segunda-feira, 4 de agosto de 2014

o silviço público com vaneça negão

(meu talk show)

a fota retrata a luta eterna entre a tia da limpeza, a cortina e o fio do ventilador, 
que a tia da limpeza tá ganhando ~de lavada~ got it got it


Olar! Preparados pra sofrer?

E ó que ainda é segunda-feira e mal badalou 10 da manhã!!!11 

Pois aqui nesta instituição maravilhosa do conhecimento, rola todo um esquema de antenas wi-fi espalhadas, muito moderno, muito pró conhecimento. Assim como um sistema magya de uso da biblioteca, que você consulta periódicos pagos DI GRÁTIS (ó que primeiro mundo?), para isso tendo que fazer apenasmente, sem custo e sem dificuldade, um email da instituição. Você, pessoa moderna, pessoa inteligente, se cadastra no sistema de emails e GANHA a oportunidade de usar o wi-fi em qualquer campus e consultar a base de dados do mundo inteiro. Muito rico.
Massssssssssss, o que ninguém te conta [/discovery home & health] é que inteligência is overrated e não dá pra esperar disso da comunidade acadêmica de nível superior, de modos que alguns gênios não se cadastram no sistema, mas EZIJEM internet nos noutybuq e celular!!1111

E não é só isso! Tem as pessoas que vêm de fora ou até mesmo de outros países e precisam usar a internet. E a internet ~livre~ PRECISA DE SENHA que você consegue apenas se cadastrando no serviço de emails, que é só pra comunidade acadêmica oeeeee!

Fui eu que inventei? Não. Sou eu que cuido disso? NEM.UM.POUCO.

Pois meia hora atrás chegou uma funcionária-não-professora (tem que especificar) aqui me perguntando comofas ligar a internet no nouty. Eu explico que é com login e senha do email institucional. TELA AZUL - na pessoa, não no computador. Mas assim, respondi porque sou um amor, porque não é minha função e etc. A pessoa vai reclamar de mim do outro lado do corredor e dá o azar de eu escutar. Volta com a escolta de superiores, EZIJINDO que eu dê a senha do wi-fi e eu explico de novo, pra todo mundo, bem devagar.

- mas eu pego wi-fi ali num sei onde sem senhaaaaa!

Nossa, mas que bom pra você, vai pra lá então, ué. Aqui só pega esse que precisa de login de email, pode reclamar com o papa se for o caso.

Todo mundo vai embora com cara de cocô mole, acredito que o pior já passou, dá mais 10 minutos e vem um funcionário-professor (ui, que meda), que além de educadíssimo só que nunca, tá com aquele delicioso bafo de cigarro. Cochichando sem necessidade, porque acha que eu tô regulando mixaria, taca o celular na minha cara com a tela de login aberta e pede (ah, tá), MANDA, sem por favor, sem educação e em tom de segredo:

- a senha do whiiii-fhiiiii. *bafo de café*

- então, ó, é o mesmo login e mesma senha do email, tá escrito aí na telinha.

- qqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqqq email?

- o institucional.

TELA AZUL. A pessoa não sabe o que é institucional.

- sabe seu email daqui da universidade? Usa o login, usa a senha e a magya da internet acontece.

- eu não tenho um email daqui.

- ENTÃO.NÃO.TEM.INTER.NET.

- e agora????///////////////

Aí eu explico que eu NÃO GANHO PRA ISSO, não tenho nada a ver com isso, não inventei isso, não é minha culpa, não é minha responsabilidade, não POSSO.FAZER.NADA., sou linda e digo quem pode resolver, ele diz que eu tô de má vontade e sai esbravejando impropérios sobre a minha pessoa, que só se lasca por aparecer pra trabalhar, né?

Quem não tá aqui não tem que escutar o desaforo.

Boa sorte pra mim nessa belíssima carreira que eu não escolhi, mas aceitei e boa semana de paz cintilante a todos.

terça-feira, 22 de julho de 2014

♥ minha banda favorita ♥

Primeiro, um disclaimer:

Eu tive uma longa e intensa experiência de quase morte nos últimos 15 dias, então midesgupi todo mundo que entrou em contato comigo nas mais variadas formas de comunicação. Eu estava MUITO mal humorada pensando que dessa vez morria mesmo. Larguei a internet como um todo, com exceção dos eloquentíssimos jogos do facebook and I regret nothing. Ainda estou lhe dando com os efeitos malignos da peste que se abateu sobre mim, mas vejo uma luz no fim do túnel, de modo que posso tentar concluir este post que está - não gritem - desde primeiro de julho no rascunho.

Oremos.






Gente, vamos por partes:

1 - blogagem coletiva e Rotaroots

Outro dia eu tava lendo o blog da Raquel e vi uma postagem marcada como blogagem coletiva e o rotaroots e tudo mais e fiquei pensando "meodeos, existe mesmo um lugar na internet que reúne pessoas que postam sobre a vida, o universo e tudo mais e não necessariamente que caramelos elas vestiram naquele dia ou que viagem alguma marca patrocinou pra elas? ONDE ACHA? Pois achava no rotaroots. 

Eu entrei em maio, mas já tinha postado sobre todos os temas de maio muito recentemente (ou não tinha nada pra dizer). Em junho também não senti a inspiração dirigida invadir meu ser e em julho é capaz de eu postar sobre os três temas. 

2 - o tema em questã: a primeira vez que eu ouvi minha banda favorita


Taí um assunto delicado. Eu não nasci pra ser fã de ninguém, gente. Eu sou uma péssima fã. Eu não sei tudo sobre a vida da pessoa, sobre a obra da pessoa, 90% do tempo eu tô realmente me lixando pra existência da pessoa no universo. E, ao mesmo tempo, dentro do meu cabeção, eu sei que eu amo muito a pessoa e etc. Não sei explicar como funciona, só sei que se você me perguntar minha banda favorita, eu vou ficar no "hummmmmmmm" uns 15 minutos, depois vou responder qualquer coisa que eu esteja ouvindo no momento, depois você vai começar a cantarolar uma música cuja letra eu não sei. RYZO.


