fora isso, nas últimas semanas os ~rapazes~ têm todos sido muito educados para com a minha pessoa. Sabe gente que é conhecida pela grosseria? Me tratando com extrema educação e boa vontade. De chamar a atenção das pessoas tipo "ué, mas por que ele foi legal com você se é um cavalo com todo mundo?". E eu sinceramente não sei a resposta, porque esses eu tenho bastante convicção de que não estão me dando mole. Que, inclusive, é uma coisa que eu sempre duvido que esteja acontecendo, alguém me dando mole. De modos que quando eu vos conto as histórias dos moço tudo deste post, reflitam o quanto eles foram insistentes antes desses momentos pra que eu chegasse e pensasse "olha, acho que tá rolando uma cedussaum, hein?"

Mas aí você pergunta: UÉÉÉÉ, CÊ NÃO TAVA AMANO O BOY MAGIA LÁ...

E eu te interrompo falando SHIIIU, porque cêis tão ligado curva exponencial? 





Essa é a representação cartesiana do meu relacionamento com o boy. Começamo ali do negativo no eixo x e zero no eixo y. Sendo y a convivência barra amizade e x o relacionamento amoroso, cê pode ver que lentamente a convivência e amizade foram aumentando, numa longa curva negativa de relacionamento (ou relacionamento imaginário, se for pra usar o termo técnico correto). Até semana passada eu diria que a gente tava ali no ponto das coordenadas (-1; 0,5), ousseje, 01 amizade quase sincera e platonismo total. SÓ QUE a magya dessa curva é que ela tá indo ali suave, devagar, crescendo numa certa velocidade confortável e tal, até que se dá UM NEGÓCIO BEM LOUCO E A CURVA EXPLODE E DEIXA AS COISA BEM LOCA DE UM MINUTO PRO OUTRO.

Estamos nesse ponto agora. 

Passando do negativo pro positivo no eixo x.

CÊIS TÃO ENTENDENDO A GRAVIDADE DESSE MOMENTO?

Eu não tenho mais experiência com esse tipo de coisa, gente. Cheguei a ter aquele momentinho de sentar solitária e balançar o corpinho pra frente e pra trás, perguntando o que tá conte seno com a minha vida, porque eu tô bem vendo o jogo virar mesmo, sem saber como proceder. Vai ver é até por isso que eu tô disparando na loucura do crush alternativo, que é o pavor de

a) ceder a essa pashaum, caso se concretize
b) quebrar a cara se eu descobrir que tava viajando super

Pudesse eu contar os ocorridos das últimas horas, eu muito pediria a opinião se vocês acham que é namoro ou amizade, silviommmm. Mas quando você acha que é questã de dias até a pessoa encontrar suas rede social tudo e ler sobre si mesma, tem que restar um pouco de mistério (HAHAHAHAHAHHA) e uma certa possibilidade de dúvidas (será se é de mim que ela tá falando?). 

Semana que vem tem feriado & outros compromissos, a gente provavelmente não vai estar estando se vendo, o que é uma experiência de schrodinger, né? Pode servir tanto pra começar junho tudo de novo do zero ou, quem sabe, a gente estar mudando o status de relacionamento da rede social chamada vida em breve.

Vocês que tão curtindo a novela é só aguardar, enquanto eu repito o mantra: SIACALMA, VANEÇA.






**********
UPDATE: instalei o happ'n.
Fui almoçar na esperança de encontrar o moço sem nome. Tava lá rolando as fotos, aparece um rapaz que eu sempre vejo pela vizinhança e acho muito bonito. Dei coração. Deu match instantâneo. ACUDÃO.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

falando em fama,



famoza fora da internet hahahahaha

~Fama~ na internet é uma coisa que teve várias fases (desde que eu cheguei e ainda era tudo mato). E de acordo com o meu próprio ponto de vista também, é claro.

No começo do século, todo mundo que era alguém no mundo dos blog, o único meio de interação social não baseado em chat (que eu me lembre), tinha um blog no blogger.br. Fiz uns 3 blogs bastante equivocados antes de """acertar""" a mão e ia vivendo minha vida de blogueira irrelevante, até começar a compreender o ambiente.

O blogger.br tinha algumas formas rudimentares de impulsionamento dos blogs.

