quinta-feira, 11 de julho de 2013

Doctor Who Experience



Eu sei que estou levando um ano (literalmente) pra contar dessa viagem, mas dá licença que eu tô vivendo dessas memórias e sofrendo porque não vou voltar neste ano? Brigada.

Bom, um aviso importante sobre este post: se você não tem nenhuma familiaridade com o universo de Doctor Who, ele pode realmente não te interessar.

No caso de DW estar entre seus interesses, devo avisar que vai ter spoilers. Porque teve gente que se recusou a ouvir sobre isso pra não saber o que vai acontecer quando for a uma hipotética DWE, sendo que a) nunca se sabe se vai existir uma próxima e b) elas raramente são iguais à anterior. Mas cada um com suas maluquices.

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Primeiro eu acho que devo dizer que achei que a localização da DWE fosse um pouco mais óbvia. Mas, na verdade, Cardiff parecia ter muito mais amor por Torchwood. Na primeira noite que fui até Cardiff Bay, eu vi as plaquinhas que indicavam pra que lado a DWE ficava, mas tanto pela placa quanto pelo mapa, eu achei que era só descer do trem no sentido do Millennium Centre, passar por trás do prédio e tcharam. Só.que.não.

Dei vinte voltas no Millennium Centre, fui parar num centro de exposições que tava promovendo a festa de uma rádio. No próprio Centre ninguém sabia exatamente onde estava o que eu estava procurando (ou meu inglês tava falhando ou nego era meio lentinho, porque não tem muito erro em "where's the doctor who experience?", né?

Eu ainda tinha uma hora pra achar o lugar e Cardiff não é exatamente uma cidade gigante, então fui andando pela baía, acreditando no amor, na sorte e na minha impressionante capacidade de localização no hemisfério norte (tive a confirmação de que nasci no hemisfério errado), mantendo sempre a direção da placa inicial. Uns 20 minutos depois, achei o lugar, meio afastado, mas nada que um morador local nunca deva ter visto.

Chegando lá, a coisa do horário dos ingressos era bem mais flexível do que parecia, especialmente de manhã, já que eles davam preferência pra que crianças entrassem juntas, sem adultos. No meu horário eram umas 30 crianças e a moça me perguntou se eu podia esperar. MAS É CLARO. Eu quis acreditar que não seria a única tia véia ali hahahah. E não fui. 10:30h tava cheio de bocó da minha faixa etária, esperando na fila ansiosamente.

No hall, objetos da River Song, pedaços de Daleks, paredes cobertas pela palavra exterminate. Encontrei a gift shop e me segurei pra não começar a comprar tralha antes mesmo de ter a experience. Voltei quietinha pro meu lugar na fila.










Assim que a gente entrava, tinha um aviso de que durante a experiência não era possível filmar ou fotografar. O que eu acho muito legal, senão ninguém aproveitaria nada. Então ficamos todos num espaço como se fosse uma sala, todos em pé, na frente de um telão. Eu tenho um problema sério com telas de projeção, porque se elas não forem impecavelmente lisas e brancas eu perco o foco e em 5 minutos de filme eu já estava contrariadíssima com um risco bem no meio da exibição. Mas eu estava focadíssima em entender o que o amado Doctor me dizia (na emoção, no som abafado e sem legenda, eu tava com medo de me sentir analfabeta), então levei um tempinho pra perceber que aquilo era.a.fenda.do.tempo. ahahahhahahahaha.

Então tá lá o Doctor explicando que uma catástrofe aconteceu e ele perdeu o controle da TARDIS e nós fomos inexplicavelmente parar ali, de modos que se a gente podia ver aquela mensagem, é porque a fenda estava perto de se abrir E NUM É QUE A PAREDE ABRIU BEM NA FENDA? Felizmente eu não conhecia ninguém e pude ter um chilique bem ridículo nesse momento, porque só estando lá pra entender a vibe de tudo ficando escuro, a luz saindo do meio da fenda e aquele trem abrindo.

Quando a fenda abre, a gente tá numa sala meio zoneada, parece uma biblioteca e MEODEOS, Donna Noble has been saved, Donna Noble has left the library, é lá memo que a gente tá!!!11!1!

Devido à demora pra contar sobre esse evento, algumas coisas estão definitivamente confusas na minha cabeça agora. Mas eu lembro de a gente tendo que procurar coisas pela biblioteca, de barulhos, de uma tela com a imagem do Doctor passando instruções, até que a gente ouve uma explosão, a imagem do Doctor desaparece e só sobra a voz dele mandando correr. A gente corre e fica de cara com a TARDIS, que se materializa na sua frente. Sério, o efeito é sen.sa.cio.nal. Com barulhinho e tudo.