Então vou fazer um top 5 aqui meio biruta e tentar justificar essas escolhas. Lembrando que vou deixar de fora as bandas que são resposta padrão de 9 entre 10 pedantes, tipo, sei lá, Nirvana, Led Zeppelin, Marisa Monte. Acho que ninguém deveria ser autorizado a dizer que essas bandas que ~todo mundo~ gosta estão entre as suas favoritas, porque isso É ÓBEVEO. Com exceção de Beatles, né? Que todo mundo sabe que até Molejo vem a ser melhor (não discutam, aqui não é uma democracia).




Brandi Carlile

Não importa qual banda eu esteja amando no momento, sempre estarei amando Brandi. Agooora, como eu tomei conhecimento dessa senhora eu não faço a menor ideia. Mas o bom da Brandi é que se você colocar no youtube, no rdio, no spotify, onde for, não tem erro. Não tem nenhuma música ruim. Até aquelas sobre as quais você não tem muita certeza, depois de ouvir duas ou três vezes se tornam a música favorita do momento. E a vantagem é que a maioria dá pra cantar gritando. Se tem jeito melhor de cantar que arrebentando a garganta, eu ainda não descobri.

Por incrível que pareça, além de The Story, que é aquela música que todo mundo diz "ahhh, sei qual é" quando começa, eu raramente ouço músicas dela tocando pelas rádios, seriados ou nos mp3 players alheios. Vamo mudar isso aí, gente. Brandi é amor. 

A primeira música que eu me lembro de ter ouvido: The Story
A música que eu mais tenho ouvido: Heart's Content
A melhor música de todas:







Eu estou tendo uma luta interna aqui comigo, mas acho que vou concordar comigo mesma que essa é a música que eu mais escuto ou canto pelos trânsitos da cidade. O incrível é que não tem gritos nela, veja só você. Mas é uma das músicas mais lindas que existem, letra e melodia. Sei lá, a última vez que eu pude acordar do lado de alguém com o sol batendo na cara, a coisa se deu exatamente assim, então acontece toda uma identificação. Anyway, eu amo a Brandi e meu modo de avaliação é: eu pagaria pra ver um show dela.

PLS COME TO BRAZIL, BRANDI.



David Cook

Eu nunca levei muito a sério programas tipo reality. Eu não tenho paciência pra ficar quatro dias por semana na frente da TV com hora marcada, eu não tenho paciência de ficar olhando pra TV enquanto as pessoas descobrem como se mover num palco, eu ODEIO aquele drama todo de "ele não andou até os 12 anos, então hoje é um milagre", porque, cacilda, ele tá cantando, cara. Eu só quero saber se a pessoa canta bem AGORA. E nem assim é garantia de que eu vá gostar da voz dela. Por exemplo: eu gosto da Beyonce, mas eu não suporto esse estilo de cantoria berrada. Gritar como a Brandi é uma coisa, essa vibe diva 8 oitavas acima, eu só quero morrer imediatamente. Magina minha aptidão pra reality de música. 

Então eu tava lá montando meu Rubik's cube das princesas Disney, passando por muita dificuldade no processo, quando de repente uma pessoa me chama a atenção no American Idol, a ponto de eu largar o que eu estava fazendo e olhar pra televisão. Era esse lindo aí cantando Hello, do Lionel Richie. Sem versão de estúdio, infelizmente. Daí pra frente eu passei a levar esse programa um pouco a sério, torcendo loucamente, entrando em fã clubes (2008 foi um ano difícil, mas já passou), comprando CDs, músicas no iTunes e etc.

Ali por 2010 aconteceu toda uma tentativa de viagem pros EUA, apenas por motivos de show dele (jamais virá pro Brasil, tenho certeza), mas não tive condições psicológicas. Deixei pra uma próxima oportunidade. Quem sabe 2018? Vamos torcer.


A música que eu mais gostei enquanto participante de reality: Billie Jean
A melhor música de todas, não há mais amor que isso: Always Be My Baby
A melhor música que não é versão:








Florence + The Machine

AILOVE a Florence, ok? Considerei a possibilidade de ir ao Rock in Rio apenas por conta dessa cerumana. Eu adoro a voz toda quebrada, aguda, gritada. Eu amo gritar com a Florence.

Tudo começou MUITOS anos atrás, uns 4 anos, provavelmente. Eu estava num site de roupas muito pedante, daqueles com musiquinhas que dão o play sozinhas, antes de você decidir se quer ou não ouvir ou até mesmo parar o que você já está ouvindo. Pois eu estava distraída, sem música prévia, com fone nazoreia (sempre) e começou essa belíssima canção: Girl With One Eye. Tive trinta e oito tipos de ataque, porque eu me apaixonei por essa canção. Fui procurar a letra imediatamente, porque não era possível acreditar nos meus ouvidos. Era aquilo mesmo, 

I took a knife and cut out her eye
I took it home and watched it wither and die
Well, she's lucky that I didn't slip her a smile
That's why she sleeps with one eye open
That's the price she'll pay

Olha, gente. A gente nunca sabe realmente o que motivou a letra, né? Às vezes a pessoa tá lá com os amigos no facebook, traduzindo Lorde do inglês pro bagacês e sai uma piadinha e tal. Mas que letra maravilhosa. De SAI DAQUI, FIA. TIRA A MÃO. TE DESÇO-LHE A BOFETADA. 

Apaixonei imediatamente e saí comprando CD, DVD, sonhando aqui com o disco (sim, de vinil memo, tenho tocador em casa que funciona, me deixa, milarga?). Só não comprei esse vinil quando vi na loja porque 99 dinheiros deu aqui um cãibro no meu bolso e eu não consegui. Mas ainda hei de. 