- atualizações recentes

A coisa mais bocó que existia, porque tinha uns fidideus que passavam o dia colocando e tirando um ponto final e dando F5, só pros seus maleditos blogs ficarem ali naquela listinha. Funcionava com outros bocós. Porque assim: quando você atualizava seu blog, especialmente em horários ~não ortodoxos~ seu link ficava lá e era uma enxurrada de comentário ruim de gente que nem sabia o que tava fazendo por lá. Mas era um jeito de fazer seu blog subir em views, acho que não tem quem não tenha usado a técnica.

- blogs of note

Esse era um top 10 semanal que eu não sei se era em ordem de preferência ou se era aleatório. O importante é que seu bloguinho ficava ali numa lista na página inicial A SEMANA INTEIRA.

A parte boa era que se você alcançava essa glória, outros blogueiros "importantes" entravam no seu blog e, em alguns casos, respeitavam a sua pessoa dali em diante. Lembro que meu objetivo era ser amiga de um rapaz que atendia por ~tomate~ em um blog chamando ~abobra~ (vegetarianismo gone wrong), que vinha a ser o melhor blog daqueles tempos. E super funcionou. Não sei que fim tomate levou, foi minha primeira internet crush e até hoje eu não sei A CARA QUE ELE TINHA, porque foto digital era um troço raro e a taxa de transferência era precária, a ibagem das pessoas era bem pouco importante, eu acho.

Fui blogs of note duas ou três vezes, não sei. Era sempre um rebuliço quando acontecia, porque chovia comentário no blog e já naquele tempo o usuário padrão de internet não era exatamente a criatura mais bem versada no idioma vernáculo e a gente tinha que começar a aprender a lidar com interação idiota.

- what's up

A seção mais legal da página inicial, era uma recomendação personalizada, dizendo a razão pela qual seu blog era muito legal e deveria ser visitado. Era atualizada de 2 em 2 dias, mas ficava como uma timeline e acho que você aparecia uns bons 15 dias na página inicial.

Esse era o melhor de todos, porque envolvia LER, então dava aquela™ filtrada na audiência e só trazia leitor legal. Também saí nesse umas duas ou três vezes? Não lembro. No conjunto total de coisas, era até bem pouco, mas eu não conheço muita gente que tenha figurado lá, então vou fingir que era importante.

*****

Nesse tempo, algumas pouquíssimas pessoas tinham blogs fora desse eixo. Tinha o pessoal legalzão do blogger.com (muito mais inteligentes que nós, obviamente, não tiveram que migrar quando ele se divorciou do .br, virou parte do grupo globo e eventualmente morreu), tinha o pessoal MAIS LEGALZÃO AINDA que tinha blogs em outros sistemas, vinculados a portais ou iniciativas de literatura, por exemplo, e tinha a galera do weblogger, que jamais entenderei. 

Desse pessoal de portal, sempre tinha as pessoa que conhecia pessoas. Por exemplo: um blog famoso no blogger.br, que eu sempre lia, linkava um outro blog cujo nome era o nome do dono. Um desses nomes tão singulares, que eu sabia que não podia ter outro no mundo. E era mesmo um coleguinha meu de infância. Esse coleguinha, parte de um site que tinha escritores blogueiros (veje o caminho inverso, como era bonito). Além disso, ele trabalhava na televisón e conhecia personalidades famosíssimas como Marcelo Tas. A quem acabei conhecendo numa palestra sobre mídias sociais, no começo de 2005.

Cê veje: o tema da palestra era um troço novíssimo que tava tomando conta do país, chamado ORCÚTE. Eu e ele já éramos ~amigos~ de rede social por conta do amigo em comum e por eu viver participando daquelas matérias do link do Estadão (socorro) e lembro de ele colocar um print da página de amigos no slide e minha foto estar bem no meio da ibagem. Marcelo Tas, uma pessoa CHEIA dos amigo, tinha um total de 50 pessoas em sua lista de amizade, você veje a fase inicial do orkut nessa altura. Aí ele perguntou "quem aqui nesta sala sabe o que é orkut e tem um perfil?" e TRÊS pessoas levantaram a mão. Era um auditório de mais de 300.

