
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
to be or not to be mongoloid

quarta-feira, 20 de outubro de 2010
inconsistências
Irônico, não?
Eu sei, mas é verdade.
Veja bem: eu comecei a escrever em blog numa época em que eu perdi amigos. Eu tinha uma turma de amigos e tinha a esquisita, de quem todo mundo tinha medo, por quem todo mundo passava rindo. Vanessa de Calcutá foi lá, conheceu a garota, viu que não era tão ruim assim e introduziu no grupo. E afirmava que era seguro mantê-la por perto pra cada nova pessoa que surgia. Um dia, quando o grupo era grande e lindo, a esquisita foi lá e apunhalou Vanessa – a otária pelas costas e, o mais impressionante, todo mundo ficou do lado dela. Sem ter a quem recorrer, tcharam, a internet tava ali, por que não?
(Mil e um motivos porque não, né? Mas a gente sempre escolhe aquele um que justifica a estupidez.)
O engraçado é esse meu histórico de enfiar alguém no grupo e ser expelida dele por culpa justamente desse indivíduo, mas esse não é o assunto de hoje.
O caso é que eu só falo da minha vida aquele tanto suficiente pra poder tagarelar infinitamente. As coisas que fazem o dia passar mais depressa. Sei lá se é culpa dessa minha incapacidade de confiar nas pessoas (eu tenho motivos, nem vem), mas o fato é que do que eu sinto, penso e acho importante, NINGUÉM sabe.
Mentira, tem umas duas ou três pessoas que sabem, elas sabem quem são, não é você.
Movin on.
Pois aí entra o blog. Às vezes eu não quero falar as coisas pra alguém. Como eu já escrevi aqui e em tantos outros lugares: eu não gosto de opinião. Eu sempre digo pra minha mãe que quando eu reclamo da vida, eu quero só apoio moral. “Você tem razão, que coisa chata”. Eu não quero achar solução, não quero mudar a situação. Eu quero só conforto.
E, às vezes, eu acho conforto escrevendo.
Eu poderia escrever e não publicar. Isso acontece muitas vezes, quando eu acho que alguém pode não entender o que eu escrevi (porque olha, às vezes eu acho que tá tudo escrito à prova de erros e me vem um doido entendendo tudo errado, contextualizando tudo torto e muito me dá vontade de me rasgar em 418 pedaços). Mas que graça tem? Eu gosto da sensação de saber que pelo menos uma pessoa leu. Sei lá que tipo de defeito no ego causa isso, mas eu gosto, me deixa.
O primeiro endereço, no pain no gain, era uma ode a F.N. (do post anterior). Que eu sou birrenta ninguém duvida e F.N. me enlouquecia com essa bendita frase a cada vez que eu reclamava. De qualquer coisa. Eu ODEIO essa frase com todas as forças do meu cérebro. Que mané mania de achar que tem que sofrer pra merecer recompensa. EU QUERO ARCO-ÍRIS SEM CHUVA, providencie. Isso aí é fruto de muita auto-ajuda, não é possível.
Mas o endereço “atual” (hahaha quem eu quero enganar?), milarga, é uma tentativa desesperada de fazer as pessoas entenderem que é pra.me.largar. Vamo parar de opinar, sugerir, insinuar? Se eu quiser, eu peço.
E eu super vou pedir uma coisa agora.
Porque assim, o blog começou anônimo. Não tinha assinatura, não tinha meu nome, não tinha absolutamente nada que ligasse a mim. Aí uma pessoa achou, outra achou, mais uma, minha mãe. Aí cabô, né? Não sei se cheguei a colocar o link no orkut (aliás, se tem uma coisa que eu não curto nessa vida é sair linkando uma coisa na outra, de modo que nego ache uma e automaticamente ache todas as outras, vamo dar trabalho pros stalkers?), mas hoje em dia todo mundo que me conhece acaba lendo, uma hora ou outra.
Assim, eu nem ligo que vocês leiam. Sério. O que eu não gosto é de perceber que vocês estão lendo.
Calma, deixe-me ser mais específica.
Muitas vezes eu pensei em sumir com essas caixinhas de comentários. Mas aí onde as pessoas comentariam? No meu email. No mundo real. (acontece todas as vezes que as caixinhas somem).
Mas se eu não falei sobre isso no mundo real, um motivo eu tinha. E normalmente é justamente não querer falar a respeito! Eu queria somente e só MONOLOGAR a respeito.
Então fica combinado: você leu algo aqui, fique à vontade pra fazer um trilhão de comentários, floodar minha caixinha. Mas, pfv, não me pergunta nada IRL. Tamo combinados?
(você também, mãe.)
Beijo.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
crazy little thing called affection
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
giving love a chance

terça-feira, 28 de setembro de 2010
das coisas que eu não entendo
Não sei se vou contar direito, se vou lembrar direito, mas ela disse que uma vez ouviu alguém contar que sentia como se a inspiração fosse um vento. Que vem vindo, vindo e te acerta. Se você consegue “pegar” esse vento, então o texto simplesmente brota enquanto você escreve (tipo o que está acontecendo comigo neste exato momento, em que não tinha plano NENHUM de abrir o word e começar a escrever). Se você não pega o texto, ele não morre. Continua voando até encontrar a pessoa com o papel e a caneta (ou o monitor e o teclado) que vai fazer com que ele nasça.