Também acho que a chance de uma turnê normal incluindo o Brasil é mínima e eu não tenho paciência pras esses shows povão ou festival (pedante sim, velha pode), então vou aqui juntar minhas libras pra verlha um dia em solo europeu.

Tava aqui ouvindo as músicas para fins de inspiração e lembrando do dia em que apresentei Cosmic Love pra um amigo e da reação enlouquecida da pessoa com essa música. Fosse ele ainda meu amigo, me daria ao trabalho de achar esses posts e fazer um print. Acho que só não curte Florence quem tem muitas restrições de estilo mesmo. "Só ouço rock". "Só ouço pagode". O resto pode clicar que é amor.

A música que todo mundo mais ouve, mas para a qual eu não dou a mínima: Dog Days Are Over
A música mais maravilhosa, que todo mundo conhece: Cosmic Love
A música que me fez sair atropelando pessoas pra comprar o DVD e está no repeat há meses:






Tem mutas bandas que eu ouço MUITO e amo, mas essas foram as primeiras em que eu pensei na hora de fazer o post. Então vamos ficar com essas por enquanto. 

E pras madame ufanistas, eu não esqueci do podruto nacional não.

Devo dizer que as letras em português, aquelas que a gente não pode achar desculpa pra interpretar errado (a não ser que sejam do Djavan) me deixam com um pouquinho de má vontade pra escutar alguns cantores ou bandas. Tipo a banda mais mongoloide da cidade com aquela repetição insuportável. Sei lá, se é em outra língua, talvez não canse o cérebro, não sei. Eu tenho birra com coisa que repete. Ou letra muito idiota (no meu ponto de vista, é claro), NÃO SEI. Só sei que é bem difícil pra mim a atividade de ouvir música em português, porque eu fico discutindo com a letra. Hoje de manhã, por exemplo, minha mãe tava cantarolando algum clássico da MPB e eu fiquei contando até um milhão, porque acho a letra particularmente idiota. Mas é clássico, é Chico, Caetano, Gal, NÃO FAÇO A MÍNIMA, mas é crime se você falar que não gosta.

Vou aproveitar e dizer que odeio Chico Buarque além de Beatles, assim já fica todo mundo avisado e não vem me indicar essas porcaria pra ouvir.

BÃO. Como no top 3 em inglês, aqui vou falar apenas de duas pessoas (ou bandas, tô confusa) cujos CDs eu tenho na minha estante. É assim que eu meço amor: ímpeto de comprar CD.


Ferananda Takai ou Pato Fu

OH MEODEOS COMO FALAR DO AMOR?

Na época da novela "Um anjo caiu do céu", cuja abertura eu ODIAVA, transferi o mimimi pra banda. Se tivesse rede social naquela época, estaria povoada de posts meus reclamando dessa música e dessa banda. Hoje a birra passou totalmente, incluindo a que eu tinha com essa canção. Nunca escuto, não tenho entre meus arquivos, mas acho super ok que ela exista.

Aí um dia eu escutei o melô do egocêntrico, Eu, e me apaixonei. Gente, eu queria tanto encontrar uma pessoa como eu, cêis não têm ideia. Depois disso eu aceitei muito a banda na minha vida, fiz toda uma programação em volta do show deles na virada cultural de 2010 e deu.tudo.errado. e eu jogo na cara dos responsáveis sempre que possível. Pelo menos daqueles com os quais eu ainda mantenho um relacionamento nos dias de hoje.

Mas a verdade é que eu gosto mesmo é da Fernanda. Acho a vozinha dela muito bonitinha e quando ouvi Diz Que Fui Por Aí, lacrou o amor. Ouvi essa música numa madrugada enquanto dirigia pra casa e "tenho a madrugada como companheira (...) estou por aí sempre pensando nela" era exatamente a vibe daquele dia e virou trilha sonora das minhas poucas madrugadas pelas ruas da cidade.

Recentemente ela lançou um CD solo. Não me pergunte se foi o primeiro ou se o Pato Fu acabou que eu não sei (mentira, o PF não acabou). Eu só sei que fui ao evento de lançamento que teve em Curitiba - como não amar quem não apenas está no Brasil, mas até mesmo vem no fim do mundo onde você mora? - e consegui foto, autógrafo e amor. A foto tá aí pra provar, o autógrafo esqueci de digitalizar. A coisa mais fofinha, assim como o CD.

Eu acredito muito naquela frase "não conheça seus ídolos", ainda que eu não consiga exatamente botar ninguém nessa posição. Mesmo assim, quando eu conheço pessoas que eu admiro um pouco, rola uma chance catastrófica de decepção. Pois Fernanda assassinou essa regra, sendo a pessoa mais simpática e paciente com quem já interagi do mundo da fama. Sério, a pessoa percebeu que tinha mais gente do que senhas distribuídas e mandou fazer uma lista pra atender TODO MUNDO que quisesse falar com ela, nem que ficasse ali mais 20 horas. Tá de parabéns, porque esse povo todo comprou CD a quase 30 dinheiros, então eu acho que tá certíssima.


oun

Parece legião, mas nem é e você TEM que ouvir: De um Jeito ou de Outro
Uma das minhas músicas favoritas NO UNIVERSO, que minha mãe toca no piano e eu adorei ouvir com letra: Odeon
A melhor música do CD, que é uma pena que vocês não tenham visto acústico ao vivo:






Alexandre Nero (e a Maquinaíma)

Já tô vendo as recalcada falando é que porque tá na moda ser fã do Nero, que ele é ator e eu estou equivocadas, que minha mãe é feia e eu sou gorda. Só que ao contrário de você que descobriu que ele existe duas novelas atrás, eu sou desocupada seguidora desse cerumano desde 2001, quando você ainda nem sabia que ele existia.