Eu, de minha parte, tinha sido convidada pro ORkut logo nos primórdios, porque sempre tive amigos innovators e bem conectados. Entrei na comunidade como ou não como quando eram menos de 100 membros e consegui fazer amigos que permanecem na minha vida até os dias atuais.

Nessa época, pessoas que hoje são grandes nomes do passado (mas naquele tempo eram os famosos blogueiros do momento) faziam parte de comunidades sobre blog e interagiam com as pessoas como se fossem mortais (ryzo). Gente que ganhou o título de pro-blogger por deixar o trabalho convencional pra se dedicar e ganhar dinheiro com blogs. Foi quando eu quase abandonei o meu, porque eu achava toda a vibe pro-blogger ridícula. 

Algumas pessoas se preocupavam em manter o público que conquistaram com a qualidade (qualquer que fosse) das suas postagens, mas teve o pessoal que descobriu como conseguir link de gente trouxa e passou a ganhar 6 mil real por mês. Se já é muito pra ganhar sem fazer nada hoje, cê leve pra economia de 10 anos atrás esse valor. E gente que tinha bons blog começou a ser ultrapassada em rendimento pelos caça-trouxa. Pessoas cujos nomes não direi, mas eram famosas pela qualidade das postagens, se transformaram em grandes babacas esnobes, que desfizeram amizade com todo mundo que não era relevante. Caças-trouxa seguiram dois caminhos: mantiveram seus blogs bosta OU se transformaram em ~portais de humor~, eu poderia dizer meia dúzia aqui de boboca com quem eu convivi de perto e eram realmente pessoas babacas. Tem desses infelizes que são """"""""famosos"""""""" até hoje, porque fã de babaca parece que se multiplica numa velocidade maior que o resto da população e eu me revolto quando vejo um amigo com condições intelectuais favoráveis dizendo "ô, cê já viu aquele blog/vlog/whatever?" que eu conheço desde 1820 e NÃO QUERO VER NEM DE GRAÇA. E faço campanha pro migo parar de se constranger na internet. Quer ver, vê. Mas não conta pra ninguém não.


Ali por 2008, quando já tinha mais gente na internet, o formato de blogs (famosos e profissionais) de hoje meique começou a nascer. Os famosos da época começaram a ameaçar abandonar seus blogs e seus perfis (era bem ridículo) e foram saindo das comunidades de discussão de blogs, onde sobraram os idiotas que se tornariam os xoxomídia dos anos 10. A gente passava o dia falando inutilidades, mas de vez em quando alguma coisa de útil acontecia e muita gente sabe o que sabe hoje sobre internet e relevância graças àquilo ali.

Eu conheci muita gente que hoje tem o nome conhecido na internet. Conheci grupos inteiros que eram clubinhos de que todo mundo queria fazer parte. Tem o pessoal cujo blog é profissão até hoje, tem o pessoal famoso no twitter, famoso nas redes sociais como um todo e coisa e tal. Tem MUITA gente que eu vejo postando e todo mundo compartilhando e eu sei a verdade por trás daquilo e tenho que aceitar que não posso convencer um por um de que cêis tão enganados.

Tipo: tem gente MUITO famosa (na internet) hoje, que já me deu a senha do blog nos primórdios, porque não conseguia trocar nem a fonte da postagem, nem a imagem do topo. Hoje ganha dinheiro "fazendo" montagem hahahahahahahah. É muito engraçado, eu me divirto muito enquanto ganho zero dinheiros por aqui. Mas não estamos aí ainda.

No começo desta década, as revistas - e toda a mídia escrita - começaram a perceber que estavam perdendo espaço para mídias digitais. A solução? Fazer parcerias com blogueiros ou personalidades virtuais. Isso foi evoluindo pra participação mais ampla de pessoas "comuns" da internet nas mídias escritas e foi aí que veio a fase blogueira capricho 1.0. 

Eu não sei como foi feita a primeira seleção, acho que entrei na terceira leva, quando a gente entrava por indicação. Fui indicada por uma das amigas de rede social e nem acreditei quando recebi a "convocação" (a gente já foi bem mais desconfiado, né?). Fiquei por 3 anos e indiquei duas pessoas que foram aceitas, nos anos seguintes. A graça era conseguir ser publicada na revista. Porque era quando a gente podia mostrar pra vó que todas aquelas horas na frente do computador tinham um propósito SIM e se eu quiser estudar letras eu tenho talento SIM e um dia eu vou ganhar dinheiro com a minha arte SIM (ahahhahahahahahahhahahahaha). Também porque trazia leitores legais pro blog, eu sei que tem alguns que estão aí até hoje.

