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terça-feira, 2 de abril de 2013

penúltimo post... de londres

só que mais ou menos.

Hoje vamos falar de passeínhos. Sabe aqueles mini passeios que você faz entre um e outro, ou que faz meio correndo mesmo? Porque eu acho que nem se ficasse um mês em Londres seria suficiente. Então coisas que eu não estava esperando ver ou não dava tempo de ficar muito, eu vou contar agora.

Tipo Oxford Street. A rua, em si, eu tive MOITO tempo pra ver. Mas como eu sou a maníaca das lojas, eu meique corri, porque só tinha um dia pra isso. Teria menos, se eu tivesse achado o caminho pra outros lugares que eu tinha planos de ir. Mas eu estava sozinha e não imprimi alguns mapas, acreditando que minha memória seria suficiente. Então FOM. Eu entrei em praticamente tu.do.que.foi.lo.ja, só pra dizer "a Zara de Londres isso", "a Forever 21 aquilo". Sabe, praticar o pedantismo? Não sei se faço um capítulo *compras* ou se falo disso nos passeios longos e tal.

Agora eu falaria da Harrod's. Lugar onde não tenho condições financeiras de adquirir coisas, mas posso entrar fazendo a hipster - visual mendigo fica FÁCIL quando você tá comprando as coisas por necessidade - e fotografar o quanto eu quiser a fachada. Qué dizê. eu acho que era a Harrod's, mas pode ser qualquer loja de departamento que você quiser. Aliás, eu ODIEI o esqueminha shopping sem parede, viu? Primeiro que você nunca sabe quem pode te ajudar naquela área, segundo que é uma zona mermo e cadê sapato, cadê blusa, cadê ordem? Sou pobre e não gostei.

má sabe tirar foto que é uma beleza!

Passei correno (mentira, foi de busão de dois andar, ó que riqueza) na frente da casa da dona Leide Queite e meu cunhado Uília. Fui num monte de brechó. Alguma coisa na minha memória diz que tentamos almoçar fish'n'chips num pub, mas a missão falhou e eu não tenho memória de onde o almoço aconteceu. Acho que foi em Covent Garden. Queria muito ter voltado lá à noite, era um lugar lindo, que parecia mais lindo ainda anoitecendo e com luzinhas acendendo. Se não me engano (se eu me enganar, corrijam com amor) é lá que fica o  (ou um) Jamie's Italian, o restaurante que todo mundo vai te mandar ir em Londres. Eu sou rebelde e almocei num lugar de tortinhas a 10 metros dali. (The Battersea Pie Station. Recomendo MUITO.)

Fomos também ao Soho, fazer as bunita, só que não. Acho que entre o Soho e Chinatown eu tirei as fotos que eu mais amo no universo. Sabe aqueles passeiozinhos pra ir em lugar nenhum, só andar? Aí dava tempo de olhaaaar e aí fotografar. Trabalhe aí no seu mouse se não quiser ficar vendo figura. Ou aproveite, né? Vai saber.

musicais que eu não vi

repetindo piada: em Londres todo mundo toma uma no Ku

puxando o zóinho

♥♥♥♥♥♥♥♥

let's snog. HEH

nananananananananana

Carnaby Street

Liberty ♥



Palladium

Apple Store - os hipster chora limão

melhor rua


Obviamente caí sem querer em lugares que eu tava SONHANDO ir e jurando que não ia achar (uma lojinha maravilinda em Covent Garden, Sass & Belle) e só não gastei mais dinheiro porque precisava me vestir. Da próxima vez eu não perco a mala e posso me acabar em corujas, aguardem.

Pra comemorar meu aniversário, fomos jantar em Angel. Saímos do metrô e olhamos absolutamente todos os restaurantes da rua - mais ou menos um milhão - e decidimos por sandubas de rica, porque eu mereço.

preservando a identidade do amiguinho




Byron

Angel... got got?

Também aconteceram mini passeios que eu fiz sozinha involuntariamente aka me perdi e o tradicional desespero do último dia, de querer ver até os bueiros das ruas porque né?