Tava eu num aniversário, muito contrariada, quando a música ambiente é desligada e eu penso "Pronto. Tava ruim conversando, magina agora com uma banda bagaceira qualquer". Pois a banda era Alexandre Nero e a Maquinaíma. Em uns 20 minutos eu estava amando. Nero tem aquele tipo de voz que não estraga nas caixas de som, sabe? Voz que não perde a personalidade. Aí ele cantou Magamalabares e Um Índio e eu pensei, MEU DEUS, que músicas são essas? Eu tinha 20 anos e JAMAIS tinha ouvido MPB na vida. Eu era do rock \m/, aqui é rock, SÓ OUÇO ROCK, MERMÃO. Era eu garrada no meu Deep Purple, Iron Maiden, Metallica, Led Zeppelin. Só ouvia isso. Aí escutei MPB na voz do Nero, garrei amor e saí comprando CDs por aí. Depois saí fazendo romaria em bares da cidade, pra ver a banda na sexta, no sábado, no domingo, na terça. 

Ao contrário das minhas amigas, eu estava amando a música e a voz, porque o Nero tinha uma vibe assim, como direi, mendigo. Eu não gosto. Eu gosto de gente arrumadinha, com cara de banho hahaha. Então deve ter sido a minha cara de desprezo eterno que fez com que um dia eu recebesse um email do nosso amado, idolatrado, salve salve. Era alguma coisa sobre sugestões de música e tal, mas foi o começo de uma linda amizade (ryzo). Naquela época, a banda era já bem conhecida em Curitiba, mas com o surgimento do orkut, eu pensei "será que não ajuda a promover?". Fiz a comunidade, convidei o Nero pra entrar - numa troca de emails completamente absurda, uma pena que perdi - e me auto intitulei a presidente do fã clube. Se ele tocasse com o Maquinaíma ou com o Fato, eu estaria lá. Bar, teatro, meio da rua. EU.ESTARIA.LÁ.

Nero toca para a multidão

Se andasse de carro, a pé, se estivesse em casa, estaria ouvindo este CD. Cuja música mais escutada foi, sem dúvida, Assimétrico. Em algum ponto dessa insanidade, Nero foi fazer A Favorita e eu chorei, assim como muita gente, porque ficamos órfãos da nossa banda favorita tocando pela cidade. O que aconteceu em seguida foi ainda mais bizarro: como eu era dona da comunidade da banda no orkut, cada pessoa que se apaixonava pelo Nero e achava a comunidade me adicionava ou botava nos favoritos. Cada vez que ele falava comigo, era uma chuva de "pelamordedels me apresenta", gente que me mandava mensagem chorando, uma coisa de louco. Duas primas minhas entraram em desespero com a situação e queriam que eu pegasse autógrafos de qualquer jeito. Foi uma fase surreal.

o visual duvidoUso

Quando ele foi fazer Cabocla, acabou vindo fazer um show com o Fato em Curitiba (melhor musga) e eu finalmente consegui pedir os benditos autógrafos. Situação mais ridícula da vida é você pedir autógrafo pra alguém que você conhece há anos hahahaha. Tenho uma foto das meninas com eles em algum lugar.


selfie na balada antes do conceito de selfie

Bom, daí pra frente, cada vez menos o Nero estava presente nas apresentações do Maquinaíma, a banda deu uma entrada em coma - não sei se morreu ou se tá dormindo por um longo período -, os outros músicos se juntaram em outras formações pra outras coisas e agora eu vejo o Nero como todo mundo: pela televisão.

Ou, de vez em quando, se ele vem pra algum evento maravilhosíssimo em Curitiba. Tipo a virada cultural do ano passado, em que eu tinha cabelo de 3 cores, bronzeado de 3 cores, 3 toneladas e peguei meu primeiro autógrafo do Nero pra minha própria pessoa.

Nero me pegano e conferino minhas curva de outrora


foto oficial cara de bunda oficial 




No caso de você estar querendo as música tudo, com exceção do último CD, tem aqui. Aliáááás, a mera existência do último CD, Revendo Amor, já me causa extrema felicidade. Teve um tempo que achei que teria que me contentar com as músicas que já existem e com as minhas memórias das versões que ele cantava.

Melhor versão disponível em estúdio: Disritmia
Música maravilhosa do coração: Fila
Ouva urgentemente: Árvores Brasileiras, Sextas e Puta Que Paris

Melhor música de todos os tempos aimeldels, 01 pena que meu vídeo ao vivo ficou ruim:



Nem eu sabia que era tão fã do Nero assim, minha nossa. Dá até vergonha.

De modos que vai aqui uma última confissão antes de terminar esse post: uns anos atrás, quando ficou insustentável a vida no blogger.br, eu resisti até o último minuto trocar de endereço, porque meu blog estava linkado no site do Nero no outro e eu sabia que ele não teria tempo de arrumar. Se você olhar, tá lá ainda. Hahahahaha. Prioridades, gente. Prioridades.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

#100boringdays

day 1


Eu não sou uma pessoa essencialmente amarga, por mais que passe essa ibagem. Eu sou uma pessoa extremamente entediada pela vida e pelas pessoas e isso deve se refletir numa bitchface sem fim quando alguém me diz alguma coisa que parece espetacular no seu ponto de vista e no meu é simplesmente zzZZzZZzzzz (98% do tempo).

Aí eu tenho essa impressão que cêis tudo se contentam com pouco demais, porque meus padrões tão numa boa aqui, não sou eu que tenho que baixar. 