Ironicamente, foi a pior fase do meu blog. Escrever com limite de caractere, tema, posicionamento, rigidez linguística e tudo mais ACABOU com a minha criatividade. Eu não conseguia mais dar vida pras minhas próprias histórias e, no fim, nem pras da revista. Mas I ain't no quitter e fui arrastando aquilo indefinidamente até que eu fiquei velha o suficiente pra revista me dispensar. Foi uma choradeira, mas foi melhor pra todo mundo. E foi nesse momento que o blog reviveu pro que é hoje e o caminho natural foi abandonar o blogger.br, vir pro blogspot e aceitar o fim sem dó dos arquivos do passado. Por um lado é bom, porque eu escrevia pior ainda na década passada.

Não sei dizer se o caminho que meu blog tomou foi o que dava pra tomar ou se foi o que eu escolhi. Eu vi muita tendência, eu conheci muita gente, tenho a impressão que podia viver de blog se eu quisesse. Será que eu não quis ou será que não tive competência? Provavelmente o segundo, mas eu me iludo pensando que foi o primeiro.

O problema é conhecer DEMAIS os bastidores. O cara que tem um blog "de humor", porém chatíssimo na vida real. A menina que tem um blog pra mostrar como homem não presta e trata as amigas de uma forma horrível, além de se pegar com cara comprometido e dá a desculpa de que "se ela não dá assistência, abre concorrência". Menina dando conselho sentimental e humilhando por causa de homem que não dá bola pra ela (tem uma fia aí que me mantem bloqueada ATÉ HOJE por causa de uma história que nem era o que ela imaginava, mas eu que não vou lá pegar na mãozinha pra contar. O que eu mais via era a pessoa pregando uma coisa na internet, ganhando admiradores e "fama" e fazendo o extremo oposto na vida. Fiquei com medo de me tornar essa criatura e mantive minha vida virtual essa babaquice desorganizada que cêis conhecem, que é a mesma da vida real. Qué dizê: 98% das pessoas que me conhecem dizem que eu sou 300% menos chata ao vivo. E é verdade. Mas eu prefiro surpreender positivamente, quando é possível.

Ainda hoje conheço muita gente que no bastidor é uma coisa e na internet é completamente outra, mas já tô mais treinada pra pensar: problema seus.

Por que estou postando isso? Nem eu sei mais. Lembro que achei engraçadas algumas reações das pessoas para comigo, dizendo que ficaram surpresas com a minha ~fama~ repentina ou aquelas que siacha famosas "ai, é assim mesmo, miga", mas o curioso mesmo é que praticamente toda a minha vida virtual (arhhggg) foi assim.

AH É, XÔ CONTAR.

Eu tenho um ou outro amigo famoso A NÍVEL DE BRASIL. Outro dia um deles estava fazendo uma aparição pública para interação com fãs e me falou que teria pouco tempo pra interação, mas que seria legal se eu pudesse passar pra dar um oi. Como eu sou gente fina PRA CARAMBA, eu peguei senha (pensa no ridículo que é pegar senha pra falar com seu amigo), mas eu não queria que ficasse feio pra ele parar a fila ou dar tratamento especial pra alguém. Afinal, ninguém sabe que ele é meu amigo, né? Fiquei bem feliz com a minha decisão quando vi um conhecido nosso tentando justamente furar a fila e sendo educadamente desencorajado pelo próprio famoso em questã. "Ah, então eu espero a fila acabar". A resposta foi: aqui não vai dar, cara, é um evento profissional e eu tô com a agenda fechada. FUÉN. Bom, tava eu lá bem linda na fila esperando, quando vejo uma pessoa me encarando de forma até um pouco desconfortável. Mas eu sempre uso roupas ridículas, meu cabelo tava bem azul, eu não questionei a pessoa. E foi tão insistente que o segurança meique veio vindo na minha direção e tudo. Aí a pessoa deu um tapinha no meu ombro e falou "ssaneva?".