HAHAHAHAHA (eu tava perdidíssima nesse momento)

quem sou TROUXA e não achei a plataforma 9 3/4?

Canary Wharf serious business

Canary Wharf not so serious business

Burough Market de novo



aquele lugar perto da London Bridge

último jantar, no Leon ♥♥♥♥♥


Com o fim desse capítulo, sobram os grandes passeios da humanidade, tipo Abbey Road (grande é a história, na verdade), o Palácio de Buckingham, Oxford Street e suas lojas maravilhosas, Marble Arch e o metrô. Com uma participação especial de Bayswater, Whiteleys Mall e Princess Square. Eu não perderia se fosse vocês. E aí, rumo à Cardiff!




segunda-feira, 4 de março de 2013

I'm lonely in London, London is lovely so


Quando minha mãe comprou essas partituras de música popular, diferente das pilhas e pilhas de músicas eruditas que sempre habitaram minha casa, essa foi a que mais me chamou a atenção. Não sei se foi a cor da capa, a foto, a letra "looking for flying saucers in the sky" e a ideia de que as pessoas tinham contato com discos voadores na Europa, o relógio. Também não foi uma coisa tipo "um dia eu vou pra esse lugar. Só sei que quando eu botei o pé no London City Airport, eu só conseguia pensar nessa canção. Com o Paulo Ricardo, obviamente, que melhorou o batuque sem noção do Caetano. Suck it up, sociedade.


Paulo Ricardo, Caetano Veloso, minha mãe: todos se mata com essa versão

*****

O caso foi que eu me preparei pra passear por Londres sozinha. Como moradoira de cidade turística, sei que não é só porque alguém veio te visitar que você adquire instantaneamente vontade de ir pela quadragésima oitava vez no Jardim Botânico. E meu amigo ainda estava começando um trabalho novo, de modos que eu pensei: não vou encher o saco. Pra minha sorte, eu tenho os melhores amigos do mundo. Como eu já disse, mal cheguei e Winspirro me levou pro tour da madrugada, coisa mais linda que eu já vi. Me prometeu o pacote turista pro dia seguinte, me ensinou como chegar no metrô, que linhas pegar, como trocar, como lembrar de Southbound, Northbound, Westbound, Eastbound, bem maneiro pra quem não sabe nem pra onde o nariz aponta.

Então acordei CEDO, pra ficar tranquila com o fator ~vou me perder, não há escapatória~, acreditei no meu cérebro e fui.

Quatro quadras pra chegar na estação, 3 viradas de esquina. E eu acertei todas, UHU. Acertei o lado pra onde deveria ir também, ó que magia. O trem chegou e eu sentei do lado de uma velhinha muito inglesa mesmo que, por alguma razão, resolveu falar comigo.

- você é turista?
- aham!
- você entende o que falam no auto-falante?
- entendo.
- pois a mensagem é mentira. Não existe a linha preta Northern Line. 

ADIVINHA ONDE EU IA FAZER CONEXÃO.

Achei que a véinha tava doida, né? Tinha falado na noite anterior com o Guilherme, comé que não ia ter a linha. Fiquei lá falando com a velhinha e pensando na peninha da confusão dela e mimimi, chegou minha estação, desci e KD LINHA PRETA?

Num tinha.

Aí fui orando pra Jesus pra entender o sotaque do trabalhador do local e perguntei como raios eu ia chegar em Embankment. Felizmente Harry Potter e Doctor me ajudaram o suficiente e eu descobri comofas. Quando cheguei no lugar combinado, Guilherme estava ansiosíssimo na catraca, preocupado com a minha possível passagem por um portal, porque tinha descoberto a linha preta adormecida e não sabia como me ajudar hahaha. Agradecemos os dois ao plantão do meu anjo da guarda e seguimos pro nosso programa turístico à beira do Tâmisa.

Num é poético?



Começamos o dia na fila pra London Eye e eu quero neste momento dedicar amor a todos que me acompanharam na EuroTour pela paciência em passear comigo. Sério. Eu tinha 98574 mapas, mas não teria me divertido um décimo sem a companhia dessas pessoas incríveis.