Um tempo atrás, não sei exatamente quanto, começaram a aparecer fotos na minha timeline (em todas elas, feicy, instagrão, tuíter, tudo) com a hashtag #100happydays. Até exatos cinco minutos atrás eu não sabia do que se tratava (e continuo não sabendo, já que não tenho a paciência necessária pra ler um site amarelo), e eu espero DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO que todo mundo publicando nessa tag saiba de onde veio isso.

Ok.

Então eu tava lá vendo as fotos dos outros numa extrema má vontade, porque hashtag causa isso no meu coração, quando me dei conta que, MEU DEUS, seus dias felizes são CHA.TOS.DE.MA.IS. Eu queria poder descrever aqui o tipo das fotos que eu já vi, mas não quero ofender ninguém. Tipo, tem foto de trânsito com essa tag. QUEM FICA FELIZ NO TRÂNSITO? Não me importa se você tá no trânsito de NY e seu sonho sempre foi estar num táxi amarelo por lá, ninguém é feliz no trânsito. Provavelmente nem o taxista com o taxímetro ligado, meu amor. Eu já vi foto de sabonete com a luz estourada. Já vi foto de quina de parede. Já vi foto mal diagramada da cara da pessoa. Já vi foto da cortina empoeirada. AMIGOS, cêis tão precisando urgentemente de um dia feliz nas suas vidas. Essa tag não tá rendendo. 

Por mim, vocês podem publicar tudo under cem dias de conformismo e etc.

Postei no feicy umas duas meia hora atrás que "eu não tenho estrutura emocional pra participar dessa tag, desafio, chatice, whatever de cem dias felizes e tô pensando em criar a tag (caso não exista) 100boringdays porque tem muito mais a ver com as bobagens que todo mundo posta e eu me sentiria super incluída".

Está aí lançado o desafio pra você que sabe que sua vida só é emocionante se você mentir OU estiver de férias OU uma coincidência mágica acontecer. (Até mesmo a mágica de vocês aprenderem a usar a câmera dos seus celulares e os filtros dos aplicativos, haja preguiça.)

Entre você também nessa brincadeira pra diminuir a quantidade de fantasia na internet. Ou, que seja, pra adequar a categoria da foto do seu gato dormindo numa posição completamente normal na caminha absolutamente normal que ele tem. TODO MUNDO TEM UMA IGUAL. Quer ficar feliz com isso, fica (eu também fico). Mas favor não fazer a internet inteira acreditar que cê polianou nervoso aí na sua casa só porque seu gato tava dormindo e etc.

VAMO LÁ, QUE HOJE É SÓ O DIA 01.

(fotos na firma ganham BÔNUS imaginário)

:*********************


segunda-feira, 23 de junho de 2014

desce a picoca




Não sei nem por onde começar.

Talvez eu deva dizer que se tem alguém que ainda tem fé na minha cultura, pode perder. Eu me cerco de bagaceira por todos os lados e não tenho o menor problema com isso. Cinemark começa a passar clássicos nas suas moderníssimas salas e eu permaneço indo apenas pra ver filmes do Zac Efron e etc. Não vejo objetivo em consumir entretenimento que não me faça feliz, sério mesmo.

Eu odeio spoiler. Odeio. Odeio. Eu evito até ver trailers de filmes que eu já tenho intenção de assistir, porque eu não quero saber NADA. A pessoa que vai e vê antes de mim e chega "nossa, cê vai amar", odiar, achar qualquer coisa, eu quero EXPLODIR. Perguntei? EU não quero suas opiniãoooooo. Outro dia vieram aqui me perturbar com os acontecimentos de A culpa é das Estrelas e no meio do meu piti, a frase que eu já esperava: "mas você leu o livro!!1111". É memo, é? O filme, eu vi? Se a resposta é não, SAI DAQUI com seus spoilers. Eu perco amizades por causa disso.

Tem uma regra básica na minha vida. Se eu gostar de um filme, as críticas serão sempre horríveis. Se eu achar o filme um lixo, as críticas serão maravilhosas. Obviamente só leio as críticas depois de ver, então eu já sei o que esperar da crítica de acordo com o meu amor pelo filme. Então, tá cheio de filme que todo mundo ama que eu simplesmente não suporto. Tem apenas dois filmes no mundo mundo que eu parei no meio, sem a menor preocupação em nunca saber o fim. E um deles é um dos filmes mais amados das meninas do universo (lembro nem o nome, peraí): mulan ruge. PELAMORDEDELS, como eu detesto esse filme. Hoje em dia já nem me dou ao trabalho de ver musical, pra evitar a fadiga. 

Antes de ir aos filmes de fato, pode ser que você esteja se perguntando: como você decide que filmes ver, então? Dos jeitos mais idiotas possíveis. Algumas vezes eu abro o imdb e procuro atores de quem eu gosto. Se a pessoa estiver num filme do qual eu não ouvi falar, bingo. Eu posso ter ouvido falar também, não tem problema. E tem também o Graham Norton Show. A pessoa vai lá e dá uma entrevista sobre o filme num dia, eu tô assistindo no dia seguinte. Nem sempre dá certo.

Essa semana, por exemplo, eu vi um monte de filmes - incluindo repetidos - porque eu abdiquei de coisas inúteis como estudar e dormir. A vida é feita de escolhas, né? E, como eu comecei a semana com um dos piores filmes que eu vi na minha vida, veio daí a ideia de fazer um post que eu jamais leria: trabalhado nos spoilers. Se você é como eu, pode já fechar essa pagininha antes do break.







O nome dessa maravilha por aqui é Bem-vindo aos 40. Minha Santa Rita do Passa Quatro. Aí que mora o peligro de não saber nada do filme: é tipo uma continuação de outro filme que eu já detestei, o Ligeiramente Grávidos. Mas eu vi a entrevista com a Leslie Mann, achei engraçadinha, tinha Paul Rudd, achei que não tinha erro. MAS TINHA MUITO ERRO. Eu tinha separado ali aquela horinha e meia padrão pra filmes bobinhos. As pessoas da minha família chegaram em casa, jantaram, tomaram banho, saíram, voltaram, plantaram uma árvore, escreveram um livro e adotaram um filho e eu ainda tava lá vendo essa história que não ia de nada pra lugar nenhum, não fazia sentido, não era engraçada e nunca.acabava.