Pra pessoa se referir a mim assim, tem 3 possibilidades:

- muito íntima
- veio do passado
- veio da internet

Respondi que era eu mema e ela "SSANEVA É VOCÊ MEMO? DA INTERNET? NOSSA, EU NÃO ACREDITO QUE TÔ VENDO A SSANEVA, GENTE".

E era eu a própria causadora de emoção na pessoa ali naquele momento, com tanta gente mais interessante à volta.

Então, sabe?

Se eu tivesse talento, pra fama eu já tava preparada.

(hahahahahahhahahahahahahahahahhahahaha)

quinta-feira, 21 de abril de 2016

[15 minutes of] fame's anatomy


Eu não sei quem de voscos faz parte da rede social facebook ou da minha rede, que seje, de modos que não sei quem tá familiarizado com o ocorrido.

Xô contar a história pelo lado de cá, então.

Eu e minha irmã temos o saudável hábito de ver novela juntas. A gente normalmente escolhe a novela das sete da grobo, porque é a hora que a gente chega em casa, come, lava a louça. A tv da cozinha só pega esse um canal mesmo, a gente não tem muito critério.

Quando começou Totalmente Demais, eu tinha um total de zero paciência pra ela. Detestava mesmo, não assistia. Mas é a bendita hora em que a gente senta, come, lava louça, num tinha muito como fugir. Em um certo momento eu já tava apegada à história bosta da novela.

Eu ODEIO o personagem do Jonatas. Odeio. Ele aparece em cena, eu quero morrer. Acho ele insistente, irritante, desrespeitoso e egoísta E NÃO VOU ESTAR EXPLICANDO, pois óbvio. Meu sonho é que ele desencarnasse e a novela prosseguisse. Infelizmente não acredito que estarei sendo agraciada com esse acontecimento, então me contento em colocar no mudo ou passar rapidamente quando vejo gravado e a cara dele aparece na minha tv.

Se você não assiste à novela, o que você precisa saber: esse imbecil é apaixonado por uma menina que sente síndrome de estocolmo por ele, mas namora outro cara, de quem ela parece gostar. O insuportável não apenas não deixa ela em paz, como começou a namorar outra menina, uma suposta feminista. Pois é o pior relacionamento já visto na tv, porque não tem o menor respeito nem, sei lá, satisfação. Eles só brigam porque ela tem ciúme da protagonista e ele lamenta ter perdido o relacionamento com ela. SÓ.ACONTECE.ISSO.

Aí eu me pergunto: quem escreve uma personagem feminista que

- namora com um cara que OBVIAMENTE não gosta dela;
- não aceita que esse cara precise de um tempo pra reconfigurar os sentimentos e pressiona o.tempo.todo;
- faça o papel da mocinha insegura?

Não que não aconteça, veja bem. Eu só fico desgraçada da cabeça com o retrato feminista. Ela poderia assumir que quer ficar com um cara que não gosta dela e seguir a vida, podia respeitar o sentimento do cara (tanto pela outra, como por ela), podia fazer menos a sofrida, sei lá. Ou podia fazer como uma mulher empoderada (embora eu odeie essa expressão) e NÃO. FICAR. COM. O. CARA. QUE. NÃO. GOSTA. DE. VOCÊ.


- ain, vaneça, não é fácil.

PUTA QUE PARIU, não apenas é fácil pa caraio, como extremamente recomendável.

No caso de você ter neurônios operantes, você sabe que não vai morrer com a ausência de ninguém na sua vida, correto? Pode ser EXTREMAMENTE CHATO viver sem alguém de quem a gente gosta, porém na configuração geral da sobrevivência, tem um total de nenhum impacto.

Aí, sei lá, cê lembra que é uma pessoa legal, divertida e sei lá o que mais você tem a oferecer enquanto cerumano, no que tange à convivência. PRONTO. O cara gosta pacaramba de você e tal, rola uma pegação maneira, vocês se divertem e tudo, mas não é amor, não é nada, não é nem uma boa amizade colorida, porque você se sente mal o tempo todo, porque você queria mais do que aquilo, porque você não tá na lista de prioridades do infeliz... O que seja. Se não tem aquela gostosa sensação de companheirismo e, por que não dizer CALMA, meu, lérigo.