Ou seja, de acordo com essa visão, a ideia está lá em algum lugar, implorando pra existir. A dúvida é se você vai ser capaz de dar vida a ela ou não.
E por que raios eu estou a essa hora da noite, quando meu cérebro já dormiu faz tempo
Porque against all odds, bateu um *turbilhãozinho* com um texto de amor aqui na minha cabeça. O inconveniente disso é que o vento é forte e em círculos, de modo que não está querendo sair daqui, desde sábado à noite, quando a intempérie se instalou.
Eu não quero escrever. Porque eu não sou escritora e vai sair um lixo, porque eu vou sofrer, porque tem gente que vai se assustar, porque tem gente que vai apontar e rir, porque eu.não.quero. E tenho direito de não querer. Mas ele não vai embora, ainda que eu finja que não estou ouvindo.
Acho que vou ficar depois do horário espancando a máquina de escrever do trabalho. Assim não existirá registro eletrônico (do tipo que espalha muito fácil) e queimar papel é até bem fácil. Porque eu acho que se não parir esse bendito, como em qualquer parto que dá errado, ele não morrerá sozinho.
Morreremos os dois.
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Se um dia você precisar torturar alguém, é só prender no meu cérebro.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
uma pessoa problemática
Eu sempre achei que sofria de algum tipo de síndrome de Peter Pan. Um pavor meio doente de crescer, sabe? Vai ver foi por isso que eu fiquei com essa estatura indecentemente baixa. (rhysos)
Só de pensar em ser responsável pelas coisas, tinha 12 tipos de nervoso e ficava aqui numas de me recusar a crescer. Dos 25 em diante, acho que só não choreeeeei e sofri no aniversário de 30.
(Mas aí é porque o universo foi BEM LEGAL e eu... FOCO. Ok.)
Aí, tava no meio dessa linha de raciocínio, praguejando Tom Hanks porque não quero ser grande nem a pau, e me ocorreu que na verdade é o contrário: eu nunca nem fui criança.
Não vou falar sobre responsabilidades e ~adultices~ aqui, que não quero apanhar nem discutir com seu ninguém. Mas a primeira vez que precisei de apoio psicológico na vida, foi quando comecei a ter pesadelos com morte. Eu sempre fui meio Coelho Branco, achando que não.ia.dar.tempo. Não tinha nem 10 anos e achei que não ia dar tempo de viver, veja só você.
Nessa época começou também um surto bem legal: toda vez que eu começava a acompanhar alguma coisa na TV - podia ser um seriadinho (armação ilimitada OI), um filme (tipo a pequena sereia), um capítulo climão na novela (eu prefiro melão) - eu tinha certeza que ia morrer antes de ver o final.
Eu imagino que o nome científico disso seja ansiedade, mas eu sempre me nego a dar nome pros meus problemas, pra evitar que eles sejam reais.
Aí você pensa: já que eu cresci e agora sou mulher tenho que encarar com muita fé, isso passou, né? Pois eu vos digo que piorou. Agora precisa de muito menos: a pessoa começa a me contar uma história com mais detalhes do que eu quero ouvir, ou não responde minha pergunta objetivamente, eu começo a sentir os efeitos do medo de a morte me adicionar no foicebook (ahahhah roubei e nem sei de quem). Eu tenho medo de ter algum tipo de morte fulminante, ali, antes de terminarem os 5 minutos de agonia de espera.
So doente?
(não respondam)
Outro dia estava trocando emails com um amigo, falando da minha incapacidade de entender o que eu mesma sinto ou acho sobre a vida. Pra falar a verdade, acho que tem umas 5 ou 6 pessoas na minha lista de email que sofrem com essas divagações (e mais algumas que sofrem no mundo real). Então sempre fica tudo mais fácil se eu escrevo. Chega a ser engraçado escrever e guardar, encontrar depois de algum tempo e achar graça do desespero do momento. Ou sentir saudade de um sentimento, de uma dúvida que passou. Ou continuar entendendo porcaria nenhuma e ver que essa minha vida anda em círculos mesmo.
O caso é que eu queria falar um monte de coisa que não posso, mas mais que isso, eu queria entender um monte de coisa que eu não consigo.
Aí agora que eu entrei oficialmente pra terceira idade, tô numas de ter medo de morrer sem ter falado tudo que eu tinha pra falar. O que seria incrível, ainda ter O QUE falar. Tava aqui pensando numa solução pra isso, porque tem coisas que as pessoas não estão preparadas pra ouvir, né? E já que se eu morrer não vou nem ligar, tava pensando aqui em escrever umas cartas e deixar tudo em bolinhos pré-endereçados, pra alguém entregar no velório causar climão manero e nego já parar de chorar por ali mesmo.
Talvez tivesse gente fazendo a maior reflexão, certamente ia ter gente procurando um carimbo de MALUCO, mas acho que ia ter gente que ia preferir que eu tivesse falado enquanto ainda tava viva.
Só que provavelmente isso é tudo desculpa da minha mente, pra liberar geral todas as vezes que eu tenho vontade de tagarelar.
O melhor é quando, depois de HOOOOORAS de falação, eu escuto “mas eu gosto de ouvir”.
(Não incentiva... senão não paro nunca mais.)
:)