Um monte de gente engraçada que não conseguia fazer dar uma risadinha, piadas forçaaaando na escatologia, atores que eu só suporto (Jason Segel), atores que eu odeio (Megan Fox), olha. duas horas e meia da minha vida que não voltam nunca mais. Se alguém riu em algum momento desse filme, poderia me informar em qual? Aí cê já tá esgotado, pensando "será que preciso mesmo saber como acaba?" e o filme, sério mesmo, ACABA. Mas a história não. VOCÊ NÃO SABE que fim levou aquela gente, o que aconteceu, o que deixou de acontecer, se caiu uma bomba e matou todo mundo (poderia), não sabe nada.

Eu sempre fico impressionada quando lembro de mim mesma vendo a entrevista e pensando "super tenho que ver esse filme" e tentando lembrar em que momento foi que isso pareceu uma boa ideia. E eu tenho muito que lembrar de olhar quantos mil anos dura um filme antes de ver-lho. Transformarei isso num mantra.

Resumindo: NÃO ASSISTA. Nem se você amar qualquer um dos atores, você vai passar a odiar. Paul Rudd tava quase entrando na pré-lista da próxima edição de meus marydos E FOI CORTADO.






Se tem uma coisa que me desencoraja a ver um filme, essa coisa é ele ter um ator de quem eu não gosto. E rola uma má vontade enorme de minha parte para com (hahaha) o Michael Douglas, não gosto mesmo. Mas vi lá a entrevistinha com o próprio MC (rysos), mostraram uma cena do filme com o Rob Lowe, uma bagaceira sem fim e eu pensei "é esse". Enrolei ainda alguns dias pra ver, não sabia nada do Liberace (não ter ideia da existência de um pianista famoso me deixa um pouco chocada comigo mesma). Mas imaginar Michael Douglas fazendo um personagem tão afetado acabou me ganhando.

Gostei muito da minha decisão de ver esse filme. Demorou pra eu garrar amor pela história, porque eu não tava entendendo bem aonde o filme queria chegar. Mas quando eu entendi, nossa, foi só amor. E ó que eu tava assistindo pela bagaceira, achando que seria só bobagem do começo ao fim e foi um filme bem profundo (no meu ponto de vista). Cheguei ao fim debulhando em lágrimas (quando eu digo isso é que uma lágrima escorreu na minha cara, porque a coisa mais difícil que tem é eu chorar em filme) e só piorou quando fui pesquisar o destino dos personagens na vida e descobri que ficava pior. 

Fora isso,  única coisa que eu lembro é do teje avisado: tem sëx omo sequiçual. CUIDADO ¬¬






O entrevistado que eu vi desse filme foi Stephen Merchant, que é uma pessoa que eu acho muito engraçada em entrevistas e um pouco boring nos filmes. Às vezes eu atribuo isso à minha incapacidade de entender humor britânico, então eu relevo. A cena que promovia o filme continha Minnie Driver, de quem também tenho bastante preguiça, mas olhei o imdb e vi que ela não estava entre os primeiros creditados, aceitei. 

Na minha opinião, é um filme com cara de britânico mesmo, não é a comédia romântica americana que a gente tá acostumado. Não tem nada muito surpreendente no que diz respeito ao gênero, é bem previsível BEM ANTES do meio e etc, é bastante bobo e até um tantinho chato, mas eu achei que valeu como entretenimento inútil. A melhor parte foi aparecer Simon Baker sem que eu estivesse esperando (SB aqui tentando uma vaga na próxima lista de marydos, vai depender um pouco da volta de The Mentalist). Também teve o momento tia véia, em que eu olhei uma personagem e pensei "nossa, a cara da Anna Ferris, só que feia. Não, péra, MAIS feia". E, que surpresa, era mesmo Anna Ferris. (Adoro, acho ótima, mas acho fraca de aparência.) Teve também um drops de Olivia Colman no que deve ser o pior papel da vida dela (eu tenho uma queda eterna pela Ellie Millaaaaaarrrrrrrrr, acho insuperável), mas eu até gostei, no geral.

Não encorajo ninguém a sair correndo atrás desse filme e etc, mas se você gostar do gênero e não tiver MAIS NADA pra ver, pode ver sem medo de ser feliz. Evite parentes na sala.






Eu preciso realmente dizer que MORRO.DE.PREGUIÇA. da pessoa que atender por Sam Rockwell? Fico ofendida quando ele é o pretendente de alguma menina bonita, porque sempre acho que rola aquela vibe de se contentar com o cara feinho porque ele é tão enriquecido ~internamente~. PFV, gente. Agora, se você me perguntar se eu vi esse infeliz numa entrevista e mudei de ideia, eu te digo que: não. Não faço A MENOR ideia de onde eu encontrei esse filme, mas considerando a existência de Peter Dinklage nele, eu desconfio. Mas eu lembro que não foi no imdb nem nada, até porque se eu visse Vince Vaughn no elenco, estaria naufragada a experiência. VV e Jack Black me fazem correr na direção oposta. Sou muito ressentida de JB estar em um dos meus filmes favoritos, fazendo par com o ser humano mais lindo que pisa na Terra: The Holiday. Masssss, foco. Grazadeus VV aparece pouco, mas quando aparece, é pra coisa que eu mais odeio: explicar o filme para dummies. Sabe quando dá impressão que o diretor não acredita na nossa capacidade de entender sozinhos, tipo o fim do Psicose? Rola uma explicação super didática, quase usando giz colorido e tudo? Me desgusta. 