Cê pode escolher manter a amizade, porque a pessoa é importante e seria maneiro não perder ou cê pode conhecer outras pessoas, aprender a língua portuguesa, a letra do hino nacional, dar uns rolê de bike, faxinar o banheiro como tá precisando há meses. Sabe? 

Eu tenho essa dificuldade de entender mendigamento de amor.

***** 01 experiência *****

Uma vez eu me submeti a um friends with benefits kind of relationship. Eu achava que a gente tava na mesma vibe: um apreço mútuo, tempo livre, nenhum sentimento amoroso e um acordo, no geral. Qué dizê, a gente não tinha nem prometido exclusividade até o dia em que ele me viu ~pelas ruas~ com um amigo, achou que a gente parecia estar também em um relacionamento e pediu pra que eu terminasse. Expliquei que não tinha benefícios nessa outra amizade, porém compreendi que isso significava um contrato de exclusividade. E só. Não éramos namorados, um não ligava pro outro diariamente, a gente tinha a vida e tinha os dias que a gente passava junto. Só.

Pois levou um tempinho pra eu abrir meus olhinhos e ver não apenas o ciúme doentio, como a necessidade de controle, a posse, a agressividade e essas coisas bonitas que homens acham que podem fazer com a gente. Precisou uma meia dúzia de acontecimentos pra eu ver que aquilo não era um teatrinho engraçado e piada interna nossa, que aquilo era bem sério e preocupante. Abuso emocional, verbal e, né?, físico. Eu achava que aquele era meu melhor amigo (naquele momento) e que se eu fosse muito rude, a amizade acabaria. Até a hora que eu entendi que não apenas ele nunca foi meu amigo, se aquilo era amizade, ela TINHA QUE acabar.

Na hora parecia bem horrível. Meldels, mas essa pessoa que sabe tudo da minha vida eu vou mandar pro quinto dos infernos assim? Sem reconsideração? Sem pensar direito? A gente é boboca assim, migas. O cara é O MAIOR IMBECIL DA REDONDEZA, tem que mandar pra casa do cacete sim.

Na hora doeu, mas agora eu mando agradecimentos pro meu eu do passado.


**** OTA experiência ****

Aí tem o cara por quem eu obcequei boa parte da minha vida. Sendo eu, no caso, a urubua que não larga o cara quieto. Mas como eu já cansei de falar, eu não sei interpretar sinais humanos e eu nunca sabia quando o cara tava dando abertura (ele ~confessou~ algumas) e quando ele tava só sendo gente boa. Pesei numa balancinha mental se valia a pena forçar uma situêixon e (a) correr o risco de dar errado e ele sumir, (b) correr o risco de dar certo, porém terminar em 6 meses e a amizade acabar, (c) deixar quieto e manter uma amizade importante pra mim, porque amor passa e amizade fica. Não, a ideia de happily ever after não costuma me ocorrer.

Fiquei ali sendo óbvia por um tempo, mas o rapaz uniu-se em relacionamento com uma moça que não podia ter menos a ver comigo, o que me dá uma dica importante de que ele JAMAIS se envolveria com a minha própria pessoa. Além de ter mantido uma discrição bastante contundente com relação ao relacionamento. Tipo, se a pessoa vira praticamente perfil de casal no facebook, foto de perfil a dois, declaração de amor de hora em hora, a gente sabe que esse relacionamento tá fadado ao naufrágio e é só esperar. Mas esses deixados para a intimidade e o conforto do lar tendem a durar uma eternidade. 

Um recado óbvio, né?

Pela primeira vez em anos, tirei meu time de campo. O que aconteceu? Encontrei um crush com quem tenho um relacionamento que HÁ ANOS eu não tinha e que me manda mensagem de madrugada com foto de comidas feia, porque ele sabe que eu vou ficar feliz. Ó que evolução que acontece na vida da pessoa quando ela não mendiga afeto.





CAHAM.


Bom, daí veio a motivação do post no facebook. Alguém falou em um grupo que queria ver o casal da novela junto e eu pensei MINHA SANTA RITA DO PASSAQUATRO, ó o que as pessoas classificam como romance, que bosta. E escrevi o post.