O acordo era o seguinte: Gui iria comigo no passeio mais boring do mundo, que vinha a ser a London Eye, e eu iria com ele na Star Flyer. Concordei, né? A altura do negócio lá debaixo era surreal e eu acreditei que ele desistiria a qualquer momento.









Melhor coisa do mundo foi aceitar a London Eye na vida. Todo mundo diz que é caro, que é chato, demorado, sem graça. Nenhuma dessas pessoas fez o passeio. É sensacional. É lindo. É incrível. Você vê na televisão uma câmera filmando lá do alto, você vê foto. Aí você está lá vendo com seus próprios olhos e é lindo e vale cada libra exorbitante que custa.



De lá, fomos direto pro parquinho da alegria, parecendo dois bobocas, porque a ideia de ir naquele chapéu mexicano era muito divertida.



Gente. Sério. Depois do primeiro minuto tentando parar de sentir pavor de cair, de sair voando pelo efeito de força centrífuga, de gorfar no parque inteiro lá embaixo, de meus óculos descolarem da minha cara, foi a melhor coisa que eu fiz. Nunca vou esquecer o jeito que o sol batia no meu meu rosto, o vento no cabelo, o barulho das pessoas lá embaixo, a London Eye, o Tâmisa. Lindo lindo lindo. A gente deveria ter dado a segunda volta quando deu vontade.

De lá, fomos andando pro resto da minha lista de lugares pra visitar. Incluindo as lojas de roupa, porque eu ainda estava naquela vibe "compra hoje pra vestir amanhã". E ó, tão de parabéns as paciências dos meus amigos pra me esperar provar a loja inteira.








Passamos numa H&M a caminho da St Peter's Cathedral, gigantesca e linda, onde preferi não entrar. Atravessamos a Millenium Bridge, Globe Theatre, Hay's Galleria, Southwark Cathedral.

Perto da Catedral tinha uma feira com os melhores cheiros de comida do universo, mas podia ser também só a fome que a gente estava sentindo, depois de horas andando. Só sei que eu peguei duas samosas, esquecendo lindamente que tudo que arde no Brasil, arde um milhão de vezes mais na Europa. Vi a morte, mas tava ali na frente da igreja mesmo, comendo sentadinha no chão, na maior vibe convescote, em Londres. Morreria feliz.



De lá, fomos pro meu novo lugar favorito no mundo: London Bridge. 

MEODEOSDOCÉU.





Acho que nem na Disney eu ficaria tão abalada psicologicamente. Lugar mais lindo, parece coisa de filme de princesa. Se da família real eu fosse, lá eu moraria. Não tem como explicar a beleza desse lugar, as luzinhas, o resto dos aros olímpicos fazendo figuração ainda (vou levar um ano contando essa viagem). Tão lindo que tinha até a noiva lá, dando um VRÁÁÁÁ na cara da sociedade.



Na margem do Rio Tâmisa eu sentei e não chorei. Ficou Guilherme olhando o horizonte e pensando na vida e fiquei eu olhando a ponte e querendo ser princesa, londrina e rica. De repente, enquanto Guilherme se comunicava com o mundo exterior pelo seu próprio celular, eu comecei a gritar e ter um ataque e forgot how to words, porque a ponte estava abrindo. Eu não apenas vi a ponte, vi a ponte ABRIR weeeeeeeeeee! E se a gente imaginou que vinha um transatlântico rio abaixo (ou acima, vai saber), veio uma mini jangada com um mastro que ia até o céu HAHAHHAHAHA. Melhor cena. Fiquei tão atordoada que acho que nem fotografei.








Passamos por uns caminhozinhos por cima da água, achamos o barquinho do mastro overcompensating, continuamos andando, passamos pela London Tower onde Jonathan Rhys Meyers decapitou Ana Bolena e fizemos o trajeto de volta, rumo ao metrô, pra Camdem Town.