Bom, esse filme também tem Busy Philipps fazendo a 394857ª coadjuvante de sua vida. Pra mim, é como quando tem a Judy Greer, cê já sabe que vai ser um filme bonitinho. 

A história tem uma vibe bem moderna, meique girando em torno do facebook e do maior pavor da minha vida: o cara perfeito que gosta de tudo que eu gosto. Mas se NADA mais valer esse filme, o personagem absurdo do nosso anão mais amado de todos os tempos já vale. Filminho curtinho, bonitinho, fofinho, vale uma tarde de frio sob edredons.







ME.ACODE.

Meu amor por Jane Austen começou por intermédio da Sandra Bullock em um daqueles filmes que eu digo que é um dos meus favoritos, e é mesmo, mas todos os filmes que eu tenho em DVD são dos meus favoritos e eu tenho uns 100 DVDs, então me deixa. Em A casa do lago, Sandy diz que seu livro favorito é Persuasão. E que o plot do livro tem a ver com timing. Mas gente, saí do filme direto pra livraria, porque se tem um problema que eu tenho na minha vida, esse problema é timing. 

Aí eu li Persuasão em português E inglês, aí li Orgulho e Preconceito nas duas línguas também, mas só um deles tinha filme de fácil acesso e vocês já sabem qual é. Revirei o universo atrás do filme Persuasão e acabei encontrando. Mas é um filme meio baixo orçamento, apesar de super fiel ao livro. Eu gostei, gostei muito. Mas nada se compara ao efeito devastador que o Mr. Darcy de Matthew Macfadyen causou na minha vida. NÃO, nem o de Colin Firth causou esse desespero no meu corassaum. E aí eu fiquei assim meio que obcecada com Jane Austen, mas de uma forma completamente sã, uma vez que ainda não li os livros todos muito menos vi os filmes todos, mas eu fico procurando referências ou inspirações de Lizzies e Mr. Darcies EVERYWHERE. Eu acho, inclusive, que cinquenta tons de enganação é uma delas.

Aí eu tava lá numas de amar muito profundamente Matthew Goode (brigada, The Good Wife) e reassistir Leap Year mais ou menos cinquenta mil vezes neste mês, quando vi aqui nas minhas coisas baixadas e ainda não assistidas Death Comes to Pemberley, do qual assisti apenas o primeiro capítulo. Frustradíssima por motivos de MG não ser o Mr. Darcy, mas Mr. Wickham. 01 SACANAGI.

Terminei o episódio e fiquei meio com pregs de ver o seguinte, mas como lhe dar com o fato de não querer me comprometer com 50 minutos de seriado e aceitar de bom grado uma hora e meia de filme? Também não sei.

Catei lá no fundo do armário o filminho aí de cima e fui assistir. MAS OLHA. Eu sei que a crítica detestou, eu sei que ninguém vai muito com a cara da Felicity e etc, mas eu AMEI. Você tem que ter alguma ideia de como Jane Austen funciona, de como Orgulho e Preconceito funciona, senão eu acho que não tem muita graça, porque o filme parece assim um tanto bipolar. Cê nunca sabe se tá lá nos mileoitocentos ou dois mil e tanto, de repente o Mr. Darcy genérico aparece com um netbook no colo pra trazer a gente de volta pra realidade, Lizzie wannabe tá lá falando num celular cor de rosa e você tem que lembrar que tá tudo acontecendo no ~presente~ e etc. 

Se você """""conviveu""""" RYSOS o suficiente com dona Jane, cê já sabe o que vai ser do fim do filme. No meio do filme cê já tem certeza de quem é quem e etc. Mas dá um calorzinho no coração ver a história se desenvolvendo. Em mim, dá.

Me dá também um pouco de tristeza a rapidez com que a coisa é resolvida bem no finzinho, eu acho que dava pra gastar uns 15 minutinhos a mais de filme pra me convencer, mas eu não tenho grandes pretensões pra comédias românticas geralmente, desde que ninguém morra no final e as pessoas que supostamente devem ficar juntas, fiquem. 

OUSSEJE, eu recomendo a você que leu até aqui ir lá ver esse filme bonitinho o mais rápido possível. Só sei que tá na minha lista de DVDs que mamãe trará da belíssima Europa pra mim, já que aqui não tem. O livro - que eu ainda não li, mas vi boatos de que o filme não seja fiel - eu já tenho. Só falta ler.



sexta-feira, 13 de junho de 2014

mãe, tô doente, não quero ir pra escola

esta ibagem representa a sensação maravilhosa de voltar 
pra escola e parecer que estou, na verdade, 
em uma nave extraterrestre


Gente, xô contar uma coisa pra vocês:

Eu, que já não tinha sarna suficiente pra me coçar, voltei a estudar.

Sim, eu me odeio. Mas ainda quero ser rica, pra me odiar na Europa, por exemplo. Só que eu não vou contarlhos o que eu estou estudando, não por enquanto. Cêis podem aí pensar que é cursinho de ingrêis, culinária, corte e costura, outra graduação, supletivo, português para analfabetos funcionais, mecânica, física for dummies, doutorado na Suécia. Você decide.

E eu não quero falar por motivos de: estou apenas testando. Eu não sei dizer se a) vou ter força de vontade pra concluir a missão (milarga) e b) se o objeto de estudo vai me aceitar enquanto apreciadora da arte de estudar q

(Nesse momento materializa-se o prôfe na minha frente e eu acho que vem a ser um sinal. Sério.)

O importante é explicar que é disso a culpa de eu estar menos presente nas ~redes sociais~. Porque, obviamente, eu já estou enlouquecendo.

Passei a última semana lendo loucamente tudo que era artigo ou estudo de caso minimamente relacionado com a matéria, porque aparentemente as pessoas concluíram em 4 horas de convívio que eu vinha a ser muito inteligente (q) e estão esperando demais da minha pessoa.