Nunca esperei o que veio em seguida.

Porque assim, era uma semana decisiva no mestrado. Faltava exatamente uma semana para a minha qualificação e eu estava estressadíssima, fazendo a única coisa que eu sei: tentando distrair minha mente cada vez que começava uma crise de ansiedade. Estando presa a um computador o dia inteiro no trabalho, eu frequentemente posto bobagens no facebook. Postei e fui pra um encontro com um dos meus 35 orientadores. Quando voltei ao computador, o número de compartilhamentos perto dos 50 já era muito maior que o normal pros meus posts. Na maioria, amigas. No fim da tarde, esse número já tinha multiplicado muitas vezes, começando a ser curtido e compartilhado pelos amigos dos amigos. Pensei "ok, depois eu reflito sobre isso".

Mas nada podia me preparar pro dia seguinte.

Acordei com mais de 100 solicitações de amizade (desconfio que as pessoas não sabem como o facebook funciona), mensagens privadas, mais notificações de que eu podia dar conta. Aquele alerta do chrome enlouquecido no computador, nada fazia sentido. Durante o dia, o facebook simplesmente parou de me mandar notificações que não fossem de pedidos de amizade ou de novos seguidores. Não tinha. Eu tinha que ir nos posts que eu escrevi depois pra poder interagir. Mas se eu me afastasse do computador, por meia hora que fosse, as notificações ficavam infinitas em tudo que era ícone. Eu nunca tinha acreditado naqueles prints cheios de notificações até esse momento. Foram dias de notificações confusas e loucura sem fim. Eu recebia mensagem no celular, mensagem no instagram, mensagem no twitter (onde aconteceu um print também, que trouxe seguidores loucamente), comentários aqui no blog, ao vivo, uma coisa bem perturbadora. Mas eu estava enlouquecida e ocupada com outra coisa, eu não sabia nem em que prestar atenção.

Deixei pra escrever esse post hoje, passados muitos dias, pra dizer "e, finalmente, um dia inteiro se passou sem uma notificação de pedido de amizade". Pois durante o escrevinhamento deste post foram dois. Três. QUATRO. CIN-CO.

Confesso que no começo eu ainda tava fazendo uma curadoria pra ver se alguém realmente queria contato e interação, aceitei umas 4 pessoas (que erro) no processo. Depois compreendi que deve ser o pessoal que não sabe como faz pra seguir uma pessoa ou tanto faz. No momento a contagem está em quase 500 pedidos de amizade que não tenho coragem de negar e nem morta vou aceitar.

Algumas pessoas vieram conversar comigo. Desde gente desesperada poque está presa em um relacionamento abusivo (!), até gente que tem o mesmo sobrenome e está montando árvore genealógica. Teve gente que disse ler o blog há anos e só agora tomou coragem de entrar em contato.

Eu sempre tive uma certa cota de pedidos de ajuda com problemas pessoais. Ao mesmo tempo que eu me sinto feliz que alguém que nunca me viu confie em mim pra pedir ajuda, eu acho uma pena que a pessoa não tenha ninguém perto dela com quem contar. Mas tamos aí, o que der pra ajudar, eu ajudo. Agoooora, a galera que tem medo de entrar em contato... Migas, chega mais! Eu sou uma cavala porque não tenho trava social, mas nem é por mal e a gente sempre se acerta. Teve gente que jurou que nunca mais ia falar comigo porque levou patada (que eu nem percebi que dei) e tamos aí sendo grandes migas hoje em dia. Não precisa ter meda.

Tá certo que 93,7% das pessoas que se tornam minhas amigas abandonam o blog, mas não abandonando da vida, tá tranquilo.

Bom, fora a interação de desconhecidos, o ~post da fama~ também teve efeito sobre as pessoas que eu conheço. Aquelas que têm o pensamento mais propenso ao da liberdade feminina, se aproximaram. As outras se afastaram. O que eu acho ótimo, pra dizer a verdade. 

A situação atual do post é a seguinte:



Nunca na minha vida imaginei cinco mil likes. Esse tanto de share eu já tinha sofrido no twitter na época das eleições, quando fui parar até no youpix com um dos tuítes mais idiotas da história.




Tenho fé que na terceira ocorrência eu fico famosa de vez.