Eu sou a louca das feiras, fiquei *estubefata* com Camdem Market e não quis nem saber de tirar foto, que era pra não precisar parar de olhar em volta. Se não fosse a mais completa falta de notas de libras, se aquelas barraquinhas passassem cartão, eu teria falido completamente. ALOCA do souvenir. Até coxinha vendia lá, meuzamigo. Pastel. 

Só me arrependo de não ter fotografado o restaurrã cujas cadeiras são motinhas kkk e a Police Box, que não era azul, mas era uma freaking.police.box. e basicamente a razão por eu ter ficado fissurada por essa região do mapa. Fica aí a desculpa pra voltar.

Felizmente o lar do Gui ficava perto de lá, porque eu já não tinha mais estrutura emocional ou física pra me locomover. Ficamos semi mortos no sofá por mais ou menos uma hora, até decidir se íamos ou não pra uma festa (adivinha), saímos de novo pra jantar a pizza mais apimentada que minhas papilas gustativas já comeram e eu, bem adultinha, voltei sozinha pro hotel, de metrô. Sou muito coordenada, nem me perdi!



Chegando em Queensway, me deparei com a fila infinita do elevador. Porque o trem chega praticamente no núcleo da Terra, de tão fundo que fica. Na entrada pras escadas, uma plaquinha: 123 degraus, sem parada, sem volta. Pelamordedels, só suba se acreditar que pode chegar no topo. Quiqui eu fiz? Isso mesmo, subi de escada. Má é nunca que eu ia ficar 3 dias e 3 noites esperando o elevador. Desse momento em diante, só entrei no elevador UMA vez (e ó que eu andei pra lá e pra cá mais ou menos um milhão de vezes) e não me arrependo. Cheguei no Brasil muitos quilos mais leve.

Pra meu total espanto, considerando ser a madrugada de um sábado, o comércio de rua estava aberto. Lojas aleatórias, supermercados (que são tudo mini, como esse povo vive?), lanchonetes locais e multinacionais. TU DO A BER TO. Igualzinho Curitiba AHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHHAA. 

Pensei em tomar alguma coisa no Starbucks, comer mais alguma tralha no Burger King, entrar na igreja, sei lá. Mas meus pés se recusavam a dar mais um passo. De modos que fui calmamente pro hotel, sem medo de morrer, ser assaltada ou violentada de qualquer forma, não sem antes entrar na loja de souvenir e comprar 25 chaveiros de cabine telefônica (dos quais não fiquei com nenhum e não entendo como aconteceu). 

Fui pro meu quarto Harry Potter under the stairs, tomei um banhinho delícia, liguei pra casa - onde ainda mal era hora do jantar - e desmaiei. Já sabia que o dia seguinte começaria cedo porque, ao contrário do braziu, as lojas de rua abrem lindas no domingo e eu ia me acabar na Primark da Oxford Street assim que abrisse, onde eu provavelmente terminaria a missão de me vestir pelo resto da viagem.

Deitei bem linda sob o edredão, peguei no soninho e quase morri do coração umas três horas depois, quando o alarme de incêndio... desparou. Jesus amado, o.maior.pavor.da.minha.vida. Eu não tinha pijamas e langerrís de dormir, de modos que eu estava de regata e calçola. Acontece que meu cérebro ainda opera em modo: gorda e eu comprei a maior regata da loja, que cabia aproximadamente umas 4 vanessas, deixando indecente a aparição em público. Eu não sabia se corria pra fazer xixi, se botava uma calça jeans e um casaco, se salvava as minhas tralhas favoritas recém adquiridas, se chorava e chamava minha mãe. Fiz xixi, me vesti e subi descabelada até a recepção onde uma indiana bubblehead pedia desculpas por ter esquecido de colocar o aviso pros quartos dos andares mais baixos de que naquela noite os alarmes de incêndio seriam testados.

FUEEEEEEEEEEEEEEEEEEN.

Pelo menos nada pegou fogo e eu pude dormir até a manhã seguinte em paz.

Não foi dessa vez, inimigas.

Fim do capítulo.