Aqui eu tenho uma pequena dúvida na ordem dos eventos, mas eu vou contar como eu acho que foi e whatever.

Aí corre todo mundo pra dentro da TARDIS e dá vontade de chorar, porque é a sala de comando do 10th e você acha muito que é a Rose enquanto sobe a rampinha de acesso. Aí todo mundo se posiciona em volta da mesa de controle e o Doctor reaparece numa tela na TARDIS e diz o que cada um deve fazer e quando. EU TIVE QUE PUXAR UMA ALAVANCA, TÁ ENTENDENDO? EU VOEI A TARDIS. Eu ouvi o barulhinho dos freio tudo puxado, eu ouvi a materialização, EU VI A MATERIALIZAÇÃO, cê tá entendendo?

Agora que vem a parte que eu tava em dúvida. Não lembro se os Daleks vêm antes ou depois de a gente estabilizar a TARDIS. Só sei que de repente a gente tá encurralado no meio de uma sala, com os fiduma ronquifuça apontando pras nossas cara, berrando ex-tah-mi-na-te e você quase borra as calça, porque é tudo muito real. Tinha criança lá em pânico hahahhahaha.

Mas aí o Doctor recupera o comando da TARDIS e salva todo mundo, tira a gente dali e deixa na mais perfeita segurança na Terra, em Cardiff, numa manhã que não é de domingo, porque domingos são boring.

Parece meio bobo contando assim (é mêmo?), mas não é tão rápido nem tão simples, nem bobo. É sensacional. Dá vontade de chorar e de ficar pra sempre e de achar a TARDIS e ir ver outros planetas.

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Bom, quando a gente sai, sai numa espécie de exposição de dois andares. No começo, tem várias TARDIS, o 11th, alguns vilões, algumas coisas originais guardadas, tipo as sonic screwdrivers, bengalas, objetos em geral dos 11 Doctors. E tem um manequim com todos os figurinos principais e um painel com explicações. Aí tem a sala de comando da TARDIS do 10th, PERFEITA, e um telão que mostra a cena da regeneração em looping e a gente pode chorar na frente dela sem ser julgado. Do lado, mais duas versões da sala de comando: a do primeiro Doctor e aquela que a Idris mesma faz. Uma mais linda que a outra.







cêis tão entendendo que sou eu na TARDIS? do 10th? com colar de TARDIS? METATARDIS?

















post its em gallifreyan ♥





Dá pra sentir o foco da pessoa andando pelo ambiente pela ordem das fotos. Deixei assim pra dar a mesma emoção hahaha.

Você pode andar por ali o tempo que quiser e eu confesso que enrolei horrores, porque achei que era só o que tinha. Aí eu subi as escadas e dei de cara com:

a cara de Boe ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

Não tinha como não amar. Tinha mais zilhões de coisas pra ver no andar de cima, também, pelo tempo que você quisesse. Fiquei lá milhões de anos.

Tinha a evolução dos Cybermen. Aquele primeiro outfit zoadíssimo, aqueles mais engraçados dos anos 80, os assustadores de hoje em dia. Todos. Mó pavor daquele zóinho que parece que tem uma lágrima. 

Um monte de lindíssimos Silence, oi quiqui eu tô falano mesmo? Hihihi


o.berço.de.melody.pond.



dalek colorido

walk like a cyberman







pior.personagem.do.pior.episódio.ever.

melhor ET ♥♥♥♥♥

de nada

Dei duas voltas nesse andar, tirei milhões de fotos que provavelmente só têm graça pra mim e saí, com muita dor no coração.

Fui direto pra lujinha, pra me acalmar gastando. Quero nem lembrar quantas libras mais pobre eu fiquei e quanto tempo levei pensando "isso eu não acho nunca mais, isso eu posso importar, isso eu nem queria tanto" e por aí vai. Ainda não tirei foto de tudo que comprei, mas o lego de vanishing TARDIS tá entre as coisas favoritas de todos os tempos.

No caminho de volta pra Mermaid Quay eu tive tempo de ficar admirando a TARDIS encalhada na baía.






Depois de o melhor passeio da vida estar feito, o resto do tempo era só pra aproveitar Cardiff. Se eu soubesse o quanto aquele lugar era lindo, teria ficado 20 dias lá.

Nos próximos episódios: uma ode a Cardiff e a viagem sem fim.

FALTAM.APENAS.DOIS.CAPÍTULOS.

Vocês aguentam, eu sei.