Massss, voltando à ~problemática~ do post do facebook, eu fiquei pensando duas coisas:

1 - NUNCA LEIA OS BENDITOS COMENTÁRIOS

O que teve de gente me chamando de promíscua e analfabeta nos pouquíssimos comentários que eu li quase me desestabilizou. Tive um ataque de riso com o  "promíscua" porque não beijo nem resfriado na boca, imagina dar pra todo mundo, né? I wish. Mas quer chamar de dadeira, chama, acho ótimo, queria, MAS NÃO CHAMA DE ANALFABETA, CARA. 

Confesso que li pouquíssimos comentários, já que minha estrutura emocional não estava permitindo e agora o timing já passou. Mas pensa: eu perdi as contas de quantas vezes o post foi compartilhado nas páginas realmente relevantes, então é comentário DEMAIS até pro meu ego de 4 andares com sacada. Lia só aquela primeira meia dúzia de quando a gente vai conferir se tá linkado mesmo e seguia a vida. Comentários são um tiro na alma.

2 - VAMO MELHORAR ESSA AUTOESTIMA FEMININA PRA ONTEM

Não sei como que tá a interpretação de texto da galera, mas a mensagem do meu post era muito simples: vamos nos respeitar.

Só isso mesmo.

Tava mandando ninguém sair dando, tava mandando ninguém sair parando de dar, tava só falando "miga, ouça sua voz interior. se tá bom, segue. se tá ruim, para". Bem simples.

Chega a DOER ver uma ideia tão óbvia de amor próprio ser compartilhada um trilhão de vezes! Você entende que a coisa tá errada num nível bastante profundo, porque também tinha muito comentário dizendo "nunca pensei por esse ângulo". 

E, olha, eu sou a pessoa com a menor autoestima que eu conheço. Se eu consigo, TODO MUNDO consegue. (Um post metafísico sobre o assunto deve vir em breve, tô fazendo as tarefinhas de casa do mestrado de ler sobre física quântica, cêis se prepare pro rebosteio verbal).

Então assim. Foi bem loco. Fiquei pensando como que pessoas famosas sobrevivem em rede social, sendo que você nunca mais pode contar com suas notificações e todo o comportamento da coisa fica enlouquecido pela quantidade de interação. Não sei se eu seria capaz, era bem provável fazer a SIA e ficar um pouco biruta. Mas adoraria ter sido um bom exemplo nesses dias de visibilidade.

Claro que a afofadinha no ego dá aquelas coragens idiotas, tipo fazer uma página pro blog. Se você me perguntar o motivo, eu te digo: não sei. Tô loca. Já aviso que ninguém precisa curtir pela amizade, porque eu mesma nem sei o que fazer lá. A intenção é ser uma grande festa da uva, que todo mundo fala e posta o que der na telha, desde que não ofenda o amiguinho. Vamo vê se funciona, porque eu me arrependi assim que fiz, mas ainda não achei onde deleta.

É isso. Queria só dividir com vocês a experiência bizarra de ser assunto por um dia e do quanto reverbera esse negócio.

Pelo menos não foi falando merda que eu fui compartilhada, né? Já dá pra glorificar de pé :P

domingo, 10 de abril de 2016

amor própio kd

Olar, meninas, no vídeo de hoje eu vou ensinar como brilhar muito depois de uma crise alérgica que deixa sua cara parecendo um balão e todo mundo perguntando se você chorou :)

Já adianto que não desisti de fazer um post com os melhores momentos da seção de comentários do post passado, apenas não foi possível reunir neurônios, tempo e capacidade cognitiva em geral.

Enquanto isso, fiquem com mais um vídeo bosta.

Lembrando que quem assina o canal vê primeiHAHAHAHAHHAHAhahhaahhaHAAHHAAHhahahhahahahahahahHAHH

Minha cara está ainda mais brilhante e estufada neste momento, porém providências cabíveis já foram tomadas, não precisa ninguém me recomendar médicos, remédios, tratamentos. 

E tem glitter, né? MUITO GLITTER espalhado pela cara de quem não sabe se maquiar.




o_O

PS: usei o vocativo corretamente lá em cima, o que automaticamente já me desqualifica como blogueira, o que é uma pena :(((((((((((