Aliás, estudar, pra mim, é um problema. Porque envolve convívio social ~íntimo~ e intenso com pessoas que raramente compartilham da minha visão de mundo, de modos que jamais seriam meus amigos no mundo real.

Aí tem aquele momento fatídico, que nenhum professor conseguiu superar ainda, apesar de estarmos em 2014, que todo mundo tem que se apresentar. QUAL É A NECESSIDADE DISSO? E eu tento, com muito afinco, ser a pessoa que diz "oi, eu sou a Vanessa, eu sou formada nisso, meus interesses são esses e é isso aí", mas nunca.acontece.

Eu fui lá me apresentar e de repente já tava fazendo um stand up comedy involuntário, tava todo mundo rindo loucamente, decorando meu nome e minha cara e aquelas duas meninas que se levam a sério demais já estavam me olhando com cara de bunda e provavelmente mentalizando coisas feias a meu respeito apenas porque eu não tenho auto controle. Aí o prôfe mandou fazer duplas e todos - menos as duas xaropes - queriam fazer dupla comigo. Uma.hora.de.aula.

Pra vocês terem uma ideia do meu ~magnetismo~, na primeira aula eu cheguei meia hora antes de todo mundo (sou dessas), larguei minha mochilinha de coraçõezinhos num lugar onde eu SEMPRE sento, saí da sala e fiquei admirando a belíssima paisagem do lugar (de forma não irônica, é bonito mesmo). Quando todo mundo chegou, eu entrei e as pessoas estavam como em qualquer primeiro dia de aula: espalhadas.

Na segunda aula eu já não fui a primeira a chegar, porque nesse dia eu resolvi almoçar (ai, que rebelde) e as duas pessoas que chegaram antes de mim estavam nas mesas próximas de onde eu estive na aula anterior. Cheguei, sentei e comecei a resolver um problema pelo celular e não prestei atenção nas pessoas chegando depois de mim. Quando levantei a cabeça, TODAS as pessoas da sala estavam concentradas à minha volta. Sério, sem sacanagem. Eu quase tirei uma foto.

Na hora do intervalo eu sempre dou uma enroladinha pra sair da sala, pra evitar socialização (milarga). Duas pessoas da sala, aquelas super participativas, que fazem parecer que sabem de tudo, ficaram enrolando também. Fui vencida pelo cansaço, levantei e fui saindo, niqui vêm os dois me cumprimentar com apertos de mão (saaaaaaaaaai) e puxar assunto. Um deles, inclusive, pedindo desculpa por discordar de mim em alguma discussão tão relevante que até agora eu não consigo lembrar. E eu disse pra ele "magina, tem problema não, na verdade eu não lembro e você deveria estar errado kkkk" e etc. 

O prôfe, com quem eu já mantinha relações sociais antesmente de começar esse negócio, veio me dizer que eu preciso socializar e eu disse que não quero a não ser que seja com o belíssimo filho que ele tem à disposição do universo risos, mas me deu mais umas semaninhas pra permanecer na minha poça de pedância. 

Até porque as duas menininhas do olhar atravessado não tão ajudando na minha vontade de entrar no grupo. Assim como a sala toda no geral, olhando em shock quando eu entro na sala com jeans de bolinhas ou estampinhas, suéteres irônicos, tênis que brilham, mais acessórios que uma árvore de natal, enfim, o Agostinho Carrara nosso de todo dia, com o qual o resto da sociedade se acostumou.

O problema é que agora eu tenho que produzir um artigo saído completamente do éter. E, gente, sejemo franco, eu tô há 9 anos e meio fora da escola, quais as chances de isso dar certo? Ainda mais com as pessoas enfiando nas próprias cabeças que eu me trato de uma pessoa inteligente e com muitos neurônios disponíveis pra criar loucamente? Eu já estou com três seriados atrasados dos seis que eu acompanho nessa época do ano. Eu já empaquei na leitura de Game of Thrones e dos outros dois livros que eu leio ao mesmo tempo. Já repeti roupa 3 vezes na semana (não sem antes lavarlhas, obviamente) porque minha criatividade foi drenada por essas pessoas que vivem de bolsa e capes e qualis e MEU OVO EM CHAMAS. 

De modos que eu prevejo um semestre nebuloso na minha vida e já peço que midesgupem pela diminuição de posts, de respostas no ask, de bobagens no feicy e etc.

Aí vem algum espírito de porco me dizer que pelo menos vem a ser uma ótima oportunidade de conhecer pessoas (as if) ou até mesmo pelo amor dedels, arrumar um marido.

COMO SE ALGUÉM ALGUM DIA tivesse encontrado uma pessoa bonita, legal, engraçada e inteligente (não confundir com QI alto) no mundo acadêmico após os 30 anos (ou antes).

Fiquem ligadinhos nas SENAS dos próximos capítulos, pra saber se eu aguentei o tranco, se eu desenvolvi meu intelecto, se eu mantive a sanidade, se eu consegui namorar o filho do professor, se eu arrumei um marido, se eu postei belíssimas fotos no instagram, se eu garanti minha vaguinha na universidade de Lund.

Mentalizem paz cintilante na minha direção e obg.



segunda-feira, 2 de junho de 2014

fuén


No episódio de hoje de "nossa, mas como você é burra, cara", eu fiquei uns cinco minutos parada no estacionamento da academia tentando lembrar onde raios tinha enfiado minha bicicleta. me dei por vencida e pensei "vou à pé então, né?", concluindo que não tinha ido de bicicleta coisa nenhuma.

Não tinha mesmo: por causa do frio da manhã e do meu suave atraso pra sair de casa, eu tinha ido de carro, e só me dei conta quando olhei pro lado derrotada e VI O CARRO paradinho logo ali.

Fim.